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Alterações

A forma oficial e dominante do [[islamismo sunita]] na Arábia Saudita é conhecida como [[uaabismo]] (sendo que alguns consideram este termo pejorativo, preferindo o uso do termo [[salafismo]]<ref>{{citar web | url=http://www.dailystar.com.lb/article.asp?edition_id=10&categ_id=4&article_id=121904#axzz17dQMsZEu | título= The Daily Star | publicado=www.dailystar.com.lb }} Lamine Chikhi. 27 11 2010.</ref>). Fundado na Península Arábica por [[Maomé ibne Abdal Uaabe]] no {{séc|XVIII}}, esse movimento é muitas vezes descrito como "puritano", "intolerante" ou "ultra-conservador". Entretanto, os proponentes consideram que seus ensinamentos procuram purificar a prática do islamismo de quaisquer inovações ou práticas que se desviam dos ensinamentos do profeta [[Maomé]] e de seus seguidores do {{séc|VII}}.<ref>{{citar web | url=http://www.fas.org/sgp/crs/misc/RS21695.pdf | título= 'The Islamic Traditions of Wahhabism and Salafiyya' | publicado=www.fas.org }}, US Congressional Research Service Report, 2008, by Christopher M. Blanchard available from the Federation of American Scientists website</ref> Os muçulmanos xiitas enfrentam perseguição no emprego e em cerimônias religiosas.<ref>Islamic Political Culture, Democracy, and Human Rights: A Comparative Study, p 93 Daniel E. Price - 1999</ref>
 
Em 2010, o [[Departamento de Estado dos Estados Unidos|Departamento de Estado]] dos [[Estados Unidos]] afirmou que na Arábia Saudita "a [[liberdade de religião]] não é reconhecida ou protegida sob a lei e é severamente restrita na prática" e que "as políticas do governo continuam a colocar graves restrições à liberdade religiosa" no país.<ref name=irf2010>{{citar web|url=http://www.state.gov/g/drl/rls/irf/2010/148843.htm |título=Saudi Arabia: International Religious Freedom Report 2010 |publicado=[[Departamento de Estado dos Estados Unidos]] |data=17 de novembro de 2010 |acessodata=27 de julho de 2011}}</ref> Nenhuma outra [[religião]] que não seja o islamismo pode ser praticada, embora haja cerca de um milhão de [[Cristianismo|cristãos]] no país, quase todos trabalhadores estrangeiros.<ref name= Times>{{citar jornal|título=Saudi Arabia extends hand of friendship to Pope |url=http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/europe/article3571835.ece |jornal=The Times |data=17 de março de 2008 |acessodata=27 de julho de 2011 |local=Londres |primeiro =Richard |último =Owen}}</ref> Na Arábia Saudita igrejas ou outros templos não-muçulmanos são proibidos.<ref name=irf2010/> Mesmo a realização de orações de forma privada é proibida na prática e a polícia religiosa saudita supostamente investiga regularmente as casas de cristãos.<ref name= Times/> Os trabalhadores estrangeiros temtêm que comemorar o [[Ramadã]], mas não estão autorizados a celebrar o [[Natal]] ou a [[Páscoa]].<ref name= Times/> A conversão por muçulmanos para outra religião ([[apostasia]]) é punida com a [[pena de morte]], embora não tenha havido relatos confirmados de execuções por apostasia nos últimos anos.<ref name=irf2010/> O [[proselitismo]] religioso por não-muçulmanos é ilegal<ref name=irf2010/> e o último sacerdote cristão foi expulso da Arábia Saudita em 1985.<ref name= Times/> De acordo com a ''[[Human Rights Watch]]'', a minoria xiita do país sofre discriminação sistemática do governo saudita na educação, no sistema judiciário e em suas liberdades, especialmente a religiosa.<ref>{{citar livro|título=Denied dignity: systematic discrimination and hostility toward Saudi Shia citizens |último =Human Rights Watch |ano=2009 |isbn=1-56432-535-0 |página=1}}</ref> Várias restrições são impostas para a celebração pública de festas xiitas, como o ''[[Ashura]]''.<ref>{{citar livro|título=Denied dignity: systematic discrimination and hostility toward Saudi Shia citizens |último =Human Rights Watch |ano=2009 |isbn=1-56432-535-0 |páginas=2, 8–10}}</ref>
 
A Arábia Saudita financia a construção de mesquitas por todo o mundo ocidental, (incluido Portugal <ref>{{citar web|url=https://www.publico.pt/2016/06/05/sociedade/noticia/forcas-de-seguranca-acreditam-que-dinheiro-publico-para-as-mesquitas-ajuda-a-integracao-1734016|titulo=Polícias crêem que dinheiro público para as mesquitas ajuda à integração|data=5 de Junho de 2016|publicado=Público|ultimo=Ribeiro|primeiro=Nuno}}</ref> ) que espalham a sua versão do Islão, e ofereceu-se para construir 200 mesquitas na Alemanha para os refugiados sírios, apesar de se recusar a recebê-los no seu território. Financia também com generosas quantias muitas universidades no mundo ocidental. Segundo os relatos do jornalista [[Stephen Pollard]], só entre 1995 e 2008, oito universidades britânicas - Oxford, Cambridge, Durham, University College London, a London School of Economics, Exeter, Dundee and City – aceitaram mais de 233 milhões de libras de governantes sauditas e outros do Médio Oriente . Uma grande parte dessas verbas foi para centros de estudos islâmicos, como o [[Oxford Centre for Islamic Studies]] que recebeu 75 milhões. <ref>{{citar web|url=https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/africaandindianocean/libya/8360103/Libya-and-the-LSE-Large-Arab-gifts-to-universities-lead-to-hostile-teaching.html|titulo=Libya and the LSE: Large Arab gifts to universities lead to 'hostile' teaching - The LSE is not the only university that has reason to feel ashamed, writes Stephen Pollard.|data=3 de Março de 2011|acessodata=|publicado=The Telegraph|ultimo=Pollard|primeiro=Stephen}}</ref> Em Dezembro de 2015, Sigmar Gabriel, vice-chanceler alemão, acusou os sauditas de financiarem o extremismo islâmico no Ocidente <ref>{{citar web|url=http://www.independent.co.uk/news/world/europe/saudi-arabia-funding-islamic-extremism-west-german-vice-chancellor-sigmar-gabriel-a6763366.html|titulo=Saudi Arabia 'funding Islamic extremism in the West', German vice-chancellor Sigmar Gabriel claims|data=7 de Dezembro de 2015|publicado=The Independent|ultimo=Henderson|primeiro=Emma}}</ref> .