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sem resumo de edição
{{Info/Conflito militar
|nome = Primeira Guerra Mundial
|conflito =
|imagem = WWImontage.jpg
|legenda = '''De cima para baixo, da esquerda para a direita:''' [[trincheira]]s na Frente Ocidental, avião bi-planador [[Albatros D.III]], [[Carro de combate|Tanque]] [[britânico]] [[Mark I (tanque de guerra)|Mark I]] cruza uma trincheira, metralhadora comandada por um soldado usando [[máscara contra gases]] e o fundamento do navio de guerra HMS ''Irresistible'' após bater em [[mina naval|mina]].
* Transferência das [[Império colonial alemão|colônias alemãs]] e das [[Partilha do Império Otomano|regiões do antigo Império Otomano]] para outras potências
* Criação da [[Sociedade das Nações]] ([[Primeira Guerra Mundial#Consequências|mais..]])
|situação = <!-- apenas para conflitos a decorrer -->
|casus =
|território =
|combatente1 = [[Aliados (Primeira Guerra Mundial)|Aliados]] ([[Tríplice Entente]]):
* {{flagcountry|Terceira República Francesa}}
* {{flagcountry|Reino da Bulgária}}
...''[[Participantes da Primeira Guerra Mundial|e outros]]''
|combatente3 =
|comandante1 =
{{nowrap|{{flagicon|Terceira República Francesa}} [[Georges Clemenceau]]}}<br />[[Raymond Poincaré]]<br />[[Ferdinand Foch]]<br />{{flagicon|Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda}} [[Jorge V do Reino Unido|Jorge V]]<br />[[H. H. Asquith]]<br />[[David Lloyd George]]<br />[[Douglas Haig]]<br />[[Winston Churchill]]<br />{{flagicon|Império Russo}} [[Nicolau II da Rússia|Nicolau II]]<br />[[Nicolau Nikolaevich da Rússia (1856–1929)|Nicolau Nikolaevich]]<br />[[Aleksei Brusilov]]<br />{{flagicon|Reino de Itália (1861–1946)|civil}} [[Vítor Emanuel III da Itália|Vítor Emanuel III]]<br />[[Vittorio Emanuele Orlando|Vittorio Orlando]]<br />[[Luigi Cadorna]]<br />{{flagicon|Estados Unidos|1912}} [[Woodrow Wilson]]<br>[[John J. Pershing]]<br />{{flagicon|Reino da Sérvia}} [[Pedro I da Iugoslávia|Pedro I]]<br />{{flagicon|Reino da Romênia}} [[Fernando I da Romênia|Fernando I]]
[[Imagem:Countries of Europe-pt2.svg|thumb|upright=1.2|esquerda|Sistema de alianças na Europa antes da guerra:{{legenda|#32B3EF|[[Tríplice Entente]]}} {{legenda|#FF9490|[[Tríplice Aliança (1882)|Tríplice Aliança]]}} {{legenda|#F5DEB3|Países neutros}}]]
 
No século {{séc|XIX}}, as [[grandes potências]] europeias tinham percorrido um longo caminho para manter o [[equilíbrio de poder]] em toda a [[Europa]], resultando na existência de uma complexa rede de alianças políticas e militares em todo o continente por volta de 1900.<ref name=Willmott15/> Estas começaram em 1815, com a [[Santa Aliança]] entre [[Reino da Prússia]], [[Império Russo]] e [[Império Austríaco]]. Então, em outubro de 1873, o chanceler alemão [[Otto von Bismarck]] negociou a [[Liga dos Três Imperadores]] ({{lang-de|''Dreikaiserbund''}}) entre os monarcas da [[Áustria-Hungria]], Rússia e [[Império Alemão|Alemanha]]. Este acordo falhou porque a Áustria-Hungria e a Rússia tinham interesses conflitantes nos [[Bálcãs]], o que fez com que a Alemanha e Áustria-Hungria formassem uma aliança em 1879, chamada de [[Aliança Dua (1879)|Aliança Dua]]. Isto foi visto como uma forma de combater a influência russa nos Bálcãs, enquanto o [[Império Otomano]] continuava a se enfraquecer.<ref name=Willmott15 /> Em 1882, esta aliança foi ampliada para incluir a [[Reino de Itália (1861–1946)|Itália]] no que se tornou a [[Tríplice Aliança (1882)|Tríplice Aliança]].<ref name=keegan52>{{harvnb|Keegan|1998|p=52}}</ref>
 
Depois de 1870, um conflito europeu foi evitado em grande parte através de uma rede de tratados cuidadosamente planejada entre o Império Alemão e o resto da Europa e orquestrada por Bismarck. Ele trabalhou especialmente para manter a Rússia ao lado da Alemanha e evitar uma guerra de duas frentes com a França e a Rússia. Quando [[Guilherme II da Alemanha|Guilherme II]] subiu ao trono como imperador alemão (''[[kaiser]]''), Bismarck foi obrigado a se aposentar e seu sistema de alianças foi gradualmente deteriorando-se. Por exemplo, o ''kaiser'' se recusou a renovar o [[Tratado de Resseguro]] com a Rússia em 1890. Dois anos mais tarde, a Aliança Franco-Russa foi assinada para contrabalançar a força da Tríplice Aliança. Em 1904, o Reino Unido assinou uma série de acordos com a França, a [[Entente Cordiale]], e em 1907, o Reino Unido e a Rússia assinaram a [[Convenção Anglo-Russa]]. Embora estes acordos não tenham aliado o Reino Unido com a França ou a Rússia formalmente, eles fizeram a entrada britânica em qualquer conflito futuro envolvendo a França ou a Rússia e o sistema de intertravamento dos acordos bilaterais se tornou conhecido como a [[Tríplice Entente]].<ref name=Willmott15/>
{{Artigo principal|Campanha Sérvia}}
 
