Diferenças entre edições de "Primeira Guerra Mundial"

332 bytes adicionados ,  02h32min de 17 de novembro de 2018
Reestruturação do capítulo com base na versão original, em inglês.
m
(Reestruturação do capítulo com base na versão original, em inglês.)
Etiquetas: Editor Visual Possível mudança indevida de nacionalidade
[[Imagem:Guetteur_au_poste_de_l'écluse_26.jpg|thumb|esquerda|upright|Soldado do exército francês em seu posto de observação em [[Haut-Rhin]], França, 1917]]
 
Os acontecimentos de 1917 mostraram-se decisivos para acabar com a guerra, embora os seus efeitos não fossem plenamente sentidos até 1918. O bloqueio naval britânico começou a ter um sério impacto na Alemanha. Em resposta, em fevereiro de 1917, o [[Estado-Maior General da Alemanha|Estado-Maior Alemão]] convenceu o [[chanceler]] [[Theobald von Bethmann-Hollweg]] a declarar a [[guerra submarina irrestrita]], com o objetivo de fazer a Grã-Bretanha sair da guerra devido à fome. Os planejadores alemães estimaram que a guerra submarina sem restrições custaria à Grã-Bretanha uma perda mensal de transporte de 600 mil toneladas.<ref>Holwitt, p.294, for instance. Holwitt, however, persistently refuses to acknowledge armed merchantmen are not protected, and most of the merchantmen sunk by both sides in World War II were armed. See Blair, ''Silent Victory'' ''passim''; Parillo, pp.114-115; Zabecki, p.71, at [https://books.google.ca/books?id=NT7SAgAAQBAJ&printsec=frontcover&dq=editions:s8QH6KCcxAIC&hl=en&sa=X&ved=0ahUKEwiO_5Cs2P3UAhVm5IMKHaY1CXAQuwUIKTAA#v=onepage&q=armed%20merchantmen&f=false Google Books] (retrieved 9 July 2017); Assmann, Kurt. "Why U-Boat Warfare Failed" in ''Foreign Affairs" Vol. 28, No. 4 (July 1950), pp. 659-670. Available online at [http://www.jstor.org/stable/20030803 jstor.org]; Wilson, George Grafton. "Armed Merchant Vessels and Submarines" in ''The American Journal of International Law'', Vol. 24, No. 2 (Apr., 1930), pp. 337-339. Available online at [http://www.jstor.org/stable/2189406 jstor.org];</ref>
 
O Estado-Maior Geral reconheceu que a política quase certamente levaria os [[Estados Unidos]] a entrar no conflito, mas calculou que as perdas de frete britânicas seriam tão altas que seriama Grã-Bretanha seria forçadasforçada a negociar a paz após cinco a seis meses, antes que a intervenção estadunidense pudesse causar um impacto. Na realidade, a tonelagem subiu acima de {{Formatnum:500000}} toneladas por mês de fevereiro a julho. Atingiu 860 mil toneladas em abril. Após julho, o sistema de escolta recém-reintroduzido tornou-se efetivo na redução da ameaça dodos submarinosubmarinos. O Reino Unido estava a salvo da fome, enquanto a produção industrial alemã caiu e os Estados Unidos se juntaram à guerra muito antes do que a Alemanha havia antecipado.<ref>[http://stockton.usnwc.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1484&context=ils&sei-redir=1&referer=https%3A%2F%2Fscholar.google.ca%2Fscholar%3Fstart%3D100%26q%3Darmed%2Bmerchant%2Bshipping%2Bas%2Bnaval%2Bauxiliaries%2BHague%2BConvention%26hl%3Den%26as_sdt%3D0%2C5#search=%22armed%20merchant%20shipping%20as%20naval%20auxiliaries%20Hague%20Convention%22 Stockton Naval War College], p.324 (retrieved 9 July 2017); Holwitt, pp.76-77; Zabecki, David T. "Doenitz: A Defense", pp.48-49, at [https://books.google.ca/books?hl=en&lr=&id=p2jhEaF77JoC&oi=fnd&pg=PA5&dq=arming+Japanese+merchant+shipping+in+ww2&ots=C11s5dPaeQ&sig=2LvW0AAnhbEH1EH03QCKhVs4R7o#v=onepage&q&f=false Google Books] (retrieved 9 July 2017); Dönitz, Karl. ''Memoirs: Ten Years and Twenty Days''; <!--He reproduces a section of the Convention; how is that "unreliable"?--> von der Poorten, Edward P. ''The German Navy in World War II'' (T. Y. Crowell, 1969); Milner, Marc. ''North Atlantic Run: the Royal Canadian Navy and the battle for the convoys'' (Vanwell Publishing, 2006)</ref>
 
Em 3 de maio de 1917, durante a [[Ofensiva Nivelle]], ana Divisão Colonial Francesa, veteranos da [[Batalha de Verdun]], recusourecusaram ordens, chegaram bêbadobêbados e sem armas. Seus oficiais não possuíam meios para punir uma divisão inteira e medidas severas não foram imediatamente implementadas. OOs [[Motins do exército francês (1917)|motins do exército francês]] acabaram por se espalhar para mais 54 divisões francesas e causoucausaram a deserção de vinte mil homens. No entanto, os apelos ao patriotismo e ao dever, bem como as prisões e julgamentos em massa, encorajaram os soldados a voltarem a defender suas trincheiras, embora os soldados franceses se recusassem a participar de mais ações ofensivas.<ref>Marshall, 292.</ref> Robert Nivelle foi removido do comando em 15 de maio, substituído pelo general Philippe Pétain, que suspendeu ataques sangrentos de larga escala.
[[Imagem:Bundesarchiv_Bild_183-1983-0323-501,_Kriegskinematograph_im_Schützengraben.jpg|thumb|Soldados alemães gravam a batalha]]
 
