Diferenças entre edições de "Relações entre Brasil e Portugal"

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As '''relações entre Portugal e Brasil''' já duram mais de quatro séculos, começando em 1532 com o estabelecimento de [[São Vicente (São Paulo)|São Vicente]], o primeiro assentamento permanente português nas Américas, até osaos dias atuais.<ref name="culture"/> As relações entre os dois estão intrinsecamente ligadas graças ao [[Império Português]]. Os dois países continuam a ser vinculados por uma língua comum, o [[Língua portuguesa|português]] e pela ancestralidade [[Luso-brasileiros|luso-brasileira]], que pode ser rastreada por centenas de anos. As relações ''de facto'' começaram com a [[Independência do Brasil]], em 1822, quando o [[Brasil]] deixou de fazer parte do [[Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves]] e passou a ser uma nação independente.
 
Atualmente, os dois países compartilham uma relação privilegiada,<ref name="mne">{{citar web|url=http://www.mne.gov.pt/mne/en/infopolitica/polexternas/ |título=Foreign policy - Americas |publicado=Ministry of Foreign Affairs, Lisbon|acessodata=18 de novembro de 2010}}</ref> como evidenciado em cooperações e ações coordenadas político-diplomáticas, bem como econômicas, sociais, culturais, jurídicas, técnicas e científicas.<ref>{{citar web|url=http://en.mre.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1481&Itemid=1363 |título=The Community of Portuguese-Speaking Countries|publicado=Ministry of External Relations|acessodata=18 de novembro de 2010}}</ref>
[[Ficheiro:Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500 by Oscar Pereira da Silva (1865–1939).jpg|250px|thumb|Desembarque de [[Pedro Álvares Cabral]] em Porto Seguro em 1500. Óleo sobre tela de [[Oscar Pereira da Silva]] (1904).]]
 
Em abril de 1500, o território correspondente ao actual [[Brasil]] foi reivindicado por Portugal após a chegada da frota comandada pelo explorador português [[Pedro Álvares Cabral]].<ref>Boxer, p. 98.</ref> Até 1530, Portugal tinha muito pouco interesse no Brasil, principalmente devido aos lucros elevados adquiridos através do comércio com a [[Índia]], [[China (civilização)|China]] e [[Indonésia]]. Apenas em 1532 os portugueses estabeleceram a sua primeira colôniacolónia no Brasil.<ref name="Brit">{{citar web|url=http://www.britannica.com/hispanic_heritage/article-60854 |título=História da América Latina |publicado=[[Encyclopædia Britannica]]|ano=2010|acessodata=21 de novembro de 2010}}</ref> No primeiro século de colonização, os portugueses perceberam que seriadeveria utilizar os [[Povos indígenas do Brasil|povos nativos]] como [[Escravidão|mão de obra escrava]]. Eles não eram dóceis, tinham alta mortalidade quando expostos às doenças ocidentais e podiam fugir e se esconder com bastante facilidade. Assim, Portugal virou-se para o trabalho manual de [[Escravidão africana|escravos africanos]] importados.<ref name="OECD" />
 
Nos séculos XVI e XVII a receita oficial do Brasil era pequena, alcançando cerca de 3% das receitas públicas portuguesas em 1588 e 5% em 1619.<ref>Bethell, p. 286.</ref> A atividade econômica se concentrava em uma pequena população de colonos envolvidos na altamente rentável indústria da [[cana-de-açúcar]], voltada para exportação, no [[Região Nordeste do Brasil|Nordeste do Brasil]].
 
A [[Ciclo do ouro|descoberta de ouro]] na década de 1690 e de diamantes na década de 1720 mais ao sul da colôniacolónia, em [[Minas Gerais]], abriu novas oportunidades. A indústria do ouro estava no seu auge por volta de 1750, com uma produção em torno de 15 toneladas por ano, mas como os melhores depósitos foram esgotados, a produção e as exportações diminuíram. Na primeira metade do século XVIII, as remessas do lucro do ouro alcançavam, em média, 5.230.000 mil [[réis]] ([[£]] 1,4 milhões) por ano, das quais as receitas identificáveis ​​reais eram de cerca de 18%.<ref>Alden, p. 31.</ref> O total de remessas de ouro brasileiro durante todo o século XVIII foi entre 800 e 850 toneladas.<ref>Morineau, p. 354</ref>
 
=== Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves ===
{{Artigo principal|Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves}}
{{Vertambém|Transferência da corte portuguesa para o Brasil}}
Em 1808, o governante português, o Príncipe Regente Dom [[João VI de Portugal]], [[Transferência da corte portuguesa para o Brasil|fugiu para o Rio de Janeiro]] para escapar da [[Guerra Peninsular|invasão francesa]] contra Portugal.<ref name="OECD">{{citar web|url=http://www.theworldeconomy.org/impact/The_Portuguese_in_Brazil.html |título=The Portuguese in Brazil|publicado=theworldeconomy.org|acessodata=21 de novembro de 2010}}</ref> Dom João levou cerca de 10.000 pessoas da Europa com ele, o que incluía a [[aristocracia]], [[burocrata]]s e alguns dos militares portugueses.<ref name="OECD"/> Por 13 anos, o [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]] funcionou como a capital do [[Reino de Portugal]], fato que alguns historiadores chamam de "inversão metropolitana", ou seja, uma ex-colôniacolónia exercer o controle sobre a totalidade do [[Império Português]].
 
Em 1815, durante o [[Congresso de Viena]], João VI criou o [[Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves]], elevando o Brasil aà mesma classificação de Portugal e aumentando a independência administrativa brasileira. Representantes brasileiros foram eleitos para os Tribunais Constitucional Portugueses. Em 1816, com a morte da [[Maria I de Portugal|rainha Maria]], João VI foi coroado [[Rei de Portugal]] e do Brasil, no Rio de Janeiro.
 
João VI enfrentou uma crise política quando grupos em Portugal tentaram reverter a metropolização de sua ex-colôniacolónia. Com o fim das [[guerras napoleônicas]] vieram chamadospedidos para que João VI voltasse para [[Lisboa]] e para que o Brasil retornasse à sua condição colonial anterior. No final de 1821, a situação estava -se tornando insuportável e João VI e a [[Família real portuguesa|família real]] regressaram a Portugal.
 
=== Independência ===
A [[Independência do Brasil]] em relação ao [[Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves]], em [[1822]], foi reconhecida por [[Portugal]] no [[Tratado do Rio de Janeiro (1825)|Tratado do Rio de Janeiro]] em [[1825]], e produziu o início das relações dos dois países na forma de [[soberania|países independentes]].
 
Após a [[Independência do Brasil|independência]], os dois países foram governados por ramos de uma mesma [[família real]]. Grupos que eram favoráveis à reunificação do [[Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves]] fundaram o [[Partido Português]],<ref>[http://www.algosobre.com.br/historia/processo-de-emancipacao-politica-no-brasil-o.html Processo de Emancipação Política no Brasil]</ref> e alguns anos mais tarde, os que simplesmente pretendiam ào voltaretorno de [[Pedro I do Brasil|Dom Pedro I]] ao [[Brasil]] formaram o [[Partido Restaurador]].<ref>MACEDO, Joaquim Manuel de, Anno biographico brazileiro (v.1), Typographia e litographia do imperial instituto artístico, Rio de Janeiro, 1876.</ref>
 
=== Revolta da Armada ===
{{Artigo principal|Revolta da Armada}}
 
Em 1894, as relações entre os dois países ficaram tensas depois quede Portugal concedeuconceder refúgio aos rebeldes brasileiros após o incidente [[Revolta da Armada]]. O governo de [[Portugal]] enviou uma força naval constituída dospor os navios ''Mindello'' e ''Affonso de Albuquerque'' ao [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]] para proteger os interesses portugueses durante a [[Revolta da Armada]], uma rebelião naval brasileira durante o governo de [[Floriano Peixoto]]. Em [[2 de abril]] de [[1894]], a revolta iniciou-se com a participação de 493 rebeldes, incluindo 70 oficiais e o líder do motim, [[Luís Filipe de Saldanha da Gama]], que procurou refúgio nos [[Navio de guerra|navios de guerra]] portugueses. Apesar dos protestos do governo brasileiro, Portugal concedeu refúgio para osaos rebeldes brasileiros e os levou para o [[Rio da Prata]], onde a maioria dos refugiados chegaram.<ref name="Heinsfeld">{{citar web|url=http://snh2007.anpuh.org/resources/content/anais/Adelar%20Heinsfeld.pdf |título=A ruptura diplomática Brasil-Portugal: Um aspecto do americanismo do início da República brasileira |último =Heinsfeld |primeiro =Adelar |publicado=Associação Nacional de História – ANPUH|acessodata=21 de novembro de 2010}}</ref><ref>{{citar web|url=http://query.nytimes.com/mem/archive-free/pdf?res=F50713F73D5415738DDDAA0A94DE405B8485F0D3 |título=Relations of Brazil and Portugal: Explanation of the events resulting in the recall of De Paraty |data=23 de junho de 1894|publicado=[[The New York Times]]|acessodata=21 de novembro de 2010}}</ref> O incidente foi considerado como uma violação da [[soberania]] brasileira e levou o Brasil a romper [[diplomacia|relações diplomáticas]] com Portugal. As relações diplomáticas foram restabelecidas em [[1895]] pela administração de [[Prudente de Morais]].<ref name="Heinsfeld" />
 
