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{{Artigo principal|Política da Arábia Saudita}}
[[Imagem:Salman bin Abdull aziz December 9, 2013.jpg|thumb|esquerda|[[Salman da Arábia Saudita|Rei Salman]], o líder da Arábia Saudita.]]
A Arábia Saudita é uma [[monarquia absoluta]] [[Teocracia|teocrática]],<ref name=Cavendish78>{{citar livro|título=World and Its Peoples: the Arabian Peninsula |último =Cavendish |primeiro =Marshall |ano=2007 |isbn=978-0-7614-7571-2 |página=78}}</ref> embora, de acordo com a [[Lei Básica da Arábia Saudita]] adotada por decreto real em 1992, o rei deve estar de acordo com a ''[[Sharia]]'' (isto é, a [[lei islâmica]]) e o [[Alcorão]]. O Alcorão e a ''[[Sunnah]]'' (as tradições de [[MaoméMuhammad]]) são declarados como a constituição e nenhuma constituição moderna já foi escrita para o país. A Arábia Saudita é o único [[Mundo árabe|país árabe]] onde nunca houve [[eleições]] nacionais, desde a sua criação.<ref name= Gerhard>{{citar livro|título=Encyclopedia of world constitutions, Volume 1 |último =Robbers |primeiro =Gerhard |ano=2007 |isbn=0-8160-6078-9 |página=791}}</ref> Partidos políticos ou eleições nacionais são proibidas<ref name=Cavendish78/> e, de acordo com [[Índice de Democracia]] de 2010 feito ''[[The Economist]]'', o governo saudita era o sétimo regime mais [[Autoritarismo|autoritário]] do mundo, entre os 167 países avaliados na pesquisa.<ref>{{citar web|url=http://graphics.eiu.com/PDF/Democracy_Index_2010_web.pdf |título=The Economist Democracy Index 2010 |autor =The Economist Intelligence Unit |obra=The Economist |acessodata=6 de junho de 2011}}</ref>
 
Na ausência de eleições nacionais e de partidos políticos, a política na saudita ocorre em duas arenas distintas: entre a [[família real]], a [[Casa de Saud]], e entre os monarcas e o resto da sociedade.<ref name= Noreng97>{{citar livro|título=Crude power: politics and the oil market |último =Noreng |primeiro =Oystein |ano=2005 |isbn=978-1-84511-023-9 |página=97}}</ref> Fora da família Saud, a participação no processo político é limitada a um pequeno segmento da população e assume um tipo de consultoria da família real sobre decisões importantes.<ref name=Britannica/> Este processo não é divulgado pela mídia local.<ref>{{citar livro|título=Culture and Customs of Saudi Arabia |último =Long |primeiro =David E. |ano=2005 |isbn=978-0-313-32021-7 |página=85}}</ref>
 
Por costume, todos os homens maiores de idade têm o direito de petição ao rei diretamente através da reunião tribal tradicional conhecida como ''majlis''.<ref name=Cavendish92>{{citar livro|título=World and Its Peoples: the Arabian Peninsula |último =Cavendish |primeiro =Marshall |ano=2007 |isbn=978-0-7614-7571-2 |páginas=92–93}}</ref> Em muitos aspectos, a abordagem de governo difere pouco do sistema tradicional de regra tribal. A identidade tribal continua forte no país e, fora da família real, a influência política é frequentemente determinada pela afiliação tribal, com [[XequeSheikh (título)|
xequesSheikhs]] tribais mantendo um grau considerável de influência sobre eventos locais e nacionais.<ref name=Britannica/> Como mencionado anteriormente, nos últimos anos tem havido medidas limitadas para ampliar a participação política, como a criação do Conselho Consultivo no início de 1990 e do Fórum de Diálogo Nacional em 2003.<ref name=Cavendish78/>
 
O governo da família Saud enfrenta oposição política a partir de quatro fontes: ativismo islâmico [[sunita]], principalmente a [[Ash Sharqiyah|Província Oriental]]; críticos [[Liberalismo social|liberais]]; minoria [[xiita]]; e antigos adversários tribais e regionais (por exemplo, no [[Hejaz]]).<ref>{{citar periódico|autor =Barenek, Ondrej |ano=2009 |título=Divided We Survive: A Landscape of Fragmentation in Saudi Arabia |periódico=Middle East Brief |número=33 |publicado=Brandeis University Crown Center for Middle East Studies |url=http://www.brandeis.edu/crown/publications/meb/MEB33.pdf |acessodata=29 de junho de 2011}}</ref> Destes, os ativistas islâmicos foram a ameaça mais importante para o regime e nos últimos anos perpetraram uma série de atos violentos ou [[Terrorismo|terroristas]] no país. No entanto, protestos populares abertamente contra o governo, mesmo que pacíficos, não são tolerados.<ref name=Cavendish78/>
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