Diferenças entre edições de "Henrique Capriles Radonski"

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'''Henrique Capriles Radonski''' ([[Caracas]], [[11 de julho]] de [[1972]]) é um [[político]] e [[advogado]] [[Venezuela|venezuelanovenezuela]]no, membro e fundador do partido [[Primero Justicia]]. Ex-prefeito do município de [[Baruta]] entre [[2000]] e [[2008]], elegeu-se governador do Estado de [[Miranda (estado)|Miranda]], com mandato entre [[2008]] e [[2012]], tendo sido reeleito para o quadriênio [[2013]] e [[2017]].
 
Em [[2012]], deixou o cargo de governador para concorrer na [[Eleição presidencial da Venezuela em 2012|eleição presidencial]] de [[07 de outubro]] daquele mesmo ano, tendo recebido 44,55% dos votos ante 54,84% para o vencedor, o então presidente [[Hugo Chávez]].<ref>[http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,capriles-e-eleito-candidato-da-oposicao-para-enfrentar-chavez-em-outubro,835014,0.htm Capriles é eleito candidato da oposição para enfrentar Chávez em outubro] - O Estado de S.Paulo, 13 de fevereiro de 2012</ref><ref>[http://oglobo.globo.com/mundo/reeleito-chavez-convida-oposicao-trabalhar-junto-6326961 O Globo. Reeleito, Chavez convida oposicao trabalhar junto] - O Globo, 08 de outubro de 2012</ref>
Nascido em [[11 de julho]] de [[1972]], Capriles tem uma família [[judaica]] - o pai, Henrique Capriles Garcia, é descendente de uma família de [[judeus sefarditas]] de [[Curaçao]], enquanto a mãe, Mônica Cristina Radonski Bochenek, descende de uma família judaica [[russos|russo]]-[[poloneses|polonesa]] sobrevivente do [[Holocausto]] {{carece de fontes|data=abril de 2017}} -, que se consolidou como uma das mais poderosas da aristocracia [[Caracas|caraquenha]], estando a frente de empreendimentos na [[indústria]] de [[entretenimento]]. Sua família, juntamente com outras organizações de oposição tem o controle de 90% do público venezuelano de rádio, imprensa e televisão<ref name="CAPRILES/2012/O-PUBLICO-PORTUGAL">[http://www.publico.pt/mundo/noticia/duelo-na-venezuela-capriles-vs-chavez-1565480 Capriles, o rosto da nova oposição] - O Público, 02 de outubro de 2012</ref><ref name="CAPRILES/2012/EL-PUBLICO-ESPANA">{{es icon}}[http://www.publico.es/internacional/443357/henrique-capriles-el-abogado-que-pretende-ser-el-nuevo-lula Henrique Capriles, el abogado que pretende ser el nuevo Lula] - El Publico, 06 de outubro de 2012</ref><ref>http://eleconomista.com.mx/internacional/2013/06/03/cadena-capriles-vende-consorcio-medios-venezuela</ref>
 
Apesar da origem judaica, Capriles é [[Igreja Católica|católico]] praticante, tendo até integrado a seção venezuelana da organização [[católica]] [[Tradição, Família e Propriedade]] na [[década de 1980]].<ref name="CAPRILES/2012/GUARDIAN">{{en icon}}[http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2012/sep/16/high-stakes-venezuela-election-capriles-chavez High stakes in Venezuelan election] - Guardian, 16 de setembro de 2012</ref> Ainda naquela década, ele concluiria seus estudos básicos nos Institutos Educacionales Asociados El Peñón (IEA). Mais tarde, ingressaria no [[direito]] na [[Universidade Católica Andrés Bello]], onde obteve o título de [[advogado]] em [[1994]] e uma especialização em [[direito econômico]], {{carece de fontes|data=abril de 2017}} na mesma universidade, em [[1997]].<ref name="CAPRILES/2012/O-PUBLICO-PORTUGAL"/> Também iniciou os estudos de pós-graduação em legislação fiscal na [[Universidade Central da Venezuela]].<ref>{{citacitar web|título=Sobre el Politico|url=http://www.eleccionesvenezuela.com/politico-henrique-capriles-radonski-3.html|fechaaccesoacessodata=8 de outubro de 2012|obra=eleccionesvenezuela.com}}</ref>
 
