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| imagem10 = Lisa Ono.jpg|legenda10 = [[Lisa Ono]]<ref>{{citar web |url=http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/ver/lisa-ono|título=CliqueMusic - UOL|obra=[[UOL]]|arquivourl=https://web.archive.org/web/20110810052158/http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/ver/lisa-ono|arquivodata=10 de agosto de 2011}}</ref>
| imagem11 = Sabrina Sato.jpg| legenda11 = [[Sabrina Sato]]<ref>{{citar web |url=http://www.japao100.com.br/perfil/156/|título=Centenário da Imigração Japonesa - Conte sua história : Sabrina Sato|obra=japao100.com.br|arquivourl=https://web.archive.org/web/20131218095145/http://www.japao100.com.br/perfil/156/|arquivodata=18 de dezembro de 2013}}</ref>
| imagem12 = Fernanda Takai - Altas Horas (2012) cropped.jpg| legenda12 = [[Fernanda Takai]]<ref name="nikkeis" /><ref>{{citar web |url=http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u364469.shtml|título=Fernanda Takai "despertou" para idioma japonês já adulta|obra=[[UOL]]|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6PfiZzZ8U?url=http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2008/01/364469-fernanda-takai-despertou-para-idioma-japones-ja-adulta.shtml#|arquivodata=18 de maio de 2014|acessodata=1 de fevereiro de 2014|urlmorta=no}}</ref>
}}
|grupo = {{JAPb}} Nipo-brasileiros {{BRAb}}
|ref7 =
|línguas = [[Língua Portuguesa|Português]] e [[Língua Japonesa|Japonês]] (minoria)
|religiões = [[Catolicismo|Católica]],<ref>{{citar web|url=http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=23402|titulo=Adital - Brasileiros no Japão|publicado=Adital|acessodata=2 de setembro de 2008|arquivourl=httphttps://web.archive.org/web/20140226120648/http://www.adital.com.br/site/noticia2.asp?lang=PT&cod=23402 #|arquivodata=26 de fevereiro de 2014|urlmorta=yes}}</ref> [[Budismo|budista]], [[Xintoísmo|Xintoísta]]<ref>{{citar web|url=http://www.state.gov/g/drl/rls/irf/2007/90244.htm|titulo=U.S. State Department - International Religious Freedom Report, 2007|publicado=U.S. State Department|língua=en|acessodata=2 de setembro de 2008|arquivourl=httphttps://web.archive.org/web/20140819090546/http://www.state.gov/j/drl/rls/irf/2007/90244.htm#|arquivodata=19 de agosto de 2014|urlmorta=no}}</ref>
|relacionados = Outros [[japoneses]], [[nipo-americano]], [[nikkei]], [[nipo-peruano]], [[nipo-argentino]]
}}
No campo, os lavradores que não tinham tido suas terras confiscadas por falta de pagamento de impostos mal conseguiam sustentar a família. Os camponeses sem terra foram para as principais cidades, que ficaram saturadas. As oportunidades de emprego tornaram-se cada vez mais raras, formando uma massa de trabalhadores miseráveis.<ref name="osisseis" />
 
A política emigratória colocada em prática pelo governo japonês tinha como principal objetivo aliviar as tensões sociais devido à escassez de terras cultiváveis e endividamento dos trabalhadores rurais, permitindo assim a implementação de projetos de modernização.<ref name="ibge1">{{citar web|url=http://www.ibge.gov.br/brasil500/japoneses/razaoemigjaponesa.html|titulo=IBGE. Razões da Imigração Japonesa|publicado=IBGE|acessodata=22 de agosto de 2008|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090529021933/http://ibge.gov.br/brasil500/japoneses/razaoemigjaponesa.html#|arquivodata=29 de maio de 2009|urlmorta=yes}}</ref>
 
A partir da [[década de 1880]], o [[Japão]] incentivou a emigração de seus habitantes por meio de contratos com outros governos.<ref name="cronologia">{{citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2004200805.htm|titulo=Cronologia da Imigração Japonesa ''in'' Folha de S.Paulo, 20 de abril de 2008|publicado=Uol|acessodata=17 de agosto de 2008|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140203124253/http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2004200805.htm|arquivodata=3 de fevereiro de 2014}}</ref> Antes do Brasil, já havia emigração de japoneses para os [[Estados Unidos]] (principalmente [[Havaí]]), [[Peru]] e [[México]]. No início do [[século XX]], também houve grandes fluxos de emigração japonesa para colonizar os territórios recém-conquistados da [[Coreia]] e [[Taiwan]]. Somente no Brasil, Estados Unidos e Peru se formaram grandes colônias de descendentes de japoneses. Praticamente todos os imigrantes que formaram grandes colônias na [[Coreia]] e [[Taiwan]] retornaram ao [[Japão]] depois do fim da [[Segunda Guerra Mundial]].
O [[Japão]], que só tinha se aberto para o comércio mundial em 1846, até então era considerado muito distante física e politicamente do Brasil. O primeiro Tratado da Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão foi assinado apenas em 5 de novembro de 1895. A assinatura desse tratado marcou o início das relações que persistem até os dias de hoje, com exceção dos anos da Segunda Guerra Mundial.<ref name="tratadoamizade">{{citar web |url=http://www.usp.br/revistausp/28/17-massato.pdf|título=Tratado da Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão|acessodata=20 de abril de 2014|obra=usp.br|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090731084057/http://www.usp.br/revistausp/28/17-massato.pdf|arquivodata=31 de julho de 2007}}</ref>
 
Além disto, a política de imigração brasileira era executada não só como um meio de colonizar e desenvolver o Brasil, mas também de "civilizar" e "branquear" o país com população europeia.<ref name="racial">[http://www.usp.br/revistausp/53/12-giralda.pdf Colonização, imigração e a questão racial no Brasil]</ref> A imigração de asiáticos foi praticamente proibida em 1890. Neste ano, o decreto nº 528 assinado pelo presidente [[Deodoro da Fonseca]] e pelo ministro da Agricultura [[Francisco Glicério]] determinava que a entrada de imigrantes da [[África]] e da [[Ásia]] seria permitida apenas com autorização do [[Congresso Nacional do Brasil|Congresso Nacional]]. O mesmo decreto não restringia, até incentivava, a imigração de europeus. Somente em 1892, foi aprovada a lei nº 97 que permitia a entrada de imigrantes chineses e japoneses no Brasil e, assim, o decreto nº 528 de 1890 perdeu seu efeito.<ref name="lima">{{citar web|url=http://redememoria.bn.br/2012/01/os-filhos-do-imperio-celeste-a-imigracao-chinesa-e-sua-incorporacao-a-nacionalidade-brasileira/|titulo=LIMA, Silvio Cezar de Souza. Os filhos do império celeste: a imigração chinesa e sua incorporação à nacionalidade brasileira. Rede de Memória Virtual Brasileira|publicado=Rede de Memória Virtual Brasileira|acessodata=22 de agosto de 2008|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6Pj1rgnFb?url=http://redememoria.bn.br/2012/01/os-filhos-do-imperio-celeste-a-imigracao-chinesa-e-sua-incorporacao-a-nacionalidade-brasileira/#|arquivodata=2021 de maio de 2014|urlmorta=no}}</ref>
{{Imigração japonesa no Brasil}}
O preconceito contra o recebimento de imigrantes asiáticos era muito forte. Todos os asiáticos eram considerados raças inferiores que prejudicariam o "branqueamento" que ocorria no Brasil com o recebimento de imigrantes europeus. Havia também o medo do "perigo amarelo", isto é, que as grandes populações de orientais se espalhassem étnica e culturalmente pelas [[América]]s. O medo do "perigo amarelo" tinha sido exacerbado pelo expansionismo militarista do império nipônico que, buscando conquistar terras para colonizar, derrotou a [[China]] em 1895 e a Rússia, em 1905 (a terceira derrota de um país europeu em frente a um não-europeu nos tempos modernos, a primeira sendo a [[Invasão mongol da Europa|Invasão Mongol]] na Europa em 1241, a segunda a Itália perante a Etiópia em 1896). Finalmente, havia o sentimento de que o imigrante japonês era um "quisto inassimilável" devido a seus costumes e religião.<ref name="suzuki">{{citar web|url=http://www.usp.br/proin/download/imprensa/imprensa_integras_20_04_2009.pdf|titulo=SUZUKI Jr, Matinas. História da discriminação brasileira contra os japoneses sai do limbo|publicado=usp.br|acessodata=17 de agosto de 2008|arquivourl=httphttps://web.archive.org/web/20140907191641/http://www.usp.br/proin/download/imprensa/imprensa_integras_20_04_2009.pdf#|arquivodata=7 de setembro de 2014|urlmorta=no}}</ref>
 
[[Francisco José de Oliveira Viana]], autor do livro clássico "Populações Meridionais do Brasil" (publicado em [[1918]]), e [[Nina Rodrigues]], criador da [[Medicina Legal]] no Brasil, foram os grandes ideólogos do "branqueamento" do Brasil.<ref>{{citar web|url=http://historiaecultura.googlepages.com/Identidadenacional.pdf|titulo=BARBOSA, Muryatan Santana. Identidade nacional e ideologia racialista|publicado=Googlepages|formato=pdf|acessodata=4 de setembro de 2008}}</ref> [[Francisco José de Oliveira Viana|Oliveira Viana]] propagava o antiniponismo pois considerava que "o japonês [fosse] como enxofre: insolúvel".<ref name="suzuki"/>
 
Apesar do preconceito, o interesse na mão-de-obra era muito grande e a vinda de um navio com imigrantes japoneses começou a ser planejada para [[1897]]. Entretanto houve uma crise de superprodução cafeeira nesta época, os preços internacionais desabaram e a vinda de imigrantes foi então desestimulada.<ref name="globo1">{{citar web|url=http://rmtonline.globo.com/noticias.asp?n=386709&p=2|titulo=TV Morena. Especial 100 Anos de Imigração Japonesa. Antes do Kasato Maru: Japão abre as portas para as nações amigas|publicado=TV Morena|acessodata=4 de setembro de 2008}}{{Ligação inativa|1={{subst:DATA}} }}</ref>
 
Por volta de [[1901]], os preços internacionais do café haviam se recuperado e o governo do Brasil voltou a estudar o recebimento de imigrantes japoneses. O encarregado de negócios da primeira missão diplomática brasileira no Japão, [[Manuel de Oliveira Lima]], foi consultado e deu parecer contrário ao projeto de recebimento de imigrantes japoneses. Escreveu então ao Ministério das Relações Exteriores alertando sobre o perigo de o brasileiro se misturar com "raças inferiores".<ref name="suzuki"/>
Os imigrantes japoneses tiveram muita dificuldade em se adaptar ao Brasil. Idioma, hábitos alimentares, modo de vida e diferenças climáticas acarretaram um forte choque cultural.
 
A maior parte dos imigrantes japoneses tinha a pretensão de enriquecer no Brasil e retornar para o [[Japão]] após poucos anos. Uma parcela considerável nunca aprendeu a falar o [[língua portuguesa|idioma português]].<ref name="InfoEscola">{{Citar web|url=http://www.infoescola.com/geografia/imigracao-japonesa-no-brasil/|título=Imigração Japonesa no Brasil|publicado=InfoEscola|data=22 de dezembro de 2008|acessodata=18 de junho de 2012|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6SEvqT4lv?url=http://www.infoescola.com/geografia/imigracao-japonesa-no-brasil/#|arquivodata=31 de agosto de 2014|urlmorta=no}}</ref>
 
Os japoneses tinham a expectativa de acumular dinheiro rapidamente, mas recebiam pouco, pois em seus primeiros pagamentos eram descontadas as parcelas da dívida da viagem, mais os gastos com alimentos e remédios, geralmente comprados na própria fazenda.<ref name="osisseis" /> O contrato previa que a estada dos imigrantes nas fazendas deveria ser de cinco anos, porém as más condições fizeram com que boa parte saísse das fazendas no mesmo ano.<ref name="cronologia"/>
A primeira geração nascida no Brasil viveu de forma semelhante a de seus pais imigrantes. Ainda pensando em regressar, os imigrantes educavam seus filhos em escolas japonesas fundadas pela comunidade. A predominância do meio rural facilitou tal isolamento. Cerca de 90% dos filhos de imigrantes japoneses falavam apenas o [[língua japonesa|idioma japonês]] em casa. Muitos brasileiros de origem japonesa em zonas rurais ainda possuem dificuldades em falar o [[língua portuguesa|idioma português]].
 