=== Era contemporânea ===
Atualmente, Brasil e Portugal cooperam em fóruns multilaterais e têm sido parceiros na promoção da [[Organização das Nações Unidas#Reforma|reforma da ONU]]. Portugal tem feito ''[[lobby]]'' para que o Brasil se tornar um membro permanente do [[Conselho de Segurança das Nações Unidas]].<ref>{{citar web |url=http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/151085.html |título=Portugal quer Brasil no Conselho de Segurança|data=24 de setembro de 2008|editor=[[Organização das Nações Unidas]] (ONU)|acessodata=18 de novembro de 2010}}</ref> Os dois países também são os membros fundadores da [[Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]] (CPLP), uma [[organização intergovernamental]] dasde ex-colôniaspaíses do [[Império Português]]lusófonos.<ref>{{citar web |url=http://www.cplp.org/id-45.aspx |título=Histórico - Como surgiu? |editor=[[Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]] (CPLP)|acessodata=20 de novembro de 2010|ano=2010}}</ref> Portugal e Brasil também realizam [[Cimeira|cúpulas]] regulares para discutir acordos bilaterais e multilaterais, além de temas atuais.<ref>{{citar web |url=http://embaixada-portugal-brasil.blogspot.com/2008/10/cimeira-luso-brasileira-de-salvador-vai.html |título=Cimeira Luso-Brasileira de Salvador vai marcar "viragem no diálogo político" entre os dois países|editor=Embaixada de Portugal em Brasília|acessodata=18 de novembro de 2010|data=21 de outubro de 2008}}</ref> Uma questão importante na agenda bilateral dos dois países em matéria cultural é a promoção e difusão conjunta do [[Língua portuguesa|idioma português]].<ref name="mne" />
 
[[Ficheiro:Dilma e Cavaco Silva.jpg|thumb|A presidente do Brasil, [[Dilma Rousseff]], e o presidente de Portugal, [[Aníbal Cavaco Silva]], durante a visita oficial da líder brasileira a Lisboa em junho de 2013.|esquerda]]
 
As relações atuais entre os dois países é apontada por ter comcomo base simplesmente o tamanho do Brasil, assim como o do seu mercado econômico e de sua economia em geral, mais poderosa que a portuguesa. Assim sendo, nas décadas de 1970 e 1980, o investimento brasileiro em Portugal foi muito maior do que o investimento português no Brasil. Em termos econômicos, o investimento direto de Portugal no Brasil tem crescido substancialmente e também tem havido um crescimento constante do comércio entre as duas nações.<ref name="mne" />
 
Em 1985, foi criada a [[União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas]], unindo as [[cidade]]s que tiveram um papel importante na história dos países de [[língua portuguesa]]. No [[século XX]] os dois países realizaram [[Acordo Ortográfico|acordos ortográficos]] bilaterais, sendo o mais recente deles o [[Acordo Ortográfico de 1990]].<ref>{{Citar web |url=http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.action?id=119120 |título=Decreto Legislativo n.º 54, de 18 de abril de 1995 |autor= |obra= |data= |acessodata=21 de junho de 2011}}</ref><ref>{{Citar web |url=http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6585.htm |título=Decreto n.º 6.585, de 29 de setembro de 2008 |autor= |obra= |data= |acessodata=21 de junho de 2011}}</ref> Em [[1991]] iniciou-se a primeira [[Conferência Ibero-americana]], aglomeração dos países da [[América Latina]] com os da [[Península Ibérica]], com a motivação de unir os [[país]]es que possuíam uma [[história]] em comum, além de [[Língua natural|língua]]s próximas,<ref>[http://www.cumbresiberoamericanas.com/ Congresso Ibero-Americano de Chefes de Estado e Governo]</ref> e em [[1992]], os dois países ajudaram a criar a [[União de Médicos Escritores e Artistas Lusófonos]].
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|'''Total de medalhas olímpicas'''
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|'''Ranking mundial de infra-estruturas de transportes'''
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