Diferenças entre edições de "Itália"

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{{Info/País/Itália}}
'''Itália''' ({{langx|it|''Italia''}} {{IPA-it|iˈtaːlja||It-Italia.ogg}}), oficialmente '''República Italiana''' {{langp|it|''Repubblica Italiana''|nome}}, é uma [[República parlamentarista|república parlamentar]] [[Estado unitário|unitária]] localizada no [[Europa meridional|centro-sul]] da [[Europa]]. Ao norte, faz fronteira com [[França]], [[Suíça]], [[Áustria]] e [[Eslovênia]] ao longo dos [[Alpes]]. A parte sul consiste na totalidade da [[península Itálica]], [[Sicília]], [[Sardenha]], as duas maiores ilhas no [[mar Mediterrâneo]], e muitas outras ilhas menores ficam no entorno do território italiano. Os Estados independentes de [[San Marino]] e do [[Vaticano]] são [[enclave]]s no interior da Itália, enquanto [[Campione d'Italia]] é um exclaveex-clave italiano na Suíça. O território do país abrange cerca de {{formatnum:301338}} km² e a maior parte do seu território tem um [[clima temperado]] sazonal. Com 60,8 milhões de habitantes em 2015, é a quinta nação mais populosa da Europa e a [[Lista de países por população|23.ª do mundo]].
 
[[Roma]], a capital italiana, foi durante séculos o centro político e religioso da [[civilização ocidental]] como capital do [[Império Romano]] e como sede da [[Santa Sé]]. Após o declínio dos romanos, a Itália sofreu inúmeras invasões de povos estrangeiros, desde [[Povos germânicos|tribos germânicas]], como os [[lombardos]] e [[ostrogodos]], aos [[bizantinos]] e, mais tarde, os [[normandos]], entre outros. Séculos mais tarde, Itália tornou-se o berço das [[repúblicas marítimas]] e do ''[[Renascimento]]'',<ref>{{Citar jornal |título=Italy: Birthplace of the Renaisssance |obra= European Renaissance and Reformation |local=Township of Washington, NJ |publicado=Immaculate Heart Academy |acessodata=20/12/2009 |url=http://www.immaculateheartacademy.org/outside2/socialstudies/kuhns/1%20Italy%20Birthplace%20of%20the%20Renaissance.pdf}}</ref> um movimento intelectual extremamente frutífero que seria fundamental na formação subsequente do pensamento europeu.
As quatro mais proeminentes repúblicas marítimas foram a [[República de Veneza|Veneza]], [[República de Gênova|Gênova]], [[República de Pisa|Pisa]] e a [[República de Amalfi|Amalfi]], enquanto que as menos conhecidas são a [[República de Ragusa|Ragusa]], [[Ducado de Gaeta|Gaeta]], [[República Anconitana|Ancona]] e {{ilc|Noli|República de Noli|lk=Noli}}. Veneza e Gênova eram portas de entrada da Europa para o comércio com o Oriente, além de produtoras de vidro fino, enquanto que a [[República de Florença|Florença]] foi a capital da seda, lã, bancos e joalheria. A riqueza desses negócios trazidos à Itália significou o patrocínio público e privado de grandes projetos artísticos. As repúblicas estiveram pesadamente envolvidas com as [[Cruzada]]s, providenciando suporte mas especialmente, tomando vantagem das oportunidades políticas e de comércio resultante dessas guerras.<ref name=Lane/>
 
No sul, a Sicília se tornou um [[Emirado da Sicília|emirado islâmico]] no {{séc|IX}}, prosperando até que os ítalo-[[normandos]] o conquistaram no fim do {{séc|XI}} junto com a maioria dos principados lombardos e bizantinos no sul da Itália.<ref>{{citar livro|ultimo=Ali|primeiro=Ahmed Essa with Othman|titulo=Studies in Islamic civilization : the Muslim contribution to the Renaissance|ano=2010|publicado=International Institute of Islamic Thought|local=Herndon, VA|isbn=1-56564-350-X|páginas=38–40}}</ref> Por uma série de eventos complexos, o sul da Itália desenvolveu um reino unificado, primeiro sob a [[Dinastia de Hohenstaufen]], depois sob a [[Casa capetiana de Anjou]] e a partir do {{séc|XV}} com [[Reino de Aragão|reis aragoneses]]. Na [[Sardenha]], as antigas províncias bizantinas se tornaram estados independentes conhecidos como ''[[giudicati]]'', embora algumas partes da ilha se tornaram controladas por Gênova ou Pisa até à anexação aragonesa no {{séc|XV}}. A [[pandemia]] de [[Peste Negra]] de 1348 deixou a sua marca na Itália ao matar talvez cerca de um terço da população.<ref>Stéphane Barry and Norbert Gualde, "The Biggest Epidemics of History" (La plus grande épidémie de l'histoire), in ''L'Histoire'' n° 310, June 2006, pp. 45–46</ref><ref>{{Citar web|url=http://www.brown.edu/Departments/Italian_Studies/dweb/plague/effects/death_toll.shtml|título=Plague. The Death Toll|obra=Decameron Web|publicado=Brown University. www.brown.edu|língua=en|wayb=20090831003435|acessodata=19 de maio de 2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090831003435/http://www.brown.edu/Departments/Italian_Studies/dweb/plague/effects/death_toll.shtml#|arquivodata=31 de agosto de 2009|urlmorta=yes}}</ref> Contudo, a recuperação da praga levou ao ressurgimento das cidades, comércio e economia, que permitiu o florescimento do [[humanismo]] e da [[Renascença]], que depois se espalhou pela [[Europa]].<ref name="Renascença">{{citar web |url=https://www.britannica.com/event/Renaissance |titulo=Renaissance |acessodata=31/5/2018|obra=Encyclopædia Britannica}}</ref>
 
=== Era moderna ===
As áreas costeiras da [[Ligúria]], [[Toscana]] e a maioria do [[Sul da Itália|Sul]] geralmente se encaixam no estereótipo do [[clima mediterrâneo]] ([[classificação climática de Köppen]], ''Csa''). As condições nas áreas costeiras peninsulares podem ser muito diferentes dos terrenos e vales mais altos do interior, particularmente durante os meses de inverno, quando as altitudes mais altas tendem a ser frias, úmidas e muitas vezes com [[neve]].<ref name="Clima">{{citar web |url=https://www.britannica.com/place/Italy/Climate |titulo=Italy - Climate|obra=Encyclopædia Britannica|acessodata=31/5/2018}}</ref> As regiões costeiras têm invernos suaves e verões quentes e geralmente secos, embora os vales das planícies possam ser bastante quentes no verão.<ref name="ClimaAtlas"/>
 
As temperaturas médias no inverno variam de 0&nbsp;[[Grau Celsius|°C]] nos [[Alpes]] a 12&nbsp;°C na [[Sicília]], assim como as temperaturas médias no verão variam de 20&nbsp;°C a mais de 25°C. Os invernos podem variar muito em todo o país com períodos frios, [[Nevoeiro|nevoentos]] e com neve no norte e condições mais amenas e ensolaradas no sul. Os verões são geralmente quentes e úmidos em todo o país, especialmente no sul, enquanto as áreas norte e central podem experimentar fortes tempestades ocasionais da primavera ao outono.<ref name="ClimaAtlas">{{citar web|título=Climate Atlas of Italy|url=http://clima.meteoam.it/atlanteClimatico.php?ling=eng|publicado=Network of the Air Force Meteorological Service|acessodata=30/9/2012|urlmorta= não|wayb=20121114223307|df=dmy-all}}</ref>
 
=== Ambiente ===
[[Imagem:Italy natural parks.png|thumb|esquerda|upright|Parques nacionais (verde) e regionais (vermelho) na Itália]]
Depois do seu rápido crescimento industrial, a Itália levou um longo tempo para confrontar os seus problemas ambientais. Depois de várias melhorias, ela agora se posiciona na 84.ª&nbsp;posição no mundo com relação a sustentabilidade ecológica.<ref name=devp2>{{citar web|url=http://dev.prenhall.com/divisions/hss/worldreference/IT/environment.html |titulo=Italy – Environment |publicado=Dev.prenhall.com |acessodata=2/8/2010 |urlmorta=sim |wayb=20090701064224}}</ref> [[Parque nacional|Parques nacionais]] cobrem cerca de 5% do país.<ref>{{citar web|titulo=National Parks in Italy|publicado=Parks.it|data=1995–2010|url=http://www.parks.it/indice/NatParks.html|acessodata=15/3/2010|urlmorta=não|wayb=20100329203159|df=dmy-all}}</ref> Na década de 2010, a Itália se tornou um dos líderes do mundo em produção de [[energia renovável]], sendo o país com a quarta maior capacidade instalada de [[energia solar]] no mundo em 2010 e um dos países com a maior penetração de energia solar.<ref>{{citar web |url=http://www.ren21.net/Portals/97/documents/GSR/REN21_GSR2011.pdf |titulo=Renewables 2010 Global Status Report |publicado=REN21 |data=15/7/2010 |acessodata=16/7/2010 |urlmorta=yes |wayb=20110820095506 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20110820095506/http://www.ren21.net/Portals/97/documents/GSR/REN21_GSR2011.pdf# |arquivodata=20/08/2011 }}</ref><ref name="BaroPhoto2010">{{citar web|url=http://www.eurobserv-er.org/pdf/baro196.asp|titulo=Photovoltaic energy barometer 2010|publicado=EurObserv'ER|acessodata=30/10/2010|datali=junho de 2018|wayb=20110726043955}}{{Ligação inativa|data=janeiro de 2019}}</ref> além de ter a sexta maior capacidade instalada de [[energia eólica]] em 2010.<ref name="wwea">{{citar web|autor=World Wind Energy Association|titulo=World Wind Energy Report 2010|formato=PDF|data=fevereiro de 2011|url=http://www.wwindea.org/home/images/stories/pdfs/worldwindenergyreport2010_s.pdf|acessodata=8/8/2011|urlmorta=yes|wayb=20110904232058|arquivourl=https://web.archive.org/web/20110904232058/http://www.wwindea.org/home/images/stories/pdfs/worldwindenergyreport2010_s.pdf#|arquivodata=04/09/2011 }}</ref>
 
No entanto, a [[poluição atmosférica]] continua sendo um problema severo, especialmente no norte industrializado, atingindo o décimo maior nível mundial de emissão de [[dióxido de carbono]] industrial no anos 1990.<ref name="Encyclopedia of the Nations">{{citar web|titulo=Italy – Environment|publicado=Encyclopedia of the Nations|acessodata=7/4/2010|wayb=20110104111601|url=http://www.nationsencyclopedia.com/Europe/Italy-ENVIRONMENT.html|df=dmy-all }}</ref> Em 2009, a Itália era o 16.° maior lançador global de dióxido de carbono na atmosfera.<ref>{{Citar web|url=http://mdgs.un.org/unsd/mdg/SeriesDetail.aspx?srid=749&crid=|título=Carbon dioxide emissions (CO2), thousand metric tons of CO2 (CDIAC)|títulotrad=Emissões de dióxido de carbono (CO2), em milhares de toneladas métricas de CO2|data=21 de julho de 2015|publicado=Millennium Development Goals Indicators, ONU. mdgs.un.org|língua=en|acessodata=7 de junho de 2018}}</ref> Tráfico intenso e congestão nas maiores áreas metropolitanos continuam a causar severos problemas ambientais e de saúde pública, mesmo que os níveis de ''[[smog]]'' tenham diminuído dramaticamente entre os anos 1970 e 1980, com a presença de ''smog'' se tornando um fenômeno cada vez mais raro e os níveis de [[dióxido de enxofre]] estavam diminuindo no início da década de 1990.<ref>{{Citar web|url=http://www.euro.who.int/document/hms/ehiexes_e.pdf|título=Environment and health in Italy|publicado=Word Health Organization Regional Office for Europe. www.euro.who.int|língua=en|wayb=20100303051309|acessodata=17 de maio de 2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20100303051309/http://www.euro.who.int/document/hms/ehiexes_e.pdf#|arquivodata=3 de março de 2010|urlmorta=yes}}</ref>
 