A partir de [[1912]], grupos de japoneses passaram a residir na ladeira Conde de Sarzedas em [[São Paulo (cidade)|São Paulo]].<ref name="suzuki"/> Em 1912, 92,6% dos japoneses dedicavam-se principalmente ao cultivo do café.<ref name="pronunciamento">{{Citar web|url =http://www.camara.gov.br/sileg/integras/55195.doc|título =PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO CUNHA BUENO (PPB-SP), FEITO EM 18 DE JUNHO DE 2002, SOBRE A IMIGRAÇÃO JAPONESA AO BRASIL.|publicado =camara.gov.br|autor=[[Antônio Henrique Bittencourt Cunha Bueno]]|formato=[[Microsoft Word|.doc]]|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6Nl9nMi5v?url=http://www.camara.gov.br/sileg/integras/55195.doc%E2%80%8E#|arquivodata=1 de março de 2014|acessodata=2 de março de 2014|urlmorta=yes}}</ref> O local era próximo do centro da cidade e alugar cômodos ou porões de sobrados era o melhor que os pobres imigrantes podiam pagar. Na [[década de 1920]], a rua Conde de Sarzedas já era conhecida como o local preferido de residência dos japoneses que deixavam o campo. Com o crescimento da comunidade, o entorno do [[Liberdade (distrito de São Paulo)|bairro da Liberdade]] tornou-se então um bairro japonês com lojas e restaurantes típicos.<ref name="cronologia"/>
 
<center>
O crescimento da imigração para o Brasil foi estimulado quando os [[Estados Unidos]] baniram a entrada de imigrantes japoneses através da [[:en:Immigration Act of 1924|United States Immigration Act]] de [[1924]]. Outros fatores para o crescimento da imigração eram as propagandas de enriquecimento rápido no Brasil divulgados pelo governo do Japão. Outros países, como [[Austrália]] e [[Canadá]], também colocaram restrições a entrada de imigrantes japoneses. O Brasil tornou-se então um dos poucos países no mundo a aceitar imigrantes do [[Japão]].
 
Também houve projetos de restrição de imigração de japoneses no Brasil. Em 22 de outubro de 1923, o deputado [[Fidélis Reis]] apresentou um projeto de lei de regulação da entrada de imigrantes com um artigo que dizia: ''É proibida a entrada de colonos da raça preta no Brasil e, quanto ao amarelo, será ela permitida, anualmente, em número correspondente a 5% dos indivíduos existentes no Brasil''.<ref name="rios">{{citar web|url=http://www.movimentoafro.amazonida.com/branqueamento.htm|titulo=RIOS, Roger Raupp. Texto retirado de sentença judicial referente a crime de racismo. Juízo Federal da 10ª Vara da Circunscrição Judiciária de Porto Alegre, 16 de novembro de 2001|publicado=Movimento Afro|acessodata=10/09/08|arquivourl=https://web.archive.org/web/20070808044737/http://www.movimentoafro.amazonida.com/branqueamento.htm#|arquivodata=8 de agosto de 2007|urlmorta=yes}}</ref>
 
A imigração de japoneses, entretanto, cresceu durante a [[década de 1930]]. Cerca de 75% dos imigrantes japoneses foram para [[São Paulo (estado)|São Paulo]], estado que tinha grande necessidade de mão-de-obra para trabalhar nos cafezais. Com a abertura de novas frentes de trabalho, os imigrantes japoneses iam trabalhar também no cultivo de [[morango]], [[chá]] e [[arroz]]. Pequenas comunidades nipo-brasileiras surgiram no [[Pará]] com imigrantes japoneses atraídos pelo cultivo da [[pimenta do reino]].
"''Conheço como ninguém o valor dos japoneses. [[Marília]], a minha querida cidade, é o maior centro de japoneses no Brasil. É a gente mais eficiente para o trabalho, educada, culta, sóbria... Durante a noite escura, em que os fazendeiros não podiam pagar regularmente seus colonos, não se viu um colono japonês impaciente ou reclamando. Quanto à raça, não sei se os grandes médicos (os médicos antijaponeses Neiva e Couto) terão razão, porque em Marília existem entre os colonos homens e mulheres bonitos e robustos.''"<ref name="lesser220" />
 
A ditadura do [[Estado Novo (Brasil)|Estado Novo]] implantado por [[Getúlio Vargas]] em [[1937]] procurou ressaltar o [[nacionalismo brasileiro]] através da repressão à cultura de imigrantes que formavam comunidades fechadas como os japoneses e alemães. Também foi declarado o confisco dos bens dos imigrantes. Nas décadas seguintes após a Segunda Guerra Mundial, vários decretos foram editados determinando condições para a devolução do que foi confiscado, mas atualmente os bens e ações continuam sob a guarda do [[Banco do Brasil]], sendo que a instituição e a [[Secretaria do Tesouro Nacional]] admitem a existência dessa riqueza, mas não se pronunciam oficialmente sobre o fato.<ref>{{Citar web|url=http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/REPORTAGEM-ESPECIAL/405455-SEGUNDA-GUERRA-MUNDIAL--OS-BENS-CONFISCADOS-E-JAMAIS-DEVOLVIDOS-%2810%2756%27%27%29.html|título=Segunda Guerra Mundial: os bens confiscados e jamais devolvidos - Bloco 3|publicado=[[Câmara dos Deputados do Brasil]]|acessodata=7 de setembro de 2014|arquivourl=httphttps://web.archive.org/web/20140414015938/http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/REPORTAGEM-ESPECIAL/405455-SEGUNDA-GUERRA-MUNDIAL--OS-BENS-CONFISCADOS-E-JAMAIS-DEVOLVIDOS-%2810%2756%27%27%29.html#|arquivodata=14 de abril de 2014|urlmorta=no}}</ref>
 
O decreto nº 383 de 18 de abril de 1938 determinou várias proibições aos estrangeiros: não poderiam participar de atividades políticas, formar qualquer tipo de associação, falar línguas estrangeiras em público ou usá-las como língua de alfabetização de crianças;<ref name="osnisseis" /> para a maioria dos nipônicos no país, essa era a única forma de se comunicar.<ref name="suzuki" /> No mesmo ano o governo ordenou o fechamento dos "''nihongakus''" que eram as escolas onde os filhos de imigrantes aprendiam não só a ler e escrever em japonês, mas a ser e agir como japoneses.<ref name="osnisseis">{{Citar web|url =http://veja.abril.com.br/121207/p_086.shtml|título =Revista VEJA - Edição 2038 - 12 de dezembro de 2007|publicado=veja.abril.com.br|acessodata=17 de maio de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140428210533/http://veja.abril.com.br/121207/p_086.shtml|arquivodata=28 de abril de 2014}}</ref>
|}
 
Nessa época os nipo-brasileiros começaram a ter um papel mais ativo na área política, um dos primeiros acontecimentos políticos aconteceu após uma medida imposta pelo governo do Estado de São Paulo, que tinha o objetivo de aumentar a popularidade entre os eleitores, para que fosse feito um tabelamento dos preços dos serviços das tinturarias, sendo que um dos resultados disso seria a redução do valor de lavagem de um terno que seria reduzido de 25 para 16 cruzeiros.<ref name="politica">{{Citar web|url = http://madeinjapan.uol.com.br/2008/09/19/nikkeis-no-poder/|título = Nikkeis no poder - Imigração - Made in Japan|acessodata = 22 de março de 2014|publicado = Revista Made in Japan|arquivourl =http https://web.archive.org/web/20130820234359/http://madeinjapan.uol.com.br/2008/09/19/nikkeis-no-poder/#|arquivodata = 20 de agosto de 2013|urlmorta = no}}</ref> Nessa época, finais dos anos 40 e início da década de 50, apenas na cidade de São Paulo, havia em torno de 1,5 mil tinturarias e cerca de dois terços pertenciam aos japoneses e seus descendentes.<ref name="nippobrasil">{{Citar web|url = http://www.nippobrasil.com.br/4.imigracao_japonesa/11.php|título = 105 anos da Imigração Japonesa .::. NippoBrasil - COMÉRCIO JAPONÊS: O surgimento das casas comerciais|acessodata = 22 de março de 2014|publicado = Revista Made in Japan|arquivourl =http https://www.webcitation.org/6OGo5dxmZ?url=http://www.nippobrasil.com.br/4.imigracao_japonesa/11.php#|arquivodata = 22 de março de 2014|urlmorta = no}}</ref> Após reuniões que aconteceram entre a comunidade foi tomada a decisão de eleger o primeiro representante nikkei na Assembléia Legislativa, para que defendesse os direitos dos japoneses e nipo-brasileiros, e escolheram [[Yukishige Tamura]], que já havia sido eleito vereador em 1947 na [[Câmara Municipal de São Paulo]]. Como os japoneses não podiam votar, a campanha aconteceu para com os clientes das tinturarias, sendo que Tamura foi eleito deputado estadual em 1950. Após Tamura outros nipo-brasileiros tiveram suas passagens pela política, sendo que,<ref name="politica" /> após a eleições de vários deputados estaduais e federais nipo-brasileiros, o primeiro nikkei a se tornar ministro foi [[Fábio Riodi Yassuda]], em 1969, que foi [[Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior|ministro da Indústria e Comércio]] no governo [[Médici]].<ref name="yassuda">{{Citar web|url =http://madeinjapan.uol.com.br/2008/09/26/integracao-politica/|título =Integração política - Imigração - Made in Japan|acessodata = 22 de março de 2014|publicado = Revista Made in Japan|arquivourl =httphttps://web.archive.org/web/20130821030637/http://madeinjapan.uol.com.br/2008/09/26/integracao-politica/#|arquivodata =21 de agosto de 2013|urlmorta =no}}</ref>
 
Apesar de tudo, o fluxo de imigração japonesa recomeçou no início da [[década de 1950]] e só cessou quase que totalmente em 1973. No total, quase 200 mil japoneses foram recebidos como imigrantes no país.
A partir do fim dos anos [[década de 1980|80]], ocorreu uma inversão do fluxo migratório entre o Brasil e [[Japão]], pois, com os reflexos da crise econômica da década de 80, além das consequências do [[Plano Collor]] e a demanda do Japão por mão-de-obra, fizeram com que, entre 1980 e 1990, cerca de 85 000 japoneses e descendentes residentes no Brasil decidissem tentar a vida no Japão.<ref name="ossanseis" /> Os nipo-descendentes e seus cônjuges, com ou sem ascendência japonesa, e seus filhos mestiços ou não, passaram a emigrar para o Japão à procura de melhores oportunidades de trabalho. Estes emigrantes brasileiros são conhecidos como {{japonês|''[[dekassegui]]s''|出稼ぎ}}, embora a palavra no [[Japão]] inclua todos trabalhadores migrantes, até mesmo, japoneses de áreas rurais que vão trabalhar nos grandes centros urbanos.
 
