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== Crítica de arte ==
[[Imagem:Louis-Michel van Loo 001.jpg|thumb|180px|O [[Filosofia|Filósofo]] e Escritor francês [[Denis Diderot]], considerado o Paipai da [[crítica de arte]] moderna.]]
A [[crítica de arte]] é um gênero, entre [[literatura|literário]] e [[academia|acadêmico]], que faz uma avaliação sobre as obras de arte, artistas ou expositores, em princípio de forma pessoal e subjetiva, mas baseando-se na [[história da arte]] e suas múltiplas disciplinas, avaliando-se a arte segundo seu contexto ou evolução. É avaliativa, informativa e comparativa, apontando dados empíricos e testáveis. [[Denis Diderot]] é considerado o primeiro crítico de arte moderno, por seus comentários sobre as obras de arte expostas nos [[Salon de Paris|salões de [[Paris]], realizados no [[Museu do Louvre]] desde 1725. Esses salões, abertos ao público, atuaram como centro difusor de tendências artísticas, propiciando [[moda]]s e gostos em relação à arte, sendo, assim, objeto de [[debate]] e crítica. Diderot escreveu suas impressões sobre esses salões primeiro em uma [[carta]] escrita em 1759, que foi publicada na correspondência literária de [[Frédéric-Melchior Grimm]], e desde então até 1781, sendo o ponto de partida desse gênero.<ref>Bozal, vol. I, p. 22-23.</ref>
 
No início da crítica de arte, há que se avaliar, por um lado, o acesso do público a essas exposições artísticas, que, junto com a proliferação dos meios de [[comunicação de massa]] desde o [[século XVIII]], produziram uma via de comunicação direta entre o crítico e o público a que se dirige. Por outro lado, o auge da [[burguesia]] como [[classe social]] que inventou a arte como objeto de [[ostentação]], e o crescimento do mercado artístico que levou consigo, proporcionaram um ambiente social necessário para a consolidação da crítica artística. A crítica de arte tem estado geralmente vinculada ao [[jornalismo]], exercendo um trabalho de [[porta-voz]] do gosto artístico. Isso, por um lado, lhe tem conferido um grande [[poder]], ao ser capaz de afundar ou elevar a obra de um artista, mas por outro lado lhe tem feito objeto de ferozes ataques e controvérsias. Outro ponto a ressaltar é o caráter de atualidade da crítica da arte, já que se centra em um contexto histórico e geográfico no qual o crítica realiza seu trabalho, imersa em um fenômeno cada vez mais dinâmico como é o das correntes de moda. Assim, a falta de historicidade para emitir um juízo sobre as bases consolidadas leva a crítica de arte a estar frequentemente sustentada na intuição do crítico, como um fator de risco que leva consigo. Por fim, como disciplina sujeita a seu tempo e à evolução cultural da sociedade, a crítica de arte sempre revela um componente do pensamento social no qual se vê imersa, existindo, assim, diversas correntes de crítica de arte: [[romanticismo|romântica]], [[positivismo|positivista]], [[fenomenologia|fenomenológica]], [[Semiótica|semiológica]] etc.<ref>Bozal, vol. I, p. 155-170.</ref> Disse [[Charles Baudelaire]]:
{{quote|Para ser justa, ou melhor, para ter sua razão de ser, a crítica deve ser parcial, apaixonada, política; isto é: deve adotar um ponto de vista exclusivo, mas um ponto de vista exclusivo que abra ao máximo os horizontes. <ref>''Apud'' Bozal (2000), vol. I, p. 165.</ref>}}
 
Entre os críticos de arte, tem havido desde famosos escritores[[escritor]]es até os próprios historiadores de arte, que, muitas vezes, têm passado de análises metodológicas à crítica pessoal e subjetiva, conscientes de que são uma arma de grande poder. Podem ser citados Charles Baudelaire, [[John Ruskin]], [[Oscar Wilde]], [[Émile Zola]], [[Joris-Karl Huysmans]], [[Guillaume Apollinaire]], [[Wilhelm Worringer]], [[Clement Greenberg]] e [[Michel Tapié]].<ref>Villa, Rocío de la. ''Guía del arte hoy''. Madrid: Tecnos, 2003, p. 62-66</ref>
 
== Sociologia da arte ==