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Na [[história do cristianismo]], '''pentarquia''' (do grego: ''pente'' – cinco, e ''arquia'' – governo ou governante) é um termo utilizado para referir-se a um sistema eclesiástico baseado no comando de cinco [[patriarcas]]; [[Papa|Roma]], [[Patriarca de Constantinopla|Constantinopla]], [[Patriarca de Alexandria|Alexandria]], [[Patriarca de Antioquia|Antioquia]] e [[Patriarca de Jerusalém|Jerusalém]].<ref name= "EB">[http://www.britannica.com/eb/article-9059117/pentarchy Encyclopædia Britannica: ''Pentarchy'']</ref> O termo pentarquia e seu valor jurídico ([[Corpus juris civilis|civil]] e [[Código de Direito Canônico|canônico]]) foi especificado no [[Império Bizantino|Oriente]] pela legislação do imperador [[Justiniano I]] ([[{{nwrap|r.|527]]-[[|565]])}}, e pelo [[Concílio Inde TrulloTrulo]] ([[692]]),<ref name= "EB"/> no [[Mundo ocidental|Ocidente]] suas sanções foram negadas ou aceitas parcialmente pelos [[papa]]s, que sustentavam que Cristo, ao tornar São Pedro o primeiro papa, fundando a Igreja sobre ele, tornou-a por vontade divina, "[[Monarquia|monárquica]], e não pentárquica".<ref>{{citar web| url= http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20050426162411&lang=bra
|último = |primeiro = |título= Causa do Cisma da Igreja Ortodoxa|acessodata=2011-10-23 |obra= Site Montfort}}</ref>
 
==História==
===Título de "Patriarca"===
Havia bispos com os direitos dos patriarcas nos primeiros três séculos do cristianismo, embora o título oficial fosse utilizado apenas posteriormente. O título de patriarca aparece primeiramente aplicado ao [[Papa Leão I]] numa carta de [[{{lknb|Teodósio |II]]}} no [[século {{séc|V]]}}.<ref name="New Advent">{{Citar web |url=http://www.newadvent.org/cathen/11549a.htm |título=Patriarch and Patriarchate|língua= Inglês|autor= |obra= |data= |acessodata=9-2-2010}}</ref> No Oriente, nos séculos V e até o final do [[século {{séc|VI]]}} o termo era aplicado a importantes [[bispos]].<ref name="New Advent"/>
 
Em 531 Justiniano utiliza o título de "patriarca" para designar exclusivamente os bispos de Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém.<ref name=Idea>[http://www.homolaicus.com/storia/medioevo/pentarchia/pentarchia.htm L'idea di pentarchia nella cristianità]</ref><ref>The Oxford Dictionary of the Christian Church, s.v. ''patriarch (ecclesiastical)'', also calls it "a title dating from the 6th century, for the bishops of the five great sees of Christendom". And [http://books.google.com/books?id=ZP_f9icf2roC&printsec=frontcover#PPA845,M1 Merriam-Webster's Encyclopedia of World Religions] says: "Five patriarchates, collectively called the pentarchy, were the first to be recognized by the legislation of the emperor Justinian (reigned 527-565)".</ref> Gradualmente a partir do [[século {{séc|VIII]]}} e [[Século IX|IX]] o termo adquire seu sentido atual, tornando-se um título oficial, utilizado apenas para uma classificação definitiva na hierarquia. Durante séculos o nome aparece geralmente em conjunto com "arcebispo".<ref name="New Advent"/>
 