A vitória das [[Potências Centrais]] na [[Batalha de Caporetto]] levou os Aliados a convocar a [[Conferência de Rapallo]], na qual formaram o [[Conselho da Suprema Guerra]] para coordenar o planejamento. Anteriormente, os exércitos britânico e francês haviam operado sob comandos separados. Em dezembro, as Potências Centrais assinaram um armistício com a Rússia, liberando assim um grande número de tropas alemãs para uso no oeste. Com reforços alemães e novas tropas estadunidenses entrando, o resultado foiseria decidido na Frente Ocidental. As Potências Centrais sabiam que não podiam vencer uma guerra prolongada, mas esperavam muito sucesso com base em uma ofensiva rápida final. Além disso, ambos os lados ficaram cada vez mais temerosos de agitação social e revolução na Europa. Assim, ambos procuraram urgentemente uma vitória decisiva.{{sfn|Heyman |1997 |pp=146–147}}
 
Em 1917, o imperador [[Carlos I da Áustria]] tentou secretamente negociações de paz separadas com [[Clemenceau]], através do irmão de sua esposa, [[Sixto de Bourbon-Parma]], que atuou como intermediário, sem o conhecimento da Alemanha. A Itália se opôs às propostas. Quando as negociações falharam, sua tentativa foi revelada à Alemanha, resultando em uma catástrofe diplomática.{{sfn|Kurlander |2006}}{{sfn|Shanafelt |1985 |pp=125–30}}
[[Imagem:Capture of Jerusalem 1917d.jpg|thumb|Bateria de artilharia britânica no [[Monte Scopus]] durante a [[Batalha de Jerusalém]], 1917]]
 
Em março e abril de 1917, na [[Primeira Batalha de Gaza|Primeira]] e [[Segunda Batalha de Gaza]], as forças alemãs e [[Império Otomano|otomanas]] impediram o avanço da [[Força Expedicionária Egípcia]], que começouhavia começado em agosto de 1916 na [[Batalha de Romani]].<ref>{{citar livro|título=Ordered to Die: A History of the Ottoman Army in the First World War: Forward by General Hüseyiln Kivrikoglu |último =Erickson |primeiro = Edward J. |series= No. 201 Contributions in Military Studies |ano=2001 |publicado=Greenwood Press |local=Westport Connecticut |oclc=43481698 |página=163}}</ref><ref>{{citar livro|título=The Mounted Riflemen in Sinai & Palestine: The Story of New Zealand's Crusaders |último =Moore |primeiro =A. Briscoe |ano=1920 |publicado=Whitcombe & Tombs |local=Christchurch |oclc=156767391|página=67}}</ref> No final de outubro, a [[Campanha do Sinai e Palestina]] foi retomada, quando o XX Corpo, o XXI Corpo e o Corpo montado no deserto do general [[Edmund Allenby]] ganharam a [[Batalha de Beersheba]].<ref>{{citar livro|título=Military Operations Egypt & Palestine from June 1917 to the End of the War |último =Falls |primeiro =Cyril |series=Official History of the Great War Based on Official Documents by Direction of the Historical Section of the Committee of Imperial Defence |others=Maps by A. F. Becke |ano=1930 |volume=Volume 2 Part I |publicado=HM Stationery Office |local=London |oclc=644354483 |página=59}}</ref> Dois exércitos otomanos foram derrotados algumas semanas depois na [[Batalha de Mughar Ridge]] e, no início de dezembro, [[Jerusalém]] foi capturada após uma outra derrota otomana na [[Batalha de Jerusalém]] em 1917.<ref>{{citar livro|capítulo=The Palestine Campaigns |último =Wavell |primeiro =Earl |autorlink =Archibald Wavell, 1st Earl Wavell |editor-sobrenome =Sheppard |editor-nome =Eric William |edição=4th |título=A Short History of the British Army |ano=1968 |anooriginal=1933 |publicado=Constable & Co. |local=London |oclc=35621223 |páginas=153–5}}</ref><ref>{{Citar web|url=http://www.firstworldwar.com/source/jerusalemdecree.htm |título=Text of the Decree of the Surrender of Jerusalem into British Control |publicado=First World War.com |acessodata=13 de maio de 2015 | arquivourl= https://web.archive.org/web/20110614214531/http://www.firstworldwar.com/source/jerusalemdecree.htm |arquivodata=14 de junho de 2011}}</ref> Neste período, [[Friedrich Kreß von Kressenstein]] foi dispensado de seus deveres como o comandante do Oitavo Exército, substituído por [[Djevad Pacha]], e alguns meses depois, o comandante do exército otomano na [[Palestina (região)|Palestina]], [[Erich von Falkenhayn]], foi substituído por [[Otto Liman von Sanders]].<ref>{{Citar web|url=http://www.firstworldwar.com/bio/kressenstein.htm |título=Who's Who – Kress von Kressenstein |publicado=First World War.com |acessodata=13 de maio de 2015}}</ref><ref>{{Citar web|url=http://www.firstworldwar.com/bio/liman.htm |título=Who's Who – Otto Liman von Sanders |publicado=First World War.com |acessodata=13 de maio de 2015}}</ref>
 