Em 2008, viviam no Japão cerca de 300.000 brasileiros em condições legais, a grande maioria trabalhando como operários na indústria. As cidades com mais brasileiros são: [[Hamamatsu]], [[Aichi]], [[Shizuoka]], [[Kanagawa]], [[Saitama]] e [[Gunma]].<ref name="descubra">[http://www.bradesconikkei.com.br/html/nikkei/noticias/cidades-mais-brasileiras.shtm As 10 cidades mais brasileiras do Japão]{{Ligação inativa|1={{subst:DATA}} }}</ref>
 
Devido à grave crise financeira enfrentada pelo Japão, nos últimos anos milhares de brasileiros têm retornado ao Brasil. Em 2014, a comunidade brasileira no país havia diminuído para 177.953 pessoas.<ref>[http://www.nippobrasil.com.br/dekassegui/564b.shtml Eles não pensam em retornar ao Japão]</ref> Os brasileiros no [[Japão]] formam a quarta maior comunidade de trabalhadores estrangeiros residentes no país, depois de chineses, coreanos e filipinos.<ref>[http://www.alternativa.co.jp/Noticia/View/36555/Numero-de-brasileiros-no-Japao-cai-42-para-177953 Número de brasileiros no Japão cai 4,2%, para 177.953]</ref>
No final da década de 70, os nipo-brasileiros tinham uma situação diferente no que se diz em matéria de interação, situação contrária se comparada aos tempos da [[Segunda Guerra Mundial]], quando eram vistos com desconfiança pela população e pelo governo, logo, nesses novos tempos, após a guerra, as galerias adquiriam sistematicamente a produção dos abstratos, onde após as primeiras Bienais eram abertas as oportunidades de difusão de suas produções e conquistando a crítica. Havendo colecionadores interessados nesses artistas, tanto no Brasil como no exterior, havendo colecionadores na própria colônia.<ref>''Vida e Arte dos Japoneses no Brasil''. p.88</ref>
 
O [[Liberdade (bairro de São Paulo)|bairro da Liberdade]], na cidade de São Paulo, representa um um exemplo da influência japonesa no Brasil, com vários pórticos vermelhos de [[templo xintoísta|templos xintoístas]]. Restaurantes de [[yakisoba]], [[sushi]] e [[sashimi]], estabelecimentos de [[karaokê]] e supermercados nos quais se pode comprar o [[nattō]] e vários tipos de [[molho de soja]].<ref name="influencia">{{citar web|url=http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL602794-5601,00-UM+SECULO+DEPOIS+INFLUENCIA+JAPONESA+TORNASE+PARTE+DO+BRASIL.html/|titulo=G1 > Política - NOTÍCIAS - Um século depois, influência japonesa torna-se parte do Brasil|publicado=G1|acessodata=9 de dezembro de 2013|arquivourl=http://www.webcitation.org/6LkVskGph|arquivodata=9 de dezembro de 2013}}</ref> Até mesmo o drinque brasileiro mais famoso, a caipirinha, ganhou uma versão japonesa com [[saquê]]: a sakerinha.<ref>{{citar web|url=http://www.helium.com/items/659218-drink-recipes-caipisake-or-sakerinha|titulo=Drink recipes: Caipisake or sakerinha - by Frederick Fuller - Helium|publicado=Helium|acessodata=5 de junho de 2009|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6LkUz6q3w?url=http://www.culinaryarts360.com/index.php/drink-recipes-caipisake-or-sakerinha-31359/#|arquivodata=910 de dezembro de 2013|urlmorta=yes}}</ref>
====Representatividade na mídia====
 
Em 2008, o IBGE publicou um livro sobre a diáspora japonesa e estimou que, em 2000, havia 1.405.685 pessoas de ascendência japonesa no Brasil. A imigração japonesa ficou concentrada em São Paulo e, ainda em 2000, 49,3% dos japoneses e descendentes viviam neste estado. Havia 693.495 pessoas de origem japonesa em São Paulo, seguido do Paraná com 143.588. Mais recentemente, os brasileiros descendentes de japoneses estão marcando presença em lugares que costumavam ter uma pequena população desse grupo. Por exemplo, em 1960, havia 532 japoneses ou descendentes na [[Bahia]], enquanto que em 2000, havia 78.449, ou 0,6% da população do estado. O [[Norte do Brasil]] (excluindo o [[Pará]]) viu sua população japonesa aumentar de 2.341 em 1960 (0,2% da população total) para 54.161 (0,8%) em 2000. Durante o mesmo período, no Centro-Oeste ela aumentou de 3.582 para 66.119 (0,7% da população).<ref>[http://www.japao100.com.br/arquivo/nipo-brasileiros-estao-mais-presentes/ Nipo-brasileiros estão mais presentes no Norte e no Centro-Oeste do Brasil]</ref>
 
Por todo o Brasil, com mais de 1,4 milhão de pessoas de origem japonesa, os maiores percentuais foram encontrados nos estados de São Paulo (1,9% de descendentes de japoneses), Paraná (1,5%) e [[Mato Grosso do Sul]] (1,4%). Os menores percentuais foram encontrados em [[Roraima]] e [[Alagoas]] (com apenas 8 japoneses). O percentual de brasileiros com raízes japonesas aumentaram em grande parte entre as crianças e adolescentes. Em 1991, 0,6% dos brasileiros entre 0 e 14 anos eram de ascendência japonesa. Em 2000, eles eram 4%, como resultado do retorno dos [[dekassegui]]s (brasileiros descendentes de japoneses que trabalham no Japão) para o Brasil.<ref name="IBGE traça perfil dos imigrantes">[{{Citar web |url=http://madeinjapan.uol.com.br/2008/06/21/ibge-traca-perfil-dos-imigrantes/# |titulo=IBGE traça perfil dos imigrantes] |acessodata=25 de maio de 2014 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20121119132009/http://madeinjapan.uol.com.br/2008/06/21/ibge-traca-perfil-dos-imigrantes/# |arquivodata=19 de novembro de 2012 |urlmorta=yes }}</ref>
 
A população de origem japonesa no Brasil é extremamente urbana. Se no início da imigração quase todos os japoneses estavam na zona rural, em 1958, 55,1% já se encontravam nos centros urbanos. Em 1988, já seriam 90% nos centros urbanos. Esse precoce [[êxodo rural]] teve influência direta no perfil ocupacional e no alto nível de escolarização desse grupo. Se em 1958, 56% da população nikkei se dedicava à [[agricultura]], em 1988 esse número havia se reduzido para apenas 12%. Entrementes, aumentou as percentagens de trabalhadores de nível técnico (16%) e administrativo (28%), de setores secundário e terciário.<ref name="gerflint.fr">[http://gerflint.fr/Base/Bresil7/ota.pdf A língua falada nas comunidades rurais nipo-brasileiras do estado de São Paulo – considerações sobre koronia-go]</ref>
=== Economia ===
 
Os imigrantes japoneses aperfeiçoaram as técnicas agrícolas e de pesca dos brasileiros.<ref name="super" /> Ajudaram na difusão de técnicas de produção de alimentos através da [[hidroponia]] e da [[plasticultura]].<ref name="pronunciamento" /> É notável o seu trabalho na aclimatação ou desenvolvimento de vários tipos de frutas e vegetais antes desconhecidos no Brasil, no total trouxeram mais de 50 tipos de alimentos,<ref name="super" /> entre os quais o [[caqui]], a [[Maçã#Esp.C3.A9cies cultivadas|maçã Fuji]], [[Poncã|mexerica poncã]] e o [[morango]].<ref name="super">{{citar web|url=http://super.abril.com.br/alimentacao/quais-alimentos-foram-trazidos-ao-brasil-pelos-japoneses-447316.shtml|titulo=Quais alimentos foram trazidos ao Brasil pelos japoneses? - Superinteressante|publicado=Superinteressante|acessodata=27 de setembro de 2009|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090810214704/http://super.abril.com.br/alimentacao/quais-alimentos-foram-trazidos-ao-brasil-pelos-japoneses-447316.shtml|arquivodata=10 de agosto de 2009}}</ref> Como consequência os estados que receberam os imigrantes tiveram um aumento na renda e a elevação do [[Produto Interno Bruto|PIB]].<ref>{{citar web|url=http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=8023|titulo=A contribuição japonesa para a economia local desde o século XIX - UFPA|publicado=[[UFPA]]|acessodata=9 de dezembro de 2013|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6LkUL6wHr?url=http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=8023#|arquivodata=910 de dezembro de 2013|urlmorta=no}}</ref> Com a oferta de novos alimentos eles mudaram os hábitos alimentares dos brasileiros, pois, introduziram vários produtos que não faziam parte da dieta nacional.<ref name="influencia" />
 
Além das novas [[tecnologia]]s na área agrícola desenvolvida pelos imigrantes japoneses, outra característica dos agricultores nipo-brasileiros foi a do [[cooperativismo]]. Em declaração dada pelo ex-[[Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento|ministro da agricultura do Brasil]], [[João Roberto Rodrigues]], resume o movimento cooperativista dos imigrantes japoneses: "Graças ao seu modo de produção, principalmente no segmento de hortifrutigranjeiros, foram instalados cinturões verdes próximos aos principais centros urbanos, garantindo a auto-suficiência em verduras, legumes, frutas e produtos animais como ovos e frangos. A mentalidade associativista, por outro lado, deu origem às grandes cooperativas agropecuárias que serviram de modelo para várias iniciativas de organização do mercado". Outra contribuição fundamental que os agricultores japoneses trouxeram para o país foi a técnica inovadora da agricultura intensiva, sendo isso um resultado de técnicas de plantio desenvolvidas no Japão, pois nesse país, devido à falta de espaço, produzia-se grande quantidade em áreas pequenas e isso não era feito no Brasil que dispunha de grandes áreas para plantio.<ref>{{Citar periódico| ultimo = | primeiro = | coautores = | data = março de 2008 | ano =2008 -I | mes = março | titulo = Um centenário difícil, mas de boas influências| jornal = Revista Plasticultura| volume = | numero = 3 | paginas = 15| editora = Editora Comunicativa | local = Campinas, SP | issn = }}</ref> Em 17 de dezembro de 1956, foi fundada a Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Colonização, que se chamava Federação das Cooperativas de Imigração e Colonização, essa instituição surgiu com o intuito de dar apoio aos agricultores imigrantes japoneses e após isso ela passou a promover o intercâmbio entre esses pioneiros residentes no Brasil com o Japão. Desde 1994, o trabalho foi ampliado, com o treinamento pessoal e o aprimoramento de técnicas aos produtores nikkeis de toda a [[América Latina]].<ref>{{citar web|url=http://www.nippo.com.br/campo/historia/historia442.php|titulo=Nippo no Campo - História - Federação das Cooperativas Agrícolas de Colonização|publicado=nippo.com.br|acessodata=12 de janeiro de 2015|arquivourl=https://web.archive.org/web/20081201124751/http://www.nippo.com.br/campo/historia/historia442.php|arquivodata=1 de dezembro de 2008}}</ref>
Na área agrícola deve-se destacar a introdução da [[pimenta-do-reino]] na região de [[Tomé-Açu]], no [[Pará]], que viria a ser chamado de ''"diamante negro"'' da Amazônia. Através dos imigrantes japoneses Tomé-Açu tornou-se então o maior produtor mundial de [[pimenta-do-reino]],<ref name="japs">{{citar web|url=http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL449480-9980,00-JAPONESES+TROUXERAM+DIAMANTE+NEGRO+PARA+A+AMAZONIA.html|titulo=Japoneses trouxeram 'diamante negro' para a Amazônia|publicado=g1.com|acessodata=2 de novembro de 2009|arquivourl=https://web.archive.org/web/20091128013612/http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL449480-9980,00-JAPONESES+TROUXERAM+DIAMANTE+NEGRO+PARA+A+AMAZONIA.html|arquivodata=28 de novembro de 2009}}</ref> pois com esses imigrantes houve a introdução do cultivo da pimenta-do-reino na região, sendo que os imigrantes importaram as primeiras sementes de [[Singapura]] para o Brasil, com a prosperidade alavancada pelos japoneses a população do município mais que triplicou em vinte anos no município, chamando a atenção de muitas pessoas em busca de oportunidades de trabalho, na maioria, migrantes capixabas ou nordestinos.<ref>{{citar web|url=http://www.japao100.com.br/arquivo/tem-tigre-na-selva/|titulo=Centenário da Imigração Japonesa - Reportagens - Tem tigre na selva|publicado=japão100.com|acessodata=7 de dezembro de 2009|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090402051629/http://www.japao100.com.br/arquivo/tem-tigre-na-selva|arquivodata=2 de abril de 2009}}</ref> Mesmo suas plantações sendo atacadas pela [[fusariose]], os japoneses não desistiram da pimenta-do-reino, combateram a doença, mas isso abriu a oportunidade para os nipo-brasileiros começarem o cultivo de outras culturas tropicais, como a [[açaí]], também chamado de ''"diamante negro"'',<ref name="japs" /> onde o Pará se destaca como principal produtor da fruta. O crescimento das exportações do açaí foi de tal forma que chegou a despertar atenção de grandes jornais como o francês "[[Le Monde]]" e o norte-americano "[[The New York Times]]".<ref name="globoamazonia">{{citar web|url=http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1052278-16052,00-ALHEIA+A+CRISE+EXPORTACAO+DE+ACAI+DO+PARA+BATE+RECORDE.html|titulo=Alheia à crise, exportação de açaí do Pará bate recorde|publicado=Globo Amazônia.com|acessodata=2 de novembro de 2009|arquivourl=https://web.archive.org/web/20101230032120/http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1052278-16052,00-ALHEIA+A+CRISE+EXPORTACAO+DE+ACAI+DO+PARA+BATE+RECORDE.html|arquivodata=30 de dezembro de 2010}}</ref>
 