===Primeiro Concílio de Niceia===
O cânone 6 do Concílio diz: ''Que o antigo costume no Egito, Líbia e Pentápole prevaleça, que o Bispo de Alexandria tenha jurisdição em todos estes, uma vez que o mesmo é habitual para o Bispo de Roma também. Da mesma forma em Antioquia e as outras províncias, deixe as Igrejas mantêm seus privilégios. E isso é seja universalmente entendido, que se alguém for feito bispo sem o consentimento do Metropolita, o grande Sínodo declara que tal homem não deve ser um bispo. Se, no entanto, dois ou três bispos pelo amor natural de contradição, oporem-se ao sufrágio comum do resto, sendo razoável e de acordo com a lei eclesiástica, em seguida, deixai a escolha da maioria prevalecer.''<ref name="Canon 6">([http://www.ewtn.com/library/COUNCILS/NICAEA1.HTM Canon 6])</ref>
 
Nos três primeiros séculos do cristianismo, o Bispo de '''Roma''' interveio em outras comunidades para ajudar a resolver conflitos,<ref name="The Primacy of Peter">Fr. Nicholas Afanassieff: ''"The Primacy of Peter"'' Ch. 4, pgs. 126-127 (c. 1992)</ref> sugerindo o exercício da [[primazia papal]] primitiva. O historiador [[Will Durant]] escreve que após a queda e destruição de Jerusalém pelos romanos, a igreja de Roma tornou-se naturalmente a igreja principal, a capital do cristianismo.<ref>[[Will Durant|Durant, Will]]. ''Caesar and Christ''. NewNova YorkIorque: Simon and Schuster. 1972</ref> O [[Papa Clemente I]] no final do século {{séc|I}} escreveu uma epístola à igreja em Corinto, na [[Grécia]], intervindo em uma disputa importante.<ref>Cross, F. L., ed. The Oxford Dictionary of the Christian Church. NewNova YorkIorque: Oxford University Press. 2005</ref> No princípio do [[século {{séc|II]]}}, [[Santo Inácio de Antioquia]] elogia a pureza da fé de Roma,<ref>{{Citar web| url= http://www.newadvent.org/fathers/0107.htm| último = | primeiro = | título = The Epistle of Ignatius to the Romans ("which also presides in the place of the region of the Romans, worthy of God, worthy of honour, worthy of the highest happiness, worthy of praise, worthy of obtaining her every desire, worthy of being deemed holy, and which presides over love, is named from Christ, and from the Father - à Iglesia que tem a presidencia no territorio da região dos romanos, sendo digna de Deus, digna de honra, digna da mais alta felicidade, digna de louvor, digna de sucesso, digna de ser considerada santa, e que preside no amor, mantendo a lei de Cristo, portador do nome do Pai")| acessodata=2010-02-21| obra = Catholic Encyclopedia; New Advent }}</ref> e relata que ela exercia uma "presidência no amor" entre as igrejas cristãs.<ref>[http://www.orthodoxytoday.org/articles6/HopkoPope.php Roman Presidency and Christian Unity in our Time]</ref> No final do mesmo século, o [[Papa Vítor I]] ameaça de excomunhão os bispos orientais que continuarem praticando a Páscoa em 14 de [[Nisã]].<ref>''Eusebius Pamphilius: Church History, Life of Constantine, Oration in Praise of Constantine'', [http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf201.iii.x.xxv.html Ch. XXIV]</ref> No [[século {{séc|III]]}}, o rival do [[Papa Cornélio|Papa Cornélio I]], o [[Antipapa Novaciano]] afirma ter “assumido a primazia”.<ref>{{citar web| url= http://www.newadvent.org/cathen/11138a.htm|último = |primeiro = |título= Novatian and Novatianism
|acessodata=2010-01-21 |obra= Catholic Encyclopedia; New Advent
}}</ref>
 
O poder de '''Alexandria''' era bem conhecido já no [[século {{séc|III]]}}, sendo seu bispo o primeiro [[metropolita]] no [[Egito]] e nos territórios vizinhos [[África|africanos]], quando outras sedes metropolitanas foram criadas, o bispo de Alexandria se tornou conhecido como o arco-metropolitano,<ref name="New Advent - The Church of Alexandria"/> por exemplo, [[Héraclas de Alexandria]] exerceu seu poder como arco metropolitano pela deposição e substituição do bispo de Thmuis.<ref name="New Advent - The Church of Alexandria">{{Citar web |url=http://www.newadvent.org/cathen/01300b.htm|título=The Church of Alexandria|língua= Inglês|autor= |obra= |data= |acessodata=12-2-2010}}</ref>
 