No início de 1918, a linha de frente foi estendida e o [[Vale do Jordão]] foi ocupado, seguindo o primeiro e o segundo ataqueataques transjordanotransjordanos pelas forças do Império Britânico em março e abril de 1918.<ref>{{citar livro|título=Ordered to Die: A History of the Ottoman Army in the First World War: Forward by General Hüseyiln Kivrikoglu |último =Erickson |primeiro = Edward J. |series= No. 201 Contributions in Military Studies |ano=2001 |publicado=Greenwood Press |local=Westport Connecticut |oclc=43481698 |página=195}}</ref> Em março, a maior parte da infantaria britânica da Força Expedicionária Egípcia e da cavalaria [[Yeomanry]] foram enviadas para a Frente Ocidental como consequência da [[Ofensiva da Primavera]]. ElesElas foram substituídossubstituídas por unidades do [[exército indiano]]. Durante vários meses de reorganização e treinamento do verão, vários ataques foram realizados em seções da linha de frente otomana. Estes empurraram a linha de frente para o norte para posições mais vantajosas para a Entente, em preparação para um ataque e para acalmar a recém-chegada infantaria do exército indiano. A força integrada estava pronta para operações em larga escala até meados de setembro. A Força Expedicionária Egípcia reorganizada, com uma divisão montada adicional, quebrou as forças otomanas na [[Batalha de Megido (1918)|Batalha de Megido]] em setembro de 1918. Em dois dias, a infantaria britânica e indiana, apoiada por uma barragem arrepiante, quebrou a linha de frente otomana e capturou a sede da Oitavo Exército (Império Otomano) em [[Tulkarm]], as linhas de trincheiras contínuas nas batalhas de [[Batalha de Tabsor|Tabsor]], [[Batalha de Arara|Arara]] e a sede do Sétimo Exército (Império Otomano) em [[Batalha de Nablus (1918)|Nablus]]. O Corpo Montado do Deserto atravessou a quebra na linha de frente criada pela infantaria e, durante as operações quase contínuas do [[Australian Light Horse]], a cavalaria britânica do Yeomanry, [[lanceiro]]s indianos e a infantaria montada da Nova Zelândia no [[Vale de Jezreel]], eles capturaram [[Nazaré]], [[Afulah]] e [[Beisan]], [[Jenin]], juntamente com [[Haifa]] na costa do Mediterrâneo e [[Daraa]] a leste do [[rio Jordão]], no caminho de [[Hejaz]]. [[Samakh]] e [[Tiberíades]], no [[Mar da Galileia]], foram capturadas no caminho ao norte até [[Damasco]]. Enquanto isso, a Força de Chaytor do Australian Light Horse, a infantaria montada neo-zelandesa, forças da [[Índia britânica]] e a infantaria judaica capturaram os cruzamentos do rio Jordão, [[Salt (Jordânia)|Es Salt]], [[Amã]] e em [[Ziza]], a maior parte do quarto exército (Império otomano). O [[Armistício de Mudros]], assinado no final de outubro, encerrou as hostilidades com o Império Otomano quando os combates continuaram no norte de [[Aleppo]].<ref>Karsh, Efraim, ''Empires of the Sand: The Struggle for Mastery in the Middle East'', (Harvard University Press, 2001), 327.</ref>
 
A Força Expedicionária Egípcia reorganizada, com uma divisão montada adicional, quebrou as forças otomanas na [[Batalha de Megido (1918)|Batalha de Megido]] em setembro de 1918. Em dois dias, a infantaria britânica e indiana, apoiada por uma barragem arrepiante, quebrou a linha de frente otomana e capturou a sede da Oitavo Exército (Império Otomano) em [[Tulkarm]], as linhas de trincheiras contínuas nas batalhas de [[Batalha de Tabsor|Tabsor]], [[Batalha de Arara|Arara]] e a sede do Sétimo Exército (Império Otomano) em [[Batalha de Nablus (1918)|Nablus]]. O Corpo Montado do Deserto atravessou a quebra na linha de frente criada pela infantaria e, durante as operações quase contínuas do [[Australian Light Horse]], a cavalaria britânica do Yeomanry, [[lanceiro]]s indianos e a infantaria montada da Nova Zelândia no [[Vale de Jezreel]], eles capturaram [[Nazaré]], [[Afulah]] e [[Beisan]], [[Jenin]], juntamente com [[Haifa]] na costa do Mediterrâneo e [[Daraa]] a leste do [[rio Jordão]], no caminho de [[Hejaz]]. [[Samakh]] e [[Tiberíades]], no [[Mar da Galileia]], foram capturadas no caminho ao norte até [[Damasco]]. Enquanto isso, a Força de Chaytor do Australian Light Horse, a infantaria montada neo-zelandesa, forças da [[Índia britânica]] e a infantaria judaica capturaram os cruzamentos do rio Jordão, [[Salt (Jordânia)|Es Salt]], [[Amã]] e em [[Ziza]], a maior parte do quarto exército (Império otomano). O [[Armistício de Mudros]], assinado no final de outubro, encerrou as hostilidades com o Império Otomano quando os combates continuavam no norte de [[Aleppo]].<ref>Karsh, Efraim, ''Empires of the Sand: The Struggle for Mastery in the Middle East'', (Harvard University Press, 2001), 327.</ref>
 
==== Entrada dos Estados Unidos ====
[[Imagem:WWIHunNatlArchives.jpg|thumb|esquerda|upright|Cartaz demonizando a Alemanha depois que a guerra foi declarada]]
 
No início da guerra, os [[Estados Unidos]] prosseguirambuscaram uma política de não intervenção, evitando conflitos enquanto tentavam negociar uma paz. Quando o [[U-boot]] alemão U-20 afundou o navio britânico [[RMS Lusitania|RMS ''Lusitania'']] em 7 de maio de 1915, com 128 estadunidenses entre os mortos, o presidente [[Woodrow Wilson]] insistiu que "a América está muitoera orgulhosa pordemais para lutar", mas exigiu o fim dos ataques aos navios de passageiros. A Alemanha cumpriu. Wilson tentou então, sem sucesso, mediar um acordo. No entanto, ele também advertiu repetidamente que os Estados Unidos não tolerariam a [[guerra submarina irrestrita]], em violação do [[direito internacional]]. O ex-presidente Theodore Roosevelt denunciou os atos alemães como "pirataria".{{sfn |Brands |1997 |p=756}} Wilson foi reeleito por pequena margem em 1916, fazendo sua campanha com o slogan "ele nos deixou fora da guerra".
 