Além dos alimentos trazidos pelos imigrantes japoneses no Brasil destaca-se também a grande expansão da avicultura brasileira que só cresceu de vez quando foram trazidas aves-matrizes do Japão e com a experiência dos imigrantes japoneses nas granjas.<ref name="super" /> A cidade paulista de [[Bastos]] foi fundada por colonos japoneses e sua principal atividade é a avicultura sendo que o município possuí o título de "capital do ovo" e o seu principal evento é a [[Festa do Ovo]],<ref>{{citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2206200819.htm|titulo=Folha de S.Paulo - Fundada por imigrantes japoneses, Bastos vive como "capital do ovo" - 22/06/2008|publicado=folha.uol.com.br|acessodata=26 de dezembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20141226224600/http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2206200819.htm|arquivodata=26 de dezembro de 2014}}</ref> que é um evento de repercussão internacional e oficialmente reconhecido pelo governo do Estado de São Paulo e consta no calendário de eventos agropecuários da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e também no [[Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento|Ministério da Agricultura]].<ref name="festadoovo">{{citar web|url=http://www.diariodafranca.com.br/conteudo/noticia.php?noticia=46744&categoria=2|titulo=Produtores de ovos de SP reforçam atenção com os custos do negócio|publicado=diariodafranca.com.br|acessodata=26 de dezembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20141226232611/http://www.diariodafranca.com.br/conteudo/noticia.php?noticia=46744&categoria=2|arquivodata=26 de dezembro de 2014}}</ref> A avicultura em Bastos, é uma atividade econômica presente desde a chegada dos imigrantes japoneses,<ref>{{citar web|url=http://revistas.unoeste.br/revistas/ojs/index.php/ch/article/view/228/591|titulo=A CULTURA JAPONESA E A FESTA DO OVO COMO ATRATIVO TURÍSTICO PARA O MUNICÍPIO DE BASTOS – SP|publicado=unoeste.br|acessodata=26 de dezembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/saveweb/20141226230254/http://revistas.unoeste.br/revistas/ojs/index.php/ch/article/view/228/591#|arquivodata=26 de dezembro de 2014|urlmorta=yes}}</ref> atualmente Bastos é a maior produtora ovos do Brasil<ref>{{citar web|url=http://www.ovosite.com.br/noticias/imprimir.php?codnoticia=13496|titulo=AviSite Not�cias: Maiores munic�pios produtores de ovos do Brasil segundo o IBGE|publicado=ovosite.com.br|acessodata=26 de dezembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20141226230757/http://www.ovosite.com.br/noticias/imprimir.php?codnoticia=13496|arquivodata=26 de dezembro de 2014}}</ref> e da [[América Latina]], sendo que são produzidos 14 milhões de ovos por dia, o que corresponde a 40% de toda a produção do estado e 20% do país.<ref name="festadoovo" />
 
A contribuição dos japoneses no setor industrial a partir da década de 60 é ressaltada pelo fato de que muitas indústrias do Japão instalaram suas filiais no Brasil, muitas delas associando-se aos empreendimentos nipo-brasileiros. Sendo que não foram implementadas somente a tecnologia, mas também os novos sistemas administrativos que revolucionaram a produtividade de muitas fábricas brasileiras. Além disso, a partir da década de 70, o capital japonês voltou-se para a expansão da fronteira agrícola do país através da exploração da região do [[cerrado]]. Também, para a produção de [[matéria-prima|matérias-primas]], concentrando-se na exploração dos minérios.<ref name="pronunciamento" /> A presença da comunidade japonesa também é apontada como motivo para a atração de empresas japonesas no Brasil.<ref>{{citar web|url=http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1500742&tit=Japao-dobra-presenca-no-PR-em-5-anos|titulo=Japão dobra presença no PR em 5 anos - Economia - Gazeta do Povo|publicado=Gazeta do Povo|acessodata=13 de fevereiro de 2015|arquivourl=https://web.archive.org/web/20150213230512/http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1500742&tit=Japao-dobra-presenca-no-PR-em-5-anos|arquivodata=13 de fevereiro de 2015}}</ref>
Embora já houvesse plantações de [[rami]] no Brasil desde o ano de 1884, a maior produção dessa cultura aconteceu na cidade paranaense de [[Uraí]], como resultado do trabalho da Companhia de Terras Sul América, que após ser fundada fez a concessão do terreno à Companhia Nambei Toshi Kabushiki Kaisha, que deu início à colonização do que hoje é Uraí. Com o resultado do primeiro cultivo, a produção começou a ser expandida, tendo sido comercializada tanto no Brasil quanto no exterior. Na década de 70, a cidade se tornou a maior produtora de rami do mundo, ganhando o apelido de "Capital Mundial do Rami", sendo que a cultura chegou a ocupar 22% da área total do município e o nikkei [[Susumo Itimura]] chegou a ser conhecido como o "rei do rami". Com a concorrência da [[fibra sintética]] a produção do rami diminuiu e os produtores rurais da região procuraram a diversificação de culturas.<ref>{{citar web|url=http://www.uraionline.com.br/rami/rami.htm|titulo=Rami e japoneses contam história de Uraí|publicado=UraiOnline.com.br|acessodata=30 de janeiro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090731064013/http://www.uraionline.com.br/rami/rami.htm|arquivodata=31 de julho de 2009}}</ref>
 
Além do rami, outra cultura importante para a produção de fibras que teve os japoneses como principais cultivadores foi a [[juta]], pois, os japoneses foram os introdutores da juticultura no Brasil. O pioneiro desse projeto foi o deputado Tsukasa Uyetsuka, que via o potencial da região amazônica como grande produtora de juta, pelo seu clima. A fibra era indispensável ao comércio internacional, usada nos sacos de café e outras mercadorias, por absorver umidade e preservar seus conteúdos, mas poucos países a produziam em larga escala.<ref name="koutakuseis">{{citar web|url=http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/koutakuseis-guerreiros-juta-479869.shtml|titulo=Koutakuseis - Os guerreiros da juta - Guia do Estudante|publicado=Guia do Estudante|acessodata=30 de abril de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6PEGw3Yid?url=http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/koutakuseis-guerreiros-juta-479869.shtml#|arquivodata=30 de abril de 2014|urlmorta=no}}</ref> Em 1930, Uyetsuka comprou 1.500 hectares em [[Parintins]], atualmente denominada de [[Vila Amazônia]], além disso o deputado também criou a Escola Superior de Colonização do Japão (Nihon Koto Takushoku Gakko) criada com o objetivo de formar especialistas no trabalho de colonização, esses estudantes eram conhecidos como ''koutakusseis'',<ref name="japaobrasil">{{citar web|url=https://web.archive.org/web/20090123145427/http://japaobrasil.com.br/historia_imigracao/281.php|titulo=Centenário da Imigração - Nippo-Brasil|publicado=Nippo-Brasil|acessodata=30 de abril de 2014}}</ref> que aprendiam noções de técnicas de cultivo, noções de construção civil e língua portuguesa.<ref name="koutakuseis" /> No início a juticultura não deu bons resultados, pois a planta não se adaptou muito bem na região, mas com o trabalho de aclimatização feito por Riota Oyama<ref name="koutakuseis" /> com a criação da "variedade Oyama",<ref>{{citar web|url=http://www.bunkyonet.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1316:koutakuseis-uma-comemoracao-historica-aos-80-anos&catid=91:especiais&Itemid=144|titulo=Koutakuseis: uma comemoração histórica aos 80 anos|publicado=bunkyonet.org|acessodata=30 de abril de 2014|arquivourl=http://www.webcitation.org/6PEJ8yVeJ|arquivodata=30 de abril de 2014}}</ref> fato esse que viabilizou a atividade da juta naquela região, além disso, em 1935, Uyetsuka conseguiu recursos junto a empresas como [[Mitsubishi]], [[Mitsui]] e [[Sumitomo]], e fundou a Companhia Industrial Amazonense, subsidiária no Brasil da Cia. Industrial da Amazônia, criada no Japão.<ref name="koutakuseis" /> A lavoura de juta atingiu seu auge na década de 1960, com mais de 50 mil agricultores envolvidos no seu plantio e representou mais de um terço do Produto Interno Bruto do Estado do Amazonas, levando o Brasil a autossuficiência de fibra de juta em 1952.<ref>{{citar web|url=http://www.canalciencia.ibict.br/pesquisa/0229-Imigracao-japonesa-amazonia-agricultura.html|titulo=:: Amazônia: pesquisa resgata a história da imigração japonesa e sua contribuição no cultivo de juta e pimenta-do-reino na região :: Canal Ciência - Ibict|publicado=Canal Ciência - Ibict|acessodata=30 de abril de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6PEJilQQ4?url=http://www.canalciencia.ibict.br/pesquisa/0229-Imigracao-japonesa-amazonia-agricultura.html#|arquivodata=30 de abril de 2014|urlmorta=no}}</ref>
 
Embora a seda já fosse produzida no Brasil desde a época de [[Pedro I do Brasil|D. Pedro I]],<ref name="sedabrasil">{{citar web|url=http://www.agricultura.pr.gov.br/arquivos/File/complexo_da_seda/folder_origem.pdf|titulo=A ORIGEM DA SERICICULTURA|publicado=agricultura.pr.gov.br|acessodata=24 de janeiro de 2015|arquivourl=https://web.archive.org/web/20150124113106/http://www.agricultura.pr.gov.br/arquivos/File/complexo_da_seda/folder_origem.pdf|arquivodata=24 de janeiro de 2015}}</ref> foi com os imigrantes japoneses que houve um melhoramento da seda produzida no Brasil, sendo esse imigrantes foram os responsáveis por produzirem o melhor fio de seda do mundo e os seus produtos ganharam nomes que homenageiam a cultura nipônica, como Mahô, Gensô e Katakakê.<ref>{{citar web|url=http://www.maringa.com/noticias/14474/Vale+da+Seda+inaugura+sua+primeira+loja+com+produtos+100%25+seda|titulo=MARINGÁ.COM - Vale da Seda inaugura sua primeira loja com produtos 100% seda|publicado=maringa.com|acessodata=24 de janeiro de 2015|arquivourl=https://web.archive.org/web/20150124113534/http://www.maringa.com/noticias/14474/Vale+da+Seda+inaugura+sua+primeira+loja+com+produtos+100%25+seda|arquivodata=24 de janeiro de 2015}}</ref> Em 1936, os imigrantes produziram 57% da seda dos Brasil.<ref name="lesser217" /> Em 1940, no Estado de São Paulo, os nipo-brasileiros passaram a produzir 100% da seda do estado.<ref name="algodao" /> Os imigrantes japoneses fundaram Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda, que possui o nome japonês de Burajiru Takushoku Kumiai, abreviada de Bratac,<ref name="valedaseda">{{citar web|url=http://www.valedaseda.org.br/?page=historico|titulo=Produção de seda no Brasil|publicado=valedaseda.org.br|acessodata=24 de janeiro de 2015|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140831191123/http://valedaseda.org.br/?page=historico|arquivodata=31 de agosto de 2014}}</ref> que atualmente é a principal indústria de fiação do país.<ref>{{citar web|url=http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,seda-brasileira-a-melhor-do-mundo-esta-ameacada,437860|titulo=Seda brasileira, 'a melhor do mundo', está ameaçada - Economia - Estadão|publicado=estadao.com.br|acessodata=24 de janeiro de 2015|arquivourl=https://web.archive.org/web/20150124115057/http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,seda-brasileira-a-melhor-do-mundo-esta-ameacada,437860|arquivodata=24 de janeiro de 2015}}</ref>
 
=== Educação ===
Segundo o jornal [[Gazeta do Povo]], "o senso comum é a de que descendentes de japoneses são estudiosos, disciplinados, vão bem na escola, passam no vestibular com mais facilidade e, em boa parte dos casos, têm grandes afinidades com as carreiras de exatas".<ref name="educacao">{{Citar web|url =http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/conteudo.phtml?id=920202|título =Valores impulsionam alunos nipo-brasileiros - Educação - Gazeta do Povo|aces
sodata =4 de maio de 2014|publicado = [[Gazeta do Povo]]|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6PJxPe2Bj?url=http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/conteudo.phtml?id=920202#|arquivodata=4 de maio de 2014|acessodata=4 de maio de 2014|urlmorta=no}}</ref> De acordo com uma pesquisa feita pela [[USP]] e da [[UNESP]], os nipo-brasileiros, que são 1,2% da população da cidade de São Paulo, representam 4% nos inscritos no vestibular e cerca de 15% nos aprovados. Nas carreiras mais concorridas, como Medicina e Engenharia, eles chegam a representar, em média, 15% e 20% dos estudantes matriculados, respectivamente. Segundo dados do [[IBGE]], 28% dos nipo-brasileiros possuem o ensino superior completo, enquanto a média nacional está em aproximadamente 8%.<ref name="educacao" /> O bom desempenho desses estudantes deve-se ao fato de os japoneses carregarem valores como a disciplina, o respeito à hierarquia, o esforço e a dedicação, além do sentimento de que a melhor maneira de ascender economicamente é por meio da educação.<ref name="educacao" />
 