Os primeiros registros de uma jurisdição atribuída a '''Antioquia''' datam do final do [[século {{séc|II]]}}, quando [[Serapião de Antioquia|Serapião]], [[patriarca de Antioquia|bispo de Antioquia]], interveio em [[Rosso (Mauritânia)|Rosso]], ele também consagrou o terceiro Bispo de Edessa, fora do [[Império Romano]].<ref name="New Advent - The Church of Antioch">{{Citar web |url=http://www.newadvent.org/cathen/01567a.htm|título=The Church of Antioch|língua= Inglês|acessodata=12-2-2010}}</ref> Antioquia convocou concílios realizados em meados do [[século {{séc|III]]}}, que participaram bispos da [[Síria]], [[Palestina (região)|Palestina]], [[Arábia Pétrea|Arábia]], e as províncias orientais da [[Ásia Menor]],<ref name="New Advent - The Church of Antioch"/> indicando sua jurisdição mais primitiva. [[Dionísio de Alexandria]] falou desses bispos como formando o "episcopado do Oriente", em que Demetriano, bispo de Antioquia ocupava o "primeiro lugar".<ref name="New Advent - The Church of Antioch"/> O cânone 6 ao citar a igreja de Antioquia defende que está preservando seus privilégios, embora não esclareça qual era sua jurisdição: ''Do mesmo modo, em Antioquia e nas outras províncias, as igrejas devem preservar seus privilégios.''<ref name="Canon 6"/>
 
Muitos historiadores tem sugerido que os poderes especiais de estas três sés episcopais provieram do fato de serem asociadas com [[São Pedro]] (segundo a tradição, Roma e Antioquia foram fundadas por ele e Alexandria por seu discípulo [[São Marcos]]).<ref name=Anastos>[http://www.myriobiblos.gr/texts/english/milton1_21.html Milton V. Anastos, ''Aspects of the Mind of Byzantium (Political Theory, Theology, and Ecclesiastical Relations with the See of Rome)'', Ashgate Publications, Variorum Collected Studies Series, 2001. ISBN 0 86078 840 7)]</ref>
O bispo de '''Jerusalém''' é citado no cânone 7, como tendo uma honra especial (por lá ter ocorrido a Paixão e Ressureição de Cristo), mas sem possuir qualquer autoridade,<ref>([http://www.ewtn.com/library/COUNCILS/NICAEA1.HTM Canon 7])</ref> e sendo submetido ao bispo metropolita de Cesareia.
 
Junto com a menção das tradições especiais de Roma, Alexandria e Antioquia, os mesmos cânones 6 e 7 falam da forma de organização metropolitana, que também foi o tema dos dois cânones anteriores, um sistema através do qual o bispo da capital de cada província civil (o [[metropolita]]) possuí certos direitos sobre os bispos das outras cidades da província (''[[:wikt:sufragâneo|sufragânea]]s''),<ref name="metropolitan">Oxford Dictionary of the Christian Church (Oxford University Press 2005 ISBN 978-0-19-280290-3), s.v. ''metropolitan''</ref> e que possivelmente tiveram sua origem também em torno do século {{séc|III}}.
 
