Diferenças entre edições de "Oxóssi"

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== Etimologia ==
{{Info
| estilo = width: 20em;
| tópico1 = <small>'''Odé'''<br />''deus da caça''</small>
| tópico1-estilo =
| rótulo1 = <small>Pais</small>
| dados1 = [[Oxalá]] e [[Iemanjá]]
| rótulo2 = <small>Irmãos</small>
| dados2 = [[Ogum]] e [[Exu (orixá)|Exu]]
| rótulo3 = '''<small>Cônjuge</small>
| dados3 = <small>[[Otin]]<ref name="CARYBÉ. 1979. p. 9">CARYBÉ. ''Mural dos orixás''. Salvador. Banco da Bahia Investimentos. 1979. p. 9.</ref></small>
| rótulo4 = '''<small>Filhos</small>
| dados4 = <small>[[Logunedé]] e [[Ibeji]]<ref name="CARYBÉ. 1979. p. 9"/></small>
| rótulo5 = <small>Instrumentos</small>
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|rótulo6=<small>Sincretismo</small>|dados6=<small>[[São Sebastião]], na [[Região Centro-Sul]]<br />[[São Jorge]], na [[Bahia]]</small>}}
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'''Oxóssi''' (no [[candomblé]]) ou '''oxósse''' (no [[Omolokô|omolocô]]) é o [[orixá]] da caça, florestas, dos animais, da fartura, do sustento. Está nas refeições, pois é quem provê o alimento. É a ligeireza, a astúcia, a sabedoria, o jeito ardiloso para capturar a caça. É um orixá de contemplação, amante das artes e das coisas belas. É o caçador de [[axé]], aquele que busca as coisas boas para um [[Terreiro (religião)|ilé]], aquele que caça as boas influências e as energias positivas.
 
O que encontramos no dia a dia no almoço, no jantar, enfim, em todas as refeições, pois é ele quem provê o alimento. Na África antiga, Oxóssi era considerado o guardião dos caçadores, pois cabia a eles trazer o sustento para a tribo. Hoje, Oxóssi é quem protege aquelas pessoas que saem todos os dias para o trabalho, para trazer o sustento. Oxóssi também está ligado às artes {{Carece de fontes|data=junho de 2017}}. Ele está presente no ato da pintura de um quadro; na confecção de uma escultura; na composição de uma música; nos passos de uma dança; nas misturas de cores; na escrita de um poema, de um romance de uma crônica. Está na arte em um modo geral, desde o canto dos pássaros, da cigarra, ao canto do homem.
 
Oxóssi também rege o revoar dos pássaros, a evolução das pequenas aves. Oxóssi é a vontade de cantar, de escrever, de pintar, de esculpir, de dançar, de plantar, de colher, de caçar, de viver com dinamismo e otimismo. Oxóssi é a divindade da cultura, passando para seus filhos grandes talentos artísticos, seja no canto, na criação de livros, pinturas etc.
 
Curiosamente, Oxóssi também é a comodidade, a vontade de admirar, de contemplar. Oxóssi é um pouco de preguiça, a vontade de nada fazer, senão pensar e, quem sabe, criar.
 
Em seu lado negativo, pode estar presente também na falta de alimento; no pouco plantio; no apodrecimento de frutas, legumes e verduras; e até mesmo na arte mal acabada, inacabada ou de mau gosto. O elemento de Oxóssi é a terra e a liberdade de expressão, a liberdade para viver da maneira que somos. Sua saudação é "okê arô" ou, simplesmente, "okê".<ref>FERREIRA, A. B. H. ''Novo dicionário da língua portuguesa''. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 229.</ref>
 
== Etimologia ==
Os nomes dos orixás costumam estar intimamente ligados à sua personalidade ao seu propósito de ser e seus feitos. No caso de Oxóssi não seria diferente dos demais, pois seu nome está totalmente ligado ao seu campo de domínio que é a floresta, a mata, a caça, e o ato de caçar.
 
