Diferenças entre edições de "Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo"

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Com a derrota paulista, o governo central designou como interventor no estado [[Armando de Salles Oliveira]]. Engenheiro formado pela [[Escola Politécnica de São Paulo]] e cunhado de Júlio de Mesquita Filho, por pressão deste acabou criando a Faculdade simultaneamente à criação da [[Universidade de São Paulo]] em 1934.
 
==A Batalha da [[Rua Maria Antônia]] e o fim da FFCL==
 
Em julho de 1968, estudantes da FFCL e da [[Universidade Presbiteriana Mackenzie]] se enfrentaram por cerca de 10 horas na região central de São Paulo após um ovo ser atirado contra estudantes da USP que faziam uma espécie de pedágio nas imediações para arrecadar fundos para o congresso da [[UNE]]. O enfrentamento acabou causando um princípio de incêndio no prédio da FFCL que foi atingindo por coquetéis Molotov vindo dos estudantes do Mackenzie. Após a morte do estudante secundarista José Guimarães de 20 anos alvejado por um tiro de arma de fogo, intensas manifestações por parte dos estudantes da USP se seguiram, culminando em uma intensa repressão policial que até o momento tinha se mantido afastada do conflito. Os prédios das duas faculdades acabaram sendo invadidos pela polícia e após o episódio a FFCL foi transferida para o [[Campus Armando Salles de Oliveira]], onde hoje funciona a [[FFLCH]]. A Mackenzie até hoje funciona no mesmo local e o antigo prédio da USP foi devolvido à instituição em 1993, onde hoje funciona o [[Centro Universitário Maria Antônia da Universidade de São Paulo]].
O ovo veio antes. Estourou na cabeça de um estudante. Depois vieram outras explosões, de coquetéis Molotov, bombas, rojões, mais tiros de revólver, para transformar um pedaço da Rua Maria Antônia, no centro de São Paulo, num campo de batalha. Poderia ter sido mais uma briga, marcando a rivalidade entre os alunos da Universidade Mackenzie e a Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, uma em frente a outra se encarando com maus olhos há muito tempo. Mas a incrível batalha foi longe demais: há um morto, um moço de vinte anos, muitos feridos, os prédios de duas escolas danificados, vários carros virados e incendiados. No mesmo momento em que os universitários brasileiros reclamam um nível melhor de ensino e pretendem uma participação mais ativa na vida política do País, 3.000 estudantes do Mackenzie e 2.500 estudantes da Faculdade de Filosofia da USP deflagram a sua guerra por causa de um ovo. Para um estudante do Mackenzie, "essa briga prova que não há lugar para duas escolas na Rua Maria Antônia". É muito pouco para tanta violência. Uma coisa é certa: aos dois lados faltou a visão das conseqüências políticas e dos danos materiais que a briga provocaria - e faltaram líderes para deter a briga, antes que chegasse onde chegou. Ao lado do caixão de José Guimarães, o jovem secundarista que tombou na batalha sem glória, Dona Madalena, a mãe desolada, chora, enquanto o irmão mais velho, Ladislau, repete para cinegrafistas e fotógrafos: "Filmem e fotografem à vontade. Talvez tudo isso sirva para alguma coisa, um dia".
 
Com a mudança da FFCL para a o Campus, pouco a pouco os institutos de exatas e biológicas foram se desgrudando da FFCL, sendo que o primeiro a se desgrudar foi o Insituto de Física, seguidos pelos de Matemática, Química etc. É por esse motivo que ainda hoje, esses institutos tenham o nome de institutos, e não de faculdades, em memória aos tempos da FFCL. Quando todos esses institutos se desgrudaram, a FFCL passou por um projeto de reformulação, e se tornou a [[FFLCH]].
 
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