Foi membro da Associação Mundial de Jovens Advogados e do Conselho Fiscal da Câmara Americana de Comércio e Indústria da Venezuela (Venamcham), e trabalhou nos escritórios de advocacia Nevett & Mezquita Abogados e Hoet, Peláez, Castillo & Duque, além de atuar nos negócios familiares, especialmente nas empresas da família materna, Radonski Bochenek.<ref>{{es icon}}{{citacitar web |autor = |añoano = 2004 |url = http://web.archive.org/web/20070202055749/http://www.baruta.gov.ve/gerente.asp?id_gerencia=3|título =Henrique Capriles Radonski| editor = baruta.gov.ve |fechaaccesoacessodata = 14 de outubro de 2011}}</ref><ref>{{es icon}}{{citacitar web |autor = |añoano = 2007 |url = http://classic-web.archive.org/web/20070202055749/http://www.baruta.gov.ve/gerente.asp?id_gerencia=3|título =Página de la Alcaldía de Baruta| editor = baruta.gov.ve |fechaaccesoacessodata = 14 de outubro de 2011}}</ref>
 
==Carreira política==
Capriles Radonski começou sua carreira na [[política]] pelo [[Centro-direita|partido de direita]] [[Comitê de Organização Política Eleitoral Independente|Copei]]. Em [[1998]], se candidatou à deputado federal pelo estado de [[Zulia]] nas eleições parlamentares daquele ano. Eleito, foi nomeado presidente da Câmara dos Deputados, apesar de sua inexperiência política, convertendo-se no deputado mais jovem a dirigi-la, mas deixou o cargo após a dissolução do Congresso venezuelano pela Assembleia Constituinte Nacional em [[1999]].<ref name="CAPRILES/2012/O-PUBLICO-PORTUGAL">[http://www.publico.pt/mundo/noticia/duelo-na-venezuela-capriles-vs-chavez-1565480 Capriles, o rosto da nova oposição] - O Público, 02 de outubro de 2012</ref><ref name=CaprilesCruises>{{en icon}}{{citar jornal|publicado= CNN |acessodata=8 de maio de 2012 |url= http://www.cnn.com/2012/02/12/world/americas/venezuela-primary-analysis/index.html |título= Capriles cruises to victory in Venezuela's primary election |data=13 de fevereiro de 2012}}</ref> Em [[2000]], ao lado do conservador [[Leopoldo López]], fundou o partido [[Primero Justicia]]. Já naquele ano, disputou as eleições municipais de [[Baruta]], um dos redutos da classe média-alta e alta da [[Distrito Capital (Venezuela)|Região metropolitana]] de [[Caracas]], tendo sido eleito prefeito com 60% dos votos.<ref name="CAPRILES/2012/O-PUBLICO-PORTUGAL"/><ref name=AsiEs>{{es icon}} {{citar web|url=http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2012/02/120213_venezuela_perfil_capriles_primarias_oposicion_jp.shtml |título= Así es Capriles Radonski, el hombre que espera derrotar a Hugo Chávez |publicado= BBC Mundo |data=13 de fevereiro de 2012 |acessodata=15 de fevereiro de 2012 |autor = Paullier, Juan}}</ref>
 
