Império Aiúbida: diferenças entre revisões

10 bytes adicionados ,  7 de fevereiro de 2019
sem resumo de edição
|dados_área2 =1700000
|dados_população1 =7200000
|dados_população_ano1 ={{séc. |XII}}
|dados_população_nota1 ={{ref label2|b}}
 
|notas ={{Note label2|a|Um ramo da Dinastia Aiúbida reinou em {{ilc|Hicem Caifa||Hisn Kayfa||Hasankeyf|Hisn Kayfa|Hiṣn Kayfā|Heskif}}, no [[Região do Sudeste da Anatólia|sudeste da Anatólia]], até ao início do {{séc|XVI}}.}}
 
{{Note label2|b|A população total dos territórios aiúbidas é desconhecida. O número apresentado, referente ao final do {{séc|XII}}, inclui apenas o Egito, [[Palestina (região)|Palestina]], Síria, [[Mesopotâmia Superior]] e {{ilc||Transjordânia|Transjordânia (região)|Terras Altas Transjordanas|Terras Altas da Transjordânia|Margem Oriental|lk=Transjordânia}}. Outros territórios aiúbidas, nomeadamente o [[Hejaz]], Iémen, [[Núbia]] e [[Cirenaica]], não estão incluídos.}}
}}
O '''Império Aiúbida''' é o nome que se dá ao [[Estado]] [[Islão|muçulmano]] governado pela [[dinastia|linhagem dinástica]] dos aiúbidas, durante os séculos XII e XIII, nas regiões centradas nos atuais [[Síria]] e [[EgiptoEgito]].
 
Foram os responsáveis pela criação do exército [[mamelucos|mameluco]], com o objectivo de criar uma força de combate mortal e altamente bem treinada. Os membros desta elite chegavam a ser comprados muito novos, com idades a rondarem os 14 e os 18 anos, para serem disciplinados numa cultura militar.
Os aiúbidas atingiram o auge do seu poder, no tempo de [[Saladino]], quando este se imortalizou na história como um herói para os muçulmanos, mas a partir daí esta linhagem teve uma queda impressionante, sendo o autor do golpe final, o famoso general e posteriormente também sultão [[Baibars]], que ao matar [[Al-Muazzam Turanshah]] e toda a sua possível descendência, impôs um novo rumo na história, elevando os mamelucos ao poder.
 
A morte do ultimo líder desta dinastia representa, como na altura e após a morte de Saladino, as várias tribos do [[Médio Oriente]], se começaram a dividir, criando assim um clima propicio para que os [[mongóis]], pudessem avançar em direcção ao EgiptoEgito, pois enquanto os aiúbidas discutiam entre si, a Síria foi-se dividindo em outras pequenas dinastias situadas nas cidades de [[Alepo]], [[Hama]], [[Homs]] e [[Damasco]].
 
Só quando os mamelucos se decidiram impor para se defenderem da invasão [[Império Mongol|mongol]] e para expulsarem os [[Cristianismo|cristãos]] da Palestina, é que houve uma certa noção de unidade muçulmana, embora isso fosse na altura mais uma aparência imposta à força do que algo aceite de pura liberdade.
 
A responsabilidade desta decisão coube a [[AibakAibaque]], um comandante mameluco, que não apoiava os ideais dos líderes desta dinastia e por isso decidiu em conjunto com outros comandantes, ordenar um [[golpe de Estado]], que pôs no poder o sultão [[Qutuz]], por achar que os mamelucos eram os verdadeiros lutadores do império, pois eram eles que davam a vida em combate.
 
== No apogeu ==
O Império Aiúbida, quando atingiu o seu apogeu, destacou-se muito na área da cultura, transformando o EgiptoEgito num centro erudito e de literatura árabe, que fascinaria a qualquer apreciador de cultura. Foram lá encontrados diversos manuscritos sobre filósofos e escritores famosos daquela cultura.
 
A Síria de certa forma aperfeiçoou esta visão, tornando-se num centro cultural bastante procurado e servindo de complemento chave para a hegemonia aiúbida, conservando esse tesouro até no período moderno da história. Infelizmente, as constantes guerras e as marcas do tempo têm apagado essa grande visão, reduzindo a cinzas tudo o que foi símbolo de uma grande evolução intelectual.
Em termos comerciais e económicos, o Império Aiúbida beneficiou-se muito da visão de Saladino, que cedo percebeu que poderia ganhar muito, em relações comerciais com os [[cristãos]], que incrementaram o comércio daquelas regiões. Por isso teve a necessidade de conquistar e manter o [[Iémen]] sob controlo, pois este representava um ponto estratégico para que estas trocas pudessem beneficiar o império.
 
Neste tempo podemos dizer, que o EgiptoEgito e a Síria atingiram em conjunto um período de grande prosperidade e desenvolvimento, tendo como base as exportações que tinham como destino o continente europeu. A razão para que esta balança comercial se tornasse tão favorável era o facto que os produtos orientais tinham uma grande procura, precisamente por serem raros, exóticos e até mesmo uma novidade para muitos dos ocidentais.
 
== Ver também ==