Em janeiro de 1917, a Alemanha retomou a guerra submarina sem restrições, percebendoreconhecendo que significaria a entrada estadunidense na guerra. O ministro das Relações Exteriores do Império Alemão, [[Arthur Zimmermann]], convidou o [[México]] para se juntar à guerra como aliado da Alemanha contra os Estados Unidos, no que ficou conhecido como "[[Telegrama Zimmermann]]". Em contrapartida, os alemães financiariam o esforço de guerra do México e o ajudariam a recuperar os territórios do [[Texas]], do [[Novo México]] e do [[Arizona]].{{sfn |Tuchman |1966}} O [[Reino Unido]] interceptou a mensagem e apresentou-a apresentou à embaixada dos Estados Unidos em Londres, o que abriua o caminhoenviou para o presidente Wilson. que divulgardivulgou o Telegrama Zimmermann ao público e os estadunidenses viram isso como ''[[casus belli]]''. Wilson pediaapelou para elementos anti-guerraantiguerra para acabar com todastodos os conflitos, ao ganhar esta guerra e eliminar o [[militarismo]] do globo. Ele argumentou que a guerra era tão importante que os Estados Unidos tinham que ter uma voz na conferência de paz.<ref name="Karp-PoW-1979">{{harvnb |Karp |1979}}</ref> Após o naufrágio de sete navios mercantes dos Estados Unidos por submarinos e a publicação do Telegrama Zimmermann, Wilson pediu por uma guerra contra a Alemanha, o que o [[Congresso dos Estados Unidos]] declarou em 6 de abril de 1917.<ref>[https://web.archive.org/web/20090219103250/http://www.nationalcenter.org/DeclarationofWWI.html "Text Of The Declaration Of War Against Germany, World War I"] The National Center for Public Policy Research website. Acessado em 14 de julho de 2007.</ref>
[[Imagem:USA bryter de diplomatiska förbindelserna med Tyskland 3 februari 1917.jpg|thumb|Presidente [[Woodrow Wilson]] anuncia no [[Congresso dos Estados Unidos|Congresso]] a interrupção nas relações com a Alemanha, 3 de fevereiro de 1917]]
 
Os Estados Unidos nunca foram formalmente um membro dos [[Aliados da Primeira Guerra Mundial|Aliados]], mas se tornaram uma auto-denominadaautodenominada "Potência Associada". Os Estados Unidos tinham um pequeno exército pequeno, mas, após a aprovação doda AtoLei do Serviço Seletivo, reuniu 2,8 milhões de homens<ref>{{Citar web|url=http://www.sss.gov/induct.htm |título=Selective Service System: History and Records |publicado=Sss.gov |acessodata=27 de julho de 2010 |urlmorta= sim|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090507211238/http://www.sss.gov/induct.htm |arquivodata= 7 de maio de 2009 |df= }}</ref> e, no verão de 1918, enviava 10 mil novos soldados para a França todos os dias. Em 1917, o Congresso dos Estados Unidos concedeu a cidadania aos [[porto-riquenhos]] para permitir que eles fossem convocados para participar da Primeira Guerra Mundial, como parte da Lei Jones-Shafroth. A Alemanhaexpectativa acreditavado quealto levariacomando muitosalemão meses antesde que osseria soldadoscapaz estadunidensesde chegassemderrotar os ingleses e quefranceses aantes chegadaque delesas poderiatropas serestadunidenses interrompidaviessem pelosreforçá-los Udemonstrou-boos, o que foi um erro de cálculose estratégicoincorreta.{{sfn |Wilgus |1931 |p=52}}
 
A [[Marinha dos Estados Unidos]] enviou um grupo de navionavios de guerra para o [[Scapa Flow]] para se juntar à Grande Frota Britânica, destróieres de [[Cobh|Queenstown]], na [[Irlanda]], e submarinos para ajudar na escolta dos navios. Vários regimentos de [[Marine]]s também foram enviados para a [[França]]. Os britânicos e franceses queriam que as unidades estadunidenses reforçassem as suas tropas já nas linhas de batalha e não desperdiçassem o transporte escasso para trazer provisões. O general [[John J. Pershing]], comandante das [[Forças Expedicionárias Americanas]] (AEF), recusou-se a separar as unidades estadunidenses para serem usadas como material de enchimento. Como uma exceção, ele permitiu que regimesregimentos de combate [[afro-americanos]] fossem usados ​​nas divisões francesas. Os [[Harlem Hellfighters]] lutaram como parte da 16ª Divisão francesa e ganharam uma [[Cruz de Guerra 1914-1918 (França)|Cruz de Guerra]] por suas ações em [[Château-Thierry]], [[Batalha de Belleau|Belleau Wood]] e Sechault.<ref>{{citation|publicado=US [[National Archives and Records Administration]] |url=http://www.archives.gov/education/lessons/369th-infantry/ |título=Teaching With Documents: Photographs of the 369th Infantry and African Americans during World War I |acessodata=29 de outubro de 2009 |urlmorta= sim|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090604163502/http://www.archives.gov/education/lessons/369th-infantry/ |arquivodata=4 de junho de 2009 |df= }}</ref> A doutrina do AEF pedia o uso de assaltos frontais, o que há muito tempo foihavia descartadossido descartado pelo [[Império Britânico]] e pelos comandantes franceses devido à grande perda de vidas queresultante estedeste método resultava.{{sfn |Millett |Murray |1988 |p=143}}
 
