Abrir menu principal

Alterações

Granger e Gregory sugeriram que os grandes incisivos foram usados para defesa ou para afrouxar arbustos movendo o pescoço para baixo, assim funcionando como picaretas e alavancas.<ref name="Granger & Gregory" /> Tapires usam suas [[probóscides]] para envolver galhos enquanto tiram as cascas com os dentes das frentes; essa habilidade teria sido útil aos paraceratérios. Alguns autores russos sugeriram que as presas provavelmente eram usadas para quebrar galhos, arrancar cascas e dobrar galhos altos e que, porque as espécies do Oligoceno recente tinham presas maiores do que espécies posteriores, eles provavelmente tinham uma dieta mais baseada em cascas do que folhas. Desde que se conhece que as espécies envolvidas são contemporâneas, e que diferenças nas presas são provavelmente sexualmente dimórficas, essa ideia não foi mais aceita.<ref name="Prothero 2013 87 106" /> Manadas de paraceratérios podem ter migrado enquanto continuavam alimentando-se de árvores altas, que mamíferos menores não poderiam alcançar.<ref name="Prothero 2013 107 121" /> Osborn sugeriu que seu modo de alimentação era similar ao das [[girafas]] e [[ocapis]], diferente dos rinocerontes modernos, que andam com suas cabeças baixas.<ref name="Osborn 1923" />
 
== Distribuição e ''habitat'' ==
[[Imagem:Paraceratherium distrbution.png|thumb|200px|esquerda|Localização dos fósseis encontrados.]]
Restos atribuíveis ao gênero ''Paraceratherium'' foram encontrados nas formações do início ao fim do período Oligoceno (34–26 milhões de anos atrás) na Eurásia, nos dias atuais, [[China]], [[Mongólia]], [[Índia]], [[Paquistão]], [[Cazaquistão]], [[Geórgia]], [[Turquia]], [[Romênia]], [[Bulgária]] e nos [[Bálcãs]].<ref name="Prothero 2013 35 52" /> Sua distribuição pode ser correlacionada com o desenvolvimento [[paleogeográfico]] do cinturão de montanhas alpino-himalaio. A distribuição dos fósseis de paraceratérios encontrados implica que eles habitaram uma massa terrestre contínua com um ambiente similar em todas elas, mas isto é contraditório porque os mapas paleogeográficos mostram que essa área teve várias barreiras marinhas, então o gênero foi bem-sucedido em ser amplamente distribuído apesar disto.<ref>{{citar periódico| doi = 10.1007/s00114-011-0786-z| pmid = 21465174|título= Giant rhinoceros ''Paraceratherium'' and other vertebrates from Oligocene and middle Miocene deposits of the Kağızman-Tuzluca Basin, Eastern Turkey|periódico= Naturwissenschaften| volume = 98|número= 5|páginas= 407–423|ano= 2011|último1 = Sen |primeiro1 = S. |último2 = Antoine |primeiro2 = P. O. |último3 = Varol |primeiro3 = B. |último4 = Ayyildiz |primeiro4 = T. |último5 = Sözeri |primeiro5 = K. | bibcode = 2011NW.....98..407S}}</ref> A fauna que coexistiu com os paraceratérios inclui outros rinocerontes, [[artiodátilo]]s, roedores, [[cães-urso]], furões, [[hienodontídeos]], [[nimravidíos]] e felinos.<ref name="Prothero 2013 107 121" />