A Áustria-Hungria invadiu e lutou contra o exército sérvio na [[Batalha de Cer]] e na [[Batalha de Kolubara]] em 12 de agosto. Durante as duas semanas seguintes, os ataques austro-húngaros tiveram grandes perdas, que marcaram as primeiras vitórias aliadas da guerra e derrubaram as esperanças austro-húngaras de uma vitória rápida. Como resultado, a Áustria-Hungria teve que manter forças consideráveis ​​na frente sérvia, enfraquecendo seus esforços contra a Rússia.{{sfn |Tucker |Roberts |2005 |p=172}} A derrota sérvia da invasão austro-húngara de 1914 está entre as maiores vitórias do século {{séc|XX}}.<ref>{{Citar web|primeiro=John R. |último=Schindler |url=http://wih.sagepub.com/content/9/2/159.abstract |título=Disaster on the Drina: The Austro-Hungarian Army in Serbia, 1914 |publicado=Wih.sagepub.com |data=1 de abril de 2002 |acessodata=13 de março de 2013}}</ref>
 
==== Forças alemãs na Bélgica e na França ====
A Bulgária declarou a guerra à Sérvia em 12 de outubro e se juntou ao ataque do exército austro-húngaro sob o exército de 250 mil soldados de [[August von Mackensen]], que já estava em andamento. A Sérvia foi conquistada em pouco mais de um mês, já que as [[Potências Centrais]], agora incluindo a Bulgária, enviaram um total de seiscentos mil soldados. O exército sérvio, lutando em duas frentes e enfrentando uma derrota certa, recuou para o norte da [[Principado da Albânia|Albânia]]. Os [[sérvios]] sofreram derrota na [[Batalha do Kosovo]]. Montenegro cobriu a retirada sérvia em direção à costa do [[Adriático]] na [[Batalha de Mojkovac]] em 6-7 de janeiro de 1916, mas, finalmente, os austríacos também conquistaram Montenegro. Os soldados sérvios sobreviventes foram evacuados por navio para a [[Grécia]].{{sfn |Tucker |Roberts |2005 |pp=1075–6}} Após a conquista, a Sérvia foi dividida entre Áustria-Hungria e Bulgária.{{sfn|DiNardo|2015|p=102}}
 
No final de 1915, uma força franco-britânica desembarcou em [[Salônica]] na Grécia, para oferecer assistência e pressionar seu governo a declarar a guerra contra as Potências Centrais. No entanto, o rei pró-alemão, [[Constantino I da Grécia|Constantino I]], demitiu o governo pró-aliado de [[Elefthérios Venizélos]] antes da chegada da força expedicionária dos Aliados.{{sfn |Neiberg |2005 |pp=108–10}} A fricção entre o [[Rei da Grécia]] e os [[Aliados da Primeira Guerra Mundial|Aliados]] continuou a se acumular com o [[Cisma Nacional]], que efetivamente dividiu a Grécia entre as regiões ainda leais ao rei e o novo governo provisório de Venizélos em Salônica. Após intensas negociações e um confronto armado em [[Atenas]] entre forças aliadas e realistas (um incidente conhecido como [[Noemvriana]]), o rei da Grécia abdicou e seu segundo filho, [[Alexandre da Grécia|Alexandre]], tomou seu lugar; a Grécia então se juntou oficialmente à guerra ao lado dos Aliados. No início, a [[Frente da Macedônia]] era principalmente estática. As forças francesas e sérvias retomaram áreas limitadas da [[Macedônia (região)|Macedônia]], recuperando [[Bitola (Macedónia)|Bitola]] em 19 de novembro de 1916, após a custosa [[Ofensiva de Monastir]], que trouxe a estabilização da frente de batalha.<ref>{{citar livro|último =Hall |primeiro =Richard |título=Balkan Breakthrough: The Battle of Dobro Pole 1918 |ano=2010 |publicado=Indiana University Press |local= |página=11 |ISBN=0-253-35452-8}}</ref>
[[Imagem:Flüchtlingstransport Leibnitz - k.k. Innenministerium - 1914.jpg|thumb|Transporte de refugiados da Sérvia em [[Leibnitz]], [[StyriaEstíria]], 1914]]
 
As tropas sérvias e francesas finalmente fizeram um avanço em setembro de 1918, depois que a maioria das tropas alemãs e austro-húngaras foram retiradas. Os búlgaros sofreram sua única derrota da guerra na [[Batalha de Dobro Pole]]. A Bulgária capitulou duas semanas depois, em 29 de setembro de 1918.{{sfn |Tucker |Wood |Murphy |1999 |p=120}} O Alto Comando Alemão respondeu enviando tropas para manter a linha, mas estas forças eram muito fracas para restabelecer uma frente.<ref name=militera>{{Citar web|url=http://militera.lib.ru/h/korsun_ng4/06.html |título=The Balkan Front of the World War |língua=Russian |primeiro=N. |último=Korsun |publicado=militera.lib.ru |acessodata=27 de setembro de 2010}}</ref>
A [[Revolta Árabe]], instigada pelo escritório árabe do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido, começou em junho de 1916 com a [[Batalha de Meca]], liderada por [[Huceine ibne Ali, Xarife de Meca|Huceine ibne Ali]] de [[Meca]], e terminou com a rendição otomana de [[Damasco]]. [[Fakhri Pasha]], o comandante otomano da Medina, resistiu por mais de dois anos e meio durante o [[Cerco de Medina]] antes de render-se.{{sfn |Sachar |1970 |pp=122–138}}
 
