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{{Artigo principal|[[Atentado da Rua Tonelero]]}}
 
Na madrugada de 5 de agosto de 1954, um atentado a tiros de revólver, em frente ao edifício onde residia [[Carlos Lacerda]], em [[Copacabana]], no Rio de Janeiro, mata o major [[Rubens Florentino Vaz]], da [[Força Aérea Brasileira]] (FAB), e fere, no pé, Carlos Lacerda, jornalista e o futuro deputado federal e governador da [[Guanabara]] e membro da UDN, que fazia forte oposição a Getúlio. O atentado foi atribuído a [[Alcino João do Nascimento]] e o auxiliar Climério Euribes de Almeida, membros da guarda pessoal de Getúlio, chamada pelo povo de "Guarda Negra". Esta guarda fora criada para a segurança de Getúlio, em maio de 1938, logo após um ataque de partidários do [[integralismo]] ao Palácio do Catete. Ao tomar conhecimento do atentado contra Carlos Lacerda na rua Tonelero, Getúlio disse: "Carlos Lacerda levou um tiro no pé. Eu levei dois tiros nas costas"!''<ref>RIBEIRO, Antônio Sérgio,'' Agonia e morte do presidente Getúlio Vargas'', Diário Oficial do Estado de São Paulo - Poder legislativo, 5 a 28 de agosto de 2004</ref>
 
A crise política que se instalou foi muito grave porque, além da importância de Carlos Lacerda, a FAB, à qual o major Vaz pertencia, tinha como grande herói o brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN, que Getúlio derrotara nas eleições de 1950. A FAB criou uma investigação paralela do crime que recebeu o apelido de "República do Galeão". No dia 8 de agosto, foi extinta a "Guarda Negra".
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