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A sul, perto de Tula, os combates reiniciaram-se em 18 de Novembro de 1941, com o 2.º Exército Panzer a tentar cercar a cidade.<ref name="GlantzTTG"/> As forças alemãs envolvidas estavam extremamente maltratadas pelos combates anteriores e ainda não tinham roupas de inverno. Assim, os progressos iniciais dos alemães foram apenas de 5 km a 10 km por dia.<ref>Guderian, p. 340.</ref> A acrescentar, expôs os exércitos de blindados alemães a ataques pelos flancos pelos 49.º e 50.º Exércitos soviéticos, estacionados perto de Tula, atrasando ainda mais o avanço alemão. Ainda assim, Guderian conseguiu prosseguir com a ofensiva, dispondo as suas forças num ataque "em estrela", conquistando [[Stalinogorsk]] a 22 de Novembro de 1941, e cercando uma divisão de infantaria soviética ali estacionada. A 26 de Novembro, os tanques alemães aproximaram-se de [[Kashira]], uma cidade que controlava uma via principal para Moscovo. Em resposta, os soviéticos lançaram uma contra-ofensiva no dia seguinte. O 2.º Corpo de Cavalaria do general Belov, apoiada por formações reunidas à pressa, incluindo a 173.ª Divisão de Infantaria, a 9.ª Brigada de Tanques, dois batalhões de tanques, e unidades de milícias,<ref>Erickson, 'The Road to Stalingrad,' p. 260</ref> bloquearam o avanço alemão perto de Kashira.<ref name=GeorgyZhukov/>{{rp|35–36}}<ref>A.P. Belov, ''Moscow is behind us'', Moscow, Voenizdat, 1963, p. 97.</ref> No início de Dezembro, os alemães tiveram de recuar, controlando os acessos sul à cidade.<ref>Belov, p. 106.</ref> Tula manteve tanto os soldados como os civis, protegidos por fortificações e defensores determinados. A sul, a Wehrmacht nunca conseguiu aproximar-se da capital.
 
Devido à resistência tanto a norte como a sul de Moscovo, a 1 de Dezembro, a Wehrmacht tentou lançar uma ofensiva directa a partir de oeste ao longo da via principal Minsk-Moscovo perto da cidade de [[Naro-Fominsk]]. Esta ofensiva limitava o apoio dado pelos blindados e foi direccionado contra as extensas defesas soviéticas. Depois de ficar frente-a-frente com a resistência da 1.ª Divisão de Infantaria de Guardas Motorizados soviética e de ataques pelos flancos efectuados pelo 33.ª Exército, a ofensiva alemã parou e teve de recuar, quatro dias depois, no seguimento da contra-ofensiva soviética.<ref name="GlantzTTG"/> No mesmo dia, o [[Legião de Voluntários Franceses Contra o Bolchevismo|638.º Regimento de Infantaria francês]], a única formação estrangeira da Wehrmacht que fez parte do ataque a Moscovo, entrou em acção perto da vila de Diutkovo.<ref>{{Cite journal|last=Beyda|first=Oleg|date=7 August 2016|title=‘La Grande Armeé in Field Gray’: The Legion of French Volunteers Against Bolshevism, 1941|url=http://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/13518046.2016.1200393|journal=The Journal of Slavic Military Studies|volume=29|issue=3|doi=10.1080/13518046.2016.1200393|pmid=|access-date=|via=}}</ref> A 2 de Dezembro, um batalhão de reconhecimento chegou à cidade de [[Khimki]] — a 30 km do Kremlin, centro de Moscovo, alcançando a ponte sobre o Canal Moscovo-Volga, e a estação ferroviária. Este foi o ponto de maior proximidade a que as forças alemãs estiveram de Moscovo.<ref name=comm>Henry Steele Commager, ''The Story of the Second World War'', p. 144</ref><ref name=argyle>Christopher Argyle, ''Chronology of World War II Day by Day'', p. 78</ref>
 
[[File:Moscow Strikes Back - ski soldiers march to battle.jpg|thumb|left|Tropas de ski do Exército Vermelho em Moscovo. Imagem do documentário ''[[Moscow Strikes Back]]'', 1942]]
 
O Inverno europeu de 1941-1942 foi o mais frio do século XX.<ref>{{cite article|last=Lejenäs|first=Harald|title=The Severe Winter in Europe 1941-42: The large scale circulation, cut-off lows, and blocking|year=1989|journal=Bulletin of the American Meteorological Society|volume=70|pages=271-281|doi=10.1175/1520-0477(1989)070<0271:TSWIET>2.0.CO;2}}</ref> A 30 de Novembro, Von Bock reportou a Berlim que a temperatura era de –&nbsp;45&nbsp;°C.<ref>Chew (1981), p. 34.</ref> O general [[Erhard Raus]], comandante da [[6.ª Divisão Panzer (Alemanha)|66.ª Divisão Panzer]], registou a temperatura média diária no seu diário de guerra. Observa-se um período muito mais frio entre 4 e 7 de Dezembro: de –36&nbsp;°C a –38&nbsp;°C.<ref>Raus (2009), p. 89.</ref> Outros registos de temperatura variam grandemente.<ref name= "GlantzDecCounter">Glantz, ch.6, subchapter "December counteroffensive", pp. 86ff.</ref><ref name=Moss>Moss (2005), p. 298.</ref> Jukov afirmou que o tempo gelado de Novembro se manteve entre os –7&nbsp;°C e os –10&nbsp;°C. <ref name=Chew33>Chew (1981), p. 33.</ref> Os registos do Serviço Meteorológico Oficial soviético mostram que as temperaturas mais baixas de Dezembro chegaram aos –28.8&nbsp;°C.<ref name=Chew33/> Estes números mostram que as condições meteorológicas eram agrestes, e as tropas alemãs não estavam preparadas para as enfrentar pois não tinham roupa de Inverno para tão baixas temperaturas. Mais de cento e trinta mil caos de queimaduras pelo frio foram registadas entre os soldados alemães.<ref name="Jukes32">Jukes, p. 32.</ref> A gordura congelada teve de ser removida de todas as munições já carregadas nas peças de artilharia<ref name="Jukes32"/> e os veículos tinham de ser aquecidos durante horas antes de serem utilizados. No lado soviético, também o frio extremos os afectou, no entanto, as tropas soviéticas estavam melhor preparadas para o enfrentar.<ref name=Moss/>
 
A ofensiva do Eixo a Moscovo parou. [[Heinz Guderian]] escreveu no seu diário que "a ofensiva a Moscovo falhou&nbsp;... Subestimámos a força do inimigo, tal a sua dimensão e as condições meteorológicas. Felizmente, parei as minhas tropas a 5 de Dezembro, caso contrário, a catástrofe seria inevitável."<ref>Guderian, pp. 354–5.</ref>
 
== Notas de rodapé ==
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