Diferenças entre edições de "Primeira Guerra Mundial"

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=== Guerra naval ===
{{Mais informações|Guerra submarina irrestrita}}
No início da guerra, o [[Império Alemão]] tinha [[cruzador]]es espalhados por todo o globo, alguns dos quais posteriormente foram usados ​​para atacar o transporte marítimo aliado. A [[Marinha Real Britânica]] caçou-os sistematicamente, embora fosse incapaz de proteger o transporte aéreo aliado. Por exemplo, o cruzador leve alemão, [[SMS Emden|SMS ''Emden'']], parte do esquadrão da Ásia Oriental, estacionado em [[Qingdao]], apreendeu ou destruiu quinze navios mercantes, além de afundar um cruzador russo e um [[destróiercontratorpedeiro]] francês. No entanto, a maioria do esquadrão alemão da Ásia Oriental — composto pelos cruzadores blindados [[SMS Scharnhorst|SMS ''Scharnhorst'']] e [[SMS Gneisenau|SMS ''Gneisenau'']], os cruzadores leves [[SMS Nürnberg|SMS ''Nürnberg'']] e [[SMS Leipzig|SMS ''Leipzig'']] e dois navios de transporte — não tinha ordens para atacar navios e estava em a caminho da Alemanha quando encontrou navios de guerra britânicos. A flotilha alemã e o [[SMS Dresden|SMS ''Dresden'']] afundaram dois cruzadores blindados na [[Batalha de Coronel]], mas foram praticamente destruídos na [[Batalha das Ilhas FalklandMalvinas]] em dezembro de 1914, sendo que apenas o ''Dresden'' e alguns auxiliares escaparam, mas depois da [[Batalha de Más a Tierra]], estes também foram destruídos.{{sfn |Taylor |2007 |pp=39–47}}
[[Imagem:Hochseeflotte_2.jpg|thumb|esquerda|Navios de batalha da ''[[Hochseeflotte]]'', 1917]]
 
[[Imagem:Hochseeflotte_2.jpg|thumb|esquerda|Navios de batalhaCouraçados da ''[[HochseeflotteFrota de Alto-Mar]]'', 1917]]
Logo após o início das hostilidades, o Reino Unido começou um [[bloqueio naval]] contra a Alemanha. A estratégia se mostrou efetiva, cortando o suprimento vital militar e civil, embora este bloqueio tenha violado o [[direito internacional]] aceito, codificado por vários acordos internacionais dos últimos dois séculos.{{sfn|Keene |2006 |p=5}} A Grã-Bretanha minou [[águas internacionais]] para impedir que qualquer navio entrasse em partes inteiras do oceano, o que causou perigo até mesmo para navios neutros.{{sfn|Halpern |1995 |p=293}} Uma vez que houve uma resposta limitada a essa tática dos britânicos, a Alemanha esperava uma resposta semelhante à sua guerra submarina sem restrições.{{sfn|Zieger |2001 |p=50}}
 
A [[Batalha da Jutlândia]] tornou-se a maior batalha naval da guerra. Foi o único choque em grande escala de navios de batalha durante a guerra e um dos maiores da história. A [[Frota do Alto -Mar]] da ''[[KaiserlicheMarinha Imperial MarineAlemã]]'', comandada pelo vice-almirante [[Reinhard Scheer]], lutou contra a Grande Frota da Marinha Real, liderada pelo Almirante Sir [[John Jellicoe]]. O ataque foi impedido, já que os alemães eram superados pela frota britânica, mas conseguiram escapar e infligiram mais danos à frota britânica do que receberam. Estrategicamente, no entanto, os britânicos afirmaram seu controle sobre o mar e a maior parte da frota de superfície alemã permaneceu confinada ao porto durante o período da guerra.<ref>Jeremy Black, "Jutland's Place in History," ''Naval History'' (June 2016) 30#3 pp 16–21.</ref>
 
[[Imagem:NationaalArchief_uboat155London.jpg|thumb|[[SM ''U-155]]'' exibido próximo da [[Tower Bridge]], em [[Londres]], após o [[Armistício de Compiègne|Armistício de 1918]]]]
 