==== Ofensiva alemã na primavera de 1918 ====
As trincheiras britânicas e francesas foram penetradas usando novas [[Infiltração (militar)|táticas de infiltração]], também chamadas de táticas ''Hutier'', em homenagem ao general [[Oskar von Hutier]], por unidades especialmente treinadas chamadas ''[[stosstruppen]]''. Anteriormente, os ataques eram caracterizados por longos bombardeios de artilharia e assaltos em massa. No entanto, na Ofensiva da Primavera de 1918, Ludendorff usou a artilharia apenas brevemente e infiltrou pequenos grupos de infantaria em pontos fracos das linhas inimigas. Eles atacaram áreas de comando e logística e contornaram pontos de resistência séria. A infantaria armada, em seguida, destruiu essas posições isoladas. Este sucesso alemão baseou-se muito no elemento surpresa.{{sfn |Posen |1984 |pp=190¿}}
 
A frente moveu-se pora até 120 quilômetros rumo ade [[Paris]]. Três grandes [[Canhão ferroviário|canhões ferroviários]] [[Krupp AG|Krupp]] dispararam 183 bombas na capital francesa, fazendo com que muitos parisienses fugissem. A ofensiva inicial foi tão bem -sucedida que o Kaiser Guilherme II declarou 24 de março um feriado nacional. Muitos alemães achavam que a vitória estava próxima. Após uma forte luta, no entanto, a ofensiva foi interrompida. Faltando tanques ou artilharia motorizada, os alemães não conseguiram consolidar seus ganhos. Os problemas de reabastecimento também foram exacerbados por distâncias crescentes que agora se espalhavam em terrenos rasgados depor bombas e muitas vezes intransitáveis.{{sfn |Gray |1991 |p=86}}
 
O general [[Ferdinand Foch]] pressionou para usar as tropas estadunidenses que chegavam como substituições individuais, enquanto [[John J. Pershing]] quisessequeria enquadrar as unidades dos EUA como uma força independente. Estas unidades foram atribuídas aos comandos do Reino Unidofrancês e do Império Britânicobritânico em 28 de março. Um Conselho da Guerra Suprema das Forças Aliadas foi criado na [[Conferência de Doullens]] em 5 de novembro de 1917. O general Foch foi nomeado Comandante Supremo das Forças Aliadas. [[Douglas Haig]], [[Philippe Pétain]] e Pershing mantiveram o controle tático de seus respectivos exércitos; Foch assumiu um papel de coordenação e não de direção, e os comandos britânico, francês e estadunidense operavamoperaram, em grande medida, de forma independente.{{sfn|Moon |1996 |pp=495–196}}
 
Após a Operação Michael, a Alemanha lançou a [[Batalha de La Lys|Operação Georgette]] contra os portos do norte do [[Canal da Mancha]]. Os Aliados interromperam a campanha após ganhos territoriais limitados pelada Alemanha. O exército alemão para o sul conduziu as [[Terceira Batalha de Aisne|Operações Blücher e Yorck]], chegando próximo a Paris. A Alemanha lançou a Operação Marne ([[Segunda Batalha do Marne]]) em 15 de julho, na tentativa de cercar [[Reims]]. O contra-ataque resultante, que iniciou a [[Ofensiva dos Cem Dias]], marcou a primeira ofensiva aliada bem-sucedida da guerra. Até 20 de julho, os alemães se retiraram em toda Marne até suas linhas iniciais, tendo conseguido pouco, e o Exército alemão nunca recuperou a iniciativa.{{sfn |Rickard |2007}}
 
Enquanto isso, a Alemanha se desmontava em casa. Marchas antiguerra se tornaram frequentes e o moral no exército caiu. A produção industrial era a metade dos níveis de 1913.
 
==== Novos estados em zona de guerra ====
No final da primavera de 1918, três novos Estados foram formados na [[Transcaucásia]]: a [[República Democrática da Armênia|Primeira República da Armênia]], a [[República Democrática do Azerbaijão]] e a [[República Democrática da Geórgia]], que declarou sua independência do [[Império Russo]]. Foram estabelecidas duas outras entidades menores, a [[Ditadura do Cáspio Central]] e ao [[Governo Interino Nacional do Sudoeste do Cáucaso]] (a primeira foi destruída pelo Azerbaijão no outono de 1918 e a última por uma força armada armênio-britânica no início de 1919). Com a retirada dos exércitos russos da frente do Cáucaso no inverno de 1917-18, as três principais repúblicas prepararam-se para um iminente avanço otomano, que começou nos primeiros meses de 1918. A solidariedade foi mantida brevemente quando a [[República Democrática Federativa Transcaucasiana]] foi criada na primavera de 1918, mas entrou em colapso em maio, quando os georgianos pediram e receberam proteção da Alemanha e os azerbaijanos concluíram um tratado com o [[Império Otomano]], interpretado mais com uma aliança militar do que um tratado diplomático. A Armênia foi deixada para defender-se sozinha e lutou por cinco meses contra a ameaça de uma ocupação de pleno direito pelos otomanos antes de derrotá-los na [[Batalha de Sardarabad]].{{sfn|Hovannisian |1967 |pp=1–39}}
 
=== Vitória dos aliados: verão de 1918 em diante ===
[[Imagem:Canadian Scottish at Canal du Nord Sept 1918 IWM CO 3289.jpg|thumb|esquerda|[[Canadá|Canadenses]] avançando durante a [[Batalha do Canal du Nord]], 1918]]
 
