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Fontes para os gêneros.
| país = {{GBR}}
| período = [[1967]] - [[1999]]; [[2006]] - [[2007]]
| gênero = {{hlist|[[Rock progressivo]]<ref>{{citar livro|url=https://books.google.com/books?id=7ctjc6UWCm4C&pg=PA429|título=The Rough Guide to Rock|ultimo=Buckley|primeiro=Peter|data=2003|editora=Rough Guides|página=422|lingua=en|isbn=9781843531050}}</ref>|[[art rock]]<ref>{{citar livro|url=https://books.google.com/books?id=KPOsu8JOHO8C&pg=PA163|título=The A to X of Alternative Music|ultimo=Taylor|primeiro=Steve|data=2006-09-27|editora=A&C Black|página=163|lingua=en|isbn=9780826482174}}</ref><ref>{{citar livro|url=https://books.google.com/books?id=60Jde3l7WNwC&pg=PA78|título=Legends of Rock Guitar: The Essential Reference of Rock's Greatest Guitarists|ultimo=Prown|primeiro=Pete|ultimo2=Newquist|primeiro2=Harvey P.|data=1997|editora=Hal Leonard Corporation|página=78|lingua=en|isbn=9780793540426}}</ref>|[[pop rock]]<ref name="allmusic">{{citar web|titulo=Genesis {{!}} Biography & History|url=https://www.allmusic.com/artist/genesis-mn0000199995/biography|obra=[[AllMusic]]|acessodata=2019-02-04|lingua=en-us|ultimo=Eder|primeiro=Bruce}}</ref>|pop progressivo<ref>{{citar livro|url=https://books.google.com/books?id=kh04AwAAQBAJ&pg=PT96|título=Night Moves: Pop Music in the Late '70s|ultimo=Breithaupt|primeiro=Don|ultimo2=Breithaupt|primeiro2=Jeff|data=2014-05-13|editora=St. Martin's Press|página=96–97|lingua=en|isbn=9781466871380}}</ref>}}
| gênero = {{hlist|[[Rock progressivo]]|[[art rock]]|[[pop rock]]|pop progressivo}}
| gravadora = [[Decca Records]]<br />[[Charisma Records]]<br />[[Virgin Records]]<br />[[EMI Records]]<br />[[Virgin EMI Records]]<br />[[Atlantic Records]]
| integrantes = [[Mike Rutherford]]<br />[[Tony Banks (músico)|Tony Banks]]<br />[[Phil Collins]]<br />[[Chester Thompson]]<br />[[Daryl Stuermer]]
| exintegrantes = [[Ray Wilson]], [[Peter Gabriel]], [[Steve Hackett]], [[Anthony Phillips]], [[Chris Stewart]], [[John Silver]], [[John Mayhew]]
| site = [http://www.genesis-music.com www.genesis-music.com]
}}
'''Genesis''' foi uma banda [[Reino Unido|britânica]] de [[rock progressivo]] formada em [[1967]], quando os seus fundadores [[Anthony Phillips]], [[Peter Gabriel]], [[Mike Rutherford]] e [[Tony Banks (músico)|Tony Banks]] ainda estudavam na [[Charterhouse School]]. O grupo alcançou enorme sucesso nas [[década de 1970|décadas de 1970]], [[década de 1980|1980]] e [[década de 1990|1990]], e com aproximadamente 130 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, é considerada uma das mais importantes bandas de rock de todos os tempos.<ref>{{citar jornal|url=http://www.themoscowtimes.com/sitemap/free/1997/12/article/collins-may-be-gone-but-genesis-plays-on/296344.html|título=Collins May Be Gone, But Genesis Plays On|obra=[[The Moscow Times]]|data=18 de dezembro de 1997|acessodata=14 de novembro de 2014|último =Majendie|primeiro =Paul}}</ref>
 
