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Os '''reatores anaeróbios compartimentados''' (RAC) são unidades de [[tratamento de efluentes]] que degradam a materia orgânica através do metabolismo de microrganismos. Possuem configuração simples, apresentando divisões internas que buscam aumentar o tempo de detenção hidráulica. Assim, é possível o maior contato entre a biomassa e o efluente.<ref>AVELAR, J. C. Avaliação da escória de Aciaria (LD) como leito cultivado e leito filtrante no pós-tratamento de efluente de reator UASB compartimentado. 2008. 153f . Dissertação (Mestrado em Engenharia Ambiental) – Universidade Federal do
{{Wikificação|data=janeiro de 2019}}
Espírito Santo, Vitória, 2008.</ref> . Estes reatores são promissores no tratamento de águas residuárias, devido a grande eficiência na remoção de matéria orgânica e sólidos em suspensão. Além disso, apresentam baixo custo de implantação e simplicidade de operação.<ref name="RefA">Barber, William P., and David C. Stuckey. "The use of the anaerobic baffled reactor (ABR) for wastewater treatment: a review." Water Research 33.7 (1999): 1559-1578.</ref>.
 
Os '''reatores anaeróbios compartimentados''' (RAC) são unidades de [[tratamento de efluentes]] que degradam a materia orgânica através do metabolismo de microrganismos. Possuem configuração simples, apresentando divisões internas que buscam aumentar o tempo de detenção hidráulica. Assim, é possível o maior contato entre a biomassa e o efluente<ref>AVELAR, J. C. Avaliação da escória de Aciaria (LD) como leito cultivado e leito filtrante no pós-tratamento de efluente de reator UASB compartimentado. 2008. 153f . Dissertação (Mestrado em Engenharia Ambiental) – Universidade Federal do
Espírito Santo, Vitória, 2008.</ref> . Estes reatores são promissores no tratamento de águas residuárias, devido a grande eficiência na remoção de matéria orgânica e sólidos em suspensão. Além disso, apresentam baixo custo de implantação e simplicidade de operação<ref name="RefA">Barber, William P., and David C. Stuckey. "The use of the anaerobic baffled reactor (ABR) for wastewater treatment: a review." Water Research 33.7 (1999): 1559-1578.</ref>.
 
==Aplicação==
 
Os reatores anaeróbios compartimentados são amplamente utilizados para o tratamento de [[águas residuárias]] com altas frações de [[sólidos suspensos]] orgânicos. Um exemplo é o tratamento de efluentes da produção agropecuária.<ref name="RefB">Oliveira, Roberto Alves de, et al. "Reator anaeróbio compartimentado para o tratamento de águas residuárias de suinocultura." Engenharia Sanitaria E Ambiental (2014): 383-391.</ref>.
 
==Tratamento==
 
Devido a configuração dos reatores anaeróbios compartimentados, as águas residuárias atravessam regiões com elevada concentração de microrganismos ativos. Estes microrganismos se formam no fundo dos reatores, uma vez que os compartimentos proporcionam a movimentação do esgoto de modo descendente e ascendente.<ref name="RefA"/>.
 
No processo de tratamento, é possível separar algumas fases da digestão anaeróbia, como a fase acidogênica e metanogênica. Esta característica do reator permite que diferentes populações predominem diferentes compartimentos. As bactérias acidificantes irão predominar no primeiro compartimento, enquanto as metanogênicas irão predominar as seções seguintes. Desta forma, a formação de metano é favorecida termodinamicamente <ref>ABREU NETO, M. S. A. Tratamento de águas residuárias de suinocultura em reator anaeróbio compartimentado seguido de reator UASB. 2007. 192 f. Dissertação (Mestrado em Microbiologia Agropecuária) – Faculdade de CiênciasAgrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 2007</ref>
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O Reator Anaeróbio Compartimentado (RAC) apresenta configuração simples, com a presença de divisões internas que possibilita maior contato entre microrganismos e substratos. Também possuem baixo custo de construção quando comparado com os demais reatores anaeróbios<ref name="RefC">NOUR, E. A. A. Tratamento de esgoto sanitário empregando-se reator anaeróbio compartimentado. São Carlos: EESC, USP, 1996. Tese (Doutorado) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, 1996, 148p.</ref>
 
Além disso, o RAC possui a vantagem de separar os microorganismos acidogênicos dos metanogênicos nas câmaras do reator. Isso proporciona o aumento da resistência a cargas de choque hidráulico, orgânica, de temperatura, de pH e da presença de materiais tóxicos no afluente,<ref name="RefB"/>, quando comparado aos reatores anaeróbios tipo manta de lodo e filtro anaeróbio, o que proporciona maior proteção contra materiais tóxicos e aumento na resistência a mudanças de condições ambientais.<ref name="RefA"/>.
 
Outras vantagens importantes dos Reatores Anaeróbios Compartimentados são:,<ref name="RefA"/>,<ref name="RefC"/>,<ref name="RefD">Chernicharo, Carlos Augusto Lemos. Pós-tratamento de efluentes de reatores anaeróbios. PROSAB, 2001.</ref>,<ref name="RefE">POVINELLI, S. C. C. Estudo da hidrodinâmica e partida de reator anaeróbio com chicanas tratando esgoto sanitário. São Carlos: EESC, USP, 1994. Tese (Mestrado) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, 1994. 181 p.</ref>
* não há necessidade de equipamentos como agitadores;
* adotam-se pequenas profundidades para o reator;
* não há necessidade de dispositivos de separação gás/líquido/sólido;
* em virtude de sua configuração o arraste de microrganismos é reduzido sendo favorecida a formação de grânulos;
* possuem tempo de detenção hidráulico (TDH) relativamente baixo;
* podem ser operados durante longos períodos de tempo sem descarte do lodo;
* suportam dejetos com altas e baixas concentrações de DBO;
* elevado volume útil;
* baixo consumo de energia elétrica;
* não utilização de equipamentos onerosos;
==Desvantagens==
 
As principais desvantagens no uso dos RACs são,<ref name="RefA"/>,<ref name="RefC"/>,<ref name="RefD"/>,<ref name="RefE"/>:
* produção de efluente com baixa qualidade visual;
* possibilidade de produção de odores;
* necessidade de pós tratamento;
* partida lenta;
* efluente com baixa quantidade de oxigênio dissolvido;
* remoção insatisfatória de nitrogênio, fósforo e organismos patogênicos.
 
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