As escolas também tiveram um papel ativo na história da comunidade japonesa no Brasil, pois, enquanto comunidade ocidentais, como alemães e poloneses tinham a igreja como principal núcleo sociabilizante, os japoneses tinham a escola que fazia esse papel, além disso a escola realizava seu papel de reprodutor da cultura de seus ancestrais e mantinham a mentalidade nacionalista, pois os primeiros imigrantes tinham planos de retornar ao Japão. O governo japonês também enviava fiscais para observar a situação das colônias, além de aconselhar as comunidades em seus afazeres e ensino nas escolas.<ref name="nipoculturaescolas">{{Citar web|url =http://www.nipocultura.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Bruno-Pedroso-de-Moraes1.pdf|título =Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (BUNKYO): sua importância e relação com a comunidade nipo-brasileira|acessodata =4 de maio de 2014|publicado = nipocultura.com.br|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140504153057/http://www.nipocultura.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Bruno-Pedroso-de-Moraes1.pdf|arquivodata=4 de maio de 2014}}</ref> A escola era uma das principais instituições em uma comunidade japonesa agrícola pioneira. O nissei devia receber educação japonesa, para ser um japonês. A escola, portanto, cumpria o papel de formar o nissei segundo os preceitos da educação japonesa, informá-los sobre o Japão e transmitir disciplina.<ref name="nipoculturaescolas" /> Segundo dados da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, em relação aos imigrantes que desembarcaram no porto de Santos entre 1908 e 1932, maiores de 12 anos, a taxa de pessoas alfabetizadas era de 89,9% entre os japoneses; 71,36% entre italianos e 51,7% entre os portugueses.<ref name="belezaepresteza">{{Citar web|url =http://revistaeducacao.uol.com.br/formacao-docente/136/artigo234433-1.asp|título =Beleza e presteza - Revista Educação|acessodata =11 de julho de 2014|publicado = revistaeducacao.uol.com.br|arquivourl=http://archive.is/bzzd3|arquivodata=11 de julho de 2014}}</ref>
Desde 1924, com a maior intervenção do governo japonês sobre a imigração, o governo, através do consulado japonês passa a criar entidades de apoio, como escolas e hospitais. Em 1938 havia em São Paulo 294 escolas japonesas, a título de comparação, havia 20 escolas alemãs e 8 italianas. Após a Segunda Guerra, os japoneses passam a ocupar um número crescente de vagas na Universidade de São Paulo. Em 1960, o número era de 10% de alunos de origem japonesa. O ingresso de descendentes de japoneses nas universidades públicas se intensifica na década de 1970.<ref name="nipoculturaescolas" /> Segundo dados do [[Datafolha]] de 1995, 53% dos nipo-brasileiros em idade adulta, ou seja, em idade de terminar uma faculdade, possuíam educação universitária, enquanto no restante da população brasileira 9% da população possuía educação universitária.<ref name="lesser301">LESSER p, 301</ref>
 
Os imigrantes também foram os responsáveis pela inserção do [[soroban]] no Brasil, que é um instrumento de cálculo matemático, que facilita a compreensão dos sistemas de numeração, auxiliando na educação matemática, pois, ajuda na melhoria e do desenvolvimento da concentração, coordenação motora e destreza, e da agilidade de cálculos mentais e desenvolvimento do raciocínio lógico. O primeiro divulgador de soroban no Brasil foi o professor Fukutaro Kato, que em 1958 publicou o primeiro livro do gênero no Brasil, intitulado "O Soroban pelo Método Moderno". O soroban foi regulamentado pelo [[Ministério da Educação (Brasil)|Ministério da Educação]] em 2002, como instrumento facilitador no processo de inclusão de alunos portadores de deficiência visual nas escolas.<ref name="soroban">{{Citar web|url =https://www.ucb.br/sites/100/103/TCC/22006/OrlandoCesarSiadedeAzevedo.pdf|título=OPERAÇÕES MATEMÁTICAS COM O SOROBAN|acessodata=11 de julho de 2014|publicado =ucb.br|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6QzvvjuQp?url=https://www.ucb.br/sites/100/103/TCC/22006/OrlandoCesarSiadedeAzevedo.pdf#|arquivodata=11 de julho de 2014|urlmorta=no}}</ref>
 
Outro legado dos nikkeys no Brasil foi a introdução do [[Kumon|método Kumon]], com a abertura da primeira unidade de ensino do método Kumon na América do Sul, em [[Londrina]], em 1977, após a visita ao Japão de um brasileiro, descendente de japoneses, que se impressionou ao conhecer uma unidade do Kumon. Em contato com o instituto japonês, obteve autorização para trazer o método para o país. No Brasil, o método Kumon possui cerca de 100 mil estudantes e constitui uma das principais marcas do Japão na educação brasileira.<ref name="belezaepresteza" />
 
=== Esportes ===
Os nipo-brasileiros foram os responsáveis pela introdução e disseminação de esportes, tais como: [[aikidô]], [[caratê]],<ref name="esportes" /> [[gateball]],<ref>{{citar web|url=http://www.japao100.com.br/arquivo/de-z-100-legados-japoneses/|titulo=Centenário da Imigração Japonesa - Reportagens - De A a Z - 100 legados japoneses|publicado=Japão100|acessodata=5 de junho de 2009|arquivourl=https://web.archive.org/web/20130602054711/http://www.japao100.com.br/arquivo/de-z-100-legados-japoneses/|arquivodata=2 de junho de 2013}}</ref> [[jiu-jitsu]], [[kendo]], [[softbol]],<ref name="esportes">{{citar web|url=http://www.japao100.com.br/blog_redacao/2008/08/07/participacao-de-atletas-nikkeis-brasileiros-na-oli/|titulo=Centenário da Imigração Japonesa - A participação de atletas nikkeis brasileiros na Olimpíada de Pequim|publicado=japao100.com.br|acessodata=25 de outubro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20101124101635/http://www.japao100.com.br/blog_redacao/2008/08/07/participacao-de-atletas-nikkeis-brasileiros-na-oli/|arquivodata=24 de novembro de 2010}}</ref> [[sumô]].<ref>{{citar web|url=http://www.japao100.com.br/arquivo/de-z-100-legados-japoneses-parte-2/|titulo=Centenário da Imigração Japonesa - Reportagens - De A a Z - 100 legados japoneses|publicado=Japão100|acessodata=5 de junho de 2009|arquivourl=https://web.archive.org/web/20101210200002/http://www.japao100.com.br/arquivo/de-z-100-legados-japoneses-parte-2/|arquivodata=10 de novembro de 2013}}</ref> Apesar de o [[beisebol]] já ser praticado antes da chegada dos imigrantes japoneses foi através desses imigrantes que se deve o desenvolvimento do beisebol no [[Brasil]].<ref>{{citar web|url=http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/esportes/mienish/0002/|titulo=Prefeitura.SP - Origem do beisebol brasileiro|publicado=Prefeitura de São Paulo Obtido|acessodata=5 de junho de 2009|arquivourl=https://web.archive.org/web/20080311065600/http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/esportes/mienish/0002/|arquivodata=11 de março de 2008}}</ref> Destaca-se também a presença de nipo-brasileiros no [[judô]], que renderam ao Brasil três medalhas olímpicas de bronze, sendo que a primeira foi conquistada por [[Chiaki Ishii]] nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 1972]], a segunda por [[Luiz Onmura]] nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 1984]] e a terceira por [[Felipe Kitadai]] nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 2012]]. No judô sempre houve ao menos um medalhista nipo-brasileiro em todas as edições dos [[Jogos Pan-Americanos]] em que houve a participação do judô brasileiro.<ref name="judo">{{citar web|url=http://www.cbj.com.br/galeria_campeoes|titulo=CBJ - Galeria de Campeões|publicado=[[Confederação Brasileira de Judô]]|acessodata=21 de abril de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20131216140158/http://www.cbj.com.br/galeria_campeoes|arquivodata=16 de dezembro de 2013}}</ref> O judô não ficou restrito apenas aos nipo-brasileiros, contando com inúmeros lutadores sem descendência japonesa de destaque<ref>{{citar web|url=http://torcedores.com/noticias/53956-modalidade-que-mais-traz-medalhas-ao-brasil-judo-celebra-data-especial|titulo=Modalidade que mais dá medalhas ao Brasil, judô celebra data especial|publicado=torcedores.com|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6TqItPvCh?url=http://torcedores.com/noticias/53956-modalidade-que-mais-traz-medalhas-ao-brasil-judo-celebra-data-especial#|arquivodata=4 de novembro de 2014|urlmorta=no}}</ref> e após os [[Jogos Olímpicos de Verão de 2012]] o judô se tornou o esporte que mais rendeu medalhas ao Brasil.<ref>{{citar web|url=http://www.ahebrasil.com.br/noticias/2014/07/31/rio2016/vela+e+judo+prometem+disputa+por+topo+no+quadro+de+medalhas+do+brasil+em+2016.html|titulo=Vela e judô prometem disputa por topo no quadro de medalhas do Brasil em 2016|publicado=ahebrasil.com.brm|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6TqJ5Nyjr?url=http://www.ahebrasil.com.br/noticias/2014/07/31/rio2016/vela+e+judo+prometem+disputa+por+topo+no+quadro+de+medalhas+do+brasil+em+2016.html#|arquivodata=4 de novembro de 2014|urlmorta=no}}</ref>
 
No [[tênis de mesa]] houve a contribuição dos nikkeis, sendo que a prática desse esporte na colônias foi um dos fatores para o surgimento de muitos mesa-tenistas no Brasil.Um fator para o desenvolvimento do tênis de mesa brasileiro foi o intercâmbio com outros países. E o primeiro país com o qual o Brasil estabeleceu relações foi o Japão, uma das forças do esporte desde a década de 1950. Sendo que o nikkei [[Ricardo Inokuchi]] foi o primeiro jogador brasileiro a fazer estágio no Japão, sendo que isso foi possível graças aos contatos que os jogadores brasileiros tinham com japoneses que tinham ligações com o esporte no Japão. Ricardo Inokuchi torno-se uma referência para uma nova geração de jogadores, como [[Cláudio Kano]] e [[Hugo Hoyama]],<ref name="tenisdemesa">{{citar web|url=http://www.japao.org.br/modules/news/article.php?storyid=333|titulo=Portal Japão - Influência Nikkei no Tênis de Mesa Brasileiro - Esporte - Notícias|publicado=japao.org.br|acessodata=25 de outubro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20120505154527/http://www.portaljapao.org.br/modules/news/article.php?storyid=333|arquivodata=5 de maio de 2012}}</ref> sendo que esse dois nikkeis se encontram entre o dez maiores medalhistas brasileiros em [[Jogos Pan-Americanos]].<ref>{{citar web|url=http://rederecord.r7.com/pan-toronto-2015/conheca-os-maiores-medalhistas-brasileiros-nos-jogos-pan-americanos-14102014|titulo=Conheça os maiores medalhistas brasileiros nos Jogos Pan-Americanos - Rede record - R7 Pan Toronto 2015|publicado=r7.com|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6TqL5ijhA?url=http://rederecord.r7.com/pan-toronto-2015/conheca-os-maiores-medalhistas-brasileiros-nos-jogos-pan-americanos-14102014#|arquivodata=4 de novembro de 2014|urlmorta=no}}</ref>
 
