Diferenças entre edições de "Le Morte d'Arthur"

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===O conto do Rei Artur e o Imperador Lúcio===
Mensageiros do imperador romano Lúcio exigem que Artur pague tributo a [[Roma]] como [[vassalo]]. O rei recusa, invocando antigas histórias sobre uma conquista de Roma por guerreiros britânicos. Sem acordo, o exército do rei e o do imperador se preparam para a guerra. No continente, Artur pessoalmente combate e mata um gigante que aterrorizava o povo no [[Monte Saint-Michel|Monte São Miguel]], na França. Mais tarde o exército do rei ganha o combate com as tropas de Lúcio, e Artur é coroado Imperador.
 
===O conto de Dom Lancelote do Lago===
Essa parte apresenta [[Lancelote do Lago]] como o [[cavaleiro]] mais virtuoso da corte de Artur. Participa de muitas aventuras: é feito prisioneiro por [[Morgana]], sai vitorioso num torneio em nome do rei Bagdemagus e mata em combate o traiçoeiro D. Turquine, que mantinha vários cavaleiros prisioneiros. Nesse conto também é introduzido o tema do amor proibido entre Lancelote e a rainha Ginebra, ainda que o cavaleiro sempre o negue. A desconfiança despertada pela traição termina levando à caída do reino de Artur.
 
===O conto de Dom Gareth===
O jovem D. Gareth, irmão de [[Gauvain|D. Galvão]] ([[Gauvain]]), chega à corte do rei Artur como um "Bel inconnu" ("Belo desconhecido"), sem nome nem passado. Após salvar a dama Lyonesse e derrotar vários guerreiros (incluído o Cavaleiro Negro) é reconhecido como um digno cavaleiro da corte.
 
===O livro de Dom Tristão===
Essa seção é inspirada no amor trágico de [[Tristão e Isolda]] e tem como fonte principal a obra francesa ''[[Tristão em Prosa]]'', do século XIII. Assim, a ênfase está no adultério que comente [[Isolda]] (Iseult) com [[Tristão]], uma vez que a rainha está casada com o rei [[Marcos da Cornualha]]. Outros personagens importantes dessa parte são os cavaleiros D. Palamedes e D. Dinadan.
===O conto do Santo Graal===
Essa parte do livro é inspirada na ''[[Demanda do Santo Graal]]'' do ''[[Ciclo do Lancelote-Graal]]'', obra francesa do século XIII. O [[Santo Graal]] aparece milagrosamente na corte do rei Artur, e vários cavaleiros se dispõem a buscá-lo. Participam entre outros Galvão, Lancelote, [[Percival]], [[Boors]] e [[Galaaz]] (Galahad), filho de Lancelote. Entre as muitas aventuras no caminho, os cavaleiros frequentemente encontram [[donzela]]s e [[eremita]]s que lhes pedem favores ou lhes dão conselhos. No final, os cavaleiros que conseguem o Graal são Boors, Percival e Galaaz. Galaaz, o mais virtuoso de todos, termina indo ao [[Paraíso|Céu]] diretamente, levado por anjos.
 
===O livro de Dom Lancelote e da rainha Ginebra===
O tema do amor proibido de Lancelote e Ginebra é retomado, e os amantes despertam cada vez mais suspeitas da corte. [[Meleagant]], apaixonado Ginebra, rapta a rainha e a leva para seu castelo. Lancelote vem ao socorro de Ginebra e, ao perder seu cavalo, entra no castelo numa carreta, retornando a tema de ''[[Lancelote, o Cavaleiro da Carreta]]'', de [[Chrétien de Troyes]] (século XII). Em combate, Lancelote acaba matando Meleagant.
 
===A morte de Artur===
D. Morderete (Mordred) e D. Agravain revelam o adultério de Lancelote e Ginebra. Lancelote mata Agravain e escapa, e a rainha é condenada a [[Morte na fogueira|morrer na fogueira]] pelo rei Artur. Lancelote e seus companheiros resgatam Ginebra, e na ação morrem Gareth e Gaheris, sobrinhos do rei. Artur declara guerra contra Lancelote, e passa com seu exército à França. Morderete, filho incestuoso de Artur e Morgawse, usurpa o trono do rei, e Artur resolve retornar à Grã-Bretanha. Galvão, ferido, escreve uma carta a Lancelote, pedindo-lhe que venha à ilha ajudar o rei. Na [[Batalha de Camlann]], Artur e Morderete ferem mortalmente um ao outro. Antes de morrer, Artur dá sua espada, [[Excalibur]], para que que D. [[Bedivere]] jogue num lago. Ao lançar a espada, Bedivere vê surgir das águas o braço da [[Dama do Lago]], que recolhe a espada e volta a submergir-se. Ao retornar ao rei, Bedivere ajuda Artur a entrar numa embarcação com várias damas (inclusive Morgana), que levam o rei à ilha de [[Avalon]].
 
==Edições==
[[Ficheiro:1485 malory thomas le morte darthur-image.png|miniaturadaimagem|A primeira edição de 1485 ]]
Da primeira edição de 1485 apenas duas cópias existem atualmente, uma na Pierpont Morgan Library em [[Nova Iorque (cidade)|Nova Iorque]] e outra na [[Biblioteca Universitária John Rylands|John Rylands Library]] em [[Manchester]], Inglaterra. Ao todo, houve cinco edições d'''A Morte de Artur'' entre essa primeira edição e o século XIX. Já em 1498 foi publicada uma segunda edição por Wynkyn de Worde, desta vez com ilustrações, da qual resta um exemplar preservado também na Biblioteca John Rylands.<ref name="GUIDE" /> O mesmo de Worde publicou a obra novamente em 1529. A obra seria reeditada em 1557, 1578 e 1634, e após um hiato de 182 anos foi publicada novamente apenas em 1816.<ref name="GUIDE" />
 
A edição de Caxton de 1485 foi a base de todas as edições subsequentes até 1934, quando foi descoberto um manuscrito d'''A Morte de Artur'' anterior a 1485 no Colégio de Winchester, desde 1976 preservado na [[Biblioteca Britânica]].<ref name="BL" /> Pela comparação entre as duas versões, percebe-se que Caxton realizou alterações tanto de conteúdo como no estilo da obra. O manuscrito de Winchester foi usado por Eugène Vinaver para sua edição de 1947, que por sua vez é atualmente a edição padrão para os estudiosos. O texto de Caxton, porém, continua a ser editado.<ref name="GUIDE" />
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