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'''Presidente da República''' é o [[chefe de Estado]] e de [[Chefe de governo|governo]] da [[Brasil|República Federativa do Brasil]]. O regime constitucional brasileiro optou pelo [[presidencialismo]]. O presidente da República escolhe livremente seus auxiliares diretos, os [[Ministro de Estado|ministros de Estado]], sem haver nenhuma interferência por parte do [[parlamento]], que no caso brasileiro, é o [[Congresso Nacional do Brasil|Congresso Nacional]]. De acordo com a revista [[Estados Unidos|estadunidense]] ''[[Newsweek]]'', o ocupante do cargo é considerado como a pessoa mais poderosa da [[América Latina]], devido ao status de [[potência regional]] do Brasil.<ref>{{Citar web |url=http://www.extramirchi.com/general/newsweek-50-most-powerful-people-in-the-world |título=Newsweek – 50 Most Powerful People in the World |língua=inglês |autor= |obra= |data= |acessodata=}}</ref>
 
O Brasil é uma [[república federativa]] [[presidencialista]] desde 15 de novembro de 1889, quando um [[Proclamação da República do Brasil|golpe militar]] comandado pelo [[marechal]] [[Deodoro da Fonseca]] pôs fim ao [[Império do Brasil]], e, portanto, à [[Monarquia constitucional|monarquia constitucional parlamentarista]] vigente, depondo o então [[imperador]] [[Pedro II do Brasil|Dom Pedro II]] e proclamando a atual forma de governo. O [[presidencialismo]] foi introduzido pela [[Constituição brasileira de 1891|primeira constituição republicana]], a de 24 de fevereiro de 1891, que tomou como modelo as constituições dos [[Estados Unidos]] e da [[Argentina]].
 
No Brasil, devido ao fato de vários políticos terem sido depostos da presidência, outros terem exercido o cargo [[Presidente interino|interinamente]], outros terem sido impedidos de tomar posse e pelo fato de juntas militares terem governado o país, não existe uma contagem oficial, numerando os presidentes, como acontece nos [[Estados Unidos]] onde [[George Washington]] encabeça a lista como o primeiro presidente e [[Donald Trump]] como o 45º presidente. No Brasil, existem listas de presidentes com numerações divergentes. Por exemplo, [[Carlos Luz]] e [[Nereu Ramos]], tendo sido respectivamente, presidente da [[Câmara dos Deputados]] e vice-presidente do [[Senado Federal do Brasil|Senado Federal]], fazem parte da lista de presidentes, mesmo tendo ocupado o cargo interinamente; as listas, embora divergentes, não ultrapassam a quantidade de 36 mandatos diferentes, desde 15 de novembro de 1889.
== Histórico do cargo ==
{{mais fontes|Esta seção|data=outubro de 2014}}
[[Imagem:CF - 1891.jpg|thumb|Cerimônia de posse do Presidente [[Deodoro da Fonseca]] (até então Chefe do Governo Provisório), como primeiro Presidente da República, em 26 de Fevereiro de 1891. Na pintura, aparecem ainda dois futuros Presidentes da República: [[Floriano Peixoto]], então empossado como Vice Presidente, e [[Prudente de MoraisMoraes]], então Presidente do Congresso Constituinte.]]
 
O presidente mais jovem a assumir o cargo foi [[Fernando Collor de Mello|Fernando Collor]], aos quarenta anos, em 1990. O presidente mais idoso a tomar posse foi [[Michel Temer]], aos 75 anos, em 2016. [[Tancredo Neves]] foi eleito aos 74 anos, sendo o mais idoso a ser eleito presidente, mas morreu antes de tomar posse, assim como [[Rodrigues Alves]], que foi eleito para um segundo mandato aos 69 anos. [[Getulio Vargas]] assumiu o cargo em seu segundo mandato aos 68 anos, sendo assim o segundo mais idoso a assumir a presidência, depois de Temer.<ref name=possetemptemer>{{Citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/05/1770808-aos-75-temer-e-o-mais-velho-presidente-a-tomar-posse.shtml?cmpid=facefolha|titulo=Aos 75, Temer é o mais velho presidente a tomar posse - 13/05/2016 - Poder - Folha de S.Paulo|acessodata=14 de maio de 2016|obra=www1.folha.uol.com.br}}</ref>
Os presidentes eleitos pelo voto direto que cumpriram integralmente seus mandatos foram:
 