Ainda em [[2000]], Capriles se aproximou-se do International Republican Institute (IRI), organização vinculada ao [[Partido Republicano (Estados Unidos)|Partido Republicano]] dos [[Estados Unidos]].<ref>{{en icon}}[http://english.ruvr.ru/2013_03_14/Did-Henrique-Capriles-have-a-falling-out-with-his-US-handlers/ Did Henrique Capriles have a falling out with his US handlers?] - Radio The Voice of Russia, 14 de março de 2013</ref> Desde então, passou a ser conhecido como um dos principais opositores do governo venezuelano. Em [[2002]], Capriles Radonski participou ativamente do [[Golpe de Estado na Venezuela de 2002|Golpe de Estado]] contra o presidente [[Hugo Chávez]]. Acusado de ter se omitido quando partidários anti-Chávez invadiram a embaixada de Cuba, em Baruta, e espancaram Ramón Rodríguez Chacín, então Ministro do Interior e Justiça,<ref name="CAPRILES/2012/O-PUBLICO-PORTUGAL"/><ref>{{es icon}} [http://www.telesurtv.net/articulos/2012/04/12/ex-embajador-de-cuba-en-venezuela-capriles-violo-leyes-internacionales Ex embajador de Cuba en Venezuela: Capriles violó leyes internacionales] - TeleSur, 12 de abril de 2012</ref><ref name="APO"> {{es icon}}{{citacitar web |url=http://www.aporrea.org/imprime/n81195.html|título=Embajador Germán Sánchez Otero: “Querían incendiar la embajada”|fechaaccesoacessodata=16 de marzomarço de 2009 |idioma=españoles|editorialeditora=Aporrea/Diario Panorama}}</ref> foi preso por quatro meses, de forma preventiva por escapar à justiça, e julgado em [[2004]], absolvido em [[2006]], em novembro de 2008, o processo foi reaberto e permanece em curso.<ref>{{es icon}} {{citacitar web |url=http://www.eluniversal.com/2008/10/17/pol_ava_reabren-juicio-a-cap_17A2075169.shtml|título=Reabren juicio a Capriles Radonski por hechos de la embajada de Cuba|fechaaccesoacessodata=16 de marzomarço de 2009 |idioma=españoles|editorialeditora=El Nacional}}</ref> Em [[2004]], seria reeleito com quase 80% dos votos.
 
Em [[2008]], disputou as eleições para o governo do estado de [[Miranda (estado)|Miranda]], tendo derrotado o candidato [[Diosdado Cabello]]. Em [[2012]], Capriles Radonski conquistaria um novo mandato, após derrotar o candidato [[Elías Jaua]] .Após ter anunciado sua intenção de participar nas eleições primárias da [[Mesa da Unidade Democrática]] em [[12 de fevereiro]] de [[2012]], que definiria o candidato presidencial que enfrentaria Hugo Chávez nas [[Eleição presidencial da Venezuela em 2012|eleições presidenciais de outubro daquele ano]], Capriles Radonski superou o concorrente [[Pablo Perez]] para se tornar o candidato da oposição venezuelana.<ref>[http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-11/partidos-de-oposicao-na-venezuela-se-reunem-para-definir-candidato-contra-chavez Partidos de oposição na Venezuela se reúnem para definir candidato contra Chávez] - Agência Brasil, 11 de fevereiro de 2012</ref><ref>[http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120213_venezuela_radonski_cj_pu.shtml Candidato único da oposição quer despolitizar disputa com Chávez, dizem analistas] - BBC Brasil, 13 de fevereiro de 2012</ref> No pleito presidencial para o presidente da [[República Bolivariana da Venezuela]] de [[7 de outubro]] de 2012, Capriles saiu derrotado por Hugo Chávez, por mais de 10% percentuais (44% a 55%) dos votos. Apesar da derrota, foi a votação mais expressiva que a oposição a Chávez recebeu em quatro eleições presidenciais.<ref>[http://www.dnoticias.pt/actualidade/mundo/348340-capriles-aceita-derrota-e-felicita-chavez-pela-vitoria Capriles Radonski aceita derrota e felicita Hugo Chávez pela vitória eleitoral] - Diário de Notícias, 8 de Outubro 2012</ref>
Em 14 de abril de 2013, [[Nicolás Maduro]] foi eleito com 50,66% dos votos contra 49,07% de Capriles – uma diferença de cerca de 300 mil votos numa eleição com cerca de 19 milhões de eleitores registrados.<ref>{{citar web|url=http://edition.cnn.com/2013/04/14/world/americas/venezuela-elections/index.html?hpt=hp_t1|titulo=Official: Maduro wins Venezuelan presidency|publicado=CNN|acessodata=15/04/2013}}</ref> A participação eleitoral foi de 78,71%.<ref>{{citar web|url=http://oglobo.globo.com/mundo/nicolas-maduro-o-novo-presidente-da-venezuela-8114456|titulo=Nicolás Maduro é o novo presidente da Venezuela |publicado=O Globo|acessodata=15/04/2013}}</ref>
 