Submarinos U-boots alemães tentaram cortar as linhas de abastecimento entre a [[América do Norte]] e o [[Reino Unido]].<ref name="Sheffield">{{citation |último =Sheffield |primeiro =Garry |título=The First Battle of the Atlantic |obra=World Wars In Depth |url=http://www.bbc.co.uk/history/worldwars/wwone/battle_atlantic_ww1_01.shtml |publicado=BBC |acessodata=11 de novembro de 2009 }}</ref> A natureza da guerra submarina significava que os ataques muitas vezes eram sem aviso prévio, dando às tripulações dos navios mercantes pouca esperança de sobrevivência.<ref name="Sheffield"/> {{sfn|Gilbert |2004 |p=306}} Os [[Estados Unidos]] lançaram um protesto e a Alemanha mudou suas regras de ataque. Após o naufrágio do navio de passageiros [[RMS Lusitania|RMS ''Lusitania'']] em 1915, a Alemanha prometeu não atacar navios de passageiros, enquanto a Grã-Bretanha armava seus navios mercantes, colocando-os além da proteção das "regras do cruzador", que exigiam aviso e movimento de tripulações para "um lugar seguro" (um padrão que os botes salva-vidas não tinham).{{sfn |von der Porten |1969}} Finalmente, no início de 1917, a Alemanha adotou uma política de [[guerra submarina irrestrita]], percebendo que os estadunidenses acabariam por entrar na guerra.<ref name="Sheffield"/>{{sfn|Jones |2001 |p=80}} A Alemanha procurou estrangular as vias marítimas aliadas antes que os Estados Unidos pudessem transportar um grande exército, mas após os sucessos iniciais acabaram não conseguiram fazê-lo.<ref name="Sheffield"/>
 
A ameaça do [[U-boot]]s alemães diminuiu em 1917, quando os navios mercantes começaram a viajar em comboios, escoltados por [[contratorpedeiro]]scontratorpedeiros. Essa tática dificultou que U-boots encontrassem alvos, o que diminuiu significativamente as perdas; depois que o [[hidrofone]] e as [[Carga de profundidade|cargas de profundidade]] foram introduzidas, os destróieres que acompanhavam poderiam atacar um submarino submerso com alguma esperança de sucesso. Os comboios diminuíram o fluxo de suprimentos, já que os navios tinham que esperar para que os comboios fossem montados. A solução para os atrasos foi um extenso programa de construção de novos cargueiros. As tropas eram muito rápidas para os submarinos e não viajaram pelo [[Atlântico Norte]] em comboios.<ref>{{citation |url=http://nslegislature.ca/index.php/committees/committee_hansard/C11/va_2006nov09 |título=Committee Hansard |data=9 de novembro de 2006 |autor =Nova Scotia House of Assembly Committee on Veterans' Affairs |acessodata=12 de março de 2013 |obra=Hansard}}</ref> Os U-boots haviam afundado mais de 5 000 navios aliados, a um custo de 199 submarinos.<ref>{{Citation |primeiro1 =Roger |último1 =Chickering |primeiro2 =Stig |último2 =Förster |primeiro3 =Bernd |último3 =Greiner |series=Publications of the German Historical Institute |local=Washington, D.C. |ano=2005 |url={{google books |plainurl=y |id=evVPoSwqrG4C |página=73}} |título=A world at total war: global conflict and the politics of destruction, 1937–1945 |publicado=Cambridge University Press |isbn=0-521-83432-5 }}</ref> A Primeira Guerra Mundial também viu o primeiro uso de [[porta-aviões]] em combate, com o [[HMS Furious (47)|HMS ''Furious'']] lançando aviões [[Sopwith Camel]]s em uma invasão bem-sucedida contra os hangares de [[Zepelim|zepelins]] em [[Tondern]] em julho de 1918, além de dirigir a patrulha antissubmarina.<ref name="price1980">{{harvnb |Price |1980}}</ref>
 
=== Frentes meridionais ===