 
== África ==
 
Os orixás representam as forças da natureza e suas manifestações, por isso, cada orixá tem sua ligação com o mundo e as pessoas, e assim se manifestam. Acredita-se que o mundo fora criado por Olorum e os orixás também foram criados por ele. Olorum é eterno e onipotente está relacionado ao firmamento, a força maior que existe e por isso não se manifesta aos homens, nem tem filhos como os orixás. Embora ele tenha sua origem no panteão negro-africano o mesmo não é cultuado nem na África nem no Brasil, pois somente os orixás se relacionam com os homens. Se Olorum precisa revelar algo ele o transmite aos orixás que por sua vez faz notório aos humanos. O homem africano está sempre em contato com a natureza e suas forças, por isso é atribuído para as entidades os poderes dela. Na cultura africana não há a necessidade de escrita para a transmissão do conhecimento religioso, por isso talvez a crença nos orixás tenham suas particularidades referentes a cada tribo, pois se apoiam na transmissão oral de suas crenças.
 
Na crença das religiões africanas cada orixá tem suas folhas que lhe são oferecidas nos ritos e cultos. Todas as folhas tem o seu poder e são extremamente necessárias para o orixá, pois se torna impossível realizar qualquer tipo de ritual sem elas, existe até um termo que diz: '''ko si ewe, ko si Orixa''' traduzindo significa sem folha, sem orixá. Estas são as sete folhas mais usadas para as oferendas á Oxóssi:
 
* [[Desmodium|Ewê odé]]
* [[Akoko]]
* [[Odé akoxu]]
* [[Etítáré]]
* [[Iteté]]
* [[Igbá ajá]]
* [[Bujê]]
 
== Sincretismo ==
[[Pierre Verger]] explica que por tempos o sincretismo foi utilizado como mascara para a sobrevivência dos cultos afro-brasileiros, os africanos mantinham essa relação com os santos católicos, após serem "evangelizados", como um disfarce para manter sua cultura. O que acontecia na época era somente um sincretismo aparente, termo usado por Verger, Oxóssi era a entidade cultuada, os santos relacionados a ele não tinham espaço nos seus rituais nem nas suas cantigas. Na [[Bahia]] foi relacionando a [[São Jorge|São jorge]], e no centro-sul com [[São Sebastião]]. Em [[Salvador (Bahia)|Salvador]], no dia de ''[[Corpus Christi|Corpus Christ]]'', é realizada uma missa chamada de "missa de Oxóssi", com a participação das [[Iyalorixá|ialorixás]] do [[candomblé]] da [[Casa Branca-Engenho Velho|Casa Branca]] do Engenho Velho da Federação.{{Referências|título=Referências|extra=1. PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. 22ª ed. São Paulo. Editora Schwarcz S.A. 2017.
 
2. VERGER, Pierre. Orixás: deuses iorubas na África e no Novo Mundo. 5ª ed. Salvador (BA). Corrupio. 1997.
 
3. NINA RODRIGUES, Raymundo. Os africanos no Brasil. Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, Rio de Janeiro, n. 303, p. 239-287, 2010. Disponível em: http://books.scielo.org/id/mmtct/pdf/rodrigues-9788579820106.pdf}}
== Ver também ==
* [[Oxossi na Umbanda]]
* [[Odé no Batuque]]
* [[Odé no Xambá]]
 
{{Referências|título=Referências|extra=1. PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. 22ª ed. São Paulo. Editora Schwarcz S.A. 2017.
 
2. VERGER, Pierre. Orixás: deuses iorubas na África e no Novo Mundo. 5ª ed. Salvador (BA). Corrupio. 1997.
 
3. NINA RODRIGUES, Raymundo. Os africanos no Brasil. Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, Rio de Janeiro, n. 303, p. 239-287, 2010. Disponível em: http://books.scielo.org/id/mmtct/pdf/rodrigues-9788579820106.pdf}}
 
== Ligações externas ==
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