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As quatro mais proeminentes repúblicas marítimas foram a [[República de Veneza|Veneza]], [[República de Gênova|Gênova]], [[República de Pisa|Pisa]] e a [[República de Amalfi|Amalfi]], enquanto que as menos conhecidas são a [[República de Ragusa|Ragusa]], [[Ducado de Gaeta|Gaeta]], [[República Anconitana|Ancona]] e {{ilc|Noli|República de Noli|lk=Noli}}. Veneza e Gênova eram portas de entrada da Europa para o comércio com o Oriente, além de produtoras de vidro fino, enquanto que a [[República de Florença|Florença]] foi a capital da seda, lã, bancos e joalheria. A riqueza desses negócios trazidos à Itália significou o patrocínio público e privado de grandes projetos artísticos. As repúblicas estiveram pesadamente envolvidas com as [[Cruzada]]s, providenciando suporte mas especialmente, tomando vantagem das oportunidades políticas e de comércio resultante dessas guerras.<ref name=Lane/>
 
No sul, a Sicília se tornou um [[Emirado da Sicília|emirado islâmico]] no {{séc|IX}}, prosperando até que os ítalo-[[normandos]] o conquistaram no fim do {{séc|XI}} junto com a maioria dos principados lombardos e bizantinos no sul da Itália.<ref>{{citar livro|ultimo=Ali|primeiro=Ahmed Essa with Othman|titulo=Studies in Islamic civilization : the Muslim contribution to the Renaissance|ano=2010|publicado=International Institute of Islamic Thought|local=Herndon, VA|isbn=1-56564-350-X|páginas=38–40}}</ref> Por uma série de eventos complexos, o sul da Itália desenvolveu um reino unificado, primeiro sob a [[Dinastia de Hohenstaufen]], depois sob a [[Casa capetiana de Anjou]] e a partir do {{séc|XV}} com [[Reino de Aragão|reis aragoneses]]. Na [[Sardenha]], as antigas províncias bizantinas se tornaram estados independentes conhecidos como ''[[giudicati]]'', embora algumas partes da ilha se tornaram controladas por Gênova ou Pisa até à anexação aragonesa no {{séc|XV}}. A [[pandemia]] de [[Peste Negra]] de 1348 deixou a sua marca na Itália ao matar talvez cerca de um terço da população.<ref>Stéphane Barry and Norbert Gualde, "The Biggest Epidemics of History" (La plus grande épidémie de l'histoire), in ''L'Histoire'' n° 310, June 2006, pp. 45–46</ref><ref>{{Citar web|url=http://www.brown.edu/Departments/Italian_Studies/dweb/plague/effects/death_toll.shtml|título=Plague. The Death Toll|obra=Decameron Web|publicado=Brown University. www.brown.edu|língua=en|datali=junho de 2018|wayb=20090831003435|acessodata=19 de maio de 2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090831003435/http://www.brown.edu/Departments/Italian_Studies/dweb/plague/effects/death_toll.shtml#|arquivodata=31 de agosto de 2009|urlmorta=yes}}</ref> Contudo, a recuperação da praga levou ao ressurgimento das cidades, comércio e economia, que permitiu o florescimento do [[humanismo]] e da [[Renascença]], que depois se espalhou pela [[Europa]].<ref name="Renascença">{{citar web |url=https://www.britannica.com/event/Renaissance |titulo=Renaissance |acessodata=31/5/2018|obra=Encyclopædia Britannica}}</ref>
 
=== Era moderna ===
O [[Catolicismo Romano]] é a maior religião do país e embora a [[Igreja Católica]] não seja mais a [[religião oficial do estado]]. 87,8% dos italianos identificam-se como católicos romanos.<ref>{{Citar web |url=http://www.corriere.it/Primo_Piano/Cronache/2006/01_Gennaio/17/cattolici.shtml |título=Italia, quasi l'88% si proclama cattolico |língua= |autor= |obra= |data=31/5/2018 |acessodata=}}</ref> Contudo apenas um terço descrevem-se como membros ativos (36,8%). A sede mundial da Igreja Católica situa-se no [[Vaticano]] desde o {{séc|III}}, quando o bispo de Roma passou a ser considerado bispo supremo e recebeu o título "[[papa]]".<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/place/Vatican-City |titulo=Vatican City|obra=Encyclopædia Britannica|acessodata=31/5/2018}}</ref>
 