Muitos cursos de água e seções costeiras tem sido contaminados pela atividade industrial e agricultural, enquanto que em decorrência dos níveis crescentes da água, [[Veneza]] tem sido regularmente inundada em anos recentes. Lixo e contaminantes da atividade industrial nem sempre foram descartados por meios legais e têm levado a problemas permanentes de saúde na população das áreas afetadas, como no caso do [[acidente de Seveso]]. O país também operou várias [[Central nuclear|usinas nucleares]] entre 1963 e 1990, mas após o [[desastre de Chernobyl]] e um {{ilc|nlk=x|referendo sobre o assunto|Referendo italiano de 1987}} o programa nuclear civil foi terminado. Essa decisão foi revogada pelo governo em 2008, que planeava construir até quatro usinas nucleares com tecnologia francesa. O que por sua vez foi cancelado após o referendo sobre a questão nuclear logo depois do [[desastre de Fukushima]].<ref>{{citar web |autor=Kennedy, Duncan |url=http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-13741105 |titulo=Italy nuclear: Berlusconi accepts referendum blow|data=14/6/2011 |acessodata=20/4/2013 |urlmorta=não |arquivourl=https://www.webcitation.org/5zOE5XqnJ?url=http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-13741105 |arquivodata=12/6/2011 |df=dmy-all}}</ref>
 
[[Desflorestação|Desmatamento]], construção ilegal e políticas deficientes de manejo do solo levaram a [[erosão]] significativa de todas as regiões montanhosas da Itália, levando a desastres ecológicos de grandes proporções como a transposição da [[barragem de Vajont]] em 1963, [[Deslizamento de terra|deslizamentos de terra]] em 2008 em [[Sarno]]<ref name="Sicily mudslide leaves scores dead">{{citar web|autor=Nick Squires|url=https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/italy/6255575/Sicily-mudslide-leaves-scores-dead.html#|titulo=Sicily mudslide leaves scores dead|data=2/10/2009|acessodata=2/10/2009|localização=Londres|urlmorta=não|wayb=20091006082824|df=dmy-all }}</ref> e em 2010, em [[Messina]].<ref>{{citar web |url=http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1511787-5602,00-DESLIZAMENTO+DE+TERRA+FORCA+RETIRADA+DE+PESSOAS+NA+ITALIA.html |titulo=Deslizamento de terra força retirada de 120 pessoas na Itália |editor=[[G1]] |data=2/3/2010 |acessodata=31/5/2018}}</ref>
{{panorama|Bergtocht van Gimillan (1805m.) naar Colle Tsa Sètse in Cogne Valley (Italië). Zicht op de omringende alpentoppen van Gran Paradiso 08.jpg|1000px|[[Parque nacional Gran Paradiso|Gran Paradiso]], estabelecido em 1922, é o mais antigo parque nacional italiano.}}
 
{{Vertambém|Imigração italiana no Brasil}}
 
Do final do {{séc|XIX}} até a década de 1960, a Itália era um país de [[emigração]] em massa. Entre 1898 e 1914, os anos de pico da [[diáspora italiana]], aproximadamente {{formatnum:750000}} italianos emigravam do país a cada ano.<ref>{{citar web |url=http://library.thinkquest.org/26786/en/articles/view.php3?arKey=4&paKey=7&loKey=0&evKey=&toKey=&torKey=&tolKey= |título=Causes of the Italian mass emigration |publicado=ThinkQuest Library |data=15 de agosto de 1999 |wayb=20090701010600 |acessodata=7 de junho de 2018 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20090701010600/http://library.thinkquest.org/26786/en/articles/view.php3?arKey=4&paKey=7&loKey=0&evKey=&toKey=&torKey=&tolKey=# |arquivodata=1 de julho de 2009 |urlmorta=yes }}</ref>
 
[[Imagem:Italians Sao Paulo.jpg|thumb|esquerda|upright=1.3|[[Imigração italiana no Brasil|Imigrantes italianos]] na [[Hospedaria dos Imigrantes]] de [[São Paulo (cidade)|São Paulo]], [[Brasil]] (1890)]]
 
A diáspora atingiu mais de 25 milhões de italianos e é considerada a maior migração em massa da época contemporânea.<ref>Favero, Luigi e Tassello, Graziano. ''Cent'anni di emigrazione italiana (1861–1961)'' Introduction</ref> Como resultado, atualmente mais de 4,1 milhões de cidadãos italianos estão vivendo no exterior,<ref name=aire>{{citar web|url=http://www.interno.it/mininterno/export/sites/default/it/sezioni/servizi/legislazione/elezioni/0947_2010_02_01_DM27012010.html|título=Statistiche del Ministero dell'Interno|publicado=|urlmorta=yes|wayb=20100227045432|df=dmy-all|acessodata=7 de junho de 2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20100227045432/http://www.interno.it/mininterno/export/sites/default/it/sezioni/servizi/legislazione/elezioni/0947_2010_02_01_DM27012010.html#|arquivodata=27 de fevereiro de 2010}}</ref> enquanto pelo menos 60 milhões de pessoas com ascendência italiana total ou parcial vivem fora da Itália, principalmente na [[Argentina]],<ref>{{citar web|url=http://www.asteriscos.tv/dossier-3.html |título=Unos 20 millones de personas que viven en la Argentina tienen algún grado de descendencia italiana |acessodata=27/6/2008 |último =Lee |primeiro =Adam |data=3/4/2006 |língua=espanhol |urlmorta= não|wayb=20080611032202|df=dmy-all }}</ref> [[Imigração italiana no Brasil|Brasil]],<ref>[http://www.consultanazionaleemigrazione.it/itestero/Gli_italiani_in_Brasile.pdf Consulta Nazionale Emigrazione. Progetto ITENETs – "Gli italiani in Brasile"; pp. 11, 19] {{webarchive|url=https://web.archive.org/web/20120212103430/http://www.consultanazionaleemigrazione.it/itestero/Gli_italiani_in_Brasile.pdf |date=12/2/2012}} . Acessado em 10/9/2008.</ref> [[Uruguai]],<ref>{{citar web|url=http://www.hotelsclick.com/hoteles/UY/Uruguay-DEMOGRAF%C3%ADA-5.html|título=Ethnic origins, 2006 counts, for Uruguay, provinces and territories – 20% sample data|urlmorta= não|wayb=20110511132255|df=dmy-all }}</ref> [[Venezuela]],<ref>Santander Laya-Garrido, Alfonso. ''Los Italianos forjadores de la nacionalidad y del desarrollo economico en Venezuela''. Editorial Vadell. Valencia, 1978</ref> [[Estados Unidos]],<ref>{{citar web|autor =American FactFinder, United States Census Bureau |url=http://factfinder.census.gov/servlet/IPTable?_bm=y&-reg=ACS_2006_EST_G00_S0201:543;ACS_2006_EST_G00_S0201PR:543;ACS_2006_EST_G00_S0201T:543;ACS_2006_EST_G00_S0201TPR:543&-qr_name=ACS_2006_EST_G00_S0201&-qr_name=ACS_2006_EST_G00_S0201PR&-qr_name=ACS_2006_EST_G00_S0201T&-qr_name=ACS_2006_EST_G00_S0201TPR&-ds_name=ACS_2006_EST_G00_&-TABLE_NAMEX=&-ci_type=A&-redoLog=true&-charIterations=047&-geo_id=01000US&-geo_id=NBSP&-format=&-_lang=en |título=U.S Census Bureau – Selected Population Profile in the United States |publicado=American FactFinder, United States Census Bureau |acessodata=30/5/2011 |urlmorta= sim|wayb=20110430031737}}</ref> [[Canadá]],<ref>{{citar web|url=http://www12.statcan.ca/english/census06/data/highlights/ethnic/pages/Page.cfm?Lang=E&Geo=PR&Code=01&Data=Count&Table=2&StartRec=1&Sort=3&Display=All&CSDFilter=5000 |título=Ethnic origins, 2006 counts, for Canada, provinces and territories – 20% sample data |urlmorta= não|wayb=20091101151108|df=dmy-all }}</ref> [[Austrália]]<ref>{{citar web|url=http://www.censusdata.abs.gov.au/ABSNavigation/prenav/ViewData?action=404&documentproductno=0&documenttype=Details&order=1&tabname=Details&areacode=0&issue=2006&producttype=Census%20Tables&javascript=true&textversion=false&navmapdisplayed=true&breadcrumb=LPTD&&collection=Census&period=2006&productlabel=Ancestry%20by%20Country%20of%20Birth%20of%20Parents%20-%20Time%20Series%20Statistics%20(2001,%202006%20Census%20Years)&producttype=Census%20Tables&method=Place%20of%20Usual%20Residence&topic=Ancestry& |título=20680-Ancestry by Country of Birth of Parents – Time Series Statistics (2001, 2006 Census Years) – Australia |publicado=[[Australian Bureau of Statistics]] |data=27/6/2007 |acessodata=30/12/2008 |urlmorta= sim|wayb=20071001032237}}</ref> e [[França]].<ref>"''[https://books.google.com/books?id=BLo2RqGdv_wC&pg=PA143&dq&hl=en#v=onepage&q=&f=false The Cambridge survey of world migration] {{webarchive|url=https://web.archive.org/web/20160413151427/https://books.google.com/books?id=BLo2RqGdv_wC&pg=PA143&dq&hl=en |date=13/4/2016 }}''". Robin Cohen (1995). [[Cambridge University Press]]. p.&nbsp;143. {{ISBN|0-521-44405-5}}</ref>
 
Em 2016, a Itália tinha cerca de 5,05&nbsp;milhões de residentes estrangeiros,<ref>{{citar web|título=Resident Foreigners on 31st December 2016|url=http://demo.istat.it/strasa2017/index_e.html|publicado=Istat|acessodata=15 de junho de 2017|urlmorta= não|wayb=20171015174714|df=dmy-all |língua=en}}</ref> representando 8,3% da população total. Os números incluem mais de meio milhão de crianças nascidas na Itália de pais estrangeiros — imigrantes de segunda geração, mas excluem os estrangeiros que posteriormente adquiriram a [[Nacionalidade italiana|cidadania italiana]].<ref>{{citar web|título=Immigrants.Stat|url=http://stra-dati.istat.it/Index.aspx|publicado=Istat|acessodata=15/6/2017|urlmorta= não|wayb=20170709143540|df=dmy-all }}</ref> Em 2016, cerca de {{formatnum:201000}} pessoas adquiriram a cidadania italiana<ref>{{citar web|título=National demographic balance 2016|url=https://www.istat.it/en/archive/201143|publicado=Istat|acessodata=15 de junho de 2017|língua=en}}</ref> e {{formatnum:130000}} em 2014).<ref>{{citar web|título=National demographic balance 2014|url=http://www.istat.it/en/archive/162261|publicado=Istat|acessodata=15 de junho de 2017|urlmorta= não|wayb=20170502084016|df=dmy-all }}</ref> Os números oficiais também excluem imigrantes ilegais, que, em 2008, foram estimados em pelo menos {{formatnum:670000}} pessoas.<ref>Elisabeth Rosenthal,{{Citar web |url=http://www.boston.com/news/world/europe/articles/2008/05/16/italy_cracks_down_on_illegal_immigration/ |titulo=Cópia arquivada |acessodata=07/06/2018 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20130821061114/http://www.boston.com/news/world/europe/articles/2008/05/16/italy_cracks_down_on_illegal_immigration/# |arquivodata=21/08/2013 |urlmorta= }}". ''[[The Boston Globe]]''. 16/5/2008.</ref>
 
