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Alterações

a escrita errada
A dupla moral sexual era comum na era vitoriana. Se por um lado a rainha mandou aumentar as toalhas de mesa do palácio para que cobrissem as pernas da mesa na sua totalidade, uma vez que dizia que elas podiam fazer lembrar as pernas de uma mulher aos homens, por outro, desenvolvia-se um mundo sexual clandestino onde proliferava o adultério e a prostituição. Existiam ainda as cortesãs, mulheres que “cuidavam” exclusivamente dos monarcas.
 
A noite encarregava-se de ocultar os vícios: no EsteOeste de Londres aglomeravam-se os bordéis, as salas de espetáculos e as salas de jogos. Nas ruas vendiam-se drogas, sexo e faziam-se apostas. Além disso, havia orgias, espetáculos eróticos, abuso de menores e violência. Nesta Inglaterra, desenvolveu-se o primeiro [[preservativo|preservativo em látex]], numa época em que em público se defendia que as relações sexuais deveriam existir apenas com fins reprodutivos.<ref>''La era victoriana: puritanismo y doble moral'' por Cristina de la Llana, na inMagazine. 05 de abril de 2012.</ref>
 
A prostituição era uma atividade bastante frequente no Reino Unido do século XIX. Só em [[Whitechapel]], a polícia metropolitana estimava que existiam cerca de 1 200 prostitutas de classe social baixa e 62 bordéis.<ref>Donald Rumbelow (2004) The Complete Jack the Ripper: 12. Penguin</ref> No geral, estas mulheres vendiam os seus serviços por valores bastante baixos e tinham diferentes nacionalidades. Londres era uma capital em crescimento económico acentuado e um destino popular para muitos estrangeiros.
=== A cultura do ópio e de outras drogas ===
[[Imagem:Opium smoking 1874.jpg|direita|thumbnail|upright=1.5|Representação de um grupo de homens a fumar ópio em [[1874]]]]
Apesar da rigorosa moral vitoriana, eram muitas as práticas não tão morais como a cultura do [[ópio]], cujo relato mais significativo foi o de [[Thomas de Quincey]] no livro autobiográfico ''Confessions of an English Opium-Eater'', que foi amplamente difundido e traduzido em várias línguas e no qual se retrata o uso e vício do ópio. Quincey consumiu ópio em forma de [[láudano]] para tratar uma nevralgia dental e ficou viciado.<ref name="Opio y literatura">[http://www.letralia.com/ciudad/carrizales/opio.htm ''Opio y literatura''], Letralia. Consultado a 19 de setembro de 2013</ref> Tal não é muito estranho, uma vez que o ópio era distribuído livremente na corte real e até a própria rainha Vitória o consumia misturado com [[cocaína]] na forma de pastilhas e, na ficção, [[Sherlock Holmes]] (cujas histórias venderam milhõesmilhares de cópias) injetava cocaína frequentemente, uma vez que esta droga era receitada a pessoas que pensavam demais e eram muito nervosas. O ópio era consumido como uma “droga social” e com o tempo a sua conceção mudou e passou a ser consumido nos mesmos locais onde se praticava a prostituição.<ref>''[http://www.lr21.com.uy/mundo/1018794-se-cumplen-100-anos-del-comienzo-de-la-lucha-contra-las-drogas Se cumplen 100 años del comienzo de la lucha contra las drogas]'', La Red 21 de Uruguay. 25 de janeiro de 2012.</ref>
 
Os britânicos não só viam no ópio benefícios medicinais, como também benefícios económicoseconômicos, uma vez que o exportavam. Em 1830, a situação crítica da sociedade chinesa fez com que fosse ordenado um combate ao ópio e, em 1839, o representante chinês Lin Hse Tsu enviou uma carta à rainha Vitória a pedir-lhe para não autorizar a comercialização de substâncias tóxicas: ''“(…) Parece que esta mercadoria envenenada é fabricada por algumas pessoas diabólicas em locais que estão sob a lei de Sua Majestade (…) Ouvi dizer que é proibido fumar ópio no seu país. Isso significa que não ignora até que ponto ele pode ser nocivo. Porém, em vez de proibir o consumo de ópio, era melhor proibir a sua venda ou, melhor ainda, o seu fabrico”''.<ref>[http://www.claseshistoria.com/imperialismo/%2Blinzexuopio.htm Carta à rainha Vitória, 1839]</ref> Obviamente, a rainha rejeitou o pedido. Entre [[1839]] e [[1842]], teve lugar a [[Primeira Guerra do Ópio]] que terminou com a [[China]] a render-se, a entrega da ilha de [[Hong Kong]] ao Reino Unido e a subsequente abertura das importações. Entre [[1856]] e [[1869]], teve lugar a [[Segunda Guerra do Ópio]], na qual a Grã-Bretanha e a França eram aliadas e que teve consequências ainda mais catastróficas para a China que não aceitou os primeiros tratados que ditavam que devia, quando terminasse a guerra, legalizar o comércio do ópio, indemnizar a Grã-Bretanha e a França, abrir o seu comércio, indemnizar os comerciantes britânicos e abrir a cidade de Pequim ao comércio.
 
O ópio era de tal forma aceito pela sociedade que os grandes autores da era vitoriana, como [[Charles Dickens]], [[Oscar Wilde]] e [[Sir Arthur Conan Doyle]] fazem referências à droga em muitas das suas obras.<ref name="Opio y literatura"/>
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