* [[Prudente de MoraisMoraes]] (de 15 de novembro de 1894 a 15 de novembro de 1898)
* [[Campos Sales]] (de 15 de novembro de 1898 a 15 de novembro de 1902)
* [[Rodrigues Alves]] (de 15 de novembro de 1902 a 15 de novembro de 1906)
Segundo dados do [[Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]]:
 
Na [[Eleição presidencial no Brasil em 1894|eleição de 1894]], Prudente de MoraisMoraes foi eleito com {{fmtn|290883}} votos (88% dos votos válidos), quando a população do Brasil, em 1890, era de {{fmtn|14333915}} habitantes. Campos Sales foi eleito, [[Eleição presidencial no Brasil em 1898|quatro anos depois]], com {{fmtn|420286}} votos, e com a [[Eleição presidencial no Brasil em 1902|eleição de 1902]], já contando com uma população de {{fmtn|17438434}} habitantes, o Brasil viu Rodrigues Alves chegar ao [[Palácio do Catete]] com {{fmtn|592039}} votos.
 
Na [[Eleição presidencial no Brasil em 1919|eleição de 1919]], com a população chegando aos trinta milhões de habitantes, Epitácio Pessoa foi eleito presidente com menos de 300 mil votos. Artur Bernardes venceu a [[Eleição presidencial no Brasil em 1922|eleição de 1922]] com menos de 500 mil votos, quando a população do país já havia superado os trinta milhões.
A mais recente [[Eleição presidencial no Brasil em 2018|eleição presidencial do Brasil]], em 2018, elegeu o capitão reformado do [[Exército Brasileiro]] e deputado federal [[Jair Bolsonaro]], em segundo turno. Em números aproximados, Bolsonaro foi eleito com 57,8 milhões de votos, tendo o segundo colocado, o professor e ex-prefeito de [[São Paulo]] [[Fernando Haddad]], obtido 47 milhões de votos. O número de eleitores que compareceram foi de 115,9 milhões, num total de 147,3 milhões de eleitores.<ref>[https://ia601503.us.archive.org/34/items/TSEDivulgaoDeResultadosDeEleies2018SegundoTurno/TSE%20-%20Divulga%C3%A7%C3%A3o%20de%20Resultados%20de%20Elei%C3%A7%C3%B5es%202018_Segundo%20turno.png Resultados do segundo turno]</ref>
 
Os seguintes presidentes eram [[Maçonaria|maçons]], com sua adesão confirmada pela maçonaria brasileira: [[Deodoro da Fonseca]], [[Floriano Peixoto]], [[Prudente de MoraisMoraes]], [[Campos Sales]], [[Nilo Peçanha]], [[Hermes da Fonseca]], [[Venceslau Brás]], [[Delfim Moreira]], [[Washington Luís]], [[Nereu Ramos]], [[Jânio Quadros]] e [[Michel Temer]]<ref>[http://www.pael.com.br/Presidentes_Brasil_Macons.html Presidentes da República que foram Maçons]</ref><ref>[https://colunaesplanada.blogosfera.uol.com.br/2016/05/16/temer-pede-licenca-da-maconaria-em-sp/ Temer pediu licença da Maçonaria em SP] UOL Notícias - Política, 16/5/2016</ref>
 
O primeiro presidente do Brasil eleito pelo voto popular foi [[Prudente de MoraisMoraes]], eleito presidente da república em 1 de março de 1894. Foram eleitos, por via indireta, por [[Assembleia Nacional Constituinte]]: [[Deodoro da Fonseca]] em 1891, e [[Getúlio Vargas]] em 1934. Pelo [[Congresso Nacional do Brasil|Congresso Nacional]] foram eleitos: [[Humberto de Alencar Castelo Branco]], em 1964, na forma do artigo 2º do [[AI-1]]; [[Costa e Silva]], em 1966, na forma do artigo 9º do [[AI-2]]; [[Emílio Médici]], em 1969, na forma do artigo 4º do [[AI-16]]. Por colégios eleitorais, formados pelo Congresso Nacional e por representantes das assembleias legislativas, foram eleitos, também por via indireta: [[Ernesto Geisel]], [[João Figueiredo]] e [[Tancredo Neves]].
 
