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A sociedade da era vitoriana era pródiga em moralismos e disciplina, com preconceitos rígidos e proibições severas.<ref>Licenciada Rosa Aksenchuk ''De la moral victoriana al goce moderno: Freud, Lacan y Zizek en Revista de Observaciones Filosóficas''.</ref> Os valores vitorianos podiam classificar-se como “puritanos”, e na época a poupança, a dedicação ao trabalho, a defesa da moral, os deveres da fé e o descanso dominical eram considerados valores de grande importância.<ref> Charlot M. y Marx R., 1993, p. 21-22 y Thompson F. M. L., 1988, p. 251</ref>
 
Os homens dominavam, tanto em espaços públicos, como em privado e as mulheres deviam ser submissas e dedicar-se em exclusivo à manutenção do lar e à educação dos filhos. Existem vários exemplos de como a sociedade levava a moralidade ao extremo, mas um dos mais infamesnotáveis foi a condenação de [[Oscar Wilde]] e de Lord Alfred Douglas a dois anos de [[trabalhos forçados]] por [[sodomia]], por terem mantido um caso.<ref> Reed, Christopher (2011). ''Art and Homosexuality: A History of Ideas''. Oxford University Press, 2011; pág. 97</ref>
 
Talvez tenha sido esta moralidade acentuada que levou o psicanalista [[Jacques Lacan]] a dizer que sem a rainha Vitória não teria existido a [[psicanálise]], uma vez que foi ela que fez com que fosse necessário o que Lacan apelidou de “despertar”.<ref>Lacan, Jacques em ''Seminario'' 22 - R.S.I.</ref>