===Outros concílios até a criação dos cinco patriarcados===
Em [[330]], a capital do [[Império Romano]] foi transferida para [[Constantinopla]], assim o [[Primeiro Concílio de Constantinopla|concílio homônimo]] realizado em [[381]] decreta em seu terceiro cânon: "O Bispo de Constantinopla, no entanto, deve ter a prerrogativa de honra, após o Bispo de Roma, porque Constantinopla é a nova Roma";<ref>[http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf214.ix.viii.iv.html Canon 3]</ref> esta prerrogativa de honra, no entanto não implica nenhuma jurisdição fora de sua própria [[diocese]]. O segundo cânon do mesmo concílio define a jurisdição do Bispo de Antioquia, que incluía todos as províncias orientais do Império Romano.<ref name="New Advent - The Church of Antioch"/> O Primeiro Concílio de Constantinopla não tinha originalmente a intenção de ser um concílio ecumênico, mais apenas [[Concílios nacionais, regionais ou plenários|regional]], motivo pelo qual os bispos ocidentais e o papa foram ignorados.
 
Acusações de Alexandria para a promoção de Constantinopla, levou a uma luta constante entre os dois na primeira metade do [[século {{séc|V]]}}.<ref>[http://www.sankt-georgen.de/leseraum/schatz2-2.html Klaus Schatz: Primat und Reichskirchliche Strukturen im 5. - 9. Jahrhundert]</ref> O [[Primeiro Concílio de Éfeso]] realizado em [[431]] estende o poder de Jerusalém ao longo de três províncias da [[Palestina (região)|Palestina]].<ref>[http://books.google.com/books?id=XgRrh2M08p0C&printsec=frontcover#PPA95,M1 The Challenge of Our Past: Studies in Orthodox Canon Law and Church History, by John H. Erickson (St Vladimir's Seminary Press, 1991 ISBN 0881410861, 9780881410860), p. 96]</ref>
 
O [[Concílio de Calcedônia]] realizado em [[451]], considera o Concílio de Constantinopla como ecumênico, pois usa seu credo como uma continuação do credo do Primeiro Concílio de Niceia (originando-se o [[Credo niceno-constantinopolitano]]), e reconhece definitivamente no cânone 28 a jurisdição do Bispo de Constantinopla sobre [[Ponto (província romana)|Ponto]], [[Ásia menor]] e a [[Trácia]].<ref>[http://books.google.com/books?id=XgRrh2M08p0C&printsec=frontcover#PPA95,M1 The Challenge of Our Past: Studies in Orthodox Canon Law and Church History, by John H. Erickson (St Vladimir's Seminary Press, 1991 ISBN 0881410861, 9780881410860), p. 97]</ref> O concílio justificou esta decisão com o fundamento de que "os [[Padres da Igreja|Padres]] justamente concederam privilégios ao trono da Roma antiga, porque era a cidade real''", e que o que o Primeiro Concílio de Constantinopla "''movido pela mesma consideração, deu privilégios iguais ao mais santo trono da Nova Roma, justamente a julgar que a cidade está honrada com a soberania e o [[Senado]], e goza de privilégios de igualdade com a antiga Roma imperial, em assuntos eclesiásticos, bem devendo nas matérias eclesiásticas magnificar-se como ela e alinhar-se depois dela (...)".<ref>[http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf214.xi.xviii.xxviii.html Canon 28]</ref><ref>[http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf214.xi.xviii.xxviii.html Canon IX, Council of Chalcedon Seven Ecumenical Councils, Christian Classics Ethereal Library]</ref> O [[Papa Leão I]], cujos delegados estavam ausentes quando esta resolução foi aprovada e que protestaram contra ela, embora tenham reconhecido o concílio como ecumênico e confirmado seus decretos doutrinais, rejeitaram o cânon 28, argumentando que violava o cânon sexto do [[Primeiro Concílio de Niceia|Concílio de Niceia]], os direitos de Alexandria e Antioquia e que o Bispo de Roma baseava sua autoridade no fato de ser o sucessor de São Pedro e não o bispo da capital imperial.<ref>{{citar web| url= http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=historia&artigo=20050416144140&lang=bra|título= O Papa e os concílios|acessodata=2010-05-23 |obra= Site Montfort}}</ref> O mesmo concílio reconfirma a jurisdição do Bispo de Jerusalém sobre as três províncias da Palestina.<ref name="New Advent - The Church of Antioch"/><ref>Fourth Ecumenical Council, [http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf214.xi.xv.html Decree on the Jurisdiction of Jerusalem and Antioch]</ref> O Primeiro Concílio de Constantinopla, por sua vez, citado pelo Concílio da Calcedônia só foi reconhecido pelo Ocidente como ecumênico no [[século {{séc|VI]]}}<ref name=Idea/> pelo [[Papa Hormisda]] e mesmo assim a validade e autenticidade do cânone 28 do Concílio de Calcedónia, que cria o patriarcado de Constantinopla, não é universalmente aceito, mesmo no ambiente ortodoxo.<ref>[http://www.aoiusa.org/main/page.php?page_id=129 George C. Michalopulos, Canon 28 and Eastern Papalism: Cause or Effect?).]</ref><ref>[http://www.aoiusa.org/canon-28-and-constantinoples-jurisdictional-claims/#comments American Orthodox Institute, Canon 28 and Constantinople's Jurisdictional Claims]</ref> Enquanto esses concílios delimitaram claramente o território dos quatro patriarcas orientais, o território do Bispo de Roma permanecia incerto e vago.<ref name= "P.O.">{{Citar web| url=http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/general-docs/rc_pc_chrstuni_doc_20060322_patriarca-occidente_fr.html| último = | primeiro = | título = Communiqué concernant la suppression du titre «Patriarche d’Occident» dans l’Annuaire pontifical 2006| acessodata=2010-02-21 | obra = Site da Santa Sé}}</ref>
 