A contraofensiva aliada, conhecida como [[Ofensiva dos Cem Dias]], começou em 8 de agosto de 1918, com a [[Batalha de Amiens]], que envolveu mais de quatrocentos tanques e 120 mil tropassoldados britânicasbritânicos, dominicanasdos epaíses francesasdo Império Britânico e quefranceses e, no final de seu primeiro dia, havia sido criado um espaço de 24 quilômetros de comprimento nas linhas alemãs. Os defensores mostraram um grande colapso marcado dado moral, fazendo com que [[Erich Ludendorff|Ludendorff]] se referisse a este dia como o "Dia Negro do exército alemão".<ref>{{citar livro|publicado=Vanwell|anooriginal=1977|ano=2004|título=Shock Army of the British Empire: The Canadian Corps in the Last 100 Days of the Great War|último =Schreiber|primeiro =Shane B|local=St. Catharines, ON|isbn=1-55125-096-9|oclc=57063659}}</ref>{{sfn |Rickard |2001}} Ao invés de continuar a Batalha de Amiens após o sucesso inicial, como já havia sido feito tantas vezes no passado, os Aliados deslocaram sua atenção para outro lugar. Os líderes aliados já tinham percebido que continuar um ataque depois que a resistência se endurecesse era um desperdício de vidas e era melhor mover as tropas do que tentar penetrar a linha inimiga. Eles começaram a realizar ataques em ordem rápida para aproveitar os avanços bem-sucedidos nos flancos e depois os quebravam quando cada ataque perdia seu ímpeto inicial.<ref name="Pitt-1962">{{harvnb |Pitt |2003}}</ref>
 
Ao invés de continuar a Batalha de Amiens após o sucesso inicial, como já havia sido feito tantas vezes no passado, os Aliados deslocaram sua atenção para outro lugar. Os líderes aliados já tinham percebido que continuar um ataque depois que a resistência se endurecia era um desperdício de vidas e era melhor mover as tropas do que tentar penetrar a linha inimiga. Eles começaram a realizar ataques em ordem rápida para aproveitar os avanços bem-sucedidos nos flancos e depois os interrompiam quando cada ataque perdia seu ímpeto inicial.<ref name="Pitt-1962">{{harvnb |Pitt |2003}}</ref>
 
Em 8 de agosto, em quase quatro semanas de combates, mais de cem mil prisioneiros alemães foram levados. A partir daquele que foi considerado "O Dia Negro do Exército Alemão", o Alto Comando alemão percebeu que a guerra estava perdida e tentou atingir um final satisfatório. No dia seguinte aao início essadesta batalhaofensiva, Ludendorff disse: "Não podemos mais vencer a guerra, mas também não devemos perderperdê-la." Em 11 de agosto, ele ofereceu sua renúncia ao Kaiser, que recusou, respondendo: "Vejo que devemos equilibrar. Chegamos ao limite de nossosnossas poderesforças de resistência. A guerra deve ser encerrada". Em 13 de agosto, em [[Spa (Liège)|Spa]], Hindenburg, Ludendorff, o chanceler e o ministro dos Negócios Estrangeiros, [[Johannes Hintz]], concordaram que a guerra não poderia ser encerrada militarmente e, no dia seguinte, o Conselho da Coroa Alemã decidiu que a vitória no campo agora era improvável. A [[Áustria]] e a [[Hungria]] advertiram que só poderiam continuar a guerra até dezembro e Ludendorff recomendou negociações imediatas de paz. O [[Rodolfo, Príncipe Herdeiro da Baviera|Príncipe Rodolfo]] advertiu o [[Maximiliano de Baden|Príncipe Max de Baden]]: "Nossa situação militar se deteriorou tão rapidamente que não acredito mais que podemospossamos aguentar durante o inverno, e é até mesmo possível que uma catástrofe venha mais cedo". Em 10 de setembro, Hindenburg pediu a paz para o imperador [[Carlos da Áustria]] e a Alemanha apelou para os [[Países Baixos]] fazer a mediação. Em 14 de setembro, a Áustria enviou uma nota a todos os beligerantes e neutros sugerindo uma reunião para conversas de paz em solo neutro e, em 15 de setembro, a Alemanha fez uma oferta de paz para a Bélgica. Ambas as ofertas de paz foram rejeitadas e, em 24 de setembro, o Supremo Comando do Exército informou os líderes em [[Berlim]] de que as negociações de um [[armistício]] eram inevitáveis.<ref name="Chron-FWW"/>
 
As forças britânicas lançaram a próxima fase seguinte da campanha com a [[Batalha de Albert]] em 21 de agosto.{{sfn |Terraine |1963}} O ataque foi ampliado pelos franceses<ref name="Chron-FWW">{{harvnb |Gray |Argyle |1990}}</ref> e depois por outras forças britânicas nos dias seguintes. Durante a última semana de agosto, a pressão aliada ao longo de uma frente de 110 quilômetros contra o inimigo era pesada e implacável. DasDos contasregistros alemãsalemães, "cada dia foi gasto em lutas sangrentas contra um inimigo cada vez maior e as noites passavameram passadas sem dormir em retiradas para novas linhas".<ref name="Pitt-1962" /> Diante desses avanços, em 2 de setembro, o Comando do Exército Supremo Alemão emitiu ordens para retirar-se para a [[Oberste Heeresleitung|linha ''Hindenburg'']] no sul. Isso cedeu sem uma luta, o saliente aproveitou o anterior de abril.{{sfn |Nicholson |1962}} De acordo com Ludendorff: "Tivemos que admitir a necessidade ... retirar toda a frente do Scarpe para a Vesle.{{sfn |Ludendorff |1919}}
 