A tribo [[senussi]], ao longo da fronteira da [[Líbia italiana]] e do [[Egito britânico]], incitada e armada pelos turcos, realizou uma [[guerra de guerrilha]] em pequena escala contra tropas aliadas. Os britânicos foram forçados a enviar doze mil soldados para se oporem a eles na [[Campanha Senussi]]. Sua rebelião foi finalmente esmagada em meados de 1916.{{sfn |Gilbert |1994}} O total de vítimas aliadas nas frentes otomanas totalizaram 650 mil homens. As perdas totais otomanas foram de {{Formatnum:725000}} homens ({{Formatnum:325000}} mortos e {{Formatnum:400000}} feridos).<ref name="Brief Ottoman History">{{Citation |último =Hanioglu |primeiro =M. Sukru |título=A Brief History of the Late Ottoman Empire |publicado=Princeton University Press |ano=2010 |páginas=180–181 |isbn=978-0-691-13452-9}}</ref>
 
==== Participação italiana ====
[[Imagem:Guetteur_au_poste_de_l'écluse_26.jpg|thumb|esquerda|upright|Soldado do exército francês em seu posto de observação em [[Haut-Rhin]], França, 1917]]
 
Os acontecimentos de 1917 mostraram-se decisivos para acabar com a guerra, embora os seus efeitos não fossem plenamente sentidos até 1918. O bloqueio naval britânico começou a ter um sério impacto na Alemanha. Em resposta, em fevereiro de 1917, o [[Estado-Maior General da Alemanha|Estado-Maior Alemão]] convenceu o [[chanceler]] [[Theobald von Bethmann-Hollweg]] a declarar a [[guerra submarina irrestrita]], com o objetivo de fazer a Grã-Bretanha sair da guerra. Os planejadores alemães estimaram que a guerra submarina sem restrições custaria à Grã-Bretanha uma perda mensal de transporte de 600 mil toneladas.<ref>Holwitt, p.294, for instance. Holwitt, however, persistently refuses to acknowledge armed merchantmen are not protected, and most of the merchantmen sunk by both sides in World War II were armed. See Blair, ''Silent Victory'' ''passim''; Parillo, pp.114-115; Zabecki, p.71, at [https://books.google.ca/books?id=NT7SAgAAQBAJ&printsec=frontcover&dq=editions:s8QH6KCcxAIC&hl=en&sa=X&ved=0ahUKEwiO_5Cs2P3UAhVm5IMKHaY1CXAQuwUIKTAA#v=onepage&q=armed%20merchantmen&f=false Google Books] (retrieved 9 July 2017); Assmann, Kurt. "Why U-Boat Warfare Failed" in ''Foreign Affairs" Vol. 28, No. 4 (July 1950), pp. 659-670. Available online at [http://www.jstor.org/stable/20030803 jstor.org]; Wilson, George Grafton. "Armed Merchant Vessels and Submarines" in ''The American Journal of International Law'', Vol. 24, No. 2 (Apr., 1930), pp. 337-339. Available online at [http://www.jstor.org/stable/2189406 jstor.org];</ref>
 
O Estado-Maior Geral reconheceu que a política quase certamente levaria os [[Estados Unidos]] a entrar no conflito, mas calculou que as perdas de frete britânicas seriam tão altas que seriam forçadas a negociar a paz após cinco a seis meses, antes que a intervenção estadunidense pudesse causar um impacto. Na realidade, a tonelagem subiu acima de {{Formatnum:500000}} toneladas por mês de fevereiro a julho. Atingiu 860 mil toneladas em abril. Após julho, o sistema de escolta recém-reintroduzido tornou-se efetivo na redução da ameaça do submarino. O Reino Unido estava a salvo da fome, enquanto a produção industrial alemã caiu e os Estados Unidos se juntaram à guerra muito antes do que a Alemanha havia antecipado.<ref>[http://stockton.usnwc.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1484&context=ils&sei-redir=1&referer=https%3A%2F%2Fscholar.google.ca%2Fscholar%3Fstart%3D100%26q%3Darmed%2Bmerchant%2Bshipping%2Bas%2Bnaval%2Bauxiliaries%2BHague%2BConvention%26hl%3Den%26as_sdt%3D0%2C5#search=%22armed%20merchant%20shipping%20as%20naval%20auxiliaries%20Hague%20Convention%22 Stockton Naval War College], p.324 (retrieved 9 July 2017); Holwitt, pp.76-77; Zabecki, David T. "Doenitz: A Defense", pp.48-49, at [https://books.google.ca/books?hl=en&lr=&id=p2jhEaF77JoC&oi=fnd&pg=PA5&dq=arming+Japanese+merchant+shipping+in+ww2&ots=C11s5dPaeQ&sig=2LvW0AAnhbEH1EH03QCKhVs4R7o#v=onepage&q&f=false Google Books] (retrieved 9 July 2017); Dönitz, Karl. ''Memoirs: Ten Years and Twenty Days''; <!--He reproduces a section of the Convention; how is that "unreliable"?--> von der Poorten, Edward P. ''The German Navy in World War II'' (T. Y. Crowell, 1969); Milner, Marc. ''North Atlantic Run: the Royal Canadian Navy and the battle for the convoys'' (Vanwell Publishing, 2006)</ref>
 