A partir do início da década de 1980, até então uma sociedade linguisticamente e culturalmente homogênea, a Itália começou a atrair fluxos substanciais de imigrantes estrangeiros.<ref>{{citar livro|último1 =Allen|primeiro1 =Beverly|título=Revisioning Italy national identity and global culture|data=1997|publicado=University of Minnesota Press|local=Minneapolis|isbn=978-0-8166-2727-1|página=169}}</ref> Depois da [[queda do Muro de Berlim]] e, mais recentemente, dos [[Alargamento da União Europeia|alargamentos de 2004 e 2007]] da [[União Europeia]], grandes ondas de migração se originaram dos antigos [[países socialistas]] da [[Europa Oriental]] (especialmente [[Romênia]], [[Albânia]], [[Ucrânia]] e [[Polônia]]), mas também de países da [[Ásia]], como a [[China]].<ref>{{citar jornal|url=http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/6550725.stm|título=Milan police in Chinatown clash|último =Willey|primeiro =David|data=13 de abril de 2007|jornal=[[BBC News]]|acessodata=28 de agosto de 2013}}</ref> Atualmente, cerca de um milhão de cidadãos [[romenos]] (cerca de 10% dos quais pertencentes à etnia [[Ciganos|cigana]])<ref>"EUROPE: Home to Roma, And No Place for Them". [[Inter Press Service|IPS]] ipsnews.net. {{Citar web |url=http://www.ipsnews.net/news.asp?idnews=42404 |titulo=Cópia arquivada |acessodata=7 de junho de 2018 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20120305064429/http://www.ipsnews.net/news.asp?idnews=42404# |arquivodata=5 de março de 2012 |urlmorta=yes }}</ref> estão oficialmente registados como residentes em Itália, representando assim o mais importante país de origem, seguido por [[albaneses]] e [[marroquinos]] com cerca de {{formatnum:500000}} pessoas cada. O número de romenos não registrados é difícil de estimar, mas a Rede de Relatórios Investigativos dos Bálcãs sugeriu em 2007 que talvez houvesse meio milhão de pessoas ou mais.<ref>{{citar web|url=http://www.birn.eu.com/en/111/15/5745/ |arquivourl=https://web.archive.org/web/20081029110649/http://www.birn.eu.com/en/111/15/5745/ |urlmorta= sim|arquivodata=29 de outubro de 2008 |título=Balkan Investigative Reporting Network |publicado=Birn.eu.com |data=8 de novembro de 2007 |acessodata=4 de novembro de 2008 }}</ref>
O [[Catolicismo Romano]] é a maior religião do país e embora a [[Igreja Católica]] não seja mais a [[religião oficial do estado]]. 87,8% dos italianos identificam-se como católicos romanos.<ref>{{Citar web |url=http://www.corriere.it/Primo_Piano/Cronache/2006/01_Gennaio/17/cattolici.shtml |título=Italia, quasi l'88% si proclama cattolico |língua= |autor= |obra= |data=31/5/2018 |acessodata=}}</ref> Contudo apenas um terço descrevem-se como membros ativos (36,8%). A sede mundial da Igreja Católica situa-se no [[Vaticano]] desde o {{séc|III}}, quando o bispo de Roma passou a ser considerado bispo supremo e recebeu o título "[[papa]]".<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/place/Vatican-City |titulo=Vatican City|obra=Encyclopædia Britannica|acessodata=31/5/2018}}</ref>
 
Historicamente, a Igreja exerceu grande influência na vida política e social dos italianos. Embora continue influente, nos últimos anos, com o aumento da [[secularização]], a religião vem perdendo força na Itália, como em outros países desenvolvidos. Em pesquisa de 2012, 73% dos italianos se disseram religiosos, 15% não religiosos, 8% [[Ateísmo|ateus]] convictos e 4% não responderam.<ref>{{citar web|url=http://www.wingia.com/web/files/news/14/file/14.pdf|titulo=Global index of religiosity and atheism|wayb=20170114073001|ano=2012|acessodata=12/6/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20131021065544/http://www.wingia.com/web/files/news/14/file/14.pdf#|arquivodata=21/10/2013 |urlmorta=yes}}</ref> Apenas 25% dos católicos italianos dizem que a religião "é muito importante" e 31% dizem que rezam todos os dias, embora 95% da população em 2010 fosse batizada na igreja.<ref>[http://www.pewforum.org/2013/03/05/during-benedicts-papacy-religious-observance-among-catholics-in-europe-remained-low-but-stable/ During Benedict’s Papacy, Religious Observance Among Catholics in Europe Remained Low but Stable]. Acessado em 12/6/2018</ref> Apesar de cerca de 30% da população italiana afirmar que comparece à missa todos os domingos, uma pesquisa mostrou que o comparecimento real é de apenas 18,5%.<ref>{{citar web |url=http://www.paulopes.com.br/2012/06/pesquisa-mostra-como-italia-caminha.html#.UuA-QdJTut9 |titulo=Pesquisa mostra como a Itália caminha para secularização|editor=La Stampa |autor=Andrea Tornielli|data=21/6/2012|acessodata=12/6/2018}}</ref>
{{Religião na Itália}}
 
Outros grupos [[Cristianismo|cristãos]] na Itália incluem mais de 700 000 [[Cristianismo Ortodoxo|cristãos ortodoxos]],<ref>{{Citar web|url=http://www.ortodossia.it/it.html|título=Sacra Arcidiocesi Ortodossa d'Italia e Malta ed Esarcato per l'Europa Meridionale|língua=it|wayb=20070525093837|acessodata=2 de outubro de 2008|arquivourl=https://web.archive.org/web/20070829062251/http://www.ortodossia.it/it.html#|arquivodata=29 de agosto de 2007|urlmorta=yes}}</ref> incluindo 470 000 imigrantes,<ref name="caritas">{{citar web|url=http://www.db.caritas.glauco.it/caritas/dati/news/2004-05/25/Scheda.pdf|wayb=20090304005600|título=Le religioni degli immigrati all’inizio del 2004:bgli effetti della regolarizzazione|página=3|páginas=5|acessodata=2 de outubro de 2008|arquivourl=https://web.archive.org/web/20080819193223/http://www.db.caritas.glauco.it/caritas/dati/news/2004-05/25/Scheda.pdf#|arquivodata=19 de agosto de 2008|urlmorta=yes}}</ref> e por volta de 180 000 [[Igreja Ortodoxa Grega|gregos ortodoxos]], 550 000 [[Igreja Pentecostal|pentecostais]] e [[Evangelicalismo|evangélico]]s (0,8%) (dos quais 400 000 são membros da [[Assembleias de Deus na Itália|Assembleia de Deus da Itália]]), 245 657 [[Testemunhas de Jeová]] (0,4%),<ref>{{Citar web |url=http://www.cesnur.org/religioni_italia/t/testimoni_geova_02.htm |título=Le religioni in Italia: I Testimoni di Geova: }}</ref> e 104 000 de outras religiões.<ref>{{Citar web |url=http://www.chiesavaldese.org/pages/storia/dove_viviamo.php |título=Chiesa Evangelica Valdese - Unione delle chiese Metodiste e Valdesi: |acessodata=2 de outubro de 2008 |arquivourl=https://archive.is/20120724023747/http://www.chiesavaldese.org/pages/storia/dove_viviamo.php# |arquivodata=24 de julho de 2012 |urlmorta=yes }}</ref>
 
A minoria religiosa mais antiga do país é comunidade [[Judaísmo|judaica]], que compreende por volta de {{formatnum:28400}} pessoas,<ref>{{citar web|url=http://www.eurojewcong.org/communities/italy.html|wayb=20160311191155|titulo=The jewish community of Italy|editor=Europena Jewish Congress|acessodata=12/6/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20130313095857/http://www.eurojewcong.org/communities/italy.html#|arquivodata=13/03/2013 |urlmorta=yes}}</ref> mas não é mais o maior grupo não cristão da Itália. Como resultado da significante imigração de outras partes do mundo, {{formatnum:825000}} [[muçulmanos]] (1,4% da população total) moram no país,<ref>{{Citar web |url=http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/4385768.stm |publicado=BBC News |obra=Europa |titulo=Muslims in Europe: Country guide |língua=en|acessodata=12/6/2018}}</ref> mas apenas {{formatnum:50000}} são [[Nacionalidade italiana|cidadãos italianos]]. Há também {{formatnum:110000}} [[Budismo|budistas]] (0,2%),<ref name="caritas"/><ref>{{Citar web|url=http://www.buddhismo.it/ente.htm|título=Unione Buddhista Italiana: l'Ente|acessodata=12/6/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20070404034319/http://www.buddhismo.it/ente.htm#|arquivodata=04/04/2007|urlmorta=yes}}</ref><ref>{{Citar web |url=http://www.sgi-italia.org/ |título=Istituto Buddista Italiano Soka Gakkai|acessodata=12/6/2018}}</ref> {{formatnum:70000}} [[Siquismo|siques]],<ref>{{Citar web|url=http://www.etnomedia.org/14.htm|título=Etnomedia|acessodata=12/6/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090621064338/http://www.etnomedia.org/14.htm#|arquivodata=21/06/2009|urlmorta=yes}}</ref> e {{formatnum:70000}} [[Hinduísmo|hindus]] (0,1%).<ref name=EBdemog/>
 
=== Cidades mais populosas ===
A [[Força Aérea Italiana]] é uma das maiores forças aéreas da OTAN. Em 2016 tinha a sua disposição 85 caças [[Eurofighter Typhoon]], 9&nbsp;F-35 e 56 [[Panavia Tornado]], além de 53 [[AMX A-1|AMX]]s na função de ataque ao solo, configurando 202 aeronaves de combate a jato, de um número total de 716 aeronaves.<ref>{{Citar livro |titulo = World Air Forces directory 2016 |autor = Sandra Lewis-Rice, John Maloney & Marc-Antony Payne |url = http://www.flightglobal.com/waf2014 |editor = Flightglobal |local = Sutton, Surrey, UK |ano = 2015 |p =19 }}</ref> A função de transporte aéreo é realizada pelos [[Lockheed C-130 Hercules|C-130 Hercules]] e [[Alenia C-27J Spartan]], o último de fabricação italiana.<ref name=2012_Aerospace>"World Military Aircraft Inventory". ''2012 Aerospace''. Aviation Week and Space Technology, January 2012.</ref>
 
Um corpo autônomo das forças militares, os carabineiros, são a [[gendarmaria]] e a [[polícia militar]] da Itália, policiando a população civil e militar junto dos {{ilc|nlk=x|outros serviços de polícia|Polícia (Itália)}}. Enquanto que diferentes ramos dos carabineiros reportam para ministros diferentes para cada uma das suas funções individuais, para as funções de manutenção da segurança e ordem pública, os corpos reportam para o Ministros do Interior.<ref>{{citacitar web|url=http://www.carabinieri.it/Internet/Multilingua/EN/GoverningBodies/|title=The Carabinieri Force is linked to the Ministry of Defence|publicado=Carabinieri|acessodata=14/5/2010|urlmorta=não|wayb=20110430214042|df=dmy-all }}</ref>
 
=== Crime e aplicação da lei ===
A aplicação da lei na Itália é providenciada por múltiplas forças policiais, cinco das quais são agências nacionais italianas. A [[Polícia do Estado (Itália)|Polícia do Estado]] (''Polizia di Stato'') é a polícia civil nacional da Itália. Junto com os deveres de patrulha, investigação e aplicação da lei, ela patrulha as [[autoestrada]]s da Itália e vigia a segurança das [[ferrovia]]s, pontes e cursos de água. Os ''carabinieri'', nome comum para a Arma dos Carabineiros que também fazem parte das Forças Armadas da Itália, também têm deveres de polícia, atuando como a polícia militar da Itália. Outro ramo das forças armadas, a Guarda de Finanças também atua com funções policiais. A Polícia Penitenciária (''Polizia Penitenciaria'') opera no sistema prisional italiano e manejam o transporte dos presos.<ref>"[http://www.spiegel.de/international/0,1518,460967,00.html Is the Vatican a Rogue State?]" ''[[Spiegel]]''. 19/1/2007. Acessado em 25/8/2010.</ref>
 
