Diferenças entre edições de "Meliaceae"

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| imagem = Chinaberry1216.JPG
| imagem_legenda = ''[[Melia azedarach]]'' em flo.flor
 
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| reino = [[Plantae]]
| ordem = [[Sapindales]]
| família = Meliaceae
| família_autoridade= [[Antoine Laurent de Jussieu|Juss.]]
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<center>''Ver texto''</center>
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|mapa_legenda=Distribuição geográfica das Meliaceae.
}}
'''Meliaceae''' é uma [[família (biologia)|família]] composta por [[árvore]]s e arbustos, dióiocos ou monóicos, de casca muitas vezes bastante amarga e com a presença de células secretoras de resina. As [[folha (botânica)|folhas]] das meliáceas são sempre compostas, alternas, pinadas, sem [[estípula]]s e às vezes com púlvinos na base. As [[flor]]es são bissexuadas ou unissexuadas por aborto; possuem [[estaminódio]]s e [[pistilódio]]s bem desenvolvidos; os filetes são livres, unidos em tubo ou ainda adnatos na parte inferior do androginóforo colunar como em ''[[Cedrela]]''. Os [[fruto]]s são [[cápsula]]s loculicidas, septífragas ou raramente drupas como em ''[[Melia]]''.
 
==Descrição==
[[imagem:Meliaceae.gif|thumb|left|300px|Características morfológicas]]
=== Folhas ===
Folhas compostas, às vezes com gema apical (''[[Guarea]]''), raramente simples; alternas, ou raramente opostas, pinadas, sem estípulas, raramente com pontuações translúcidas, e às vezes com pulvinos na base. '''Meliaceae''' são reconhecíveis pelas suas folhas espiraladas e bem desenvolvidas contrafortes, ou seja, as bases das folhas estão inchadas e mais ou menos alongadas verticalmente. Os folhetos são muitas vezes opostos, secos, finos e quebradiços, com pouca forma de venação terciária evidente.
Seus biomas são [[Amazônia]], [[Caatinga]], [[Cerrado]], [[Mata Atlântica]], [[Pantanal]].
==Adaptações/Caracteres Evolutivos==
[[imagem:Flor de Swietenia macrophylla..jpg|thumb|left|400px|Flor de ''Swietenia macrophylla'']]
Uma adaptação da família é que a maioria das meliáceas possui um tubo floral bem desenvolvido, que é formado pela conexão dos filamentos – uma forma bastante incomum de formar um tubo. As adaptações ampliam-se nos modos de dispersão de [[sementes]] e de [[polinização]]. [[Abelhas]] e [[mariposas]] são os principais polinizadores das pequenas flores nectaríferas de Meliaceae. Gêneros com drupas ou cápsulas e/ou sementes coloridas são dispersas por [[aves]] e [[mamíferos]] (incluindo [[morcegos]]). Sementes aladas (como em ''[[Swietenia]]'' e ''[[Cedrela]]'') são dispersas pelo vento.
 
Do ponto de vista econômico, merecem destaque algumas espécies que produzem madeira de boa qualidade, valorizada para fabricação de móveis, instrumentos musicais, acabamentos de interiores e construções navais, como o mogno (''Swietenia macrophylla'') e o cedro-branco (''Cedrela fissilis''). Outra espécie bastante importante é a árvore neem (''Azadirachta indica''), que produz uma resina [[anti-séptica]] usada medicinalmente ou na produção de pasta de dente, sabonetes e loções. A madeira de muitas espécies desta família está entre as mais procuradas madeiras comerciais do mundo (Muellner et al., 2003), principalmente para a indústria moveleira, além da possível utilização na arborização urbana, e de possuírem compostos ativos como os metabólitos secundários conhecidos como liminóides e meliacinas (Mabberley et al., 1995). Essas substâncias são utilizadas como repelentes de insetos (Valladares et al. 1999; Abdelgaleil et al., 2001. Simmonds et al., 2001), como ação inseticida (Schneider et al., 2000; Greger et al., 2001), fungicida (Govindachari et al., 1999. Engelmeier et al., 2000), bactericida (Kumar & Gopal, 1999, Aboutatb et al., 2000) e antiviral em plantas (Singh et al., 1998) e ainda observa-se a ocorrência de numerosas substâncias com efeitos medicinais em humanos e animais (Bamba et al., 1999, Benencia et al., 2000; Benosman et al., 2000).
==Conservação==
[[imagem:Swietenia macrophylla.jpg|thumb|right|200|''Swietenia macrophylla'']]
A excessiva exploração mundial de espécies de Meliaceae tem causado uma redução considerável na população dessas espécies. No Brasil, esta exploração desordenada de espécies de Meliaceae ocorre principalmente na região amazônica, provocando grande impacto sobre a estrutura genética e populacional nas áreas de ocorrência natural. Este processo de exploração, aliado às altas taxas de desmatamento, provoca a fragmentação das áreas contínuas da floresta tropical e do isolamento de populações inteiras, prejudicando, ou mesmo inviabilizando, o fluxo gênico entre os indivíduos (White et al., 2002).