Abrir menu principal

Alterações

m
Desfeita(s) uma ou mais edições de 168.196.195.243, com Reversão e avisos
== Campos ==
[[Imagem:WW2-Holocaust-Poland.PNG|thumb|200px|direita|Localização do complexo de Auschwitz e de outros campos na região Polônia–Alemanha.]]
O complexo de campos de concentração de Auschwitz era localizado administrativamente no extremo [[leste]] da [[Alta Silésia|província da Alta Silésia]] do [[Terceiro Reich]], [[condado]] de [[Bielsko-Biała|Bielsko]] ( [[Língua alemã|em alemão]]: ''Provinz Oberschlesien, Regierungsbezirk Kattowitz, Landkreis Bielitz''), aproximadamente 30&nbsp;km ao [[sul]] de [[Katowice]] e a 50&nbsp;km a [[oeste]] de [[Cracóvia]], como parte da área polonesa anexada pelo Reich nazista, abrangendo uma grande [[Indústria|área industrial]], rica em [[recursos naturais]]. Havia um total de 48 campos no complexo. Os maiores eram Auschwitz I, Auschwitz II–Birkenau e Auschwitz III–Monowitz ou Buna, um campo de trabalhos forçados. O centro administrativo do complexo ficava em Auschwitz I, onde cerca de 70 mil pessoas morreram, a maioria delas poloneses étnicos e prisioneiros soviéticos. Auschwitz II era o campo de extermínio ou ''Vernichtungslager'', onde ao menos 960 mil judeus, 75 mil poloneses e 19 mil [[cigano]]s foram mortos. Auschwitz III-Monowitz servia como campo de trabalho para a fábrica Buna-Werke, do conglomerado industrial [[IG Farben]] (atualmente famosa INDÚSTRIA FARMACÊUTICA BAYER, que na época produziu Zyklon-B, produto asfixiante para a matança dos presos). A ''[[SS-Totenkopfverbände]]'', criada por Hitler em 1934 para a administração de campos de concentração, era a organização responsável pela administração geral. Essa organização atuava de forma independente dentro das SS, tendo suas próprias [[patente]]s e estruturas de comando. Três homens comandaram o complexo durante sua existência: o ''[[Lista de patentes da SS|Obersturmbannführer]]'' [[Rudolf Höss]] entre maio de 1940 e novembro de 1943; ''Obersturmbannführer'' [[Arthur Liebehenschel]] entre novembro de 1943 e maio de 1944 e o ''[[Lista de patentes da SS|Sturmbannführer]]'' [[Richard Baer]], entre maio de 1944 e janeiro de 1945.<ref>{{citar web|url=http://en.auschwitz.org/h/index.php?option=com_content&task=view&id=20&Itemid=17&limit=1&limitstart=1|titulo=The SS garrison in Auschwitz|publicado=Memorial and Museum Auschwitz-Birkenau|acessodata=27/05/2013}}</ref>
 
O [[escritor]] e [[químico]] [[Primo Levi]], sobrevivente de um ano de confinamento em Auschwitz III-Monowitz e autor de ''[[É isso um Homem?]]'', livro clássico sobre Auschwitz, assim escreveu as condições de vida ali:
O Bloco 11 de Auschwitz I era considerado "a prisão dentro da prisão", onde aqueles que quebravam as regras, tentavam escapar ou eram suspeitos de [[sabotagem]] eram punidos. Alguns prisioneiros eram obrigados a passar noites seguidas nas "celas verticais", pequenas celas de 1,5 [[m²]], onde quatro deles eram colocados ao mesmo tempo, não tendo outra alternativa que passarem a noite toda em pé, saindo no dia seguinte novamente para os trabalhos forçados nas fábricas. No [[porão]] do bloco ficavam as "celas da fome", onde os aprisionados ali ficavam sem receber comida ou água até que morressem.<ref>{{citar web|url=http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/block11.html|titulo=Block No. 11|publicado=jewishvirtuallibrary.org|acessodata=27/05/2013}}</ref> Lá também ficavam as "celas escuras", que tinham apenas um pequeno espaço na parede para respirar e portas sólidas; os prisioneiros colocados nestas celas permanentemente na escuridão iam gradualmente sufocando à medida que o [[oxigênio]] ia rareando dentro delas; às vezes, os guardas SS acendiam velas para fazer o oxigênio acabar mais depressa; muitos dos ali aprisionados eram suspensos com as mãos amarradas para trás por horas ou mesmo dias, o que fazia com que, ao passar do tempo, suas [[clavícula]]s fossem deslocadas.<ref name=rees>{{Citar livro|sobrenome=Rees|nome=Laurence|título=Auschwitz: A New History|editor=Public Affairs|publicação=2005|isbn=1-58648-303-X}}</ref>{{rp|26}}
 
Em 3 de setembro de 1941, o subcomandante [[Lista de patentes da SS|SS-''Hauptsturmführer'']] Karl Fritzsch fez uma primeira experiência bem sucedida com seiscentos prisioneiros de guerra soviéticos e 150 poloneses, trancando-os dentro de um dos porões do bloco 11 e gaseificando-os com [[Zyklon-B]], um [[pesticida]] altamente letal à base de [[cianureto]].<ref name=a1941>{{citar web|url=http://en.auschwitz.org/h/index.php?option=com_content&task=view&id=28&Itemid=31&limit=1&limitstart=2|titulo=1941|publicado=Memorial and Museum Auschwitz-Birkenau|acessodata=27/05/2013}}</ref> Isto abriu o caminho para o uso do Zyklon-B (produzido pela IG FARBEN - grupo empresarial quimíco do qual participava a hoje conhecida BAYER - o que significa que nem tudo que é Bayer é bom!) como instrumento de extermínio em massa em Auschwitz, e uma câmara de gás e um [[crematório]] foram construídos, adaptando-se um ''[[bunker]]'' para isso. Esta câmara de gás operou entre 1941 e 1942 e cerca de 60 mil pessoas morreram ali; ela foi depois convertida num [[abrigo antiaéreo]] para uso da SS. A câmara existe ainda hoje, assim como o crematório, que foi reconstruído após a guerra usando os componentes originais, que permaneceram na área após a libertação.
 
=== Auschwitz II – Birkenau ===
82 146

edições