O sistema judiciário italiano é baseado no [[direito Romano]], modificada pelo [[código napoleônico]] e estatutos posteriores. A Suprema Corte de Cassação é a mais alta corte da Itália para recurso tanto em casos civis quanto criminais. A Corte Constitucional da República Italiana (''Corte Costituzionale'') julga em conformidade com as leis da constituição. Desde a sua aparição no meio do {{séc|XIX}}, o [[Máfia italiana|crime organizado italiano]] tem se infiltrado na vida social e econômica de muitas regiões no [[Sul da Itália]]. A mais notória organização é a ''[[Cosa nostra]]'', conhecida como Máfia siciliana, que também se expandiu para outras paragens em diferentes países, incluindo os Estados Unidos. Segundo estimativas dos anos 2007 a 2010, as receitas da máfia eram equivalentes a 6% a 9% do [[Produto interno bruto|PIB]] do PIB da Itália.<ref>{{citar web |url=http://www.ilsole24ore.com/art/SoleOnLine4/Economia%20e%20Lavoro/2008/11/confesercenti-mafia-racket-pizzo.shtml?uuid=20ff3b9c-afe7-11dd-8057-9c09c8bfa449 |titulo=Confesercenti, la crisi economica rende ancor più pericolosa la mafia |autor=Claudio Tucci |data=11/11/2008 |publicado=Ilsole24ore.com |língua=Italiano |acessodata=21/4/2011 |urlmorta=não |wayb=20110427081220|df=dmy-all}}</ref><ref>{{citar web |url=https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/italy/6957240/Italy-claims-finally-defeating-the-mafia.html |titulo=Italy claims finally defeating the mafia |autor=Nick Squires |data=9/1/2010 |acessodata=21/4/2011 |urlmorta=no |wayb=20110429173631|df=dmy-all}}</ref><ref>{{citar jornal|url=https://www.nytimes.com/2007/10/22/world/europe/22iht-italy.4.8001812.html?_r=1|obra=The New York Times|titulo=Mafia crime is 7% of GDP in Italy, group reports|primeiro=Peter|último=Kiefer|data=22/10/2007|acessodata=19/4/2011|urlmorta=no|wayb=20110501085052|df=dmy-all}}</ref>
 
Um relatório de 2009, identificou 610 [[comuna]]s com forte presença da máfia, onde 13 milhões de italianos vivem e 14,6% do PIB italiano é produzido.<ref>{{citar web|url=http://www.antimafiaduemila.com/content/view/20052/78/ |titulo=Rapporto Censis: 13 milioni di italiani convivono con la mafia |autor=Maria Loi |data=1/10/2009 |publicado=Antimafia Duemila |língua=Italiano |acessodata=21/4/2011 |urlmorta=sim |wayb=20110429082416}}</ref><ref>{{citar jornal| url=https://www.theguardian.com/world/2009/oct/01/mafia-influence-hovers-over-italians| local=Londres| titulo=Mafia's influence hovers over 13&nbsp;m Italians, says report|primeiro=Tom| ultimo=Kington| data=1/10/2009| acessodata=5/5/2010| urlmorta=não| wayb=20130908050448|df=dmy-all}}</ref> A [['Ndrangheta]], na [[Calábria]], é provavelmente a organização criminosa mais poderosa atualmente na Itália, possuindo poder sobre 3% do PIB do país.<ref>{{citar web |url=http://mafiatoday.com/sicilian-mafia-ndrangheta/italy-anti-mafia-police-arrest-35-suspects-in-northern-lombardy-region/ |titulo=Italy: Anti-mafia police arrest 35 suspects in northern Lombardy region |autor=ANSA |data=14/3/2011|editor=Mafia Today |acessodata=21/4/2011 |urlmorta=não |wayb=20110429100220|df=dmy-all}}</ref>
 
No entanto, com 0,013 homicídios por {{formatnum:1000}} habitantes, a Itália tem somente o 47.ª&nbsp;maior taxa de homicídios (em um grupo de 62 países) e a 43.ª&nbsp;maior taxa de estupros por {{formatnum:1000}} habitantes (em um grupo de 65 países), índices relativamente baixos entre países desenvolvidos.<ref name="NationMaster.com">{{citar web|url=http://www.nationmaster.com/graph/cri_mur_percap-crime-murders-per-capita|título=Crime Statistics – Murders (per capita) (most recent) by country|publicado=NationMaster.com|acessodata=4/4/2010|urlmorta=não|wayb=20080929181837|df=dmy-all}}</ref>
 
=== Relações exteriores ===
Mais especificamente, a Itália sofre de deficiências estruturais, devido à sua conformação geográfica e a falta de [[Matéria-prima|matérias-primas]] e recursos energéticos: em 2006 o país importou mais de 86% do seu consumo total de energia (99,7% dos combustíveis sólidos, 92,5% de petróleo, 91,2% de gás natural e 15% da electricidade).<ref>{{citar jornal|url=http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-DK-08-001/EN/KS-DK-08-001-EN.PDF|título=Energy, transport and environment indicators|autor =[[Eurostat]]|acessodata=10/5/2009}}</ref><ref>{{citar jornal|url=http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-GH-09-001/EN/KS-GH-09-001-EN.PDF|título=Panorama of energy|autor =[[Eurostat]]|acessodata= 10/5/2009}}</ref> A economia italiana está enfraquecida pela falta de desenvolvimento da infraestrutura, reformas de mercado e investimento em pesquisa, além de um também elevado [[déficit público]].<ref name=devp3/> No [[Índice de Liberdade Econômica]] de 2008, o país ocupou o 64º lugar no mundo e o 29º na [[Europa]], a classificação mais baixa da [[zona euro]]. A Itália ainda recebe a ajuda ao desenvolvimento da União Europeia a cada ano. Entre 2000 e 2006, a Itália recebeu 27,4 bilhões de [[euro]]s da UE.<ref>{{Citar web|url=http://ec.europa.eu/regional_policy/sources/docgener/informat/country2009/it_en.pdf |título=European Cohesion Policy in Italy |formato=PDF|acessodata=30/10/2010}}</ref>
 
O país tem uma burocracia estatal ineficiente, baixa proteção aos direitos de propriedade e altos níveis de [[corrupção política]], além de uma tributação pesada e gastos públicos que em 2008 representavam cerca da metade do PIB nacional.<ref name="economicfreedom">{{Citar web |url=http://www.heritage.org/research/features/index/country.cfm?ID=Italy |wayb=20080503060552 |título=Índice de Liberdade Econômica |publicado=[[Heritage Foundation]] |acessodata=4/11/2008 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20081104144657/http://www.heritage.org/research/features/index/country.cfm?id=Italy# |arquivodata=04/11/2008 |urlmorta=yes }}</ref> Além disso, os gastos do país em [[pesquisa e desenvolvimento]] (P&D) em 2006 foram equivalentes a 1,14% do PIB, abaixo da média da UE de 1,84% e do alvo [[Estratégia de Lisboa]] de dedicar 3% do PIB para atividades de P&D.<ref>{{Citar web|url=http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-SF-08-091/EN/KS-SF-08-091-EN.PDF|título=R&D Expenditure and Personnel|autor=[[Eurostat]]|acessodata=10/5/2009|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090619173410/http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-SF-08-091/EN/KS-SF-08-091-EN.PDF#|arquivodata=19/06/2009|urlmorta=yes}}</ref> De acordo com um relatório de 2007 dos ''Confesercenti'', uma associação empresarial importante na Itália, o [[Máfia|crime organizado na Itália]] representava o "maior segmento da economia italiana", respondendo por 90 bilhões de&nbsp;€ em receitas e 7% do PIB da Itália.<ref name="mafia-7">{{citar jornal|título= Mafia crime is 7% of GDP in Italy, group reports |primeiro = Peter |último = Kiefer |data= 22/10/2007 |obra= [[New York Times]] | url= http://www.nytimes.com/2007/10/22/world/europe/22iht-italy.4.8001812.html}}</ref>
 
=== Turismo ===
== Infraestrutura ==
=== Transportes ===
[[Imagem:Elettrotreno_ETR.400.jpg|thumb|esquerda|O [[Frecciarossa 1000]] da [[Ferrovie dello Stato|FS]] chega a 400&nbsp;km/h<ref>{{citar web|título=Frecciarossa 1000 in Figures|url=http://www.fsitaliane.it/fsi-en/GROUP/Safety-and-Technology/Frecciarossa1000:-the-train-of-the-future/Frecciarossa-1000-in-Figures|publicado=Ferrovie dello Stato Italiane|acessodata=24/11/2014|urlmorta=yes|wayb=20141218192603|df=dmy-all|arquivourl=https://web.archive.org/web/20141218192603/http://www.fsitaliane.it/fsi-en/GROUP/Safety-and-Technology/Frecciarossa1000%3A-the-train-of-the-future/Frecciarossa-1000-in-Figures#|arquivodata=18/12/2014 }}</ref> e é o trem mais rápido da [[União Europeia]].<ref>{{citar web|url=http://www.railway-technology.com/projects/frecciarossa-1000-very-high-speed-train/ |título=Frecciarossa 1000 Very High-Speed Train |publicado=Railway Technology |data= |acessodata=2016/05/05}}</ref>]]
 
Em 2004 o setor de transporte na Itália gerou um valor de negócios de {{Tooltip num|119.4|1 000 000 000|bilhões|9|119400000000}} de euros, empregando {{formatnum:935500}} pessoas em {{formatnum:153700}} empresas. Com relação a rede nacional de estradas, haviam {{fmtn|668721|km}} de rodovias utilizáveis na Itália, incluindo {{fmtn|6487|km}} de autoestradas,<ref>{{Citar web |url=http://www.autostrade.it/en/index.html |título=Autostrade per l'Italia SpA |acessodata=2 de outubro de 2008 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20050312011423/http://www.autostrade.it/en/index.html# |arquivodata=12 de março de 2005 |urlmorta=yes }}</ref> possuídas pelo estado italiano mas operados pela empresa privada da [[Atlantia (empresa)|Atlantia]]. Em 2005, havia na Itália cerca de {{formatnum:34667000}} [[automóvel|carros de passageiros]] (590 carros por {{formatnum:1000}} pessoas).<ref name="European Commission">{{citar web|url=http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-DA-07-001/EN/KS-DA-07-001-EN.PDF|título=Panorama of Transport|formato=PDF|autor=[[Comissão Europeia]]|acessodata=3/5/2009|urlmorta=yes|wayb=20090407142402|df=dmy-all|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090407142402/http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-DA-07-001/EN/KS-DA-07-001-EN.PDF#|arquivodata=07/04/2009 }}</ref>
 
As [[transporte ferroviário|linhas férreas]] na Itália totalizam {{fmtn|16627|km}}, a 17ª maior rede ferroviária do mundo, e são operadas pela [[Ferrovie dello Stato]]. [[Trem de alta velocidade|trens de alta velocidade]] incluem os da classe [[ElettroTreno|ETR]], dos quais o {{lknb|ETR|500}} viaja a 300&nbsp;km/h. Em 1991, a [[Treno Alta Velocità|Treno Alta Velocità SpA]] (TAV) foi criada, uma [[sociedade de propósito específico]] pertencente à [[Rete Ferroviaria Italiana|RFI]] (controlada pela Ferrovie dello Stato) para o planejamento e construção de linhas para [[trem de alta velocidade]] ao longo das linhas mais importantes e saturadas da Itália. O objetivo da construção do TAV é de melhorar a viagem ao longo das linhas ferroviárias mais saturadas da Itália e adicionar novos trilhos a estas linhas, notadamente nos eixos [[Milão]]-[[Nápoles]] e [[Turim]]-Milão-[[Veneza]].<ref name="European Commission2">{{citar web|url=http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-DA-07-001/EN/KS-DA-07-001-EN.PDF|título=Panorama of Transport|formato=PDF|autor=[[Comissão Europeia]]|acessodata=3/5/2009|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090407142402/http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-DA-07-001/EN/KS-DA-07-001-EN.PDF#|arquivodata=07/04/2009|urlmorta=yes}}</ref>
 