[[Tetsuo Okamoto]] conquistou a primeira medalha olímpica para a natação brasileira nos [[Jogos de Helsinque]], em 1952, uma [[medalha de bronze]] nos [[1500 metros livres]],<ref name=sportsreference>{{citar web|título = Perfil no Sports Reference|obra=Sports Reference|data = 2013|url = http://www.sports-reference.com/olympics/athletes/ok/tetsuo-okamoto-1.html|acessodata=10 de abril de 2013|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140714124639/http://www.sports-reference.com/olympics/athletes/ok/tetsuo-okamoto-1.html|arquivodata=14 de julho de 2014}}</ref> Okamoto também quebrou recordes brasileiros e sul-americanos,<ref name=inesquecivelum>{{citar web|título = O inesquecível Tetsuo - Parte I |obra = Best Swimming|data = 28 de março de 2008|url= http://www.bestswimming.com.br/conteudo.php?i=8287|acessodata= 10 de abril de 2013|arquivourl=http://archive.is/EBeT0|arquivodata=2 de novembro de 2014}}</ref> além de conquista duas [[medalha de ouro|medalhas de ouro]] e uma de [[medalha de prata|prata]] nos [[Jogos Pan-Americanos de 1951]].<ref>{{citar web|título=Medalhas o Brasil no Pan de 1951|obra = UOL|ano = 2007|url =http://pan.uol.com.br/pan/2007/historia/1951/nopodio.jhtm|acessodata=10 de abril de 2013|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140407065521/http://pan.uol.com.br/pan/2007/historia/1951/nopodio.jhtm|arquivodata=7 de abril de 2014}}</ref> Okamoto foi inspirado a treinar mais após a passagem, no Brasil, do grupo de nadadores japoneses conhecidos como "Peixes Voadores", que contou com a presença do recordista mundial [[Hironoshin Furuhashi]], a passagem desse grupo ajudou a difundir melhor a natação no Brasil.<ref name=inesquecivelum /> Outros nikkeis de destaque na natação brasileira são: [[Poliana Okimoto]], [[Rogério Romero|Rogério Aoki Romero]], [[Lucas Salatta|Lucas Vinicius Yoko Salatta]], [[Diogo Yabe]], [[Tatiane Sakemi]], [[Mariana Katsuno]], [[Raquel Takaya]], [[Cristiane Oda Nakama]], [[Celina Endo]], entre outros.<ref>{{citar web|título=A natação e a colônia japonesa|obra=rogerioromero.com.br|data=23 de outubro de 2013|url=http://www.rogerioromero.com.br/site/a-natacao-e-a-colonia-japonesa/|acessodata=2 de novembro de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6TnCahoyK?url=http://www.rogerioromero.com.br/site/a-natacao-e-a-colonia-japonesa/#|arquivodata=2 de novembro de 2014|urlmorta=no}}</ref>
 
No [[xadrez]] também há uma significativa participação nipo-brasileira, sendo que o primeiro [[Campeonato Brasileiro de Xadrez|campeão brasileiro de xadrez absoluto]] de origem japonesa foi [[Roberto Watanabe|Roberto Tadashi Watanabe]], em 1990.<ref>{{citar web|url=http://www.brasilbase.pro.br/bca1990.htm|titulo=Porto Alegre 1990 - 57° Campeonato Brasileiro|publicado=brasilbase.pro.br|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20141026005852/http://www.brasilbase.pro.br/bca1990.htm|arquivodata=26 de outubro de 2014}}</ref> No ano seguinte sagrou-se campeão [[Everaldo Matsuura]],<ref>{{citar web|url=http://www.brasilbase.pro.br/bca1991.htm|titulo=Bebedouro 1991 - 58° Campeonato Brasileiro|publicado=brasilbase.pro.br|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6TqORobhE?url=http://www.brasilbase.pro.br/bca1991.htm#|arquivodata=4 de novembro de 2014|urlmorta=no}}</ref> sendo que em 2001 e 2003 Matsuura também foi vice-campeão brasileiro de xadrez,<ref name="campeoesxadrez">{{citar web|url=http://www.brasilbase.pro.br/b.php|titulo=BrasilBase|publicado=brasilbase.pro.br|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20141102111915/http://www.brasilbase.pro.br/b.php|arquivodata=2 de novembro de 2014}}</ref> além de representar o Brasil em [[Olimpíada de Xadrez|Olimpíadas de Xadrez]].<ref>{{citar web|url=http://www.tabuleirodexadrez.com.br/everaldo-matsuura.htm|titulo=Everaldo Matsuura - Tabuleiro de Xadrez|publicado=tabuleirodexadrez.com.br|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140719093907/http://www.tabuleirodexadrez.com.br/everaldo-matsuura.htm|arquivodata=19 de julho de 2014}}</ref> Outro nikkei que se tornou campeão brasileiro de xadrez na categoria absoluto foi [[Alexandr Fier|Alexandr Hilário Takeda Sakai dos Santos Fier]], em 2005. Fier já foi vice-campeão brasileiro em 2011<ref name="campeoesxadrez" /> e representou o Brasil em Olimpíadas de Xadrez.<ref>{{citar web|url=http://www.brasilbase.pro.br/olim2004.htm|titulo=Calvia 2004 - 36ª Olimpiada|publicado=brasilbase.pro.br|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140819231642/http://www.brasilbase.pro.br/olim2004.htm|arquivodata=19 de agosto de 2014}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.brasilbase.pro.br/olim2006.htm|titulo=Torino 2006 - 37ª Olimpiada|publicado=brasilbase.pro.br|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140819131006/http://www.brasilbase.pro.br/olim2006.htm|arquivodata=19 de agosto de 2014}}</ref> No xadrez feminino destaca-se [[Juliana Terao|Juliana Sayumi Terao]], campeã brasileira de xadrez na categoria absoluto feminino em 2012, e vice-campeã em 2009, 2013 e 2014.<ref name="campeoesxadrez" /> Juliana também representou o Brasil em Olimpíadas de Xadrez.<ref>{{citar web|url=http://www.xadreztotal.com.br/entrevista-com-a-wfm-juliana-terao/|titulo=Xadrez Total » Entrevista Xadrez Feminino » Entrevista com a WFM Juliana Terao|publicado=xadreztotal.com.br|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20121019234114/http://www.xadreztotal.com.br/entrevista-com-a-wfm-juliana-terao/|arquivodata=19 de outubro de 2014}}</ref> Outro representante da colônia japonesa no Brasil é [[Edson Tsuboi|Edson Kenji Tsuboi]], considerado um dos [[enxadrista]]s mais respeitados e que já representou o Brasil nas Olimpíadas de Xadrez três vezes.<ref>{{citar web|url=http://www.clubedexadrezonline.com.br/artigo.asp?doc=10184|titulo=Simultânea com MI Edson Tsuboi no SESC Ipiranga - Clube de Xadrez On-Line|publicado=clubedexadrezonline.com.br|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20141105033142/http://www.webcitationclubedexadrezonline.orgcom.br/6TqSmBfijartigo.asp?doc=10184#|arquivodata=45 de novembro de 2014|urlmorta=yes}}</ref>
 
A participação dos nikkeis no futebol é marcada por inovações e participações em grandes times, além de convocações na [[Seleção Brasileira de Futebol|seleção brasileira]] e [[Seleção Japonesa de Futebol|japonesa]], um exemplo de nikkei no futebol brasileiro é o de [[Sérgio Echigo]], que atuou no [[Sport Club Corinthians Paulista]], e é considerado o inventor do [[drible]] chamado de "elástico", que mais tarde foi aperfeiçoado e popularizado por [[Roberto Rivellino]].<ref>{{citar web|url=http://www.corinthians.com.br/site/noticias/2014/03/26/10h51-id22104-corinthians-vira-tema-de-reportagem-no-japao-com-ex-ponta-da-decada-de-60.shtml#.VGFNGbSlxQg|titulo=Corinthians vira tema de reportagem no Japão com ex-ponta da década de 60|publicado=corinthians.com.br|acessodata=10 de novembro de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6TzXaqUto?url=http://www.corinthians.com.br/site/noticias/2014/03/26/10h51-id22104-corinthians-vira-tema-de-reportagem-no-japao-com-ex-ponta-da-decada-de-60.shtml#.VGFNGbSlxQg#.VGFNGbSlxQg|arquivodata=10 de novembro de 2014|urlmorta=no}}</ref> Outro pioneiro nipo-brasileiro no futebol foi [[Alexandre Carvalho Kaneko]], mais conhecido como Kaneko, o segundo jogador profissional descendente de japoneses a atuar no futebol brasileiro, atuou no [[Santos Futebol Clube]], na época de grandes jogadores como [[Pelé]], considerado o "pai" do drible denominado "lambreta", também conhecido como "carretilha".<ref>{{citar web|url=http://santosfc.com.br/2010/03/ha-42-anos-ex-ponta-kaneko-dava-lencol-psicodelico-em-jogo-na-vila/|titulo=Há 42 anos, ex-ponta Kaneko dava "Lençol Psicodélico" em jogo na Vila - Santos Futebol Clube - Site Oficial|publicado=santosfc.com.br|acessodata=10 de novembro de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6TzYvVSgC?url=http://santosfc.com.br/2010/03/ha-42-anos-ex-ponta-kaneko-dava-lencol-psicodelico-em-jogo-na-vila/#|arquivodata=1011 de novembro de 2014|urlmorta=no}}</ref><ref>{{citar web|url=http://globoesporte.globo.com/platb/memoriaec/2011/09/15/kaneco-o-pai-da-lambreta-no-futebol-brasileiro/|titulo=Memória E. C. » Kaneko: o pai da lambreta no futebol brasileiro » Arquivo|publicado=globoesporte.globo.com|acessodata=10 de novembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140103230222/http://globoesporte.globo.com/platb/memoriaec/2011/09/15/kaneco-o-pai-da-lambreta-no-futebol-brasileiro/|arquivodata=3 de janeiro de 2014}}</ref> [[Ademir Ueta]] atuou na [[Sociedade Esportiva Palmeiras]], Ueta conhecido como China, conquistou o título do [[Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais|Brasileiro de Seleções Estaduais]] por São Paulo, o [[Torneio Pré-Olímpico Sul-Americano Sub-23]], ambos os títulos alcançados em 1968, pelo Palmeiras participou [[Copa Libertadores da América]], além de ser convocado para participar nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 1968]] e atuou em times de Portugal e da [[Venezuela]].<ref>{{citar web|url=http://www.diarioweb.com.br/noticias/corpo_noticia_fb.asp?IdCategoria=189&IdNoticia=108611|titulo=Diarioweb.com.br - Flash Bola|publicado=diarioweb.com.br|acessodata=10 de novembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20131203150552/http://www.diarioweb.com.br/noticias/corpo_noticia_fb.asp?IdCategoria=189&IdNoticia=108611|arquivodata=3 de dezembro de 2013}}</ref> Também há a participação de jogadores nikkeis nascidos no Brasil, mas que foram convocados para a [[Seleção Japonesa de Futebol]] tais como [[George Kobayashi]],<ref name="nikkeisselecao">{{citar web|url=http://www.bunkyo.org.br/pt-BR/noticias/86-2014/319-recepcao-ao-novo-embaixador-do-japao-umeda-lacos-que-se-fortalecem|titulo=BUNKYO :: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social - Recepção ao novo embaixador do Japão Umeda, laços que se fortalecem|publicado=bunkyo.org.br|acessodata=10 de novembro de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6Tzc75bb2?url=http://www.bunkyo.org.br/pt-BR/noticias/86-2014/319-recepcao-ao-novo-embaixador-do-japao-umeda-lacos-que-se-fortalecem#|arquivodata=1011 de novembro de 2014|urlmorta=no}}</ref> [[George Yonashiro]],<ref>{{citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0911200330.htm|titulo=Folha de S.Paulo - Futebol - Rodrigo Bueno: Nelson|publicado=folha.uol.com.br|acessodata=10 de novembro de 2014|arquivourl=http://archive.is/O9bHi|arquivodata=10 de novembro de 2014}}</ref> [[Marcus Túlio Tanaka]] e [[Nelson Yoshimura]].<ref name="nikkeisselecao" />
 
=== Idiomas ===
Durante muito tempo, os casamentos entre os imigrantes aconteciam por meio de um costume japonês chamado ''miai'', um casamento arranjado, no qual havia um intermediador entre famílias japonesas. No Brasil, aconteceu algo que não era muito comum no Japão, que era o casamento entre pessoas de províncias japonesas distantes. Uma exceção era com pessoas de [[Okinawa]], pois por séculos havia um certo preconceito entre os okinawanos e japoneses devido às diferenças culturais.<ref name="casamentos" />
 
Necessitava-se mostrar que os japoneses também podiam se integrar com o restante da população brasileira e alguns dos que eram a favor da imigração japonesa necessitaram mostrar que os japoneses podiam ter filhos com os brasileiros e gerar filhos tão "brancos" quanto os dos europeus. Na década de 30, organizações culturais financiaram publicações com fotos de homens japoneses casados com mulheres brasileiras e de seus filhos "brancos". A estratégia deu resultados e chegou a receber o apoio de membros da elite brasileira. Em 1932, por exemplo, Bruno Lobo, professor de medicina no Rio de Janeiro, publicou um livro intitulado "De Japonês a Brasileiro", com fotos de famílias de japoneses com brasileiras, com o intuito de comprovar que a união entre os brasileiros e japoneses geraria crianças ditas brancas. Três anos mais tarde, em 1935, um dos defensores da imigração japonesa na [[Assembleia Legislativa de São Paulo|Câmara dos Deputados em São Paulo]] chegou a afirmar que os colonos japoneses eram "até mais brancos que os portugueses".<ref name="miscigenação">{{citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs06069911.htm|titulo=Folha de S.Paulo - Negócios com a "raça brasileira" - 06/06/1999|publicado=folha.uol.com.br|acessodata=30 de maio de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6PyBVLWAh?url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs06069911.htm#|arquivodata=30 de maio de 31/05/2014|urlmorta=no}}</ref>
 
