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=== Juventude ===
[[Imagem:Fazenda do Pombal-ruinas.jpg|thumb|esquerda|Ruínas da Fazenda do Pombal, no atual município de [[Ritápolis]]. Neste local, onde teria nascido Tiradentes e que pertencia na época à ''Vila de São João del-Rei'',<ref name="SJDR">[http://www.sjdr.com.br/historia/celebridades/tiradentes.html Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes] no São João del Rei On-Line</ref> está prevista a construção de um memorial.]]
Tiradentes nasceu na Fazenda do Pombal, próximo ao arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, à época território disputado entre as vilas de [[São João del-Rei]] e [[Tiradentes (Minas Gerais)|São José del-Rei]], na [[Capitania de Minas Gerais]].<ref>A vila de São José del-Rei foi criada em 1718, compondo-se de todo território pertencente à Vila de São João del-Rei que se localizava à margem direita do Rio das Mortes. Porém a Vila de São João del-Rei contestou essa perda territorial e a questão só foi resolvida em 1755.</ref>
 
Joaquim José da Silva Xavier era filho do [[Portugueses|português]] Domingos da Silva Xavier, [[Propriedade rural|proprietário rural]], e da [[Estado do Brasil|brasileira]] nascida em [[Reino de Portugal|colônia portuguesa]], Maria Paula da Encarnação Xavier (prima em segundo grau de [[Antônio Joaquim Pereira de Magalhães]]), tendo sido o quarto dos nove filhos.
Além das influências externas, fatores mundiais e religiosos contribuíram também para a articulação da conspiração na [[Capitania de Minas Gerais]]. Com a constante queda na receita institucional, devido ao declínio da atividade mineradora, a Coroa resolveu, em 1789, a aplicar o mecanismo da [[Derrama]], para garantir que as receitas oriundas do [[Quinto (tributo)|Quinto]], imposto português que reservava um quinto (1/5) de todo minério extraído no Reino de Portugal e seus domínios. A partir da nomeação de [[Luís da Cunha Meneses]] como governador da capitania, em 1783, ocorreu a marginalização de parte da elite local em detrimento de seu grupo de amigos. O sentimento de revolta atingiu o máximo com a decretação da derrama, uma medida administrativa que permitia a cobrança forçada de impostos, mesmo que preciso fosse prender o cobrado, a ser executada pelo novo governador da Capitania, [[Luís Antônio Furtado de Mendonça]], 6.º Visconde de Barbacena (futuro [[Conde de Barbacena]]), o que afetou especialmente as elites mineiras. Isso se fez necessário para se saldar a dívida mineira acumulada, desde 1762, do quinto, que à altura somava 768 arrobas de ouro em impostos atrasados.
 
O movimento se iniciaria na noite da insurreição: os líderes da [[sedição]] sairiam às ruas de [[Vila Maria]] dando vivas à [[República]], com o que ganhariam a imediata adesão da população. Porém, antes que a conspiração se transformasse em revolução, em 15 de março de 1789 foi delatada aos portugueses por [[Joaquim Silvério dos Reis]], [[coronel]], [[Basílio de Brito Malheiro do Lago]], [[tenente-coronel]], e [[Inácio Correia de Pamplona]], luso-[[Açores|açoriano]], em troca do perdão de suas dívidas com a Real Fazenda. Anos depois, por ordem do novo oficial de milícia [[Ernesto Gonçalves]], planejou o assassinato de Joaquim Silvério dos Reis. Entrementes, em 14 de março, o Visconde de Barbacena já havia suspendido a derrama, o que esvaziara por completo o movimento. Ao tomar conhecimento da conspiração, Barbacena enviou Silvério dos Reis ao Rio para apresentar-se ao vice-rei, que imediatamente abriu uma investigação (devassa), no dia 7 de maio. Avisado, o [[alferes]] Tiradentes, que estava em viagem licenciada ao Rio de Janeiro escondeu-se no sótão da casa de [[Domingo Fernandes da Cruz]], amigo da tia de Alvarenga Peixoto, dona Inácia. Desejando saber "em que termos vão as coisas", pediu ao padre [[Inácio de Lima]], sobrinho de dona Inácia, para que procurasse por Silvério dos Reis: "amigo". No dia 9 de maio, Silvério dos Reis contou ao vice-rei que sabia quem conhecia o paradeiro de Tiradentes. No dia seguinte, o Padre Inácio foi apresentado ao Palácio e ameaçado para entregar a localidade do alferes.<ref>{{Harvnb|Doria|2014|pp=24–27}}</ref>
 
Tiradentes teve a casa cercada ainda no dia 10 por soldados originais da cidade de [[Estremoz]]. Escondeu-se atrás das cortinas da cama, segurando um [[bacamarte]] carregado, cedido por [[Matias Sanches Brandão]], e mantendo duas pistolas por perto, cedidas por [[Francisco Xavier Machado]].<ref>{{Harvnb|Doria|2014|pp=13–14}}</ref><ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|ano=1981|titulo=Autos da Devassa da Inconfidência Mineira, vol. 3|jornal=Câmara dos Deputados do Estado de Minas Gerais|doi=|url=http://portaldainconfidencia.iof.mg.gov.br/leitura/web/v3?p|acessadoem=10/02/2017}}</ref> Quando os soldados invadiram o quarto, Tiradentes entregou-se. Talvez ainda houvesse chance para a revolução, mesmo sem ele.<ref>{{Harvnb|Doria|2014|p=27}}</ref>
[[Imagem:Execução de Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes, no dia 21 de Abril de 1792 (Reconstrucção historica feita sob apontamentos do Sr. Barão Homem de Mello).jpg|thumb|esquerda|Execução de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, no dia [[21 de abril]] de [[1792]] (Reconstrução histórica feita sob apontamentos do [[Barão Homem de Mello]], publicada na ''[[Revista Illustrada]]'').]]
 