A [[energia nuclear]] na Itália é um tópico controverso. Apesar de ter sido uma das primeiras nações a produzir energia nuclear no início dos anos 1960, todas as [[Central nuclear|usinas nucleares]] foram fechadas em 1990, na sequência de um referendo em 1987 em que a população italiana escolheu se opor a energia nuclear. Uma tentativa para mudar essa decisão ocorreu em 2008 pelo governo, que classificou o fim da produção de energia nuclear como um "grande erro, cujos custos totalizam mais de {{Tooltip num|50|1 000 000 000|bilhões|9|50000000000}} de euros".<ref>{{citar jornal|url= http://www.world-nuclear-news.org/NP_Nuclear_phase_out_a_50_billion_mistake_2010081.html|titulo=Nuclear phase out a '€50 billion mistake'|data= 20/10/2008|acessodata= 21/10/2008 }}
</ref> O Ministro do Desenvolvimento Econômico [[Claudio Scajola]] propôs construir até 10 novos [[Reator nuclear|reatores]], com o objetivo da energia nuclear passar a representar cerca de 25% da demanda de eletricidade da Itália por volta de 2030.<ref>{{citar web|url=http://www.canada.com/calgaryherald/news/calgarybusiness/story.html?id=6c824634-0230-49c8-8f78-08e8dc7690bb|titulo=Italy to build 8–10 nuclear reactors|data=17/10/2008|acessodata=19/05/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20160611122414/http://www.canada.com/calgaryherald/news/calgarybusiness/story.html?id=6c824634-0230-49c8-8f78-08e8dc7690bb#|arquivodata=11/06/2016|urlmorta=yes}}</ref> No entanto, o [[Acidente nuclear de Fukushima I|acidente nuclear de Fukushima]] em 2011 levou o governo italiano a declarar uma moratória de um ano nos planos de reutilização da energia nuclear.<ref>{{citar web |url=http://www.businessweek.com/ap/financialnews/D9M504RG0.htm |titulo=Italy puts 1 year moratorium on nuclear|data=23/3/2018}}</ref> Em 11 e 12 de junho de 2011, o povo italiano votou no referendo para cancelar os planos para novos reatores<ref>{{citar web|url=http://referendum.interno.it/referendum/refe110612/RFT0003.htm|titulo=Italy Nuclear Referendum Results|data=13/6/2011|urlmorta=yes|wayb=20120325171121|acessodata=19/05/2018|arquivourl=https://web.archive.org/web/20120325171121/http://referendum.interno.it/referendum/refe110612/RFT0003.htm#|arquivodata=25/03/2012 }}</ref>
 
A Itália tinha uma meta programada pela União Europeia de atingir em 2020 17% de cobertura por [[energia renovável|energias renováveis]] do seu consumo energético total, no entanto excedeu essa porcentagem em 2014, alcançando 17,1%.<ref>{{CitaCitar web|url=http://ec.europa.eu/eurostat/documents/2995521/7155577/8-10022016-AP-EN.pdf/38bf822f-8adf-4e54-b9c6-87b342ead339|titulo=Share of renewables in energy consumption in the EU rose further to 16% in 2014. Eurostat News Release, 10 February 2016.}}</ref> O consumo bruto de energia de fontes renováveis aumentou de 17,36&nbsp;[[Tonelada equivalente de petróleo|tep]] em 2010 para 21,14&nbsp;tep no fim de 2015. A maior parte do crescimento se deu na eletricidade, no qual o setor aumentou em 58,3%. Em 2015, o [[Energia geotérmica|setor termal]] registrou um aumento de 5,7% enquanto que o de [[Transmissão de energia elétrica|transporte]] mostrou uma queda de 16,9%. A hidroeletricidade era o maior contribuinte para a energia renovável, com {{fmtn|18531|MW}} de capacidade instalada.<ref>{{Citar web|url=http://www.gse.it/it/Statistiche/RapportiStatistici/Pagine/default.aspx|título=Rapporti Statistici. Dati preliminari 2015|ano=2016|publicado=Gestore dei servizi energetici. www.gse.it|língua=it|acessodata=11 de junho de 2018|wayb=20160408233933|arquivourl=https://web.archive.org/web/20171018022905/http://www.gse.it/it/Statistiche/RapportiStatistici/Pagine/default.aspx#|arquivodata=18 de outubro de 2017|urlmorta=yes}}</ref>
 
== Cultura ==
[[Imagem:Dante03.jpg|upright=0.9|thumb|[[Dante]], com a montanha do [[Purgatório]] ao fundo, exibe a ''[[Divina Comédia]]'' em um detalhe da pintura de [[Agnolo Bronzino]], 1530]]
 
A literatura italiana começou após a [[fundação de Roma]] no {{-séc|VIII}} A [[literatura latina]] era, e ainda é, altamente influente no mundo, com vários escritores, poetas, filósofos e historiadores, tais como [[Plínio, o Velho]], [[Plínio, o Jovem]], [[Virgílio]], [[Horácio]], [[Propércio]], [[Ovídio]] e [[Lívio]]. Os [[Roma Antiga|romanos]] também eram famosos por sua tradição oral, [[poesia]], [[drama]] e [[epigrama]]s.<ref>{{citar web|título=''Poetry and Drama: Literary Terms and Concepts.''|publicado=The Rosen Publishing Group|data=2011|url=https://books.google.com/books?id=LHA_SydyKOYC&pg=PA39&dq|acessodata=18/10/2011}}</ref> Nos primeiros anos do {{séc|XIII}}, [[São Francisco de Assis]] foi considerado o primeiro poeta italiano pelos críticos literários, com sua canção religiosa ''[[Cântico das Criaturas]]''.<ref>{{citar livro|capítulo=2 – Poetry. Francis of Assisi (pp. 5ff.) |capítulourl=https://books.google.com/books?id=3uq0bObScHMC&pg=PA5&dq=%22Poetry+Francis+of+Assisi%22 |título=The Cambridge History of Italian Literature | url=https://books.google.com/books?id=3uq0bObScHMC&printsec=frontcover |editor-nome1 =Peter |editor-sobrenome1 =Brand |editor-nome2 =Lino |editor-sobrenome2 =Pertile |ano=1999 |publicado=[[Cambridge University Press]] | isbn=978-0-52166622-0 |acessodata=31/12/2015 |urlmorta= não|wayb=20160610172548|df=dmy-all}}</ref>
 
Outra voz italiana originou-se na [[Sicília]]. Na corte do imperador [[Frederico II do Sacro Império Romano-Germânico|Frederico II]], que governou o [[Reino da Sicília|reino siciliano]] durante a primeira metade do {{séc|XIII}}, as letras modeladas em formas e temas {{ilc|provençais|Literatura provençal|Literatura occitana|lk=Provença}} eram escritas em uma versão refinada do vernáculo local. O mais importante desses poetas foi o [[notário]] [[Giacomo da Lentini]], inventor do [[soneto]], embora o mais famoso sonetista primitivo seja [[Francesco Petrarca|Petrarca]].<ref>Ernest Hatch Wilkins, ''The invention of the sonnet, and other studies in Italian literature'' (Rome: Edizioni di Storia e letteratura, 1959), 11–39</ref>
 
[[Guido Guinizelli]] é considerado o fundador do ''[[Dolce stil novo|Dolce Stil Novo]]'', uma [[escola literária]] que acrescentou uma dimensão filosófica à poesia amorosa tradicional. Essa nova compreensão do [[amor]], expressa num estilo suave e puro, influenciou [[Guido Cavalcanti]] e o poeta [[República de Florença|florentino]] [[Dante Alighieri]], que estabeleceu a base da moderna [[língua italiana]]; sua maior obra, a ''[[Divina Comédia]]'', é considerada uma das principais declarações literárias produzidas na [[Europa]] durante a Idade Média; além disso, o poeta inventou a complicada ''[[terza rima]]''. Os dois grandes escritores do {{séc|XIV}}, Petrarca e [[Giovanni Boccaccio]], procuraram e imitaram as obras da antiguidade e cultivaram suas próprias personalidades artísticas. Petrarca alcançou fama através de sua coleção de poemas, ''{{lknb|Il|Canzoniere}}''. A poesia de amor de Petrarca serviu de modelo durante séculos. Igualmente influente foi ''[[Decamerão]]'', de Boccaccio, uma das mais populares coleções de [[conto]]s de todos os tempos.<ref>{{citar enciclopédia|título= Giovanni Boccaccio: The Decameron.|enciclopédia= [[Encyclopædia Britannica]]|local=| url = http://www.britannica.com/EBchecked/topic/70836/Giovanni-Boccaccio/755/The-Decameron|acessodata=18/12/2013|urlmorta= não|wayb=20131219020413|df=dmy-all}}</ref>
[[Imagem:Portrait of Niccolò Machiavelli by Santi di Tito.jpg|thumb|esquerda|upright|[[Nicolau Maquiavel]], fundador da ciência política e [[ética]] modernas]]
 
 
[[Giovanni Francesco Straparola]] e [[Giambattista Basile]], que escreveram ''[[As noites agradáveis]]'' {{nwrap||1550|1555}} e ''[[Pentamerone|Il&nbsp;Pentamerone]]'' (1634), respectivamente, publicaram algumas das primeiras versões conhecidas de [[contos de fadas]] na Europa.<ref>Steven Swann Jones, ''The Fairy Tale: The Magic Mirror of Imagination'', Twayne Publishers, New York, 1995, {{ISBN|0-8057-0950-9}}, p38</ref><ref>Bottigheimer 2012a, 7; Waters 1894, xii; Zipes 2015, 599.</ref><ref>{{citation |último =Opie |primeiro =Iona |authorlink2=Peter Opie|primeiro2 =Peter|último2 = Opie |autorlink =Iona Opie |título=The Classic Fairy Tales |local=Oxford and New York |publicado=[[Oxford University Press]] |data=1974 |isbn=0-19-211559-6}}</ref> No início do {{séc|XVII}}, algumas obras literárias foram criadas, como o longo poema mitológico de [[Giambattista Marino]], ''[[Giambattista Marino|L'Adone]]''. O período [[barroco]] também produziu a clara prosa científica de [[Galileu]], bem como ''[[A Cidade do Sol]]'', de [[Tommaso Campanella]], uma descrição de uma sociedade perfeita governada por um filósofo-sacerdote. No final do {{séc|XVII}}, os [[arcadianos]] começaram um movimento para restaurar a simplicidade e a contenção clássica à poesia, como nos heroicos melodramas de [[Metastasio]].<ref name="BritLite"/> No {{séc|XVIII}}, o dramaturgo [[Carlo Goldoni]] criou peças escritas completas, muitas retratando o cotidiano de sua época.<ref>{{citar web |url=https://www.britannica.com/biography/Carlo-Goldoni |titulo=Carlo Goldoni |editor=Enciclopédia Britânica |acessodata=12/6/2018}}</ref>
[[Imagem:Pinocchio.jpg|upright|thumb|[[Pinóquio]], o personagem-título de ''[[As Aventuras de Pinóquio]]'', de [[Carlo Collodi]], um ícone cultural e uma peça canônica da [[literatura infantil]].<ref name=Gasparini/><ref>{{citar web|url=http://www.encyclopedia.com/article-1G2-2697200012/pinocchio-carlo-collodi.html |título=Pinocchio: Carlo Collodi – Children's Literature Review |publicado=Encyclopedia.com|acessodata=1/10/2015 |urlmorta= não|wayb=20151003075814|df=dmy-all}}</ref>]]
 
O [[romantismo]] coincidiu com algumas ideias do ''[[Risorgimento]]'', o movimento patriótico que trouxe a unidade política da Itália e a liberdade da dominação estrangeira. Escritores italianos abraçaram o romantismo no início do {{séc|XIX}}. A época do renascimento da Itália foi anunciada pelos poetas [[Vittorio Alfieri]], [[Ugo Foscolo]] e [[Giacomo Leopardi]]. As obras de [[Alessandro Manzoni]], o principal autor romântico italiano, são um símbolo da unificação italiana por sua mensagem patriótica e por seus esforços no desenvolvimento da moderna e unificada língua italiana; sua obra ''{{lknb|Os|Noivos}}'' foi o primeiro [[romance histórico]] italiano a glorificar os valores cristãos da justiça e da providência, sendo considerado o romance em língua italiana mais famoso e mais lido.<ref name="Archibald Colquhoun 1954">Archibald Colquhoun. ''Manzoni and his Times.'' J. M. Dent & Sons, London, 1954.</ref>
No final do {{séc|XIX}}, um movimento literário [[Realismo|realista]] chamado [[verismo]] desempenhou um papel importante na literatura italiana; [[Giovanni Verga]] e [[Luigi Capuana]] foram seus principais expoentes. No mesmo período, [[Emilio Salgari]], escritor de [[swashbuckler|literatura de capa e espada]]<ref name=gmarr/> e pioneiro da [[ficção científica]],<ref>{{Citar web|url=http://www.fantascienza.net/vegetti/GDT/Salgari.htm|título=Emilio Salgari e le pseudo-meraviglie del Duemila|último=de Turris|primeiro=Gianfranco|publicado=www.fantascienza.net|língua=it|acessodata=11 de junho de 2018}}</ref> publicou sua série ''[[Sandokan]]''.<ref name=gmarr>{{citar livro|autor1 =Gaetana Marrone|autor2 =Paolo Puppa|título=Encyclopedia of Italian Literary Studies|url=https://books.google.com/books?id=d9NcAgAAQBAJ&pg=PA1654|ano=2006|publicado=Routledge|isbn=978-1-135-45530-9|página=1654}}</ref> Em 1883, [[Carlo Collodi]] também publicou o romance ''[[As Aventuras de Pinóquio]]'', o clássico infantil de um autor italiano mais celebrado mundialmente e o livro não religioso mais traduzido do mundo.<ref name=Gasparini>Giovanni Gasparini. ''La corsa di Pinocchio''. Milano, Vita e Pensiero, 1997. p. 117. {{ISBN|88-343-4889-3}}</ref> O movimento chamado [[futurismo]] influenciou a literatura italiana no início do {{séc|XX}}. [[Filippo Tommaso Marinetti]] escreveu o ''[[Manifesto Futurista]]'', clamando pelo uso de linguagem e metáforas que glorificavam a velocidade, o dinamismo e a violência da era da máquina.<ref>{{citar livro|último =|primeiro =|título=The 20th-Century art book.|ano=2001|publicado=Phaidon Press|local=dsdLondon|isbn=0714835420|edição=Reprinted.}}</ref>
 