Em 3 de maio de 1917, durante a [[Ofensiva Nivelle]], a Divisão Colonial Francesa, veteranos da [[Batalha de Verdun]], recusou ordens, chegaram bêbado e sem armas. Seus oficiais não possuíam meios para punir uma divisão inteira e medidas severas não foram imediatamente implementadas. O [[Motins do exército francês (1917)|motins do exército francês]] acabaram por se espalhar para mais 54 divisões francesas e causou a deserção de vinte mil homens. No entanto, os apelos ao patriotismo e ao dever, bem como as prisões e julgamentos em massa, encorajaram os soldados a voltarem a defender suas trincheiras, embora os soldados franceses se recusassem a participar de mais ações ofensivas.<ref>Marshall, 292.</ref>
Em março e abril de 1917, na [[Primeira Batalha de Gaza|Primeira]] e [[Segunda Batalha de Gaza]], as forças alemãs e [[Império Otomano|otomanas]] impediram o avanço da [[Força Expedicionária Egípcia]], que começou em agosto de 1916 na [[Batalha de Romani]].<ref>{{citar livro|título=Ordered to Die: A History of the Ottoman Army in the First World War: Forward by General Hüseyiln Kivrikoglu |último =Erickson |primeiro = Edward J. |series= No. 201 Contributions in Military Studies |ano=2001 |publicado=Greenwood Press |local=Westport Connecticut |oclc=43481698 |página=163}}</ref><ref>{{citar livro|título=The Mounted Riflemen in Sinai & Palestine: The Story of New Zealand's Crusaders |último =Moore |primeiro =A. Briscoe |ano=1920 |publicado=Whitcombe & Tombs |local=Christchurch |oclc=156767391|página=67}}</ref> No final de outubro, a [[Campanha do Sinai e Palestina]] foi retomada, quando o XX Corpo, o XXI Corpo e o Corpo montado no deserto do general [[Edmund Allenby]] ganharam a [[Batalha de Beersheba]].<ref>{{citar livro|título=Military Operations Egypt & Palestine from June 1917 to the End of the War |último =Falls |primeiro =Cyril |series=Official History of the Great War Based on Official Documents by Direction of the Historical Section of the Committee of Imperial Defence |others=Maps by A. F. Becke |ano=1930 |volume=Volume 2 Part I |publicado=HM Stationery Office |local=London |oclc=644354483 |página=59}}</ref> Dois exércitos otomanos foram derrotados algumas semanas depois na [[Batalha de Mughar Ridge]] e, no início de dezembro, [[Jerusalém]] foi capturada após uma outra derrota otomana na [[Batalha de Jerusalém]] em 1917.<ref>{{citar livro|capítulo=The Palestine Campaigns |último =Wavell |primeiro =Earl |autorlink =Archibald Wavell, 1st Earl Wavell |editor-sobrenome =Sheppard |editor-nome =Eric William |edição=4th |título=A Short History of the British Army |ano=1968 |anooriginal=1933 |publicado=Constable & Co. |local=London |oclc=35621223 |páginas=153–5}}</ref><ref>{{Citar web|url=http://www.firstworldwar.com/source/jerusalemdecree.htm |título=Text of the Decree of the Surrender of Jerusalem into British Control |publicado=First World War.com |acessodata=13 de maio de 2015 | arquivourl= https://web.archive.org/web/20110614214531/http://www.firstworldwar.com/source/jerusalemdecree.htm |arquivodata=14 de junho de 2011}}</ref> Neste período, [[Friedrich Kreß von Kressenstein]] foi dispensado de seus deveres como o comandante do Oitavo Exército, substituído por [[Djevad Pacha]], e alguns meses depois, o comandante do exército otomano na [[Palestina (região)|Palestina]], [[Erich von Falkenhayn]], foi substituído por [[Otto Liman von Sanders]].<ref>{{Citar web|url=http://www.firstworldwar.com/bio/kressenstein.htm |título=Who's Who – Kress von Kressenstein |publicado=First World War.com |acessodata=13 de maio de 2015}}</ref><ref>{{Citar web|url=http://www.firstworldwar.com/bio/liman.htm |título=Who's Who – Otto Liman von Sanders |publicado=First World War.com |acessodata=13 de maio de 2015}}</ref>
 