Historicamente, a Igreja exerceu grande influência na vida política e social dos italianos. Embora continue influente, nos últimos anos, com o aumento da [[secularização]], a religião vem perdendo força na Itália, como em outros países desenvolvidos. Em pesquisa de 2012, 73% dos italianos se disseram religiosos, 15% não religiosos, 8% [[Ateísmo|ateus]] convictos e 4% não responderam.<ref>{{citar web|url=http://www.wingia.com/web/files/news/14/file/14.pdf|titulo=Global index of religiosity and atheism|wayb=20170114073001|datali=junho de 2018|ano=2012|acessodata=12/6/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20131021065544/http://www.wingia.com/web/files/news/14/file/14.pdf#|arquivodata=21/10/2013|urlmorta=yes}}</ref> Apenas 25% dos católicos italianos dizem que a religião "é muito importante" e 31% dizem que rezam todos os dias, embora 95% da população em 2010 fosse batizada na igreja.<ref>[http://www.pewforum.org/2013/03/05/during-benedicts-papacy-religious-observance-among-catholics-in-europe-remained-low-but-stable/ During Benedict’s Papacy, Religious Observance Among Catholics in Europe Remained Low but Stable]. Acessado em 12/6/2018</ref> Apesar de cerca de 30% da população italiana afirmar que comparece à missa todos os domingos, uma pesquisa mostrou que o comparecimento real é de apenas 18,5%.<ref>{{citar web |url=http://www.paulopes.com.br/2012/06/pesquisa-mostra-como-italia-caminha.html#.UuA-QdJTut9 |titulo=Pesquisa mostra como a Itália caminha para secularização|editor=La Stampa |autor=Andrea Tornielli|data=21/6/2012|acessodata=12/6/2018}}</ref>
{{Religião na Itália}}
 
Outros grupos [[Cristianismo|cristãos]] na Itália incluem mais de 700 000 [[Cristianismo Ortodoxo|cristãos ortodoxos]],<ref>{{Citar web|url=http://www.ortodossia.it/it.html|título=Sacra Arcidiocesi Ortodossa d'Italia e Malta ed Esarcato per l'Europa Meridionale|língua=it|wayb=20070525093837|ligação inativa=março de 2017|acessodata=2 de outubro de 2008|arquivourl=https://web.archive.org/web/20070829062251/http://www.ortodossia.it/it.html#|arquivodata=29 de agosto de 2007|urlmorta=yes}}</ref> incluindo 470 000 imigrantes,<ref name="caritas">{{citar web|url=http://www.db.caritas.glauco.it/caritas/dati/news/2004-05/25/Scheda.pdf|wayb=20090304005600|ligação inativa=março de 2017|título=Le religioni degli immigrati all’inizio del 2004:bgli effetti della regolarizzazione|página=3|páginas=5|acessodata=2 de outubro de 2008|arquivourl=https://web.archive.org/web/20080819193223/http://www.db.caritas.glauco.it/caritas/dati/news/2004-05/25/Scheda.pdf#|arquivodata=19 de agosto de 2008|urlmorta=yes}}</ref> e por volta de 180 000 [[Igreja Ortodoxa Grega|gregos ortodoxos]], 550 000 [[Igreja Pentecostal|pentecostais]] e [[Evangelicalismo|evangélico]]s (0,8%) (dos quais 400 000 são membros da [[Assembleias de Deus na Itália|Assembleia de Deus da Itália]]), 245 657 [[Testemunhas de Jeová]] (0,4%),<ref>{{Citar web |url=http://www.cesnur.org/religioni_italia/t/testimoni_geova_02.htm |título=Le religioni in Italia: I Testimoni di Geova: }}</ref> e 104 000 de outras religiões.<ref>{{Citar web |url=http://www.chiesavaldese.org/pages/storia/dove_viviamo.php |título=Chiesa Evangelica Valdese - Unione delle chiese Metodiste e Valdesi: |acessodata=2 de outubro de 2008 |arquivourl=https://archive.is/20120724023747/http://www.chiesavaldese.org/pages/storia/dove_viviamo.php# |arquivodata=24 de julho de 2012 |urlmorta=yes }}</ref>
 