Sua carreira tem duas fases musicais diferentes. Na fase inicial com Peter Gabriel como vocalista, suas estruturas musicais complexas, instrumentação elaborada e apresentações teatrais tornaram-na uma das bandas mais reverenciadas do [[rock progressivo]] na [[década de 1970]]. Criações clássicas da banda nesse período incluem a canção de 23 minutos "Supper's Ready" do álbum [[Foxtrot]] de [[1972]], além do [[álbum conceitual]] de [[1974]] ''[[The Lamb Lies Down on Broadway]]''. Com a saída de Peter em 1975 e sendo substituído nos vocais por Phil Collins, no final da década de 70 e a partir dos anos 80, sua música tomou um caminho distinto em direção ao [[música pop|pop]], tornando-a mais acessível para a cena musical.
[[Ficheiro:Peter gabriel 31081978 02 400.jpg|thumb|left|180px|A presença marcante de [[Peter Gabriel]] nos palcos foi um dos fatores de sucesso da primeira fase da banda. Na foto, o músico em concerto, 1978]]
=== Era Peter Gabriel ===
Os Genesis gravaram o seu primeiro álbum ''[[From Genesis to Revelation]]'' em [[1968]] depois de fazerem um acordo com [[Jonathan King]], um compositor e produtor que teve um single de êxito na altura chamado "Everyone's gone to the moon". A banda gravou uma série de músicas reflectindo o estilo [[música pop|pop]] leve dos [[Bee Gees]], de quem King era grande admirador, tendo King juntado estas músicas num pseudo [[álbum conceptual]] juntando-lhe arranjos de cordas. O álbum foi um terrível fracasso e a banda sentindo-se manipulada por King disse-lhe que se tinham separado, de modo a conseguirem quebrar o contracto que tinham com ele. Até hoje King é abominado pela banda e seus fãs, por dizer que foi ele quem deu nome ao grupo e por ter sempre tentado ganhar os direitos do primeiro álbum para regravação.
 
A marcha dos Genesis continuou, tocando onde conseguiam. Acabaram por fazer outro contrato com a [[Charisma Records]]. Devido às actuações ao vivo a banda começou a ser conhecida por melodias hipnóticas, que eram muitas vezes também, escuras, assombradas e com uma sonoridade [[Idade Média|medieval]], Anthony Philips deixou a banda em [[1970]] a seguir ao lançamento de ''[[Trespass (álbum)|Trespass]]'' devido a episódios de medo do palco e uma pneumonia que o afastou do grupo por pouco tempo mas suficiente para perder de vez o ritmo com os demais membros<ref>VH1's Behind The Music Documentary, 1999.</ref>. A partida de Phillips foi bastante traumática para Banks e Rutherford que devido a Phillips ser um membro fundador, tinham dúvidas sobre se deveriam ou não continuar sem ele. Eventualmente os restantes membros reuniram-se renovando o compromisso com os Genesis e afastando o baterista John Mayhew no acordo, segundo fontes não confirmadas, devido ao estilo exagerado de tocar. [[Steve Hackett]] e [[Phil Collins]] juntaram-se ao grupo após terem respondido a anúncios no [[Melody Maker]] e realizado audições com sucesso. Em [[1971]] editam ''[[Nursery Cryme]]''.
 
Em [[1972]] é editado o álbum ''[[Foxtrot]]'' que continha a faixa de 23 minutos “Supper’s ready” e “Watcher of the skies” inspirado em [[Arthur C. Clarke]]; a reputação dos Genesis como compositores e intérpretes sai solidificada. A presença em palco extravagante e teatral de Peter Gabriel que envolvia numerosas mudanças de vestuário e histórias surreais contadas como introdução para cada música, fizeram da banda uma das mais faladas no princípio dos [[década de 1970|anos 1970]], principalmente no que dizia respeito a espectáculos ao vivo. ''[[Selling England by the Pound]]'', editado em [[1973]], é aplaudido tanto pela crítica como pelos fãs por quem é normalmente considerado como o seu melhor trabalho. Clássicos como “Firth of Fifth” e “Cinema Show” seriam peças fundamentais nos concertos da banda durante muitos anos. A banda depressa se aventurou num projecto muito mais ambicioso, o [[álbum conceptual]] ''[[The Lamb Lies Down on Broadway]]'', que foi editado em Novembro de [[1974]].
=== Era Phil Collins ===
[[Ficheiro:Steve Hackett.jpg|thumb|right|250px|[[Steve Hackett]] deixou o Genesis em 1977. Na foto, o músico em 2005]]
Peter Gabriel deixou a banda em [[1975]] a seguir à digressão de divulgação de ''The Lamb Lies Down in Broadway'' por se sentir cada vez mais separado da banda, tendo o seu casamento e o nascimento do primeiro filho ajudado a aumentar essa tensão pessoal. Os outros membros do grupo escreveram praticamente todas as músicas do álbum, tendo Gabriel limitado-se a escrever a história e as letras sozinho. O primeiro álbum solo de Gabriel, [[Peter Gabriel I]] de [[1977]] continha “Solsbury hill”, uma alegoria à sua saída dos Genesis.
 