No início de 1918, a linha de frente foi estendida e o [[Vale do Jordão]] foi ocupado, seguindo o primeiro e o segundo ataque transjordano pelas forças do Império Britânico em março e abril de 1918.<ref>{{citar livro|título=Ordered to Die: A History of the Ottoman Army in the First World War: Forward by General Hüseyiln Kivrikoglu |último =Erickson |primeiro = Edward J. |series= No. 201 Contributions in Military Studies |ano=2001 |publicado=Greenwood Press |local=Westport Connecticut |oclc=43481698 |página=195}}</ref> Em março, a maior parte da infantaria britânica da Força Expedicionária Egípcia e da cavalaria [[Yeomanry]] foram enviadas para a Frente Ocidental como consequência da [[Ofensiva da Primavera]]. Eles foram substituídos por unidades do [[exército indiano]]. Durante vários meses de reorganização e treinamento do verão, vários ataques foram realizados em seções da linha de frente otomana. Estes empurraram a linha de frente para o norte para posições mais vantajosas para a Entente em preparação para um ataque e para acalmar a recém-chegada infantaria do exército indiano. A força integrada estava pronta para operações em larga escala até meados de setembro. A Força Expedicionária Egípcia reorganizada, com uma divisão montada adicional, quebrou as forças otomanas na [[Batalha de Megido (1918)|Batalha de Megido]] em setembro de 1918. Em dois dias, a infantaria britânica e indiana, apoiada por uma barragem arrepiante, quebrou a linha de frente otomana e capturou a sede da Oitavo Exército (Império Otomano) em [[TulkarmTulcarém]], as linhas de trincheiras contínuas nas batalhas de [[Batalha de Tabsor|Tabsor]], [[Batalha de Arara|Arara]] e a sede do Sétimo Exército (Império Otomano) em [[Batalha de Nablus (1918)|Nablus]]. O Corpo Montado do Deserto atravessou a quebra na linha de frente criada pela infantaria e, durante as operações quase contínuas do [[Australian Light Horse]], a cavalaria britânica do Yeomanry, [[lanceiro]]s indianos e a infantaria montada da Nova Zelândia no [[Vale de Jezreel]], eles capturaram [[Nazaré]], [[AfulahAfula]] e [[BeisanBete-Seã]], [[Jenin]], juntamente com [[Haifa]] na costa do Mediterrâneo e [[Daraa]] a leste do [[rio Jordão]], no caminho de [[Hejaz]]. [[Samakh]] e [[Tiberíades]], no [[Mar da Galileia]], foram capturadas no caminho ao norte até [[Damasco]]. Enquanto isso, a Força de Chaytor do Australian Light Horse, a infantaria montada neo-zelandesa, forças da [[Índia britânica]] e a infantaria judaica capturaram os cruzamentos do rio Jordão, [[Salt (Jordânia)|Es SaltSalte]], [[Amã]] e em [[Ziza]], a maior parte do quarto exército (Império otomano). O [[Armistício de Mudros]], assinado no final de outubro, encerrou as hostilidades com o Império Otomano quando os combates continuaram no norte de [[AleppoAlepo]].<ref>Karsh, Efraim, ''Empires of the Sand: The Struggle for Mastery in the Middle East'', (Harvard University Press, 2001), 327.</ref>
 
==== Entrada dos Estados Unidos ====
[[Imagem:USA bryter de diplomatiska förbindelserna med Tyskland 3 februari 1917.jpg|thumb|Presidente [[Woodrow Wilson]] anuncia no [[Congresso dos Estados Unidos|Congresso]] a interrupção nas relações com a Alemanha, 3 de fevereiro de 1917]]
 
Os Estados Unidos nunca foram formalmente um membro dos [[Aliados da Primeira Guerra Mundial|Aliados]], mas se tornaram uma auto-denominada "Potência Associada". Os Estados Unidos tinham um pequeno exército, mas, após a aprovação do Ato do Serviço Seletivo, reuniu 2,8 milhões de homens<ref>{{Citar web|url=http://www.sss.gov/induct.htm |título=Selective Service System: History and Records |publicado=Sss.gov |acessodata=27 de julho de 2010 |urlmorta= sim|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090507211238/http://www.sss.gov/induct.htm |arquivodata= 7 de maio de 2009 |df= }}</ref> e, no verão de 1918, enviava 10 mil novos soldados para a França todos os dias. Em 1917, o Congresso dos Estados Unidos concedeu a cidadania aos [[porto-riquenhos]] para permitir que eles fossem convocados para participar da Primeira Guerra Mundial, como parte da Lei Jones-Shafroth. A Alemanha acreditava que levaria muitos meses antes que os soldados estadunidenses chegassem e que a chegada deles poderia ser interrompida pelos U-boos, o que foi um erro de cálculo estratégico.{{sfn |Wilgus |1931 |p=52}}
 
A [[Marinha dos Estados Unidos]] enviou um grupo de navio de guerra para o [[Scapa Flow]] para se juntar à Grande Frota Britânica, destróieres de [[Cobh|Queenstown]], na [[Irlanda]], e submarinos para ajudar na escolta dos navios. Vários regimentos de [[Marine]]s também foram enviados para a [[França]]. Os britânicos e franceses queriam que as unidades estadunidenses reforçassem as suas tropas já nas linhas de batalha e não desperdiçassem o transporte escasso para trazer provisões. O general [[John J. Pershing]], comandante das [[Forças Expedicionárias Americanas]] (AEF), recusou-se a separar as unidades estadunidenses para serem usadas como material de enchimento. Como uma exceção, ele permitiu que regimes de combate [[afro-americanos]] fossem usados ​​nas divisões francesas. Os [[Harlem Hellfighters]] lutaram como parte da 16ª Divisão francesa e ganharam uma [[Cruz de Guerra 1914-1918 (França)|Cruz de Guerra]] por suas ações em [[Château-Thierry]], [[Batalha de Belleau|Belleau Wood]] e Sechault.<ref>{{citation|publicado=US [[National Archives and Records Administration]] |url=http://www.archives.gov/education/lessons/369th-infantry/ |título=Teaching With Documents: Photographs of the 369th Infantry and African Americans during World War I |acessodata=29 de outubro de 2009 |urlmorta= sim|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090604163502/http://www.archives.gov/education/lessons/369th-infantry/ |arquivodata=4 de junho de 2009 |df= }}</ref> A doutrina do AEF pedia o uso de assaltos frontais, o que há muito tempo foi descartados pelo [[Império Britânico]] e pelos comandantes franceses devido à grande perda de vidas que este método resultava.{{sfn |Millett |Murray |1988 |p=143}}
 
