Diferenças entre edições de "Histeria"

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A '''Histeriahisteria''' (do [[língua francesa|francês]] ''hystérie'' e este, do [[língua grega|grego]] ὑστέρα, "útero") faz referência a uma hipotética condição [[Neurose|neurótica]] e psicopatológica, predominante essencialmente nas mulheres. O termo tem origem no termo [[Medicina|médico]] [[Língua grega|grego]] ''hysterikos'', que se referia a uma suposta condição médica peculiar a [[mulher]]es, causada por perturbações no [[útero]], ''hystera'' em grego. O termo ''histeria'' foi utilizado por [[Hipócrates]], que pensava que a causa da histeria fosse um movimento irregular de [[sangue]] do útero para o [[cérebro]].
 
Segundo a Psicanálise é uma [[neurose]] complexa caracterizada pela instabilidade emocional. Os conflitos interiores manifestam-se em sintomas físicos, como por exemplo, [[paralisia]], [[cegueira]], [[surdez]], etc. Pessoas histéricas frequentemente perdem o autocontrole devido a um pânico extremo. Foi intensamente estudada por [[Charcot]] e [[Freud]].
Aos poucos foi-se observando que a histeria não era um distúrbio que acometia exclusivamente as mulheres, mas nelas predominava. Teorizou-se, então, outra segmentação da estrutura neurótica: estava-se diante dos obsessivos que, com sintomas diferentes, também apresentavam grande sofrimento psíquico. Esta sintomatologia, embora predominantemente masculina, não pode ser tratada como exclusiva dos homens.
 
Nas palavras de Freud: "O nome “histeria” tem origem nos primórdios da medicina e resulta do preconceito, superado somente nos dias atuais, que vincula as neuroses às doenças do aparelho sexual feminino. Na Idade Média, as neuroses desempenharam um papel significativo na história da civilização; surgiam sob a forma de epidemias, em conseqüência de contágio psíquico, e estavam na origem do que era fatual na história da [[possessão]] e da [[feitiçaria]]. Alguns documentos daquela época provam que sua sintomatologia não sofreu modificação até os dias atuais. Uma abordagem adequada e uma melhor compreensão da doença tiveram início apenas com os trabalhos de Charcot e da escola do Salpêtrière, inspirada por ele. Até essa época, a histeria tinha sido a bête noire da medicina. As pobres histéricas, que em séculos anteriores tinham sido lançadas à fogueira ou exorcizadas, em épocas recentes e esclarecidas, estavam sujeitas à maldição do ridículo; seu estado era tido como indigno de observação clínica, como se fosse simulação e exagero (...) Na Idade Média, a descoberta de áreas anestésicas e não-hemorrágicas ([[sigmata Diaboli]]) era considerada prova de feitiçaria.".
 
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