Após considerarem vários substitutos para Gabriel, decidiram que Phil Collins iria substituí-lo, mudando assim a forma da banda de um quinteto para um quarteto. Para surpresa de muita gente, Collins provou ser o vocalista ideal para a banda, já que havia quem achasse que a banda cairia na miséria sem Peter Gabriel. ''[[A Trick of the Tail]]'' e ''[[Wind and Wuthering]]'', editados com um ano de intervalo um do outro, foram bem recebidos na generalidade, demonstrando que os Genesis afinal eram mais do que uma banda de suporte do seu ex-líder. [[Bill Bruford]], acabado de sair dos [[King Crimson]], juntou-se ao grupo na digressão de [[1976]] como baterista e mais tarde, [[Chester Thompson]] (veterano dos [[Weather Report]] e de [[Frank Zappa]]) tomaria conta da bateria nos concertos, deixando Collins livre para o vocal.
 
=== Era Ray Wilson ===
Desde que lançou seu álbum [[Face Value]] em [[1981]], Collins tornou-se uma super estrela, ao manter paralelamente uma enorme carreira a solo, na produção, como actor televisivo, designadamente na série ''[[Miami Vice]]'', tocando bateria como convidado em digressões de [[Robert Plant]] e [[Eric Clapton]], fazendo-o ter cada vez menos tempo para os Genesis. Muitos terão visto o dobrar dos sinos da banda quando Collins abandonou oficialmente o grupo em [[1996]]. Banks e Rutherford continuaram e elegeram o ex- [[Stiltskin]] [[Ray Wilson]] para o substituir. O álbum ''[[Calling All Stations]]'' vendeu bem em toda a [[Europa]] mas não teve grande sucesso nos [[Estados Unidos]], onde o [[hip-hop]], o [[rock alternativo]] e o [[teen pop]] suplantavam o [[rock clássico]] nas tabelas de vendas. Por este motivo o grupo cancelou uma digressão que estava planeada para esse país.
 
Para todos os efeitos a banda dispersou-se, mas os seus membros individualmente continuaram a manter contatos regulares e não puseram de parte a eventualidade de uma reunião. Tony Banks diz que a banda está a descansar, e Collins, que entretanto começou a perder a audição de um ouvido, diz estar esperançado que a formação original, incluindo Gabriel possam vir a tocar juntos outra vez.
=== Trabalhos relacionados ===
 
*[[1975]] - ''Voyage of the Acolyte'' é um álbum a solo de [[Steve Hackett]], mas para muitos é quase um álbum dos Genesis. Participam Hackett, [[Mike Rutherford]] e [[Phil Collins]] juntamente com [[John Hackett]] (flauta, sintetizador ARP, sinos), [[Nigel Warren-Green]] (violoncelo), [[Robin Miller]] (oboé, corne inglês), [[John Acock]] (Mellotron, acordeon, piano) [[John Gustafson]] (baixo) e [[Sally Oldfield]] (voz).
 
== Inspiração e influências ==
Vários contemporâneos como [[The Beatles]], [[The Rolling Stones]] e [[Simon and Garfunkel]] também afetaram o som da banda. Collins citou [[Buddy Rich]] e [[Mahavishnu Orchestra]], enquanto a carreira anterior de Gabriel com o Genesis foi influenciada pela música de [[Nina Simone]] e [[King Crimson]] <ref>{{en}} [http://www.genesis-music.com/161272mm.htm "The Genesis File"]. ''Melody Maker'', 2006. [[16 de dezembro]] de [[1972]]</ref>. Os arranjos musicais do primeiro álbum ''From Genesis to Revelation'' foram influenciados pelo trabalho de [[Moody Blues]], [[Family]] e [[Bee Gees]].
 
Como um grupo que influenciou o crescimento do movimento [[rock progressivo]], o Genesis vem sendo citado como uma influência para várias outras bandas do estilo como [[Camel]], [[Kansas (banda)|Kansas]], [[Redrick Sultan]], [[It Bites]], [[IQ (banda)|IQ]], [[Happy the Man]], [[Marillion]], [[Opeth]], [[Ange]] e [[Goblin (banda)|Goblin]]. Várias bandas de tributo como [[Re-Genesis]], [[The Musical Box]] e [[In Thethe Cage]] foram criadas para apresentar materiais antigos da banda da era Peter Gabriel.
 