==== Ofensiva alemã na primavera de 1918 ====
[[Imagem:Oporto - Praça de Carlos Alberto - 20110424 162946.jpg|thumb|esquerda|Monumento aos mortos da Primeira Guerra Mundial no [[Porto]], [[Portugal]]]]
 
Portugal participou no primeiro conflito mundial ao lado dos [[Aliados]], o que estava de acordo com as orientações da república ainda recentemente instaurada.<ref name="tgwchannel portugal">{{Citar vídeo|url=https://www.youtube.com/watch?v=-CxgF79aGZg|titulo=The Forgotten Ally - Portugal in the WW1|data=3 de Abril de 2017|acessodata=2017-7-22|autor=|lingua=en|obra=Youtube|publicado=The Great War channel|meio=}}</ref>
 
Na primeira etapa do conflito, Portugal participou, militarmente, na guerra com o envio de tropas para a defesa das colónias africanas ameaçadas pela Alemanha. Face a este perigo e sem declaração de guerra, o governo português enviou contingentes militares para [[Angola]] e [[Moçambique]].<ref name="tgwchannel portugal" />
A guerra teve consequências econômicas profundas. Dos sessenta milhões de soldados europeus que foram mobilizados entre os anos de 1914 e 1918, oito milhões foram mortos, sete milhões foram incapacitados de maneira permanente e quinze milhões ficaram gravemente feridos. Morreram 6 milhões de civis durante a guerra.<ref>Urlanis, Boris (1971). Wars and Population. [[Moscou]]. p. 85</ref><ref>Clodfelter, Michael (2002). Warfare and Armed Conflicts- A Statistical Reference to Casualty and Other Figures, 1500–2000, segunda edição. Pág 479</ref> A Alemanha perdeu 15,1% de sua população masculina ativa, a Áustria-Hungria perdeu 17,1% e a França perdeu 10,5%.<ref>{{harvnb|Kitchen|2000|p=22}}</ref>
 
Na Alemanha, as mortes de civis foram 474 mil superiores do que em tempo de paz, em grande parte devido à escassez de alimentos e desnutrição que enfraqueceu a resistência à doenças.<ref>N.P. Howard, "The Social and Political Consequences of the Allied Food Blockade of Germany, 1918–19," ''German History'' (1993) 11#2 pp 161–88 [http://libcom.org/files/blockade%20Germany_0.pdf online] table p 166, with 271,000 excess deaths in 1918 and 71,000 in the first half of 1919 while the blockade was still in effect.</ref> As cláusulas da rendição do [[Império Alemão]] também impuseram um acréscimo na dívida do páís como [[Tratado de Versalhes|indenização de guerra]].<ref>H. Fisk’s The Inter Ally Debts. An Analysis of War and Post War Public Debts. [[Nova Iorque]], Banker’s Trust, [[1924]]</ref> Até o final da guerra, a fome matou cerca de cem mil pessoas no [[Líbano]].<ref>{{harvnb|Saadi}}</ref> As estimativas mais confiáveis sobre o número de vítimas da [[fome russa de 1921]], apontam a morte de entre 5 e 10 milhões de pessoas.<ref>{{citation|url=https://www.hoover.org/research/food-weapon|publicado=Hoover Institution|obra=Hoover Digest|título=Food as a Weapon|autor1 =}}</ref> Por volta de 1922, havia entre 4,5 milhões e 7 milhões de crianças de rua na Rússia, como resultado de quase uma década de devastações causadas pela Primeira Guerra Mundial, pela [[Guerra Civil Russa]] e pela crise de fome subsequente, entre 1920 e 1922.<ref>{{harvnb|Ball|1996|pp=16, 211}}</ref> Muitos russos antissoviéticos fugiram do país após a [[Revolução Russa de 1917]]; na década 1930, a cidade chinesa de [[Harbin]], no norte do país, recebeu cem mil russos.<ref>{{citar jornal|url=http://www.highbeam.com/doc/1G1-16051029.html |título=The Russians are coming (Russian influence in Harbin, Manchuria, China; economic relations) |obra=The Economist (US) |data=14 de janeiro de 1995 }} (via Highbeam.com)</ref> Outros milhares emigraram para a [[França]], [[Reino Unido]] e [[Estados Unidos]]. Os [[Estados Unidos]] enfrentaram um surto de inflação causado pelo aumento de gastos públicos que começaram com a entrada na guerra e se encerrou apenas em 1919.<ref>[http://www.gold-eagle.com/article/war-and-inflation War and Inflation]</ref>
 
