Diferenças entre edições de "Arte"

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| image3 = Rome Sistine Chapel 01.jpg | width3 = 180 | caption3 = ''Juízo Final'' depois da restauração.
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A [[conservação e restauro]] de obras de arte é uma atividade que tem, por objeto, a reparação ou atuação preventiva sobre qualquer obra que, devido a sua antiguidade ou estado de conservação, esteja necessitando de uma intervenção para preservar sua integridade física, assim como seu valor artístico, respeitando ao máximo a essência original da obra.<ref>Brandi (2002), p. 13-17.</ref> Na opinião de [[Cesare Brandi]], "a restauração deve se dirigir ao restabelecimento da unidade potencial da obra de arte, sempre que isso seja possível, sem cometer uma [[falsificação]] artística ou uma falsificação histórica, e sem apagar pegada alguma do transcurso da obra de arte através do tempo".<ref>Brandi, Cesare. ''Teoría de la restauración'', 2002, p. 14.</ref>
 
Na [[arquitetura]], a restauração é apenas do tipo [[Funcionalismo (arquitetura)|funcional]], para preservar a estrutura e unidade do edifício, ou reparar rachaduras[[rachadura]]s ou pequenos defeitos que podem surgir nos materiais. Até o [[século XVIII]], as restaurações arquitetônicas só preservavam as obras de [[culto]] religioso, dado seu caráter [[liturgia|litúrgico]] e [[símbolo|simbólico]]. Quanto aos outros tipos de edifício, eram reconstruídos sem se respeitar o estilo original. Por fim, desde o auge da [[arqueologia]] ao final do século XVIII, especialmente com as escavações de [[Pompeia]] e [[Herculano]], se tendeu a preservar, na medida do possível, qualquer estrutura do [[passado]], sempre e quando tivesse um valor artístico e cultural. Ainda assim, no século XIX os ideais [[romanticismo|românticos]] levaram a buscar a pureza estilística do edifício, e a moda do [[arquitetura historicista|historicismo]] levou a planejamentos como os de [[Viollet-le-Duc]], defensor da intervenção em monumentos[[monumento]]s com base em um certo ideal estilístico. Na atualidade, se tende a preservar ao máximo a integridade dos edifícios históricos.{{Carece de fontes|arte=sim|data=abril de 2017}}
 
Na área da [[pintura artística|pintura]], se tem evoluído desde uma primeira perspectiva de tentar recuperar a legibilidade da imagem, acrescentando, se necessário, partes perdidas da obra, a respeitar a integridade tanto física como estética da obra de arte, fazendo as intervenções necessárias para suas conservação sem se produzir uma transformação radical da obra. A restauração pictórica adquiriu um crescente impulso a partir do [[século XVII]], devido ao mau estado de conservação de pinturas a [[fresco]], técnica bastante corrente na [[Idade Média]] e no [[Renascimento]]. Do mesmo modo, o aumento do mercado de antiguidades proporcionou a restauração de obras antigas caras para sua posterior comercialização. Por último, a escultura tem sido uma evolução paralela: desde a reconstrução de obras antigas, geralmente em relação a [[membro]]s mutilados (como a reconstrução do ''[[Grupo de Laocoonte|Laocoonte]]'' em 1523-1533 por parte de [[Giovanni Angelo Montorsoli]]), até a atuação sobre a obra preservando sua estrutura original, mantendo em caso necessário um certo grau de reversibilidade da ação praticada.<ref>AA.VV. (1991), p. 812.</ref>