Depois da guerra, aconteceu entre os integrantes da colônia a prática de combinar casamentos com pessoas do Brasil e do Japão, onde eram enviadas fotografias ao Japão, na esperança de encontrar uma pessoa que aceitasse viajar para o Brasil.<ref name="casamentos" /> No final da década de 60, muitas moças viajaram para o Brasil com a intenção de se casar, mesmo sem conhecer seus pretendentes pessoalmente. Inclusive foram enviadas ao Japão, pessoas que tinham se casado dessa forma para dar seu testemunho através de palestras e buscar jovens que estivessem interessadas em casar e viver no Brasil.<ref name="marry">{{citar web|url=http://www.nippobrasil.com.br/especial/516.shtml|titulo=Matérias Especiais - Jornal NippoBrasil|publicado=nippobrasil.com.br|acessodata=31 de maio de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140209191119/http://www.nippobrasil.com.br/especial/516.shtml|arquivodata=9 de fevereiro de 2014}}</ref>
O decreto nº 383 de 18 de abril de 1938 determinou várias proibições aos estrangeiros, inclusive a de que não poderiam participar de atividades políticas.<ref name="osnisseis" /> Nos anos 40, os imigrantes japoneses, alemães e italianos foram perseguidos e tratados como agentes do Eixo, após a guerra, houve a tentativa de proibir a imigração japonesa, através de uma emenda constitucional, ao qual não foi aprovada por um voto e a comunidade nipo-brasileira estava dividida por causa dos acontecimentos envolvendo a [[Shindo Renmei]]. Perseguida e dividida, a comunidade percebeu que deveria mudar sua imagem tanto para a sociedade brasileira, como dentro da própria colônia e uma das formas escolhidas foi através da política.<ref name="politicanikkei">{{Citar web|url =http://www2.camara.sp.gov.br/apartes/05/revista_apartes_JANFEV14_16a24.pdf|título =A felicidade do pioneiro|acessodata=18 de outubro de 2014|publicado =camara.sp.gov.br|arquivourl=https://web.archive.org/web/20141018202322/http://www2.camara.sp.gov.br/apartes/05/revista_apartes_JANFEV14_16a24.pdf|arquivodata=18 de outubro de 2014}}</ref>
 
Nas eleições que ocorreram em 1947, após o fim do [[Estado Novo (Brasil)|Estado Novo]], voltaram a ocorrer as eleições municipais, naquele ano, os nisseis (filhos dos imigrantes) entraram como candidatos, e o advogado Yukishigue Tamura ficou como suplente, mas como houve a cassação de candidatos comunistas, Tamura conseguiu uma vaga como vereador, tornando-se então o primeiro nikkei a se tornar vereador no Estado de S. Paulo.<ref name="politicanikkei" /> Em 1951, Tamura foi eleito [[deputado estadual]], sendo também o primeiro nikkei a assumir essa função.<ref name="politica" /> Em 1955, também foi pioneiro entre os nipo-brasileiro, ao se tornar o [[deputado federal]], cargo que assumiu por quatro vezes.<ref name="politicanikkei" /> Além de Tamura, houve ainda vários representantes da comunidade japonesa que conseguiram os mais diversos cargos políticos.<ref name="yassuda" /><ref name="politica" /> Em 2010, [[Jorge Yanai]], tornou-se o primeiro nikkei a assumir o cargo de [[senador]], representando o estado do [[Mato Grosso]].<ref name="senadornikkei">{{Citar web|url =http://www.rdnews.com.br/eleicoes/yanai-deixa-cadeira-de-goellner-e-garante-que-ja-mostrou-trabalho/23043|título=Yanai deixa cadeira de Goellner e garante que já mostrou trabalho | 3=RDNEWS - Notícias e Bastidores da Política em Mato Grosso|acessodata=2 de novembro de 2014|publicado =rdnews.com.br|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6TnF3ntQz?url=http://www.rdnews.com.br/eleicoes/yanai-deixa-cadeira-de-goellner-e-garante-que-ja-mostrou-trabalho/23043#|arquivodata=2 de novembro de 2014|urlmorta=no}}</ref>
 
Com a presença dos nikkeis na assembléia legislativa de Assembleia Legislativa de São Paulo, houve um aumento de registros em relação ao intercâmbio Brasil-Japão, sendo que ambos os países passaram a receber delegações de deputados, diplomatas, empresários, governadores, presidentes e outras autoridades, no sentido de dinamizar a relação entre os dois países.<ref>Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Divisão de Acervo Histórico p. 9</ref> Com o auxílio dos políticos nipo-brasileiros, muitos investimento feitos japoneses no Brasil puderam ser realizados, tendo como resultado a criação de empresas, como por exemplo, a [[Usiminas]],<ref name="politicanikkei" /> ou a implantação de industrias dos mais diversos segmentos no Brasil.<ref>Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Divisão de Acervo Histórico p. 66</ref>
 
Os imigrantes japoneses eram na sua maioria [[budista]]s e [[xintoísta]]s.
Nas colônias japonesas houve a presença de [[padre]]s brasileiros e japoneses para evangelizar os imigrantes. Em 1923, [[Domingos Chohachi Nakamura|Mons. Domingos Nakamura]] (1856-1940), sacerdote da Diocese de Nagasaki imigra ao Brasil aos 58 anos para dar inicio a uma incansável atividade pastoral de 17 anos junto à comunidade japonesa radicada no Brasil; trabalhou nos Estados de São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais. Foi o 1<sup>o</sup> missionário japonês a trabalhar no exterior. Faleceu com fama de santidade em 14 de Março de 1940 e seu processo de [[Beatificação]] foi aberto em 2002<ref>{{citar livro|título=Domingos Chohachi Nakamura: O Apóstolo dos Imigrantes Japoneses|ultimo=ONICHI|primeiro=Pedro|editora=Fragata|ano=2005|local=|páginas=|acessodata=}}</ref>. Uma parte dos imigrantes eram descendentes dos [[kakure kirishitan]], que eram católicos japoneses que viviam na clandestinidade quando o catolicismo se tornou ilegal no Japão. Segundo Rafael Shoji, do Instituto para Religião e Cultura da Universidade Nanzan, em [[Nagoia]], esse grupo foi muito importante para a “conversão dos japoneses e nikkeis brasileiros ao cristianismo. Eles ofereceram um tipo de catolicismo com o qual os japoneses puderam se identificar”, entre esse grupo de japoneses católicos estava o [[Domingos Chohachi Nakamura|monsenhor Domingos Nakamura]]<ref>{{citar web|url=http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/portugueses-sol-nascente-518145.shtml|titulo=Portugueses do sol nascente - Guia do Estudante|publicado=guiadoestudante.abril.com.br|acessodata=1 de fevereiro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20131110222518/http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/portugueses-sol-nascente-518145.shtml|arquivodata=10 de novembro de 2013}}</ref><ref>{{citar web|url=http://camarapprudente.sp.gov.br/historia/hist_oeste/cidades/amachado/turismo.html|titulo=:::::::::: EMUBRA - Enciclopédia Digital do Oeste Paulista ::::::::::|acessodata=1 de fevereiro de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6N4PEME3T?url=http://camarapprudente.sp.gov.br/historia/hist_oeste/cidades/amachado/turismo.html#|arquivodata=1 de fevereiro de 2014|urlmorta=no}}</ref>. Para a comunidade nipo-brasileira foi criada a Pastoral Nipo-Brasileira, uma associação cívico-religiosa, sem fins lucrativos, que trabalha na evangelização e catequese dos japoneses e seus descendentes ou outros, radicados no Brasil, além de outras atividades.<ref>{{citar web|url=http://www.cnbb.org.br/imprensa/noticias/9814-pastoral-nipo-brasileira-celebra-seu-50o-congresso-nacional|titulo=Pastoral nipo-brasileira celebra seu 50º congresso nacional|acessodata=1 de fevereiro de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6N4PL00Wa?url=http://www.cnbb.org.br/imprensa/noticias/9814-pastoral-nipo-brasileira-celebra-seu-50o-congresso-nacional#|arquivodata=1 de fevereiro de 2014|urlmorta=no}}</ref> Em 2011, [[Bento XVI]] nomeou [[Júlio Endi Akamine]] como [[bispo-auxiliar]] da [[Arquidiocese de São Paulo]],<ref>{{citar web|url=http://m.terra.com.br/noticia?n=5110321&a=noticias&s=2&c=brasil&e=especiais_noticias_br|titulo=Bento XVI nomeia bispos auxiliares de São Paulo e Vitória|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=http://www.webcitation.org/6TqUFy6J1|arquivodata=4 de novembro de 2014}}</ref> Akamine tornou-se o primeiro nipo-brasileiro a alcançar a posição de bispo, dentro da [[Igreja Católica]] no Brasil.<ref>{{citar web|url=http://www.saopauloshimbun.com/site_br.php/conteudo/show/id/1365/menu/33/cat/115|titulo=:: Júlio Akamine primeiro bispo nikkei do Brasil|publicado=[[São Paulo-Shimbun]]|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20110916055226/http://www.saopauloshimbun.com/site_br.php/conteudo/show/id/1365/menu/33/cat/115|arquivodata=16 de setembro de 2011}}</ref>
</ref> Em 2011, [[Bento XVI]] nomeou [[Júlio Endi Akamine]] como [[bispo-auxiliar]] da [[Arquidiocese de São Paulo]],<ref>{{citar web|url=http://m.terra.com.br/noticia?n=5110321&a=noticias&s=2&c=brasil&e=especiais_noticias_br|titulo=Bento XVI nomeia bispos auxiliares de São Paulo e Vitória|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=http://www.webcitation.org/6TqUFy6J1|arquivodata=4 de novembro de 2014}}</ref> Akamine tornou-se o primeiro nipo-brasileiro a alcançar a posição de bispo, dentro da [[Igreja Católica]] no Brasil.<ref>{{citar web|url=http://www.saopauloshimbun.com/site_br.php/conteudo/show/id/1365/menu/33/cat/115|titulo=:: Júlio Akamine primeiro bispo nikkei do Brasil|publicado=[[São Paulo-Shimbun]]|acessodata=4 de novembro de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20110916055226/http://www.saopauloshimbun.com/site_br.php/conteudo/show/id/1365/menu/33/cat/115|arquivodata=16 de setembro de 2011}}</ref>
 
O casamento com pessoas católicas também contribuiu para o crescimento dessa religião na comunidade nipo-brasileira. Segundo dados do [[IBGE]] do ano 2000, cerca de 63,9% dos descendentes de japoneses no Brasil são [[católico]]s, sendo que a adoção do catolicismo representou o abandono das religiões comumente seguidas no Japão, tais como o budismo e xintoísmo, em nome de uma maior integração na sociedade brasileira.<ref>{{citar web|url=http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5097&secao=424|titulo=A umbanda no Japão e a busca pela ressignificação da vida dos nipo-brasileiros - Revista IHU Online #424|acessodata=26 de janeiro de 2014|publicado=unisinos.br|arquivourl=http://www.webcitation.org/6MuybYJPZ|arquivodata=26 de janeiro de 2014}}</ref>
Em 1959, foi fundada a Associação de Assistência aos Imigrantes Japoneses, que mudou o nome para [[Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo]], em 1972, que tem como objetivo oferecer assistência social, moral e material aos imigrantes que, de alguma forma, apresentam vulnerabilidade e risco social. Na comunidade nikkei, é conhecida como Enkyo.<ref>{{citar web|url=http://www.apm.org.br/imagens/Pdfs/2008-06-APM590.pdf|titulo=Médicos celebram o Centenário Brasil-Japão em Congresso|acessodata=21 de julho de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140328235035/http://www.apm.org.br/imagens/Pdfs/2008-06-APM590.pdf|arquivodata=28 de março de 2014}}</ref> A instituição é mantenedora do Hospital Nipo-Brasileiro,<ref>{{citar web|url=http://www.hospitalnipo.org.br/mantenedora.htm|titulo=Hospital Nipo-Brasileiro|acessodata=21 de julho de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140704124521/http://hospitalnipo.org.br/mantenedora.htm|arquivodata=4 de julho de 2014}}</ref> que foi fundado em 1988, em comemoração aos 80 anos da imigração japonesa, que na inauguração contou com a presença do [[Príncipe Akishino|príncipe Aya-no-miya]] e do então presidente da República, [[José Sarney]]. O hospital teve seu custo dividido com recursos enviados pelo governo japonês e com recursos arrecadados no Brasil, por meio de contribuições de membros da comunidade japonesa, doações de pessoas jurídicas e recursos da Enkyo.<ref>{{citar web|url=http://www.hospitalnipo.org.br/historia.htm|titulo=Hospital Nipo-Brasileiro|acessodata=21 de julho de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20130805041141/http://www.hospitalnipo.org.br/historia.htm|arquivodata=5 de agosto de 2013}}</ref>
 