[[Imagem:CampFunstonKS-InfluenzaHospital.jpg|miniatura|Hospital militar de emergência durante a [[pandemia]] de [[gripe espanhola]], que matou cerca de 675 mil pessoas apenas nos [[Estados Unidos]]. (Acampamento Funston, [[Kansas]], 1918)]]
O surgimento do [[nazismo]] e do [[fascismo]] incluiu um renascimento do [[Nacionalismo|espírito nacionalista]] e uma rejeição de muitas mudanças pós-guerra. Da mesma forma, a popularidade da [[Dolchstoßlegende|lenda da punhalada pelas costas]] ({{lang-de|''Dolchstoßlegende''}}) foi um testemunho do estado psicológico da Alemanha derrotada e foi uma rejeição da sua responsabilidade pelo conflito. Esta teoria conspiratória de traição tornou-se comum e a população alemã passou a se ver como vítima. A aceitação generalizada da teoria "facada pelas costas" deslegitimou o governo da [[República de Weimar]] e desestabilizou o sistema, abrindo-o para os extremos da [[Extrema-direita|direita]] e da [[Extrema-esquerda|esquerda]].<ref>{{citar web |url=http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-90742009000200033 |titulo=Mussolini e a ascensão do fascismo |data=2009 |autor=Marcos Gonçalves |editor=[[Universidade Estadual do Paraná]] |acessodata=10 de agosto de 2017}}</ref>
 
Os movimentos [[Comunismo|comunistas]] e fascistas em toda a Europa atraíram força desta teoria e gozaram de um novo nível de popularidade. Esses sentimentos foram mais pronunciados em áreas diretamente ou severamente afetadas pela guerra. [[Adolf Hitler]] conseguiu ganhar popularidade utilizando o descontentamento alemão com o ainda controverso [[Tratado de Versalhes]].<ref>{{citation|url=http://www.bbc.co.uk/history/worldwars/wwone/war_end_01.shtml|publicado=BBC|título=The Ending of World War One, and the Legacy of Peace|primeiro =Martin|último =Kitchen}}</ref> A [[Segunda Guerra Mundial]] foi em parte uma continuação da luta de poder que não foi totalmente resolvida pela Primeira Guerra Mundial. Além disso, era comum aos alemães na década de 1930 justificar atos de agressão devido a injustiças percebidas impostas pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial.<ref>{{citation|url=http://www.britannica.com/eb/article-9110199/World-War-II|arquivourl=https://web.archive.org/web/20080624163832/http://www.britannica.com/eb/article-9110199/World-War-II#53532.toc|arquivodata=24 de junho de 2008|título=World War II|obra=Britannica Online Encyclopedia|acessodata=12 de novembro de 2009|publicado=[[Encyclopædia Britannica, Inc]]|urlmorta= sim|df=}}</ref><ref>{{citation|último =Baker|primeiro =Kevin|url=http://www.harpers.org/StabbedInTheBack.html|título=Stabbed in the Back! The past and future of a right-wing myth|periodical=Harper's Magazine|data=Junho de 2006|arquivourl=https://web.archive.org/web/20060715174503/http://www.harpers.org/StabbedInTheBack.html|arquivodata=15 de julho de 2006|urlmorta= sim|df=}}</ref>{{sfn |Chickering |2004}} O historiador estadunidense William Rubinstein diz:
 
<blockquote>
[[Imagem:Bundesarchiv_DVM_10_Bild-23-61-15,_Panzerkreuzer_"SMS_Goeben".jpg|thumb|[[SMS Goeben|SMS ''Goeben'']] do [[Império Otomano]]]]
 
A Primeira Guerra Mundial começou como um choque entre a tecnologia do século {{séc|XX}} e táticas do século {{séc|XIX}}, com fatais e inevitáveis ​ consequências​consequências. No final de 1917, no entanto, os principais exércitos, que agora contavam com milhões de homens, se modernizaram e usavam telefones, [[comunicações sem fio]],{{sfn |Hartcup |1988 |p=154}} [[Carro blindado|carros blindados]], [[Carro de combate|tanques]] e [[aeronave]]s.{{sfn |Hartcup |1988 |pp=82–86}}
 
A [[artilharia]] também sofreu uma revolução. Em 1914, [[canhões]] foram posicionados na linha da frente e disparados diretamente em seus alvos. Em 1917, o ataque indireto com armas (bem como [[morteiro]]s e até [[metralhadora]]s) era comum, usando novas técnicas para detectar e variar, principalmente aeronaves e o [[telefone de campanha]], muitas vezes esquecido.<ref>Sterling, Christopher H.; Military Communications: From Ancient Times to the 21st Century (2008). Santa Barbara: ABC-CLIO. {{ISBN|978-1-85109-732-6}} p. 444.</ref>
[[Imagem:Hromadná poprava srbského obyvatelstva.jpg|thumb|Soldados [[austro-húngaros]] executam homens e mulheres na [[Sérvia]], 1916.<ref>{{citar livro|último1 =Honzík|primeiro1 =Miroslav|último2 =Honzíková|primeiro2 =Hana|título=1914/1918, Léta zkázy a naděje|ano=1984|publicado=Panorama|local=Czech Republic}}</ref>]]
 