A questão da descendência de Tiradentes é controversa. Há poucas provas documentais sobre os mesmos. Tiradentes nunca se casou. Teve um caso com Antônia Maria do Espírito Santo, a quem prometeu casamento. Constam autos do processo de Antónia Maria descobertos no Arquivo Público Mineiro que a mesma pediu a posse de um escravo que Tiradentes lhe havia dado e havia sido confiscado após sua morte.<ref name="revistahist">{{citar web |url=https://web.archive.org/web/20110519224423/http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=527 |título=A outra face do alferes |autor=Costa e Silva, Paulo |publicado=Revista de História da Biblioteca Nacional |data=16 de abril de 2007|acessodata=16 de Maio de 2016}}</ref> Tiradentes também teria querido casar-se com uma moça de nome Maria, oriunda de São João del-Rei, filha de abastados portugueses que se opuseram à união.<ref name="revistahist" />
 
Sem nenhum registro comprovando por via de documentação, Tiradentes ''"poderia"'' ter tido com Eugênia Joaquina da Silva dois filhos, Eugênia Maria e João de Almeida Beltrão, que teriam sido adotados por Luís de Almeida Beltrão.<ref name="OMVT">{{citar web|URL=http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2010/04/os-misterios-da-vida-de-tiradentes.html|título=Os mistérios da vida de Tiradentes|data=22 de abril de 2010|autor=Medeiros, Augusto|publicado=[[G1]]|acessodata=25 de novembro de 2018}}</ref> Atualmente, muitos moradores de Minas Gerais reivindicam ser descendentes dos possíveis filhos do alferes. O seu apelido, Tiradentes, virou sobrenome para muitos deles.<ref name="OMVT"/>
Viveu em [[Uberaba]], uma neta de Tiradentes, nascida em março de 1819, Carolina Augusta Cesarina, falecida, com 86 anos de idade, em 30 de setembro de 1905, em Uberaba.<ref>{{citar web|url=http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/photo.php?lid=31227#|título=Arquivo Público Mineiro - Acervo Iconográfico|primeiro =Bertholdo|último =Consultoria|website=www.siaapm.cultura.mg.gov.br}}</ref>
 
A lei 7.705, de 21 de dezembro de 1988, concedeu pensão especial a Jacira Braga de Oliveira, Rosa Braga e Belchior Beltrão Zica, trinetos de Tiradentes.<ref>http://legis.senado.leg.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=132637&tipoDocumento=LEI&tipoTexto=PUB</ref>
 
Além destes, também foi concedida à sua tetraneta Lúcia de Oliveira Menezes, por meio da Lei federal 9.255/96, uma [[pensão]] especial do [[INSS]] no valor de [[Reais|R$]] 200,00, o que causou polêmica sobre a [[natureza jurídica]] deste [[subsídio]], mas solucionado pelo [[STF]] no [[agravo de instrumento]] 623.655.<ref>http://conjur.estadao.com.br/static/text/59397,1</ref>
Tiradentes recebeu grande homenagem popular do [[G.R.E.S. Império Serrano]], que desfilou em 1949 entoando o samba ''Exaltação a Tiradentes'', cujos autores são Mano Décio, Estanislau Silva e Penteado.<ref name="HV"/>
 
Em 2008, a escola [[GRES Unidos do Viradouro|Unidos do Viradouro]], com o tema "É de arrepiar", desfilou no carro de número 5 – "execução da liberdade" – o destaque com o carnavalesco Paulo Barros fantasiado de Tiradentes.<ref>{{citar web|url=http://revistaliter.dominiotemporario.com/doc/A_ORIGINALIDADE_DO_CARNAVAL_DE_PAULO_BARROS_de_BEATRIZ_FERES_(1).pdf|título=FERES, Beatriz dos Santos. Revista Litteris, pg 44. Rio de Janeiro. Setembro (2011)|website=dominiotemporario.com}}</ref>
 
== Cinema, televisão e livros ==
* 1999 – ''[[Tiradentes (filme)|Tiradentes]]'', de [[Oswaldo Caldeira]] (ator: [[Humberto Martins]]).
* 2007 – ''O Processo de Tiradentes'', de [[Ricardo Tosto]] e Paulo Guilherme M. Lopes{{vago|Filme? Livro? Gibi? Panfleto? Peça teatral?}}
* 2014 - '' 1789 – A História de Tiradentes e dos Contrabandistas, assassinos e poetas que sonharam a independência do Brasil'', de [[Pedro Doria]]{{vago|Filme? Livro? Gibi? Panfleto? Peça teatral?}}
* 2015 - ''Tiradentes'', de Lucas Figueiredo{{vago|Filme? Livro? Gibi? Panfleto? Peça teatral?}}<ref name=em/>
* 2016 - ''[[Liberdade, Liberdade (telenovela)|Liberdade, Liberdade]]'', telenovela (ator: [[Thiago Lacerda]])<ref>{{citar web|url=http://gshow.globo.com/Bastidores/noticia/2016/02/thiago-lacerda-abandona-os-olhos-azuis-para-viver-tiradentes-em-liberdade-liberdade.html|título=Thiago Lacerda abandona os olhos azuis para viver Tiradentes em 'Liberdade, Liberdade'|website=globo.com}}</ref>
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