Phil Collins foi o primeiro artista a fazer um cover de uma canção do Genesis, "Behind The Lines", incluída como terceira faixa de ''[[Face Value]]''. Durante apresentações solo, Gabriel executou ''[[The Lamb Lies Down on Broadway]]'' e ''Back in NYC'' enquanto Hackett apresentou "In That Quiet Earth", "Los Endos", "Horizons" e "Blood On The Rooftops". Hackett também apresentou "I Know What I Like (In Your Wardrobe)" em turnês solo e com o [[supergrupo]] [[GTR]] em [[1986]]. Ray Wilson realizou o maior número de canções da banda durante concertos solo. Em seus dois álbuns solo ao vivo, ''Live'' e ''Life and Acoustic'', podem ser encontradas "Carpet Crawlers", "Follow you Follow me", "I Can't Dance", "The Lamb Lies Down on Broadway", "No Son of Mine", "Shipwrecked" e "Mama". [[Jeff Buckley]] retrabalhou em "Back in NYC" em um álbum póstumo lançado em [[1998]], ''[[Sketches for My Sweetheart the Drunk]]''. A banda [[Suécia|sueca]] de [[death metal]] [[In Flames]] fez um cover de "Land of Confusion" no seu EP ''[[Trigger (EP)]]'', assim como o [[Disturbed]] em ''[[Ten Thousand Fists]]''. Houve, também, um cover de ''Mama'' da banda brasileira de power metal, Angra.
 
== Capas de álbuns ==
As capas de álbuns dos álbuns do Genesis incorporaram uma arte complexa para refletir os temas presentes nas composições. Seu primeiro álbum, ''[[From Genesis to Revelation]]'' era todo preto com o texto ''Genesis'' escrito em uma fonte gótica e verde no topo à esquerda. as capas foram modificas ao longo dos lançamentos. Os três álbuns seguintes tiveram suas capas desenvolvidas pelo artista gráfico [[Paul Whitehead]] (da [[Charisma Records]]). A capa de ''[[Foxtrot]]'' é talvez a mais popular entre os fãs; é mostrada uma figura feminina em um vestido vermelho e com uma cabeça de [[raposa]]. Whitehead alegou em entrevista que a inspiração para a personagem surgiu em na canção "Foxy Lady" de [[Jimi Hendrix]]<ref>[http://www.vandergraafgenerator.co.uk/paulw.htm "Entrevista com Paul Whitehead"]</ref> . Após Whitehead mudar-se para [[Los Angeles]], o Genesis assinou com a famosa agência [[Hipgnosis]], cujos artistas haviam criado capas conceituadas, como ''[[Dark Side of the Moon]]'' do [[Pink Floyd]] e ''[[Houses of the Holy]]'' de [[Led Zeppelin]]. A primeira capa da Hipgnosis para a banda foi para ''[[The Lamb Lies Down on Broadway]]'', contanto pela primeira vez com um modelo masculino, representando o personagem "Rael", protagonista da história do álbum.
 
No resto da [[década de 1970]], vários artistas da Hipgnosis contribuíram com capas para os álbuns de estúdio do Genesis. A capa de ''[[Trick of the Tail]]'' é uma representação de vários personagens no álbum. A começar por ''[[Duke (álbum)|Duke]]'', os álbuns da banda apresentavam caricaturas desenvolvidas pela ''Bill Smith Studios''. O álbum mais famoso da banda, ''[[Invisible Touch]]'', apresentava a arte de ''Assorted Images'', previamente desenvolvidas para capas de álbuns de [[Duran Duran]] e [[Culture Club]]. A capa de ''[[We Can't Dance]]'' apresenta o trabalho de Felicity Bowers. As capas de ''[[Calling All Stations]]'' e da compilação ''[[Turn It on Again: The Hits]]'' foram desenvolvidas pela ''Wherefore Art?''.
*[[Chris Stewart]] - [[Bateria (instrumento musical)|bateria]] (1967 - 1968)
*[[Jonathan Silver]] - bateria (1968 - 1969)
*[[Jonathan Mayhew]] - bateria e percussão (1970)
*[[Ray Wilson]] - vocal e guitarra acústica (1997 - 1998)
 
*[[Bill Bruford]] - bateria e percussão (1976, apenas ao vivo)
*[[Nick D'Virgilio]] - bateria e percussão (1997, apenas no estúdio)
*[[Nir Zidkyahu]] - bateria e percussão (1997 - 1998, no estúdio e ao vivo)
*[[Ant Drennan]] - guitarra e baixo (1997, apenas ao vivo)
{{col-end}}
 
*[[1992]] - ''[[The Way We Walk, Vol. 1: The Shorts]]''
*[[1992]] - ''[[The Way We Walk, Vol. 2: The Longs]]''
*[[2007]] - ''[[Live Over Europe 2007]]''
 
=== Compilações ===
356

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