A [[limpeza étnica]] da população [[Armênios|armênia]], incluindo [[deportações]] e [[execuções em massa]], durante os últimos anos do [[Império Otomano]] é considerada [[Genocídio armênio|um genocídio]].<ref name="IAGSletter">{{citar web|url=http://www.genocidewatch.org/TurkishPMIAGSOpenLetterreArmenia6-13-05.htm|arquivourl=https://web.archive.org/web/20071006024502/http://www.genocidewatch.org/TurkishPMIAGSOpenLetterreArmenia6-13-05.htm|arquivodata=6 de outubro de 2007|autor =[[International Association of Genocide Scholars]]|título=Open Letter to the Prime Minister of Turkey Recep Tayyip Erdoğan|data=13 de junho de 2005|publicado=[[Genocide Watch]] (via archive.org)|urlmorta= sim|df=}}</ref> Os otomanos levaram a cabo massacres organizados e sistemáticos da população armênia no início da guerra e retrataram atos deliberadamente provocados da resistência armênia como rebeliões para justificar o extermínio.<ref name=leverkun>{{citar livro|último =Vartparonian|primeiro =Paul Leverkuehn|others=translated by Alasdair Lean; with a preface by Jorge and a historical introduction by Hilmar|título=A German officer during the Armenian genocide: a biography of Max von Scheubner-Richter|ano=2008|publicado=Taderon Press for the Gomidas Institute|local=London|isbn=1-903656-81-8|url=https://books.google.com/books?id=_hItAQAAIAAJ&q|autor2 =Kaiser}}</ref> No início de 1915, vários armênios se ofereceram para se juntar às forças russas e o governo otomano usou isto como pretexto para emitir a Lei Tehcir (Lei sobre a deportação), que autorizou a deportação de armênios das províncias orientais do Império para a [[Síria]] entre 1915 e 1918. Os armênios foram intencionalmente [[Marcha da Morte|marchados para a morte]] e vários foram atacados por bandidos otomanos.{{sfn |Ferguson |2006 |p=177}} Apesar do número exato de mortes é desconhecido, a [[Associação Internacional de Estudiosos de Genocídio]] estimou 1,5 milhões.<ref name="IAGSletter"/><ref>{{citar web|url=http://www.genocidescholars.org/sites/default/files/document%09%5Bcurrent-page%3A1%5D/documents/US%20Congress_%20Armenian%20Resolution.pdf|título=International Association Of Genocide Scholars|formato=PDF|acessodata=12 de março de 2013}}</ref> O governo da [[Turquia]] negou consistentemente o genocídio, argumentando que aqueles que morreram foram vítimas de combates inter-étnicos, fomes ou doenças durante a Primeira Guerra Mundial; essas reivindicações são rejeitadas pela maioria dos historiadores.{{sfn |Fromkin |1989 |pp=212–215}} Outros grupos étnicos foram igualmente atacados pelo Império Otomano durante esse período, incluindo [[Genocídio assírio|assírios]] e [[Genocídio grego|gregos]], e alguns estudiosos consideram que esses eventos fazem parte da mesma política de extermínio.<ref>{{citar web|autor =International Association of Genocide Scholars|formato=PDF|url=http://www.genocidescholars.org/images/Resolution_on_genocides_committed_by_the_Ottoman_Empire.pdf|arquivourl=https://web.archive.org/web/20080422005726/http://genocidescholars.org/images/Resolution_on_genocides_committed_by_the_Ottoman_Empire.pdf|arquivodata=22 de abril de 2008|urlmorta= sim|título=Resolution on genocides committed by the Ottoman empire|df=}}</ref><ref>{{citar livro|último =Gaunt|primeiro =David|url={{google books|plainurl=y|id=4mug9LrpLKcC}} |título=Massacres, Resistance, Protectors: Muslim-Christian Relations in Eastern Anatolia during World War I |local=Piscataway, New Jersey |publicado=Gorgias Press |ano=2006}}{{Falta página|{{subst:DATE}}}}</ref><ref>{{Citation|doi=10.1080/14623520801950820|último1 =Schaller|primeiro1 =Dominik J|último2 =Zimmerer|primeiro2 =Jürgen|ano=2008|título=Late Ottoman genocides: the dissolution of the Ottoman Empire and Young Turkish population and extermination policies&nbsp;– introduction|periódico=Journal of Genocide Research|volume=10|número=1|páginas=7–14|postscript=.}}</ref>
 
No [[Império Russo]], muitos ''[[pogroms]]'' acompanharam a [[Revolução Russa de 1917]] e a [[Guerra Civil Russa]] que se seguiu. Entre sessenta e duzentos mil [[judeus]] civis foram mortos nas atrocidades ao longo do antigo Império Russo (principalmente na [[zona de assentamento judeu na Rússia]] na atual [[Ucrânia]]).<ref>{{citation|url=https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/judaica/ejud_0002_0016_0_15895.html|título=Pogroms|obra=[[Encyclopaedia Judaica]]|publicado=Jewish Virtual Library|acessodata=17 de novembro de 2009}}</ref>
* {{Link|en|2=http://news.bbc.co.uk/1/hi/special_report/1998/10/98/world_war_i/198172.stm|3=A guerra para acabar com todas as guerras no site da BBC}}
* {{Link|en|2=http://www.greatwar.nl/|3="The Heritage of the Great War"}}
* {{Link|en|2=http://www.genealogybuff.com/il/il-ww1-casualties.htm|3=GenealogyBuff.com - Dados sobre as baixas do Exército AméricanoAmericano}}
* {{Link|en|2=http://www.1914-1918.net/|3=O Exército Britânico na Guerra}}
* {{Link|en|2=http://reference.allrefer.com/encyclopedia/W/WW1.html|3=Primeira Guerra Mundial, guerras e batalhas}}