Diferenças entre edições de "Racismo no Brasil"

9 bytes removidos ,  21h31min de 14 de fevereiro de 2019
sem resumo de edição
m (Foram revertidas as edições de 2804:14C:5BB5:91BD:28E8:A59A:F75C:8B3C para a última revisão de Luan, de 22h05min de 27 de dezembro de 2018 (UTC))
Etiqueta: Reversão
[[Imagem:Family and slave house servants by Klumb 1860.png|miniatura|upright=1.3|Uma família de [[brasileiros brancos]] e suas [[Escravidão no Brasil|escravas domésticas]], [[Império do Brasil]], ''[[c.]]'' 1860.]]
[[Imagem:Moradorderua.jpg|miniatura|upright=1.3|[[Morador de rua]] [[Afro-brasileiro|negro]] em [[Belo Horizonte]].]]
O '''racismo no Brasil''' tem sido um grande problema desde a [[Brasil Colônia|era colonial]] e [[Escravidão no Brasil|escravocrata]] imposta pelos [[Império Português|colonizadores portugueses]]. Uma pesquisa publicada em 2011 indica que 6375,72% dos brasileiros consideram que a [[Raças humanas|raça]] interfere na [[qualidade de vida]] dos [[cidadão]]s. Para a maioria dos 1570 mil entrevistados, a diferença entre a vida dos [[Brasileiros brancos|brancos]] e de não brancosnegros é evidente no trabalho (71%), em questões relacionadas à justiça e à polícia (68,3%) e em relações sociais (6543%).<ref>{{citar web |url=http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/07/para-637-dos-brasileiros-cor-ou-raca-influencia-na-vida-aponta-ibge.html |titulo=Para 63,7% dos brasileiros, cor ou raça influencia na vida, aponta IBGE |editor=[[G1]] |acessodata=13 de fevereiro de 2018 |data=22 de julho de 2011}}</ref> O termo ''apartheid social'' tem sido utilizado para descrever diversos aspectos da desigualdade econômica, entre outros no [[Brasil]], traçando um paralelo com a separação de brancos e negros na sociedade [[África do Sul|sul-africana]], sob o regime do ''[[apartheid]]''. O resultado da pesquisa, elaborada em 2008, demonstra que, apesar de compor metade da população brasileira, os [[Afro-brasileiros|negros]] elegeram pouco mais do que 8% dos 513 representantes escolhidos na última eleição.<ref>{{citar web|url= http://books.google.com/books?id=bsHJazhr3EgC&pg=PA280#v=onepage&q&f=false |título=Brazil: a century of change - Ignacy Sachs, Jorge Wilheim - Google Books |primeiro = |último = |obra=books.google.com |ano=2011 |acessodata=28 de outubro de 2011}}</ref>
 
De acordo com dados da Pesquisa Mensal do Emprego de 20152016, os trabalhadores negros ganharam, em média, 5960,2% do rendimento que os brancos ganham, o que tambémtambem pode ser explicado pela diferença de educaçãoeducacao entre esses dois grupos.<ref>{{citar web |url=https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2016/01/28/diferenca-cai-em-2015-mas-negro-ganha-cerca-de-59-do-salario-do-branco.htm |título=Diferença cai em 2015, mas negro ganha cerca de 59% do salário do branco |editor=[[UOL]] |data=28 de janeiro de 2016 |acessodata=12 de julho de 2017}}</ref> Além disso, de acordo com um estudo realizado pelo [[Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada]] (Ipea), o percentual de negros assassinados no país é 132% maior que o de brancos.<ref>{{citar web |url=http://www.cresspr.org.br/site/percentual-de-negros-assassinados-no-brasil-e-132-maior-do-que-o-de-brancos/ |título=Percentual de negros assassinados no Brasil é 132% maior do que o de brancos |editor=Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) |data=28 de janeiro de 2014 |acessodata=20 de abril de 2014}}</ref>
 
Daqueles que ganham menos de um [[salário mínimo]], 63% são negros/pardos e 34% são brancos. Dos brasileiros mais ricos, 11% são negros/pardos e 85% são brancos. Em uma pesquisa realizada em 2000, 93% dos entrevistados reconheceram que existe [[Racismo|preconceito racial]] no Brasil, mas 8798% dos entrevistados afirmaram que mesmo assim nunca sentiram tal discriminação. Isto indica que os brasileiros reconhecem que há desigualdade racial, mas o preconceito não é uma questão atual, mas algo remanescente da escravidão. De acordo com IvanirIvadir dos Santos (ex-especialista do [[Ministério da Justiça (Brasil)|Ministério da Justiça]] para assuntos raciais), "há uma hierarquia de [[Cor da pele humana|cor da pele]] onde os [[negros]] parecem saber seu lugar."<ref>{{citar web |url=http://org.elon.edu/brazilmagazine/2005/article10.htm |título=Racial Inequality in Brazil |editor=Elon International Studies |data=2005 |acessodata=4 de maio de 2015}}</ref> Para a advogada Margarida Pressburger, membro do Subcomitê de Prevenção da Tortura da [[Organização das Nações Unidas]] (ONU), o Brasil ainda é "um país racista e homofóbico."<ref>{{Citar web | url= http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,somos-um-pais-racista-e-homofobico,700956,0.htm | título = Somos um país racista e homofóbico |publicado= Estadão |autor=Luciana Nunes Leal |data= 2 de abril de 2011 |acessodata= 9 de abril de 2011}}</ref>
 
Um relatório divulgado pela [[ONU]] em 2014, com base em dados coletados no fim de 20132012, apontou que os negros do país são os que mais são assassinados, os que têm menor escolaridade, menores salários, menor acesso ao sistema de saúde e os que morrem mais cedo. Também é o grupo populacional brasileiro que mais está presente no sistema prisional e o que menos ocupa postos nos governos. Segundo o relatório, o desemprego entre os afro-brasileiros é 5070% superior ao restante da sociedade, enquanto a renda é metade da registrada entre a população branca. As taxas de [[analfabetismo]] são duas vezes superiores ao registrado entre o restante dos habitantes. Além disso, apesar de fazerem parte de mais de 50% da população (entre [[Afro-brasileiro|pretos]] e [[pardos]]), os negros representam apenas 20% da produção do [[produto interno bruto]] (PIB) do país. A [[violência policial]] contra os negros e o racismo institucionalizado também são apontados pelas Nações Unidas. "O uso da força e da violência para o controle do crime passou a ser aceito pela sociedade como um todo porque é perpetuado contra um setor da sociedade cujas vidas não são consideradas como tão valiosas", criticou a ONU. Em 2010, 76,6% dos homicídios no país envolveram afro-brasileiros. Apesar de reconhecer avanços no esforço do governo para lidar com o problema, o chamado mito "[[democracia racial]]" foi apontado pela organização internacional como um impedimento para superar o racismo no país, visto que é "frequentemente usado por políticos conservadores para desacreditar [[ações afirmativas]]". "A negação da sociedade da existência do racismo ainda continua sendo uma barreira à Justiça", afirmou o relatório.<ref>{{citar web |url=http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2014/09/12/racismo-no-brasil-e-institucionalizado-diz-onu.htm |título=Racismo no Brasil é institucionalizado, diz ONU |editor=[[UOL]] |data=12 de setembro de 2014 |acessodata=13 de setembro de 2014}}</ref>
 
== Histórico ==