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A '''Batalha de Covadonga''' foi a primeira grande vitória das forças militares [[Cristianismo|Cristãs]] na [[Hispânia]] a seguir à [[invasão muçulmana da Península Ibérica|invasão árabe]] de [[711]]. Uma década depois, provavelmente no [[verão]] de [[722]], a vitória de Covadonga assegurou a sobrevivência da soberania cristã no norte da [[Península Ibérica]], e é considerada por muitos autores como o início da [[Reconquista]].
Sete anos depois da invasão árabe sobre a Hispânia, [[Pelágio das Astúrias]], um [[nobre]] descendente dos monarcas [[visigodos]], conseguiu expulsar um governador provincial, [[Munuza]], do distrito das Astúrias, no noroeste da Península. Conseguiu segurar o território contra inúmeras investidas dos [[árabes]] para o recuperar e depressa estabeleceu o [[Reino das Astúrias]] que viria a transformar-se na região cristã de soberania contra a [[Al-AndalusAlandalus|expansão islâmica]]. Pelágio, embora incapaz de conter os Muçulmanos em muitas situações, sobrevivia e dinamizava o movimento para a Reconquista.
 
<!-- Citar Alexandre Herculano, que narra a história de uma forma bem eloquente -->
Após a vitória de Pelágio, as populações das vilas asturianas emergiram com as suas armas, matando centenas de mouros. Munuza, reconhecendo a derrota, organizou outra força e reuniu os sobreviventes de Covadonga. Mais tarde, iria confrontar Pelágio e o seu exército, agora aumentado, perto de [[Proaza]]. Novamente Pelágio vence, e Munuza morre na batalha.
 
Após a queda do [[Reino Visigótico]] em [[711]], os resistentes aos [[Omíadas]] refugiaram-se no [[norte]] da [[Península Ibérica]], na [[cordilheira Cantábrica]], e escolheram [[Pelágio das Astúrias|Pelágio]] como [[rei]] ([[718]]), filho de [[Fávila]], um nobre da corte do rei [[visigodos|visigodo]] [[Égica]]. Pelágio fixa a sua capital em [[Cangas de Onís]] e encabeça a resistência. Recusa-se a pagar tributos aos Omíadas e após reforçar o seu [[exército]] com combatentes que continuavam a chegar, ataca pequenas guarnições omíadas da região.
 
Os omíadas, cujo poder na Península se concentrava em [[Córdova (Espanha)|Córdova]], não parecem preocupados com essa insurreição naquela afastada região montanhosa, sem grande interesse estratégico para eles. Tanto mais que os seus recursos eram absorvidos com as campanhas do outro lado dos [[Pirenéus]], contra o [[reino franco]]. Mas após a [[batalha de Tolosa (721)|derrota]] de [[721]] em [[Toulouse|Tolosa]], o governador [[Ambiza]] (Anbasa ibn Suḥaym Al-Kalbiyy), do [[Al-AndalusAlandalus]], decide enviar uma expedição punitiva contra as Astúrias, vendo ali uma vitória fácil para elevar o moral das suas tropas. Encarrega [[Munuza]] na preparação da expedição. Munuza envia então o [[general]] Alqama acompanhado por Oppas<ref>{{citar livro|título=The Story of the Crusades|editora=BiblioBazaar|ano=2010|autor=Thomas Andrew Archer, Charles Lethbridge Kingsford, Henry Edward Watts|isbn= 1149868082}}</ref>, irmão do antigo rei visigodo [[Vitiza]] e [[arcebispo]] de [[Sevilha]], para negociar a rendição dos Asturianos. Após o fracasso das negociações, os Omíadas, em maior número e melhor organizados, perseguem Pelágio e seus homens. Os asturianos levam pouco a pouco os Omíadas ao coração das montanhas até atingirem Covadonga, num estreito vale de fácil defesa, quando apenas restavam 300 homens.
 
== Desenvolvimento ==