Morreram enquanto exerciam o cargo de presidente: [[Afonso Pena]], [[Getúlio Vargas]] e [[Costa e Silva]]. O mais longevo dos ex-presidentes foi [[Venceslau Brás]] que morreu aos 98 anos de idade. Venceslau também foi o político que viveu mais tempo na condição de ex-presidente da república, 48 anos, de 1918 até 1966. Getúlio Vargas foi quem ficou por mais tempo na Presidência: dezoito anos, contando seus dois períodos no executivo, ([[1930]]-[[1945]]) e ([[1951]]-[[1954]]). Considerando-se também o [[Império do Brasil|período imperial]], Getúlio Vargas é o segundo chefe de estado brasileiro mais duradouro, superado apenas pelo imperador [[Pedro II do Brasil|Dom Pedro II]].
[[Imagem:João Goulart NYWTS.jpg|thumb|esquerda|200px|[[João Goulart]] durante sua visita aos [[Estados Unidos]], em 1962.]]
 
A [[constituição de 1934]] e a [[constituição de 1937]] não contemplavam a figura do [[Vice-presidente do Brasil|vice-presidente da República]], assim, de 1930 a 1945, [[Getúlio Vargas]] governou sem ter um vice-presidente. Os vice-presidentes que foram chamados a completar o mandato foram: [[Floriano Peixoto]], em 1891, com a renúncia de [[Deodoro da Fonseca]]; [[Nilo Peçanha]], em 1909, com a morte do titular [[Afonso Pena]]; [[Delfim Moreira]], em 1918, com a morte do presidente eleito [[Rodrigues Alves]]. A Constituição de 1891, no seu artigo 42º, dizia que se, "''por qualquer causa''", ficasse vago o cargo de presidente, não havendo decorrido, ainda, dois anos de mandato do titular, seriam realizadas novas eleições para presidente. Assim se realizaram novas eleições, em 1919, e [[Epitácio Pessoa]] completou o mandato de Rodrigues Alves, e, por este motivo, o mandato de Floriano Peixoto como presidente, que se estendeu de 23 de novembro de 1891 a 15 de novembro de 1894, foi considerado pelos seus adversários, como sendo inconstitucional. O vice-presidente [[Manuel Vitorino]] governou o Brasil, por sete meses (período no qual mudou a Sede do Governo) em 1897, quando [[Prudente de MoraisMoraes]] se afastou por motivos de saúde. Prudente, no entanto, retornou ao cargo e concluiu o seu mandato.
 
O vice-presidente [[Café Filho]] assumiu a presidência, em 1954, com o suicídio de [[Getúlio Vargas]]. [[João Goulart]] assumiu a presidência em 1961, com a renúncia de [[Jânio Quadros]]. [[Itamar Franco]] assumiu a presidência em 1992, após a renúncia de [[Fernando Collor]]. [[José Sarney]], eleito vice-presidente de [[Tancredo Neves]], foi empossado em [[15 de março]] de 1985, na Presidência da República, porque Tancredo, adoentado, não tomou posse. Com a morte de Tancredo Neves em [[21 de abril]] de 1985, Sarney assumiu em caráter definitivo a presidência e cumpriu o mandato de Tancredo, na íntegra, de 1985 a 1990. [[Itamar Franco]] assumiu a presidência em 1992, após a renúncia de Collor, que foi seguida da cassação de seus direitos políticos pelo Senado Federal. [[Michel Temer]] assumiu a presidência interinamente no dia 12 de maio de 2016,<ref name=possetemptemer/> enquanto [[Dilma Rousseff]] foi afastada devido ao seu processo de impeachment. Temer foi empossado definitivamente no dia 31 de agosto de 2016, após a cassação do mandato de Dilma.<ref name=impeachmentdilma/>
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