Além do Hospital Nipo-Brasileiro, a Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo é mantenedora de outras instituições de apoio a população em geral, como o Hospital de São Miguel Arcanjo, localizado na cidade de [[São Miguel Arcanjo (São Paulo)|São Miguel Arcanjo]], fundado em 2013,<ref>{{citar web|url=http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2013/08/hospital-de-sao-miguel-arcanjo-e-inaugurado-neste-sabado.html|titulo=G1 - Hospital de São Miguel Arcanjo é inaugurado neste sábado - notícias em Itapetininga e Região|acessodata=13 de agosto de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20130813092956/http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2013/08/hospital-de-sao-miguel-arcanjo-e-inaugurado-neste-sabado.html|arquivodata=13 de agosto de 2013}}</ref> se configurado então no único hospital da cidade.<ref>{{citar web|url=http://www.saopauloshimbun.com/site_br.php/conteudo/show/id/1562/menu/23/cat/32|titulo=:: Enkyo faz hospital em Sao Miguel Arcanjo|acessodata=13 de agosto de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6RoAvsrY0?url=http://www.saopauloshimbun.com/site_br.php/conteudo/show/id/1562/menu/23/cat/32#|arquivodata=13 de agosto de 2014|urlmorta=no}}</ref> Outros exemplos são a Clínica Ortopédica e de Reabilitação Guarulhos, localizada em [[Guarulhos]],<ref>{{citar web|url=http://cnes.datasus.gov.br/Exibe_Ficha_Estabelecimento.asp?VCo_Unidade=3518806627099|titulo=Ficha Estabelecimento - Modulo Básico|acessodata=13 de agosto de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6RoBe3ZWG?url=http://cnes.datasus.gov.br/Exibe_Ficha_Estabelecimento.asp?VCo_Unidade=3518806627099#|arquivodata=1314 de agosto de 2014|urlmorta=no}}</ref> o Centro Médico Liberdade, em São Paulo capital,<ref>{{citar web|url=http://cnes.datasus.gov.br/Exibe_Ficha_Estabelecimento.asp?VCo_Unidade=3550303893723|titulo=Ficha Estabelecimento - Modulo Básico|acessodata=13 de agosto de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6RoC4Gxkb?url=http://cnes.datasus.gov.br/Exibe_Ficha_Estabelecimento.asp?VCo_Unidade=3550303893723#|arquivodata=1314 de agosto de 2014|urlmorta=no}}</ref> a Assistência Médica Móvel, que tem por finalidade levar assistência médica, realizando consultas e exames a pessoas da [[Região Metropolitana de São Paulo]] e cidades do interior paulista, além de conscientizar e orientar o público atendido sobre doenças crônicas, saúde e nutrição.<ref>{{citar web|url=http://www.enkyo.org.br/assistencia.htm|titulo=Assistência Médica Móvel (Junkai)
|acessodata=13 de agosto de 2014|arquivourl=http://archive.is/TeOSx|arquivodata=13 de agosto de 2014}}</ref> A Beneficência também mantém um projeto para crianças autistas denominada Projeto de Integração Pró-Autista,<ref>{{citar web|url=http://www.mitsui.com/br/pt/csr/|titulo=RSC - Mitsui & Co. (Brasil) S.A.
|acessodata=13 de agosto de 2014|arquivourl=http://archive.is/JEQ2t|arquivodata=13 de agosto de 2014}}</ref> um centro de tratamento de pessoas com transtornos mentais, Yassuragui Home, em Guarulhos,<ref>{{citar web|url=http://www.enkyo.org.br/reab_guarulhos.html|titulo=Centro de Reabilitação Psicossocial (Yassuragui Home)|acessodata=13 de agosto de 2014|arquivourl=https://www.webcitation.org/6RoD0Fvxq?url=http://www.enkyo.org.br/reab_guarulhos.html#|arquivodata=14 de agosto de 2014|urlmorta=no}}</ref> e também mantém varias casas de repouso em diversas localidades do Estado de São Paulo.<ref>{{citar web|url=http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pdf/apc_sao_paulo_enkyo_entrega2010_11.pdf|titulo=Cerimônia de Entrega Oficial de Doação "Projeto de Aquisição de Mamógrafo para o Ambulatório Médico da Entidade Filantrópica de São Paulo"
|acessodata=13 de agosto de 2014|arquivourl=http://www.webcitation.org/6RoD0Fvxq|arquivodata=13 de agosto de 2014}}</ref> e também mantém varias casas de repouso em diversas localidades do Estado de São Paulo.<ref>{{citar web|url=http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pdf/apc_sao_paulo_enkyo_entrega2010_11.pdf|titulo=Cerimônia de Entrega Oficial de Doação "Projeto de Aquisição de Mamógrafo para o Ambulatório Médico da Entidade Filantrópica de São Paulo"
|acessodata=13 de agosto de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20130204115300/http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pdf/apc_sao_paulo_enkyo_entrega2010_11.pdf|arquivodata=4 de fevereiro de 2013}}</ref>
 
A Beneficência Nipo-Brasileira da Amazônia é uma instituição, criada em 1965, que é mantenedora do Hospital Amazônia,<ref>{{citar web|url=http://books.google.com.br/books?id=PVRgAAAAMAAJ&q=Hospital+Amaz%C3%B4nia+Benefic%C3%AAncia+Nipo+Brasileira&dq=Hospital+Amaz%C3%B4nia+Benefic%C3%AAncia+Nipo+Brasileira&hl=pt-BR&sa=X&ei=1NXcU-vAJeu-sQTXuYKoCQ&ved=0CB4Q6AEwAQ|titulo=Amazônia: meio ambiente e desenvolvimento agrícola - Centro de Pesquisa Agroflorestal da Amazônia Oriental (Brazil) - Google Livros
|acessodata=18 de agosto de 2014|arquivourl=http://archive.is/4hRjZ|arquivodata=18 de agosto de 2014}}</ref> localizado em [[Belém (Pará)|Belém]],<ref name="localizacaohospitais">{{citar web|url=http://enquantoisso.com/hospital-amazonia-em-belem-endereco-e-telefone/|titulo=Hospital Amazônia em Belém, Endereço e Telefone|acessodata=18 de agosto de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20130405024051/http://enquantoisso.com/hospital-amazonia-em-belem-endereco-e-telefone/|arquivodata=5 de abril de 2013}}</ref> do Hospital Amazônia de Quatro-Bocas<ref>{{citar web|url=http://cnes.datasus.gov.br/Exibe_Ficha_Estabelecimento.asp?VCo_Unidade=1508006495427|titulo=Ficha Estabelecimento - Modulo Básico|acessodata=18 de agosto de 2014|arquivourl=https://www.webcitation.org/6RvrftDAP?url=http://cnes.datasus.gov.br/Exibe_Ficha_Estabelecimento.asp?VCo_Unidade=1508006495427#|arquivodata=19 de agosto de 2014|urlmorta=no}}</ref> em [[Tomé-Açu]]<ref name="localizacaohospitais" /> e do Centro de Reabilitação Social, em [[Ananindeua]],<ref name="localizacaohospitais" /> que é uma casa de repouso que atende mais de uma centena de idosos.<ref>{{citar web|url=http://noticias.orm.com.br/noticia.asp?id=562596&%7CBazar+beneficente+arrecada+donativos+para+casa+de+repouso+que+atende+idosos#.U_KltrSlxQg|titulo=Bazar beneficente arrecada donativos para casa de repouso que atende idosos - Belém - Portal ORM
|acessodata=18 de agosto de 2014|arquivourl=http://www.webcitation.org/6RvrftDAP|arquivodata=18 de agosto de 2014}}</ref> em [[Tomé-Açu]]<ref name="localizacaohospitais" /> e do Centro de Reabilitação Social, em [[Ananindeua]],<ref name="localizacaohospitais" /> que é uma casa de repouso que atende mais de uma centena de idosos.<ref>{{citar web|url=http://noticias.orm.com.br/noticia.asp?id=562596&%7CBazar+beneficente+arrecada+donativos+para+casa+de+repouso+que+atende+idosos#.U_KltrSlxQg|titulo=Bazar beneficente arrecada donativos para casa de repouso que atende idosos - Belém - Portal ORM
|acessodata=18 de agosto de 2014|arquivourl=http://www.webcitation.org/6Rvrw8dJi|arquivodata=18 de agosto de 2014}}</ref>
 
Atualmente, no Brasil existem aproximadamente 14 mil descendentes de japoneses atuam como médicos, sendo que vários médicos descendentes de japoneses se destacaram na medicina brasileira, como por exemplo o cirurgião cardiovascular [[Seigo Tsuzuki]] que foi [[Lista de ministros da Saúde do Brasil|Ministro da Saúde]] no [[governo Sarney|governo de José Sarney]].<ref name="medicosnipo">{{citar web|url=http://hemoemrevista.com.br/materia-selecionada.php?id=89|titulo=HEMO EM REVISTA|acessodata=21 de julho de 2014|arquivourl=httphttps://www.webcitation.org/6RFG27CdG?url=http://hemoemrevista.com.br/materia-selecionada.php?id=89#|arquivodata=2122 de julho de 2014|urlmorta=no}}</ref> Também houve a contribuição do médico inventor Kentaro Takaoka, que inventou o respirador Takaoka, em 1955, antes disso os respiradores artificiais eram grandes e de difícil uso. Em 2005, Takaoka recebeu do presidente [[Luiz Inácio Lula da Silva]] o troféu Finep Inventor Inovador.<ref>{{citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/775550-kentaro-takaoka-1919-2010---medico-anestesista-e-inventor.shtml|titulo=Folha.com - Cotidiano - Kentaro Takaoka (1919-2010) - Médico anestesista e inventor - 31/07/2010|acessodata=21 de julho de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20100804025409/http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/775550-kentaro-takaoka-1919-2010---medico-anestesista-e-inventor.shtml|arquivodata=4 de agosto de 2010}}</ref>
 
Há também o caso dos médicos psiquiatras nikkeis que se tornaram proeminentes na área ao qual atuam no Brasil, como por exemplo [[Içami Tiba]], que também atua como escritor com vários livros publicados, Tiba é palestrante com milhares de palestras proferidas<ref name="pensador">{{citar web |url=http://pensador.uol.com.br/autor/icami_tiba/biografia/|título=Biografia de Içami Tiba - Pensador|acessodata=20 de abril de 2014|obra=pensador.uol.com.br|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140320000702/http://pensador.uol.com.br/autor/icami_tiba/biografia/|arquivodata=20 de março de 2014}}</ref> em vários países,<ref name="palestrante">{{citar web |url=http://www.palestrantes.org/palestrante.asp?id=63|título=Içami Tiba Os 100 Melhores Palestrantes do Brasil|acessodata=19 de abril de 2014|obra=palestrantes.org|arquivourl=https://web.archive.org/web/20120607002113/http://www.palestrantes.org/palestrante.asp?id=63|arquivodata=7 de junho de 2012}}</ref> dezenas de milhares de atendimentos psicoterápicos, também participa com frequência de vários programas na televisão e no rádio, como participante ou em quadros<ref name="pensador" /> e também como apresentador de programas.<ref name="palestrante" /> Outro reconhecido psiquiatra é [[Roberto Shinyashiki]], que escreveu vários livros que se tornaram ''[[best-sellers]]'', onde abordas os temas de carreira, felicidade e sucesso. Além disso Shinyashiki profere palestras tanto no Brasil como no exterior é consultor organizacional e já ministrou cursos de especialização nos EUA, na Europa e Japão.<ref name="shinyashiki">{{citar web |url=http://pensador.uol.com.br/autor/roberto_shinyashiki/biografia/|título=Biografia de Roberto Shinyashiki - Pensador|acessodata=12 de agosto de 2014|obra=pensador.uol.com.br|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140707151218/http://pensador.uol.com.br/autor/roberto_shinyashiki/biografia/|arquivodata=7 de julho de 2014}}</ref>
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