Até 2018, seis autores literários foram distinguidos com [[Prémio Nobel|Prêmio Nobel]]: [[Giosuè Carducci]] em 1906, a escritora realista [[Grazia Deledda]] em 1926, o [[dramaturgo]] e poeta [[Luigi Pirandello]] em 1934, os poetas [[Salvatore Quasimodo]] em 1959 e [[Eugenio Montale]] em 1975 e o autor satírico e teatral [[Dario Fo]] em 1997.<ref>{{citar web|url=http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/|título=All Nobel Prizes in Literature|publicado=Nobelprize.org|acessodata=30/05/2011|urlmorta= não|wayb=20110529091551|df=dmy-all}}</ref>
 
=== Arquitetura ===
{{Artigo principal|Arte da Itália|Pintura da Itália}}
 
A história das [[artes visuais]] italianas faz parte da história da [[pintura ocidental]]. A [[arte romana]] foi influenciada pela [[Arte da Grécia Antiga|da Grécia Antiga]] e pode, em parte, ser tomada como um descendente da pintura grega antiga. No entanto, a pintura romana tem importantes características únicas; as sobreviventes são [[Muralismo|pinturas murais]], muitas delas das [[Vila (Roma Antiga)|vilas]] da [[Campânia]], no sul da Itália. Essa pintura pode ser agrupada em 4 "estilos" ou períodos principais<ref>{{citar web|url=http://www.art-and-archaeology.com/roman/painting.html |título=Roman Painting |publicado=art-and-archaeology.com |urlmorta= não|wayb=20130726163006|df=dmy-all}}</ref> e pode conter os primeiros exemplos de ''[[trompe-l'oeil]]'', pseudo-perspectiva e paisagem pura.<ref>{{citar web |url=http://www.accd.edu/sac/vat/arthistory/arts1303/Rome4.htm |título=Roman Wall Painting |publicado=accd.edu |urlmorta=yes |wayb=20070319123717 |acessodata=29 de maio de 2018 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20070319123717/http://www.accd.edu/sac/vat/arthistory/arts1303/Rome4.htm# |arquivodata=19 de março de 2007 }}</ref>
 
A pintura em painel torna-se mais comum durante o [[Arte românica|período românico]], sob a forte influência de [[ícone]]s [[Arte bizantina|bizantinos]]. Em meados do {{séc|XIII}}, a [[arte medieval]] e a [[Arte gótica|pintura gótica]] tornaram-se mais realistas, com o início do interesse na representação de volume e perspectiva na Itália com [[Cimabue]] e, em seguida, seu aluno [[Giotto]]. De Giotto em diante, o tratamento da composição pelos melhores pintores também foi muito mais livre e inovador. Eles são considerados os dois grandes mestres da pintura na [[cultura ocidental]].<ref>{{citar web |url=http://www.howtotalkaboutarthistory.com/reader-questions/why-was-cimabue-so-important/ |titulo=Why was Cimabue so Important? |editor=How To Talk About Art History |data=4/1/2017|acessodata=12/6/2018}}</ref><ref name="Arte">{{citar web |url=https://www.britannica.com/place/Italy/The-arts|titulo=The arts|obra=Encyclopædia Britannica|acessodata=29/5/2018}}</ref>
=== Música ===
{{Artigo principal|Música da Itália}}
[[Imagem:Giacomo Puccini pianoforte.jpg|thumb|[[Giacomo Puccini]], compositor italiano cujas óperas, incluindo ''[[La bohème]]'', ''[[Tosca]]'', ''[[Madama Butterfly]]'' e ''[[Turandot]]'', estão entre as mais frequentemente realizadas em todo o mundo no [[Lista das óperas mais importantes|repertório padrão]].<ref>{{citar web |url=http://www.operaamerica.org/pressroom/quickfacts2006.html |título=Quick Opera Facts 2007 |publicado=OPERA America |ano=2007 |acessodata=23/4/2007 |wayb=20061001054025 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20061001054025/http://www.operaamerica.org/pressroom/quickfacts2006.html# |arquivodata=01/10/2006 |urlmorta=yes }}</ref><ref>{{citar web| url=http://opera.stanford.edu/misc/Dornic_survey.html |título=An Operatic Survey |publicado=Opera Glass |autor =Alain P. Dornic |ano=1995 |acessodata=23/4/2007 |urlmorta= não|wayb=20070914030020| df=dmy-all}}</ref>]]
[[Imagem:Luciano Pavarotti in Saint Petersburg.jpg|thumb|[[Luciano Pavarotti]], um dos mais famosos [[tenor]]es de todos os tempos]]
 
[[Imagem:Milan Fashion Week 2.jpg|thumb|[[Semana da Moda de Milão]]]]
 
A moda italiana tem uma longa tradição e é considerada uma das mais importantes do mundo. [[Milão]], [[Florença]] e [[Roma]] são as principais [[capitais da moda]] da Itália. De acordo com o Top Global Fashion Rankings 2013 da Global Language Monitor, Roma ficou em sexto lugar no mundo, enquanto Milão estava em décimo segundo lugar.<ref>{{citar web|url=http://www.languagemonitor.com/fashion/sorry-kate-new-york-edges-paris-and-london-in-top-global-fashion-capital-10th-annual-survey/|título=New York Takes Top Global Fashion Capital Title from London, edging past Paris|publicado=Languagemonitor.com|data=|acessodata=25/2/2014|urlmorta=yes|wayb=20140222011026|df=dmy-all|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140222011026/http://www.languagemonitor.com/fashion/sorry-kate-new-york-edges-paris-and-london-in-top-global-fashion-capital-10th-annual-survey/#|arquivodata=22/02/2014 }}</ref> As grandes [[Marca|grifes]] italianas, como [[Gucci]], [[Armani]], [[Prada]], [[Versace]], [[Valentino (empresa)|Valentino]], [[Dolce & Gabbana]], [[Missoni]], [[Fendi]], [[Moschino]], [[Max Mara]], [[Trussardi]] e [[Ferragamo]], para citar algumas, são consideradas das melhores casas de moda do mundo. Além disso, a ''[[Vogue (revista)|Vogue Italia]]'' é considerada uma das mais conceituadas revistas de moda do mundo.<ref>{{citar periódico| url = https://books.google.com/?id=pkeaOOxb_isC&pg=PA16#v=onepage&q=&f=false |título= Your Modeling Career: You Don't Have to Be a Superstar to Succeed | isbn = 978-1-58115-045-2 |primeiro =Debbie |último = Press |ano= 2000}}</ref>
 
A Itália também é proeminente no campo do ''[[design]]'', notavelmente [[design de interiores]], design arquitetônico, [[design industrial]] e [[design urbano]]. O país produziu alguns renomados designers de móveis, como [[Gio Ponti]] e [[Ettore Sottsass]], e frases em italiano como "Bel Disegno" e "Linea Italiana" entraram no vocabulário do ''design'' de móveis.<ref>{{citar web |url=https://books.google.com.br/books?id=2AIso3ujCqkC&pg=PA191&lpg=PA191&dq=bel+Disegno%22+e+%22Linea+Italiana&source=bl&ots=wrBCeiAjcn&sig=7iCATRmDyrSm8CuaPJ9BuN09J48&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjC2_rSh87bAhUGkJAKHUW3AkYQ6AEIOjAG#v=onepage&q=bel%20Disegno%22%20e%20%22Linea%20Italiana&f=false |titulo=Twentieth Century Design |autor= Jonathan M. Woodham |data=1997 |acessodata=12/6/2018}}</ref> Exemplos de peças clássicas de móveis e móveis brancos italianos incluem as máquinas de lavar e geladeiras da [[Zanussi]],<ref name="Insight Guides 2004 p.220">Insight Guides (2004) p.220</ref> os sofás "New Tone" da [[Atrium]]<ref name="Insight Guides 2004 p.220"/> e a estante pós-moderna de [[Ettore Sottsass]], inspirada na música "Stuck Inside of Mobile with the Memphis Blues Again", de [[Bob Dylan]].<ref name="Insight Guides 2004 p.220"/> Hoje, Milão e [[Turim]] são líderes do país em design arquitetônico e design industrial. A cidade de Milão recebe a [[Fiera Milano]], a maior feira de design da Europa.<ref name="wiley.com">{{citar web|url=http://www.wiley.com/WileyCDA/WileyTitle/productCd-0470026839.html |título=Design City Milan |publicado=Wiley |acessodata=3/1/2010 |urlmorta= não|wayb=20101206052654|df=dmy-all}}</ref> Milão também hospeda grandes eventos e locais relacionados a design e arquitetura, como o "Fuori Salone" e o Salone del Mobile, além de abrigar os designers [[Bruno Munari]], [[Lucio Fontana]], [[Enrico Castellani]] e [[Piero Manzoni]].<ref>{{citar web |url=http://www.frieze.com/issue/article/milan_turin |título=Frieze Magazine – Archive – Milan and Turin |publicado=Frieze |acessodata=3/1/2010 |urlmorta=yes |wayb=20100110123141 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20100110123141/http://www.frieze.com/issue/article/milan_turin# |arquivodata=10/01/2010 }}</ref>
 
=== Culinária ===
[[Imagem:Italian food.JPG|thumb|esquerda|Pratos italianos: [[pizza]] ([[Pizza Margherita|margherita]]); ''[[Massa alimentícia|pasta]]'' ([[carbonara]]); ''[[Café expresso|espresso]]'' e ''[[gelato]]'']]
 