A minoria religiosa mais antiga do país é comunidade [[Judaísmo|judaica]], que compreende por volta de {{formatnum:28400}} pessoas,<ref>{{citar web|url=http://www.eurojewcong.org/communities/italy.html|wayb=20160311191155|datali=junho de 2018|titulo=The jewish community of Italy|editor=Europena Jewish Congress|acessodata=12/6/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20130313095857/http://www.eurojewcong.org/communities/italy.html#|arquivodata=13/03/2013|urlmorta=yes}}</ref> mas não é mais o maior grupo não-cristão da Itália. Como resultado da significante imigração de outras partes do mundo, {{formatnum:825000}} [[muçulmanos]] (1,4% da população total) moram no país,<ref>{{Citar web |url=http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/4385768.stm |publicado=BBC News |obra=Europa |titulo=Muslims in Europe: Country guide |língua=en|acessodata=12/6/2018}}</ref> mas apenas {{formatnum:50000}} são [[Nacionalidade italiana|cidadãos italianos]]. Há também {{formatnum:110000}} [[Budismo|budistas]] (0,2%),<ref name="caritas"/><ref>{{Citar web|url=http://www.buddhismo.it/ente.htm|título=Unione Buddhista Italiana: l'Ente|acessodata=12/6/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20070404034319/http://www.buddhismo.it/ente.htm#|arquivodata=04/04/2007|urlmorta=yes}}</ref><ref>{{Citar web |url=http://www.sgi-italia.org/ |título=Istituto Buddista Italiano Soka Gakkai|acessodata=12/6/2018}}</ref> {{formatnum:70000}} [[Siquismo|siques]],<ref>{{Citar web|url=http://www.etnomedia.org/14.htm|título=Etnomedia|acessodata=12/6/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090621064338/http://www.etnomedia.org/14.htm#|arquivodata=21/06/2009|urlmorta=yes}}</ref> e {{formatnum:70000}} [[Hinduísmo|hindus]] (0,1%).<ref name=EBdemog/>
 
=== Cidades mais populosas ===
</ref> O Ministro do Desenvolvimento Econômico [[Claudio Scajola]] propôs construir até 10 novos [[Reator nuclear|reatores]], com o objetivo da energia nuclear passar a representar cerca de 25% da demanda de eletricidade da Itália por volta de 2030.<ref>{{citar web|url=http://www.canada.com/calgaryherald/news/calgarybusiness/story.html?id=6c824634-0230-49c8-8f78-08e8dc7690bb|titulo=Italy to build 8–10 nuclear reactors|data=17/10/2008|acessodata=19/05/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20160611122414/http://www.canada.com/calgaryherald/news/calgarybusiness/story.html?id=6c824634-0230-49c8-8f78-08e8dc7690bb#|arquivodata=11/06/2016|urlmorta=yes}}</ref> No entanto, o [[Acidente nuclear de Fukushima I|acidente nuclear de Fukushima]] em 2011 levou o governo italiano a declarar uma moratória de um ano nos planos de reutilização da energia nuclear.<ref>{{citar web |url=http://www.businessweek.com/ap/financialnews/D9M504RG0.htm |titulo=Italy puts 1 year moratorium on nuclear|data=23/3/2018}}</ref> Em 11 e 12 de junho de 2011, o povo italiano votou no referendo para cancelar os planos para novos reatores<ref>{{citar web|url=http://referendum.interno.it/referendum/refe110612/RFT0003.htm|titulo=Italy Nuclear Referendum Results|data=13/6/2011|urlmorta=yes|wayb=20120325171121|acessodata=19/05/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20120325171121/http://referendum.interno.it/referendum/refe110612/RFT0003.htm#|arquivodata=25/03/2012}}</ref>
 
A Itália tinha uma meta programada pela União Europeia de atingir em 2020 17% de cobertura por [[energia renovável|energias renováveis]] do seu consumo energético total, no entanto excedeu essa porcentagem em 2014, alcançando 17,1%.<ref>{{Cita web|url=http://ec.europa.eu/eurostat/documents/2995521/7155577/8-10022016-AP-EN.pdf/38bf822f-8adf-4e54-b9c6-87b342ead339|titulo=Share of renewables in energy consumption in the EU rose further to 16% in 2014. Eurostat News Release, 10 February 2016.}}</ref> O consumo bruto de energia de fontes renováveis aumentou de 17,36&nbsp;[[Tonelada equivalente de petróleo|tep]] em 2010 para 21,14&nbsp;tep no fim de 2015. A maior parte do crescimento se deu na eletricidade, no qual o setor aumentou em 58,3%. Em 2015, o [[Energia geotérmica|setor termal]] registrou um aumento de 5,7% enquanto que o de [[Transmissão de energia elétrica|transporte]] mostrou uma queda de 16,9%. A hidroeletricidade era o maior contribuinte para a energia renovável, com {{fmtn|18531|MW}} de capacidade instalada.<ref>{{Citar web|url=http://www.gse.it/it/Statistiche/RapportiStatistici/Pagine/default.aspx|título=Rapporti Statistici. Dati preliminari 2015|ano=2016|publicado=Gestore dei servizi energetici. www.gse.it|língua=it|acessodata=11 de junho de 2018|wayb=20160408233933|datali=junho de 2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20171018022905/http://www.gse.it/it/Statistiche/RapportiStatistici/Pagine/default.aspx#|arquivodata=18 de outubro de 2017|urlmorta=yes}}</ref>
 
== Cultura ==