Diferenças entre edições de "Iemanjá"

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Filha de Olokum, soberano dos mares, Iemanjá tomou – ainda quando criança – uma poção que a ajudaria a fugir de todos os perigos. Quando cresceu, a divindade se casou com Oduduá, com quem teve dez filhos Orixás.
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| legenda = <small>Estátua representado Iemanjá, na Galeria Nacional de Arte, na Nigéria.
| tópico1 = <small>'''Yemanjá''' . '''Yemonjá''' . '''Yemọjá''' . '''Yemayá'''</small>
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| rótulo3 = '''<small>Atributos</small>'''
| dados3 = <small>Mãe dos peixes, divindade da [[fertilidade]], maternidade e da água. Protetora das crianças e idosos. Padroeira dos [[pescador]]es.</small>
| rótulo4 = '''<small>Símbolos</small>'''
| dados4 = <small>''[[abebé]]'' prateado,<ref>[https://books.google.com.br/books?id=kchOBQAAQBAJ&pg=PA62&dq=false#v=onepage&q&f=false M. Costa, p. 62]</ref> [[Gadanha|alfange]], ''agadá'' (espada), ''obé'' (espada), peixe, couraça de guerra, ''adê'' (coroa com franjas de miçangas),<ref name="costa"/> ''idés'' (braceletes ou pulseiras de argola), pedras do mar e conchas</small>
| rótulo5 = '''<small>Sincretismo</small>'''
|dados5=<small>[[Nossa Senhora dos Navegantes]], na [[Bahia]]<br />[[Nossa Senhora da Glória]], no [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]]<br />[[Nossa Senhora da Conceição]], em [[São Paulo (estado)|São Paulo]]</small>
| rodapé = <small>É reverenciada no [[Candomblé]], [[Santeria]], [[Umbanda]], [[Xangô do Recife]], [[Batuque]], [[Xambá]], [[Religião iorubá|Culto Tradicional de Ifá]], [[Regla de Ocha]], [[Omolokô]], [[Terecô]], [[Vodu haitiano]] e [[Voodoo da Louisiana|Vodu da Luisiana]].</small>
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}}
 
Diz a lenda que seus seios se tornaram maiores e mais fartos devido a amamentação de todos os seus filhos, característica que gerou à ela grande vergonha. Cansada de seu casamento, Iemanjá decidiu deixar seu esposo e seguir em busca de sua própria felicidade.
'''Iemanjá''' (''Yemọjá'' na [[Nigéria]], ''Yemayá'' em [[Cuba]] ou ainda '''Dona Janaína''' no [[Brasil]]; ver seção [[#Nome e Epítetos|''Nome e Epítetos'']]) é o [[orixá]] do povo [[Egba (povo)|Egba]], divindade da fertilidade originalmente associada aos rios e desembocaduras. Seu culto principal estabeleceu-se em [[Abeokuta]] após migrações forçadas, tomando como suporte o rio ''Ògùn'' de onde manifesta-se em qualquer outro corpo de água. Também é reverenciada em partes da [[América do Sul]], [[Caribe]] e [[Estados Unidos]]. Sendo identificada no [[merindilogun]] pelos [[Odu]]s ''[[Irosun]]'',<ref name="costa">[https://books.google.com.br/books?id=kchOBQAAQBAJ&pg=PA63&dq=false#v=onepage&q&f=false M. Costa, p. 63].</ref><ref>[https://books.google.com.br/books?id=FE68BAAAQBAJ&pg=PT43&dq=#v=onepage&q&f=false Barbosa Junior (2014)].</ref> ''[[Ossá]]''<ref>[https://books.google.com.br/books?id=VXKnBQAAQBAJ&pg=PT64&dq=#v=onepage&q&f=false Assef, p. 64]</ref> e ''[[Etaogundá|Ogunda]]'',<ref name="Bascom">[https://books.google.com.br/books?id=LMl5CgAAQBAJ&pg=PA491=false#v=onepage&q&f=false W. Bascom, pp. 489-491]</ref> é representada materialmente pelo assentamento sagrado denominado [[igba yemanja|Igba Iemanjá]]. Manifesta-se em iniciados em seus mistérios (''eleguns'') através de possessão ou transe.
 
Após algum tempo, ela se apaixonou pelo rei Okerê, com quem viveu uma história nada feliz. Contos revelam que, em um certo dia, após beber demais, Okerê se referiu aos seios de Iemanjá de maneira grosseira, o que fez com que ela fugisse decepcionada.
Celebrada em [[Ifé]] como filha de [[Olokun]] a divindade dos mares, essa simbiose lendária foi enaltecida no processo da [[diáspora africana]] resultando na assimilação de Iemanjá dos atributos da água salgada, sendo o motivo para a sua associação aos mares no Novo Mundo. Com o sincretismo de outras divindades e de influências européias, foi imbuída de inúmeros atributos e poderes em uma grande variedade de cultos. O seu arquétipo maternal consolidou-se sobretudo como ''Mãe de todos os Orixás''. Iemanjá nas palavras de D. M. Zenicola, "''representa o poder progenitor feminino; é ela que nos faz nascer, divindade que é maternidade universal, a Mãe do Mundo''".<ref>[https://books.google.com.br/books?id=ryZuBgAAQBAJ&pg=PT41&dq=#v=onepage&q&f=false Zenicola, p. 41]</ref>
 
Para escapar da perseguição de Okerê, Iemanjá fez uso da poção dada por seu pai. Assim a Rainha do Mar se transformou em um rio que encontra o mar.
 
Para recuperar sua esposa, Okerê decidiu interferir no curso do rio, ao se transformar em uma montanha. Mas com a ajuda de seu filho Xangô (que abriu passagem no meio dos vales criados por Okerê), Iemanjá conseguiu seguir seu caminho, tornando-se então a Rainha do Mar.
 
== Nome e Epítetos ==
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