A [[culinária italiana]] se desenvolveu através de séculos de mudanças sociais e políticas, com raízes desde o {{-séc|IV}} A cozinha local, por si só, sofre influências diversas, incluindo de [[etruscos]], [[gregos antigos]], [[romanos antigos]], [[bizantinos]] e [[judeus]].<ref>{{citar web |url=http://www.inmamaskitchen.com/ITALIAN_COOKING/rome_Lazio/Rome_LAZIO.html |título=Italian Cooking: History of Food and Cooking in Rome and Lazio Region, Papal Influence, Jewish Influence, The Essence of Roman Italian Cooking |publicado=Inmamaskitchen.com |acessodata=24/4/2010 |urlmorta=yes |wayb=20100410100532 |df=dmy-all |arquivourl=https://web.archive.org/web/20100410100532/http://inmamaskitchen.com/ITALIAN_COOKING/rome_Lazio/Rome_LAZIO.html# |arquivodata=10/04/2010 }}</ref> Mudanças significativas ocorreram com a descoberta do [[Novo Mundo]] com a introdução de itens como [[batata]]s, [[tomate]]s, [[pimentões]] e [[milho]], agora centrais para a culinária italiana, mas não introduzidos em quantidade significativa até o {{séc|XVIII}}.<ref>{{citar web|url=http://www.epicurean.com/articles/making-of-italian-food.html |título=The Making of Italian Food...From the Beginning |publicado=Epicurean.com|acessodata=24/4/2010 |urlmorta= não|wayb=20100327080045|df=dmy-all}}</ref><ref>Del Conte, 11–21.</ref> A comida do país é conhecida por sua diversidade regional,<ref name="Culinária">{{citar web|autor =Related Articles |url=http://www.britannica.com/EBchecked/topic/718430/Italian-cuisine |título=Italian cuisine – Britannica Online Encyclopedia |publicado=Britannica.com |data=2/1/2009 |acessodata=24/4/2010 |urlmorta= não|wayb=20100716014306|df=dmy-all}}</ref><ref>{{citar web |url=http://www.indigoguide.com/italy/food.htm |título=Italian Food – Italy's Regional Dishes & Cuisine |publicado=Indigoguide.com |acessodata=24/4/2010 |urlmorta=yes |wayb=20110102020059 |df=dmy-all |arquivourl=https://web.archive.org/web/20110102020059/http://www.indigoguide.com/italy/food.htm# |arquivodata=02/01/2011 }}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.rusticocooking.com/regions.htm |título=Regional Italian Cuisine |publicado=Rusticocooking.com|acessodata=24/4/2010 |urlmorta= não|wayb=20100410072851|df=dmy-all}}</ref> abundância de gostos, além de ser conhecida por ser uma das mais populares do mundo,<ref>{{citar web|url=http://travel.cnn.com/explorations/eat/worlds-best-food-cultures-453528 |título=Which country has the best food? |publicado=CNN |data=6/1/2013 |acessodata=14/10/2013 |urlmorta= não|wayb=20130629071154|df=dmy-all}}</ref> exercendo forte influência no exterior.<ref>{{citar web|último =Freeman |primeiro =Nancy |url=http://www.sallybernstein.com/food/cuisines/us/ |título=American Food, Cuisine |publicado=Sallybernstein.com |data=2/3/2007 |acessodata=24/4/2010 |urlmorta= não|wayb=20100418064119|df=dmy-all}}</ref>
 
A [[dieta mediterrânica]] constitui a base da cozinha italiana, rica em [[Massa (alimento)|massas]], [[peixe]], [[fruta]]s e [[vegetais]] e caracterizada pela sua extrema simplicidade e variedade, com muitos pratos com apenas quatro a oito ingredientes.<ref>The Silver Spoon {{ISBN|88-7212-223-6}}, 1997 ed.</ref> Os cozinheiros italianos confiam principalmente na qualidade dos ingredientes e não na preparação elaborada.<ref>Mario Batali Simple Italian Food: Recipes from My Two Villages (1998), {{ISBN|0-609-60300-0}}</ref> Pratos e receitas são muitas vezes derivados da tradição local e familiar, em vez de criados por [[chef]]s. Muitas receitas são ideais para cozinhar em casa, sendo esta uma das principais razões por trás da crescente popularidade mundial da culinária italiana, da [[América]]<ref>{{citar web|título=Most Americans Have Dined Outin the Past Month and, Among Type of Cuisine, American Food is Tops Followed by Italian|url=http://www.harrisinteractive.com/vault/HarrisPoll18-DiningOut_4-3-13.pdf|publicado=Harris interactive|acessodata=31/8/2013|urlmorta= não|wayb=20130520205539|df=dmy-all}}</ref> à [[Ásia]].<ref>{{citar jornal|último =Kazmin|primeiro =Amy|título=A taste for Italian in New Delhi|url=http://www.ft.com/intl/cms/s/0/7ab87234-9214-11e2-851f-00144feabdc0.html#axzz2dZCeLdLg|acessodata=31/8/2013|jornal=[[Financial Times]]|data=26/3/2013}}</ref>
 
Um fator chave no sucesso da culinária italiana é sua forte dependência de produtos tradicionais; o país possui as especialidades mais tradicionais protegidas pela legislação da UE.<ref>{{citar web|último =Keane|primeiro =John|título=Italy leads the way with protected products under EU schemes|url=http://www.bordbia.ie/industryservices/information/alerts/Pages/ItalyleadsthewaywithprotectedproductsunderEUschemes.aspx|publicado=[[Bord Bia]]|acessodata=5/9/2013|urlmorta= não|wayb=20140329075250|df=dmy-all}}</ref> [[Queijo]]s, [[frios]] e [[Vinho italiano|vinho]] (que são uma parte importante da culinária italiana, com muitas declinações regionais e rótulos de [[denominação de origem protegida]] ou [[indicação geográfica protegida]]) e junto com o [[café]] (especialmente [[café expresso]]) compõem uma parte muito importante da cultura gastronômica italiana.<ref>{{citar jornal|último =Marshall|primeiro =Lee|título=Italian coffee culture: a guide|url=https://www.telegraph.co.uk/travel/destinations/europe/italy/6246202/Italian-coffee-culture-a-guide.html|acessodata=5/9/2013|jornal=[[The Daily Telegraph]]|data=30/9/2009|urlmorta= não|wayb=20131010212148|df=dmy-all}}</ref> Sobremesas têm uma longa tradição de fusão de sabores locais, como [[Citrus|frutas cítricas]], [[pistache]] e [[amêndoa]]s ,com queijos doces como [[mascarpone]] e [[ricota]] ou sabores exóticos como [[cacau]], [[baunilha]] e [[canela]]. [[Gelato]],<ref>{{citar jornal|último =Jewkes|primeiro =Stephen|título=World's first museum about gelato culture opens in Italy|url=http://www.timescolonist.com/life/travel/world-s-first-museum-about-gelato-culture-opens-in-italy-1.15866|acessodata=5/9/2013|jornal=Times Colonist|data=13/10/2012|urlmorta= não|wayb=20131016062518|df=dmy-all}}</ref> [[tiramisù]]<ref>{{citar jornal|último =Squires|primeiro =Nick|título=Tiramisu claimed by Treviso|url=https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/italy/10261930/Tiramisu-claimed-by-Treviso.html|acessodata=5/9/2013|jornal=[[The Daily Telegraph]]|data=23/8/2013|urlmorta= não|wayb=20130829091009|df=dmy-all}}</ref> e [[cassata]] estão entre os exemplos mais famosos de sobremesas, bolos e confeitaria italianas.<ref name="Culinária"/>
 
=== Cinema ===
[[Imagem:Federico_Fellini_NYWTS_2.jpg|thumb|[[Federico Fellini]], um dos maiores diretores de cinema da história.<ref>{{citar web|url=http://www.moviemaker.com/archives/moviemaking/directing/articles-directing/the-25-most-influential-directors-of-all-time-3358/|título=The 25 Most Influential Directors of All Time|obra=MovieMaker Magazine}}</ref>]]
[[Imagem:Cinecittà - Entrance.jpg|thumb|Entrada do [[Cinecittà]] em Roma, o maior estúdio de filme da Europa]]
[[Imagem:65th venice film festival.jpg|thumb|O [[Festival de Cinema de Veneza]] é o [[festival de cinema]] mais antigo do mundo e um dos "Três Grandes", ao lado de [[Festival de Cinema de Cannes|Cannes]] e [[Festival de Cinema de Berlim|Berlim]].<ref name=VeniceFilmFest>{{citar web|url=http://www.hollywoodreporter.com/news/venice-film-festival-unveils-lineup-720770|título=Venice: David Gordon Green's 'Manglehorn,' Abel Ferrara's 'Pasolini' in Competition Lineup|obra=[[The Hollywood Reporter]]|último =Anderson|primeiro =Ariston|urlmorta= não|wayb=20160218220740|df=dmy-all}}</ref><ref>{{citar jornal|url=http://time.com/3291348/addio-lido-last-postcards-from-the-venice-film-festival/|título=Addio, Lido: Last Postcards from the Venice Film Festival|obra=[[Time (magazine)|TIME]]|urlmorta= não|wayb=20140920162423|df=dmy-all}}</ref>]]
{{Artigo principal|Cinema da Itália}}
 
A história do cinema italiano começa alguns meses depois dos [[Auguste e Louis Lumière|Irmãos Lumière]] fazerem as primeiras exibições de filmes. O primeiro filme italiano tinha apenas alguns segundos, mostrando o {{lknb|Papa Leão|XIII}} dando uma bênção em frente à câmera. A indústria de filmes italianos nasceu entre 1903 e 1908 com três empresas: a Società Italiana Cines, a Ambrosio Film e a Itala Film. Outras empresas logo as seguiram em Milão e Nápoles. Em pouco tempo essas primeiras empresas atingiram bons níveis de qualidade em suas produções e seus filmes logo foram vendidos fora da Itália. O cinema foi depois usado por [[Benito Mussolini]], que fundou o renomado estúdio [[Cinecittà]] em Roma, para a produção de propaganda fascista até à Segunda Guerra Mundial.<ref>{{citar web|url=http://ccat.sas.upenn.edu/italians/resources/Amiciprize/1996/mussolini.html |título=The Cinema Under Mussolini |publicado=Ccat.sas.upenn.edu |acessodata=30/10/2010 |urlmorta= não|wayb=20100731200507|df=dmy-all}}</ref>
 
Depois da Guerra, filmes italianos foram amplamente reconhecidos e exportados até um declínio artístico por volta dos anos 1980. [[Diretor de cinema|Diretores de filmes]] italianos notáveis incluem [[Vittorio De Sica]], [[Federico Fellini]], [[Sergio Leone]], [[Pier Paolo Pasolini]], [[Luchino Visconti]], [[Michelangelo Antonioni]] e [[Roberto Rossellini]], alguns dos quais são reconhecidos entre os maiores e mais influentes produtores de filmes de todos os tempos.<ref>{{citar web|último =Ebert|primeiro =Roger|título=The Bicycle Thief / Bicycle Thieves (1949)|url=http://rogerebert.suntimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/19990319/REVIEWS08/903190306/1023|publicado=Chicago Sun-Times|acessodata=8/9/2011|urlmorta= não|arquivourl=https://www.webcitation.org/5rMY1F7y2?url=http://rogerebert.suntimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=%2F19990319%2FREVIEWS08%2F903190306%2F1023|arquivodata=20/7/2010|df=dmy-all}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.moviemaker.com/archives/moviemaking/directing/articles-directing/the-25-most-influential-directors-of-all-time-3358/|título=The 25 Most Influential Directors of All Time|obra=MovieMaker Magazine|urlmorta= não|wayb=20151211230213|df=dmy-all}}</ref><ref>{{citar web|url=http://whatculture.com/film/10-most-influential-directors-of-all-time.php/2|título=10 Most Influential Directors Of All Time|obra=WhatCulture.com|urlmorta= não|wayb=20151121112410|df=dmy-all}}</ref> Dentre os filmes, incluem-se tesouros do cinema mundial como ''[[Ladri di biciclette]]'', ''[[La dolce vita]]'', ''[[8½]]'', ''[[Il buono, il brutto, il cattivo]]'' e ''[[C'era una volta il West]]''. Entre meados da década de 1940 e início dos anos 1950 foi o apogeu do [[Neorrealismo italiano|cinema neorrealista italiano]], refletindo as condições pobres da Itália do pós-guerra.<ref>{{citar web|url=http://www.filmreference.com/encyclopedia/Independent-Film-Road-Movies/Neorealism-HISTORICAL-ORIGINS-OF-ITALIAN-NEOREALISM.html |título=Historical origins of italian neorealism – Neorealism – actor, actress, film, children, voice, show, born, director, son, cinema, scene |publicado=Filmreference.com |acessodata=7/9/2011 |urlmorta= não|wayb=20120514060041|df=dmy-all}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.criterion.com/explore/6-italian-neorealism |título=Italian Neorealism – Explore – The Criterion Collection |publicado=Criterion.com |acessodata=7/9/2011 |urlmorta= não|wayb=20110918102158|df=dmy-all}}</ref>
 
Conforme o país se tornava mais próspero nos anos 1950, uma forma de neorrealismo conhecido como neorrealismo pink se sucedeu, e outros [[gênero de filme|gêneros de filmes]], como [[peplum]] e ´''[[spaghetti western]]'' foram populares nas décadas de 1960 e 1970. Atrizes como [[Sophia Loren]], [[Giulietta Masina]] e [[Gina Lollobrigida]] alcançaram estrelato internacional durante esse período. Suspenses eróticos italianos, ou ''[[giallo]]s'', produzidos por diretores como [[Mario Bava]] e [[Dario Argento]] nos anos 1970 também influenciaram o gênero do horror mundialmente. Em anos recentes, as produções italianas tem recebido atenção internacional apenas ocasionalmente com filmes como ''[[A Vida é Bela]]'' dirigida por [[Roberto Benigni]], ''[[Il Postino]]'' com [[Massimo Troisi]] e ''[[A Grande Beleza]]'' dirigida por [[Paolo Sorrentino]].<ref name="Arte"/>
 