Diante desses avanços, em 2 de setembro, o Comando do Exército Supremo Alemão emitiu ordens para retirar-se para a [[Oberste Heeresleitung|linha ''Hindenburg'']] no sul. Com isso cedeu, sem luta, a saliência que havia sido ocupada em abril.{{sfn |Nicholson |1962}} De acordo com Ludendorff: "Tivemos que admitir a necessidade ... de retirar toda a frente do Scarpe para a Vesle.{{sfn |Ludendorff |1919}} Em quase quatro semanas de luta a partir de 8 de agosto, foram tomados mais de cem mil prisioneiros alemães. O Alto Comando alemão percebeu que a guerra estava perdida e tentou conseguir um final satisfatório. Em 10 de setembro, Hindenburg pediu ações de paz para o imperador [[Carlos da Áustria]] e a Alemanha apelou para os [[Países Baixos]] fazerem a mediação. Em 14 de setembro, a Áustria enviou uma nota a todos os beligerantes e neutros sugerindo uma reunião para conversas de paz em solo neutro e, em 15 de setembro, a Alemanha fez uma oferta de paz para a Bélgica. Ambas as ofertas de paz foram rejeitadas.
As forças britânicas lançaram a próxima fase da campanha com a [[Batalha de Albert]] em 21 de agosto.{{sfn |Terraine |1963}} O ataque foi ampliado pelos franceses<ref name="Chron-FWW">{{harvnb |Gray |Argyle |1990}}</ref> e depois por outras forças britânicas nos dias seguintes. Durante a última semana de agosto, a pressão aliada ao longo de uma frente de 110 quilômetros contra o inimigo era pesada e implacável. Das contas alemãs, "cada dia foi gasto em lutas sangrentas contra um inimigo cada vez maior e as noites passavam sem dormir em retiradas para novas linhas".<ref name="Pitt-1962"/> Diante desses avanços, em 2 de setembro, o Comando do Exército Supremo Alemão emitiu ordens para retirar-se para a [[Oberste Heeresleitung|linha ''Hindenburg'']] no sul. Isso cedeu sem uma luta, o saliente aproveitou o anterior de abril.{{sfn |Nicholson |1962}} De acordo com Ludendorff: "Tivemos que admitir a necessidade ... retirar toda a frente do Scarpe para a Vesle.{{sfn |Ludendorff |1919}}
 
Em setembro, os Aliados avançaram para a linha ''Hindenburg'' no norte e no centro. Os alemães continuaram a lutar contra fortes ações dena retaguarda e lançaram inúmeros contra-ataques em posições perdidas, mas apenas alguns tiveram sucesso temporário. As cidades, vilarejosposições e trincheiras nas posições de postos avançados da linha ''Hindenburg'' continuaram a cair para os Aliados, sendo que a [[Força Expedicionária Britânica]] sozinha levandotomou {{Formatnum:30441}} presos na última semana de setembro. Em 24 de setembro, um ataque britânico e francês chegou a 3 quilômetros de [[Saint-Quentin|St. Quentin]].<ref name="Chron-FWW" /> Os alemães tinham agora recuado para posições ao longo ou atrás da linha Hindenburg. Neste mesmo dia, o Supremo Comando do Exército informou os líderes em [[Berlim]] que as negociações de um [[armistício]] eram inevitáveis.''<ref name="Chron-FWW" />''[[Imagem:World War I Observation Balloon HD-SN-99-02269.JPEG|thumb|Um major estadunidense pilotando um balão de observação perto da frente de batalha, 1918]]
 
O ataque final à linha de ''Hindenburg'' começou com a [[Ofensiva Meuse-Argonne]], lançada pelas tropas francesas e estadunidenses em 26 de setembro. Na semana seguinte, as unidades francesas e estadunidenses queem cooperação cooperaramatacaram em [[Champanhe (província)|Champanhe]] na [[Batalha de Mont Blanc]], forçandoempurrando os alemães aque dominardominavam as montanhas para próximo da fronteira belga.{{sfn |McLellan |p=49}} Em 8 de outubro, a linha foi novamente perfurada pelas tropas britânicas na [[Batalha de Cambrai (1918)|Batalha de Cambrai]].<ref>{{citar livro|series=For King and Empire: A Social History and Battlefield Tour|título=The Canadians at Cambrai and the Canal du Nord, August–September 1918|publicado=CEF Books|ano=1997|último =Christie|primeiro =Norm M|isbn=1-896979-18-1|oclc=166099767}}</ref> O exército alemão teve que encurtar sua frente e usar a fronteira neerlandesaholandesa como uma âncora para lutar contra as ações da retaguarda, à medida que caiuretornava para a Alemanha. Quando a [[Bulgária]] assinou um armistício separado em 29 de setembro, Ludendorff, tendo estado sob grande estresse por meses, sofreu algo semelhante a um [[derrame]]. Era evidente que a Alemanha não poderia mais montar uma defesa de sucesso.{{sfn |Stevenson |2004 |p=380}}{{sfn |Hull |2006 |pp=307–10}}
Em 8 de agosto, em quase quatro semanas de combates, mais de cem mil prisioneiros alemães foram levados. A partir daquele que foi considerado "O Dia Negro do Exército Alemão", o Alto Comando alemão percebeu que a guerra estava perdida e tentou atingir um final satisfatório. No dia seguinte a essa batalha, Ludendorff disse: "Não podemos mais vencer a guerra, mas também não devemos perder." Em 11 de agosto, ele ofereceu sua renúncia ao Kaiser, que recusou, respondendo: "Vejo que devemos equilibrar. Chegamos ao limite de nossos poderes de resistência. A guerra deve ser encerrada". Em 13 de agosto, em [[Spa (Liège)|Spa]], Hindenburg, Ludendorff, o chanceler e o ministro dos Negócios Estrangeiros, [[Johannes Hintz]], concordaram que a guerra não poderia ser encerrada militarmente e, no dia seguinte, o Conselho da Coroa Alemã decidiu que a vitória no campo agora era improvável. A [[Áustria]] e a [[Hungria]] advertiram que só poderiam continuar a guerra até dezembro e Ludendorff recomendou negociações imediatas de paz. O [[Rodolfo, Príncipe Herdeiro da Baviera|Príncipe Rodolfo]] advertiu o [[Maximiliano de Baden|Príncipe Max de Baden]]: "Nossa situação militar se deteriorou tão rapidamente que não acredito mais que podemos aguentar durante o inverno, e até mesmo que uma catástrofe venha mais cedo". Em 10 de setembro, Hindenburg pediu a paz para o imperador [[Carlos da Áustria]] e a Alemanha apelou para os [[Países Baixos]] fazer a mediação. Em 14 de setembro, a Áustria enviou uma nota a todos os beligerantes e neutros sugerindo uma reunião para conversas de paz em solo neutro e, em 15 de setembro, a Alemanha fez uma oferta de paz para a Bélgica. Ambas as ofertas de paz foram rejeitadas e, em 24 de setembro, o Supremo Comando do Exército informou os líderes em [[Berlim]] de que as negociações de um [[armistício]] eram inevitáveis.<ref name="Chron-FWW"/>
[[Imagem:World War I Observation Balloon HD-SN-99-02269.JPEG|thumb|Um major estadunidense pilotando um balão de observação perto da frente de batalha, 1918]]
 
