Diferenças entre edições de "Paradoxo da tolerância"

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== Paradoxo ==
O filósofo [[Karl Popper]] definiu o 'paradoxo da intolerância' em 1945 no volume 1 do livro ''[[A sociedade aberta e seus inimigos|The Open Society and Its Enemies]]'':<ref>Popper, Karl, ''The Open Society and Its Enemies, volume 1, The Spell of Plato,'' 1945 (Routledge, United Kingdom); [[:en:Special:BookSources/0415290635|ISBN 0-415-29063-5]]
978-0-691-15813-6 (1 volume 2013 Princeton ed.</ref><blockquote class="">"Menos conhecido é o ''paradoxo da tolerância'': tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos tolerância ilimitada até mesmo para aqueles que são intolerantes, se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante contra a investida dos intolerantes, então os tolerantes serão destruídos, e a tolerância junto destes."</blockquote>Ele concluiu que estamos permitidos a recusar a tolerância à intolerância: "Nós devemos portanto declarar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante". Em 1971, o filósofo [[John Rawls]] concluiu, em ''A Theory of Justice'', que uma sociedade justa deve tolerar o intolerante, caso contrário, a sociedade seria então ela própria intolerante, e portanto injusta. Todavia, Rawls também insiste, como Popper, que a sociedade tem um direito razoável de auto-preservação que supera o princípio da tolerância: "ao passo que uma seita intolerante não possui pretexto para reclamar de intolerância, a sua liberdade deve ser restringida em relação aos tolerantes, somente quando estes últimos creem que a sua própria segurança, e as instituições que preservam a liberdade, estão em perigo."<div><ref name="Rawls1921">{{Citar periódico|title = A Theory of Justice|year = 1971|author = Rawls, John,|page = 220|postscript = <!-- Bot inserted parameter. Either remove it; or change its value to "." for the cite to end in a ".", as necessary. -->{{inconsistent citations}}}}</ref></div>
 
Em 1971, o filósofo [[John Rawls]] concluiu, em ''A Theory of Justice'', que uma sociedade justa deve tolerar o intolerante, do contrário, a sociedade seria então si própria intolerante, e portanto injusta. Entretanto, Rawls também insiste, como Popper, que a sociedade tem um direito razoável de auto-preservação que supera o princípio da tolerância: "Ao passo que uma seita intolerante não possui pretexto para reclamar de intolerância, sua liberdade deve ser restringida somente quanto os tolerantes, sinceramente e com razão, acreditam que sua própria segurança, e daquelas instituições da liberdade, estão em perigo."<div><ref name="Rawls1921">{{Citar periódico|title = A Theory of Justice|year = 1971|author = Rawls, John,|page = 220|postscript = <!-- Bot inserted parameter. Either remove it; or change its value to "." for the cite to end in a ".", as necessary. -->{{inconsistent citations}}}}</ref></div>
 
Em um trabalho de 1997, Michael Walzer indagou: "Devemos nós tolerar os intolerantes?". Ele nota que a maioria dos grupos religiosos minoritários que são beneficiários da tolerância, são eles próprios intolerantes, ao menos em alguns aspectos. Em um regime tolerante, estas pessoas podem ter que aprender a tolerar, ou ao menos comportar-se "como se possuíssem esta virtude".<div><ref>Walzer, Michael, ''On Toleration'', (New Haven: Yale University Press 1997) pp. 80-81 [[:en:Special:BookSources/0300076002|ISBN 0-300-07600-2]]</ref></div>
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