=== Feriados ===
Os feriados celebrados na Itália incluem observâncias religiosas, nacionais e regionais.<ref>{{citar web|título=Festività nazionali in Italia|url=http://www.amblondra.esteri.it/Ambasciata_Londra/Menu/In_linea_con_utente/Domande_frequenti/altro.htm|publicado=Italian Embassy in London|acessodata=15/4/2012|língua=Italian|urlmorta= não|wayb=20120624220055|df=dmy-all}}</ref> O Dia Nacional da Itália, a ''[[Festa della Repubblica Italiana]]'', é celebrada em 2 de junho de cada ano e comemora o nascimento da [[República Italiana]] em 1946.<ref>{{citar web|url=http://www.festadellarepubblica.it/#|título=2 giugno, festa della repubblica italiana, eventi 2 giugno 2017, frecce tricolori, parata militare del 2 giugno – 2 giugno, festa della repubblica italiana, eventi 2 giugno 2017, frecce tricolori, parata militare del 2 giugno|website=www.festadellarepubblica.it}}</ref>
[[Imagem:Festa della republica 2005 con frecce tricolori.jpg|thumb|esquerda|Comemorações da [[Festa della Repubblica Italiana]]]]
 
O [[Santa Luzia (festa)|Dia de Santa Luzia]], que acontece no dia 13 de dezembro, é muito popular entre as crianças de algumas regiões italianas, onde ela desempenha um papel semelhante ao do [[Papai Noel]].<ref name=alio>[http://www.bestofsicily.com/mag/art333.htm Alio, Jacqueline. "Saint Lucy – Sicily's Most Famous Woman", ''Best of Sicily Magazine'', 2009] {{webarchive|url=https://web.archive.org/web/20121015021932/http://bestofsicily.com/mag/art333.htm |date=15/10/2012}}</ref> Além disso, a [[Epifania do Senhor|Epifania]] na Itália é associada à figura folclórica da [[Befana]], uma velha de cabo de vassoura que, na noite entre 5 e 6 de janeiro, traz presentes e doces a bons filhos, mas carvão ou sacos de cinzas para os ruins.<ref>{{citar livro|último1 =Roy|primeiro1 =Christian|título=Traditional Festivals|data=2005|publicado=ABC-CLIO|isbn=9781576070895|página=144|url=https://books.google.com/books?id=IKqOUfqt4cIC&pg=PA144|acessodata=13/1/2015}}</ref> A [[Assunção de Maria]] coincide com o [[Ferragosto]] em 15 de agosto, o período de férias de verão que pode ser um fim de semana prolongado ou a maior parte do mês.<ref>{{citar livro|último = Jonathan Boardman|título= Rome: A Cultural and Literary Companion|url = https://books.google.com/?id=VHAUAQAAIAAJ|formato= Google Books|publicado= Signal Books|local= University of California|isbn = 1902669150|página=219|ano= 2000}}</ref> Cada cidade ou vila celebra também um feriado público por ocasião do festival do santo padroeiro local, por exemplo: Roma em 29 de junho ([[São Pedro]] e [[Paulo de Tarso|São Paulo]]) e Milão em 7 de dezembro ([[Santo Ambrósio]]).<ref>{{citar web|título=Festività nazionali in Italia|url=http://www.governo.it/Presidenza/ufficio_cerimoniale/cerimoniale/giornate.html|publicado=Governo Italiano – Dipartimento per il Cerimoniale dello Stato|acessodata=25/5/2013|língua=Italian|urlmorta= não|wayb=20130522221028|df=dmy-all}}</ref>
 
Há muitos festivais e festividades no país. Alguns deles incluem a corrida de cavalos [[Palio di Siena]], os ritos da [[Semana Santa]], a [[Justa (desporto)|Justa]] do [[Sarraceno]], o Dia de São Ubaldo em [[Gubbio]], a [[Giostra della Quintana]] em [[Foligno]] e o [[Calcio Fiorentino]]. Em 2013, a [[UNESCO]] incluiu no [[Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade]] alguns festivais e [[andor]]es, como a [[Varia di Palmi]], a [[Macchina di Santa Rosa]] em [[Viterbo]], a Festa dei Gigli em [[Nola]] e a ''faradda di li candareri'' em [[Sassari]].<ref>{{citar web|título=Celebrations of big shoulder-borne processional structures|url=http://www.unesco.org/culture/ich/index.php?lg=en&pg=00011&RL=00721|publicado=UNESCO.org|acessodata=29/11/2014|urlmorta= não|wayb=20141213122708|df=dmy-all}}</ref>
 
Outros festivais incluem os [[Carnaval|carnavais]] de [[Carnaval de Veneza|Veneza]], [[Carnaval de Viareggio|Viareggio]], [[Satriano di Lucania]], [[Mamoiada]] e [[Ivrea]], conhecido principalmente por sua {{ilc|Batalha das Laranjas||Carnaval de Ivrea}}. O prestigioso [[Festival Internacional de Cinema de Veneza]], que premia o "[[Leão de Ouro]]" e é realizado anualmente desde 1932, é o mais antigo [[festival de cinema]] do mundo.<ref name=VeniceFilmFest/>
[[Imagem:Scudo2009.jpg|thumb|upright=1.7|[[Estádio Giuseppe Meazza]] em [[Milão]], com uma capacidade de {{formatnum:80000}} pessoas, é um dos maiores da Europa]]
 
O [[esporte]] mais popular na Itália é, de longe, o [[futebol]].<ref>{{citar livro|último =Hamil|primeiro =Sean|título=Managing football : an international perspective|ano=2010|publicado=Elsevier/Butterworth-Heinemann|local=Amsterdam|isbn=1-85617-544-8|página=285|edição=1st ed., dodr.|último2 =Chadwick|primeiro2 =Simon}}</ref> A [[Seleção Italiana de Futebol|equipe nacional de futebol da Itália]] (apelidada de ''Gli Azzurri'') é uma das equipes mais bem sucedidas do mundo, já que venceu quatro [[Copas do Mundo da FIFA]] ([[Copa do Mundo FIFA de 1934|1934]], [[Copa do Mundo FIFA de 1938|1938]], [[Copa do Mundo FIFA de 1982|1982]] e [[Copa do Mundo FIFA de 2006|2006]]).<ref>{{citar web|url=https://www.fifa.com/worldcup/archive/index.html |título=Previous FIFA World Cups |publicado=FIFA.com |acessodata=8/1/2011 |urlmorta= não|wayb=20110125063612|df=dmy-all}}</ref> Os clubes italianos conquistaram 48 grandes troféus europeus, o que torna o país o segundo mais bem-sucedido no futebol europeu. A principal liga de futebol de clubes da Itália é chamada de [[Campeonato Italiano de Futebol|Serie&nbsp;A]] e é considerada a [[Coeficientes da UEFA|terceira melhor da Europa]] e é seguida por milhões de fãs em todo o mundo.<ref name=trank2>{{citar web|título=UEFA Country Ranking 2018|url=https://kassiesa.home.xs4all.nl/bert/uefa/data/method5/crank2018.html|publicado=kassiesa.home.xs4all.nl|acessodata=26/5/2018}}</ref><ref>{{citar web|url=https://www.uefa.com/memberassociations/uefarankings/country/index.html|título=Member associations - UEFA rankings - Country coefficients – UEFA.com|último =uefa.com|website=UEFA.com|língua=en|acessodata=26/5/2018}}</ref>
 
Outros esportes coletivos populares na Itália incluem [[vôlei]], [[basquete]] e [[rugby]]. Os times [[Seleção Italiana de Voleibol Masculino|masculino]] e [[Seleção Italiana de Voleibol Feminino|feminino]] de vôlei nacional da Itália são frequentemente apresentados [[Ranking da Federação Internacional de Voleibol|entre os melhores do mundo]]. Os melhores resultados do [[Seleção Italiana de Basquetebol|time nacional de basquete italiano]] foram o ouro no [[EuroBasket de 1983]] e no [[EuroBasket de 1999]], assim como a prata nas [[Olimpíadas de 2004]]. A [[Liga Italiana de Basquetebol|Lega Basket Serie A]] é amplamente considerada uma das mais competitivas da Europa. O rugby goza de um bom nível de popularidade, especialmente no norte do país. A [[Seleção Italiana de Rugby Union|seleção da Itália]] compete no campeonato das [[Seis Nações]] e é regular na [[Copa do Mundo de Rugby]]. A Itália é classificada como uma nação de primeira linha pelo [[World Rugby]].<ref>{{citar web|url=http://www.espnscrum.com/six-nations-2013/rugby/match/133794.html|título=Rugby Union - ESPN Scrum - Italy v Ireland at Rome|obra=ESPN scrum}}</ref>
[[Imagem:Kimi Raikkonen 2017 Catalonia test (27 Feb-2 Mar) Day 4 2.jpg|thumb|esquerda|[[Ferrari SF70H|SF0H]] da [[Scuderia Ferrari|Ferrari]], o mais antigo e bem-sucedido time de {{lknb|Fórmula|1}}.<ref name="Ferrari">{{citar web|url=https://www.formula1.com/content/fom-website/en/championship/teams/Ferrari.html|título=Ferrari|obra=Formula1.com|acessodata=6/2/2016|urlmorta= não|wayb=20160208235628|df=dmy-all}}</ref>]]
 
A Itália tem uma tradição longa e bem sucedida em esportes individuais também. As [[Competição de ciclismo|competições de ciclismo]] são um esporte muito familiar no país.<ref>{{citar livro|último =Foot|primeiro =John|título=Pedalare! Pedalare! : a history of Italian cycling|publicado=Bloomsbury|local=London|isbn=978-1-4088-2219-7|página= 312}}</ref> Os italianos venceram o [[Campeonato Mundial de Ciclismo em Estrada]] mais do que qualquer outro país, exceto a [[Bélgica]]. O [[Giro d'Italia]] é uma corrida de ciclismo realizada todo mês de maio e constitui um dos três [[Grandes Voltas]], juntamente com o [[Tour de France]] e a [[Vuelta a España]], cada um dos quais duram aproximadamente três semanas. O [[esqui alpino]] também é um esporte muito difundido na Itália e o país é um destino popular de esqui internacional, conhecido por suas [[estações de esqui]].<ref>{{citar jornal|último =Hall|primeiro =James|título=Italy is best value skiing country, report finds|url=https://www.telegraph.co.uk/travel/travelnews/9697128/Italy-is-best-value-skiing-country-report-finds.html|acessodata=29/8/2013|jornal=The Daily Telegraph|data=23/11/2012|urlmorta= não|wayb=20131003012827|df=dmy-all}}</ref> Os esquiadores italianos alcançaram bons resultados nos [[Jogos Olímpicos de Inverno]], na [[Copa do Mundo de Esqui Alpino]] e no [[Campeonato Mundial de Esqui Alpino]]. O [[tênis]] tem um número significativo de seguidores no país, sendo o quarto esporte mais praticado entre os italianos.<ref>{{citar web|título=Il tennis è il quarto sport in Italia per numero di praticanti|url=http://www.federtennis.it/DettaglioNews.asp?IDNews=55672|publicado=Federazione Italiana Tennis|acessodata=29/8/2013|urlmorta= não|wayb=20130927033216|df=dmy-all}}</ref> Os [[Esporte a motor|esportes motorizados]] também ésão extremamente popular. A Itália venceu, de longe, o maior número de campeonatos mundiais de [[MotoGP]].<ref>{{citar web |url=http://www.motogp.com/en/Results+Statistics |titulo=Results & Statistics |editor=[[MotoGP]] |acessodata=13/6/2018}}</ref> A italiana [[Scuderia Ferrari]] é a mais antiga equipe sobrevivente nas corridas de Grand Prix (desde 1948) e, estatisticamente, é a equipe de {{lknb|Fórmula|1}} de maior sucesso na história, com um recorde de 228 vitórias.<ref name="Ferrari"/>
 
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