O imperador [[Justiniano I]] (527-565) por primeiro restringiu o título de "patriarca" para designar exclusivamente os bispos de Roma, Constantinopla, Alejandria, Antioquia e Jerusalém: no âmbito da "''Renovatio imperii''" ("Renovação do Império") na regravação do [[direito romano]] no [[Corpus Juris Civilis]] especificou as funções e a liderança de estes cinco patriarcas e teve um papel decisivo na formulação da Pentarquia,<ref name=Idea/><ref>[http://www.timelineindex.com/content/view/1318 Justinian I, Last Roman Emperor]</ref> adoptada depois pelo [[Concílio Quinissexto]] de [[692]].<ref name= "EB"/>
 
===Conflitos entre Ocidente e Oriente===
A pentarquia foi [[dogma]]tizada no Concílio ''In Trullo'', ou [[Concílio Quinissexto]] de [[692]], que foi convocado por [[Justiniano II]]: "''Renovando os atos dos 150 padres reunidos na cidade imperial protegida por Deus, e dos 630 que se reuniram na Calcedônia, nós decretamos que a Sé de Constantinopla deve ter privilégios iguais à Sé da antiga Roma, e serão altamente considerados em assuntos eclesiásticos como o é, e deve ser a segunda após ela. Depois de Constantinopla será classificada a Sé de Alexandria, em seguida, a de Antioquia, e depois à Sé de Jerusalém''".<ref>[http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf214.xiv.iii.xxxvii.html Canon 36]</ref> A idéia de que com a transferência da capital imperial de Roma para Constantinopla a primazia na Igreja foi também transferida é encontrada nas cartas de [[João Filopono]] (c.490-c.570), e [[Fócio I de Constantinopla]] (c.810-c.893).<ref name=Anastos/> Esse concílio foi aceito como ecumênico pelo Oriente, mas não pelo Ocidente, que não participou dele, sendo que o [[Papa Sérgio I]] (687-701) se recusou a aprovar seus cânones.<ref>([http://www.britannica.com/EBchecked/topic/487431/Quinisext-Council Encyclopædia Britannica: ''Quinisext Council'').]</ref> O [[Papa Teodoro I]] em [[642]], usa pela primeira vez título de "[[Patriarca do Ocidente]]", como maneira de simbolizar a proximidade e a liderança do papa na [[Igreja Latina]],<ref name= "P.O."/> embora o termo tenha sido utilizado apenas ocasionalmente e não descreva um território eclesiástico ou seja uma definição patriarcal.<ref name= "P.O."/> Em [[732]], o imperador {{Lknb|Leão|III, o Isauro}}, como retaliação a oposição do [[Papa Gregório III]] com a iconoclastia, transferiu a [[Sicília]], [[Calábria]] e [[Ilíria]] do Patriarcado de Roma à de Constantinopla.<ref>[http://www.britannica.com/EBchecked/topic/336200/Leo-III Encyclopædia Britannica: ''Leo III'']</ref>
 