Quando a [[Bulgária]] assinou um armistício em separado em 29 de setembro, Ludendorff, que estava sob grande estresse por meses, sofreu algo semelhante a um [[derrame]]. Era evidente que a Alemanha não poderia mais montar uma defesa de sucesso.{{sfn|Stevenson|2004|p=380}}{{sfn|Hull|2006|pp=307–10}} O colapso dos [[Balcãs]] significava que a Alemanha estava prestes a perder seus principais suprimentos de petróleo e alimentos. Suas reservas foram esgotadas, mesmo quando as tropas dos Estados Unidos continuavam chegando à taxa de dez mil soldados por dia.{{sfn|Stevenson|2004|p=383}} Os estadunidenses forneceram mais de 80% do petróleo aliado durante a guerra e não houve escassez.{{sfn|Painter|2012|p=25}}
O ataque final à linha de ''Hindenburg'' começou com a [[Ofensiva Meuse-Argonne]], lançada pelas tropas francesas e estadunidenses em 26 de setembro. Na semana seguinte, as unidades francesas e estadunidenses que cooperaram em [[Champanhe (província)|Champanhe]] na [[Batalha de Mont Blanc]], forçando os alemães a dominar as montanhas próximo da fronteira belga.{{sfn |McLellan |p=49}} Em 8 de outubro, a linha foi novamente perfurada pelas tropas britânicas na [[Batalha de Cambrai (1918)|Batalha de Cambrai]].<ref>{{citar livro|series=For King and Empire: A Social History and Battlefield Tour|título=The Canadians at Cambrai and the Canal du Nord, August–September 1918|publicado=CEF Books|ano=1997|último =Christie|primeiro =Norm M|isbn=1-896979-18-1|oclc=166099767}}</ref> O exército alemão teve que encurtar sua frente e usar a fronteira neerlandesa como uma âncora para lutar contra as ações da retaguarda, já que caiu para a Alemanha. Quando a [[Bulgária]] assinou um armistício separado em 29 de setembro, Ludendorff, tendo estado sob grande estresse por meses, sofreu algo semelhante a um [[derrame]]. Era evidente que a Alemanha não poderia mais montar uma defesa de sucesso.{{sfn |Stevenson |2004 |p=380}}{{sfn |Hull |2006 |pp=307–10}}
 
A notícia da iminente derrota militar do Império Alemão se espalhou por todas as forças armadas alemãs. A ameaça de motins era evidente. O Almirante [[Reinhard Scheer]] e Ludendorff decidiram lançar uma última tentativa de restaurar o "valor" da [[Marinha alemã]]. Sabendo que o governo do Príncipe [[Maximiliano de Baden]] iria vetar qualquer ação, Ludendorff decidiu não informá-lo. No entanto, aA informação do ataque iminente chegou aos marinheiros em [[Kiel]]. Muitos, recusando-se a fazer parte de uma ofensiva naval, que eles acreditavam ser suicida, se rebelaram e foram presos. Ludendorff tomou a culpa; e o Kaiser o demitiu no dia 26 de outubro. O colapso dos [[Balcãs]] significava que a Alemanha estava prestes a perder seus principais suprimentos de petróleo e alimentos. Suas reservas foram usadas, mesmo quando as tropas dos Estados Unidos continuavam chegando à taxa de dez mil soldados por dia.{{sfn |Stevenson |2004 |p=383}} Os estadunidenses forneceram mais de 80% do petróleo aliado durante a guerra e não houve escassez.{{sfn |Painter |2012 |p=25}}
 
Com os militares vacilantes e com ampla perda de confiança no Kaiser, a Alemanha se movia para se render. O príncipe Maximiliano de Baden assumiu o comando de um novo governo como [[Chanceler da Alemanha]] para negociar com os Aliados. As negociações com o presidente [[Woodrow Wilson]] começaram imediatamente, com a esperança de que ele oferecesse melhores condições do que os britânicos e franceses. Wilson exigiu uma [[monarquia constitucional]] e controle parlamentar sobre as forças armadas alemãs.{{sfn |Stevenson |2004 |p=385}} Não houve resistência quando o social-democrata [[Philipp Scheidemann]], em 9 de novembro, declarou a Alemanha como uma [[república]]. O Kaiser, os reis e outros governantes hereditários foram removidos do poder e Guilherme fugiu para o exílio nos Países Baixos. A Alemanha imperial estava morta; uma nova Alemanha nascia sob o nome de [[República de Weimar]].{{sfn |Stevenson |2004 |ch=17}}