Em maio de 2013 o advogado de Antonio Molina solicitou uma investigação contra Henrique Capriles promover atos de violência no país a partir de 14-A. Durante um contato informativo com Venezolana de Televisión, Capriles chamados apoiantes para tomar ações qualificadas de criminosos no país e resultou em 8 mortes e danos à propriedade pública. Nesse dia apoiantes da oposição queimaram Diagnóstico Centers (CDI), a sede do Produtor Alimentos e Distribuidor (Pdval), também vários escritórios do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV ).<ref>http://www.correodelorinoco.gob.ve/investigacion/consignan-ante-mp-denuncias-contra-capriles-por-hechos-violentos/</ref> Capriles e outros líderes da direita venezuelana foram acusados ​​de "homicídio qualificado, crime frustrado realizado de conspiração, desobediência contra as leis e danos à propriedade pública."<ref>http://www.vtv.gob.ve/articulos/2013/04/18/familiares-de-victimas-denuncian-a-capriles-por-desatar-violencia-fascistas-ante-fiscalia-6008.html</ref><ref>http://noticias.terra.com.ar/internacionales/comision-parlamentaria-recabara-pruebas-contra-capriles-en-toda-venezuela,f9047a7af4d4e310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html</ref>
 
Atualmente investigado pela justiça colombiana, mas, em 2012, o advogado Aurelio Jimenez Callejas apresentado aos encargos judiciais colombianas contra o candidato presidencial venezuelano Henrique Capriles, sob a acusação de "minar a integridade nacional, conspiração e obstrução da justiça "na Colômbia.<ref>http://jmalvarezblog.blogspot.com.ar/2013/05/abren-proceso-judicial-capriles-en.html</ref>
 
Nas eleições regionais de de 16 de dezembro de 2012, Capriles foi reconduzido ao cargo de governador do estado de [[Miranda]] com apertado resultado de 51,86% dos votos, vencendo por uma pequena diferença percentual o ex-vice presidente venezuelano [[Elías Jaua]], que reconheceu a derrota para Capriles. Analistas, entre os quais, a jornalista e escritora [[Stella Calloni]]<ref>Stella Calloni: '''Maduro não venceu só Capriles, mas os EUA''' [http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=7&id_noticia=211804]. Vermelho.org. Página visitada em 24/04/2013.</ref> e [[Salim Lamrani]], doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da [[Universidade de Paris-Sorbonne|Universidade Sorbonne]] apontam críticas ao comportamento de Capriles após a eleição presidencial de 14 de abril de 2013.
{{quote2|''Capriles, que não deixou de acusar de parcial o Conselho Nacional Eleitoral durante a campanha presidencial, tinha-se mostrado muito mais indulgente em relação ao órgão durante as eleições regionais de 16 de dezembro de 2012. Existia uma razão para isso: o CNE o declarou vencedor no Estado de Miranda e ele celebrou a decisão. Depois do resultado apertado de 14 de abril de 2013 – 213.473 votos de diferença a favor de Maduro (50,75%) -, Capriles repudiou o sufrágio popular. Não obstante, durante sua eleição como governador (51,86%), a diferença com seu opositor de esquerda Elías Jaua foi de apenas 45.111 votos de um total de mais de dois milhões. No entanto, Jaua aceitou sua derrota<ref>'''O jogo perigoso de Henrique Capriles e da oposição venezuelana''' [http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/28415/o+jogo+perigoso+de+henrique+capriles+e+da+oposicao+venezuelana.shtml '''O jogo perigoso de Henrique Capriles e da oposição venezuelana''']</ref>.''|Salim Lamrani, jornalista, professor e Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Sorbonne-Paris IV}}
 
{{Referências|col=3}}
 
{{esboço-político}}
{{controlo de autoria}}
 
{{Portal3|Venezuela}}
 
{{DEFAULTSORT:Capriles}}
[[Categoria:Católicos da Venezuela]]