A visão do Oriente sobre a pentarquia entrava fortemente em choque com os ensinamentos dos Papas, que invocavam jurisdição sobre todos os assuntos da Igreja e o direito de julgar até mesmo os patriarcas.<ref name=Anastos/> Em cerca de 446 o [[Papa Leão I]] tinha expressamente reivindicado autoridade sobre toda a Igreja: "''O cuidado da Igreja universal, deve convergir para a cadeira de Pedro, e nada deve ser separado de sua cabeça''".<ref name=Idea/><ref>[http://www.newadvent.org/fathers/3604014.htm Letter XIV]</ref> O [[Papa Gregório I]] no [[século {{séc|VI]]}} declarou que nenhum concílio ecumênico poderia ser chamado sem a autorização do papa,<ref name="Cross"/><ref>{{citar livro|editor=Pelikan, Jaroslav |título=The Emergence of the Catholic Tradition (100-600) (página 354)|local=|publicado=Univ. of Chicago Press |ano=1971|isbn=0-19-280290-9}}</ref> o [[Papa Nicolau I]] reconfirmou esta decisão num sínodo realizado em Roma em [[864]], e até o pontificado do [[Papa Adriano II]] (867-872), nenhum dos Papas reconheceram a legitimidade dos cinco Patriarcas Orientais, mas apenas os de Alexandria e Antioquia.<ref name=Idea/> Do [[século {{séc|V]]}} ao [[século XI|XI]] foram numerosas as rupturas seguidas de reconciliação entre as igrejas do Ocidente e Oriente.<ref>COMBY, Jean. ''Para ler a história da Igreja I - Das origens ao século {{séc|XV}}, Volume 1'' ("''Por lire l`Historie de lÈglise. Des origenes.ao XV` Siècle, tome 1''"). [[1984]]. Pág.: 133. ISBN 2-204-02173-3.</ref> Em [[1053]] e [[1054]], os [[Legado papal|legados romanos]] do [[Papa Leão IX]], viajaram para Constantinopla para insistir no reconhecimento da primazia papal,<ref name="Cross">{{citar livro|editor=Cross, F. L., ed. |título=The Oxford Dictionary of the Christian Church |local=NewNova YorkIorque |publicado=Oxford University Press |ano=2005 |isbn=0-19-280290-9}}</ref> o patriarca de Constantinopla se recusou a reconhecer sua autoridade<ref>{{citar livro|primeiro =John J. |último = Norwich |título=The Normans in the South 1016-1130 |ano=1967 |páginas=102}}</ref> e se excomungaram mutuamente,<ref name="Cross"/> posteriormente a separação entre Ocidente e Oriente se desenvolveu quando todos os outros patriarcas orientais apoiaram Constantinopla,<ref>{{Citar web |url=http://www.newadvent.org/cathen/13535a.htm|título=The Eastern Schism|língua= Inglês|autor= |obra= |data= |acessodata=9-2-2010}}</ref> no evento do [[Grande Cisma do Oriente|Grande Cisma]]. Posteriormente tentativas fracassadas de reunificação foram realizadas pelo [[Quarto Concílio de Latrão|IV Concílio de Latrão]] ([[1215]]) e o [[Concílio de Florença]] ([[1439]]), que consideram o Papa como o primeiro dos cinco patriarcas.<ref name= "P.O."/>
 
== Ver também ==