Diferenças entre edições de "Brás (distrito de São Paulo)"

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Nas terras de José Brás foi erguida na segunda metade do século XVIII a Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em torno da qual formou-se a povoação. Em 1769 a camera de vereança cita oficialmente o nome de José Brás ao determinar a construção de "pontes entre o caminho de José Brás até a chácara do Nicolau". Não se sabe o destino da construção inicial, uma vez que em 05 de abril de 1800 a Câmara Eclesiástica de São Paulo recebe solicitação do tenente-coronel José Correia de Morais para edificar uma Capela ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos. A dedicação a que foi reedificação da Capela original. Em 08 de junho de 1818 a capela foi elevada a Freguesia por decreto de D. João VI. Seus limites eram: ao norte o [[Rio Tietê]], ao sul [[São Bernardo]], a leste a paróquia da [[Penha de França]] e a oeste a [[Sé]]. A [[Imperatriz Teresa Cristina]] hospedou-se em 1846 em um sobrado localizado no Largo do Brás e na época houve sugestões para que fossem instalados 6 lampiões de luz na Freguesia do Brás. Havia algumas chácaras que produziam [[vinhos]], [[licor]]es e [[cervejas]], além de fábrica de [[estribos]] e caçambas e oficinas de seleiros. No dia 1º de janeiro de 1874 o [[Correio Paulistano]] anunciava que no Estabelecimento Hortículo de São Paulo, de J. Joly, estavam à venda mudas de ''[[Eucalyptus]] glóbulos''.<ref name="multipla">Reale, Ebe. Brás, Pinheiros, Jardins; três bairros, três mundos. São Paulo: Pioneira; Ed. da Universidade de São Paulo, 1982. 225p.</ref>
 
Contudo, outros autores atribuem uma origem diferente para o nome Brás. Paulo Cursino de Moura (1897-1943) afirma que o nome da região deve-se a Brazílio de Aguiar Castro, proprietário da Chácara do Ferrão herdada de sua mãe, [[Domitila de Castro e Canto Melo]] (1797-1867), a [[Marquesa de Santos]] que, por sua vez, a recebeu como espólio com o falecimento do seu marido, o [[Brigadeiro Tobias]] (1795-1857).<ref name="multipla">Moura, Paulo Cursino de. São Paulo de outrora: evocações da metrópole. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1980. 312p.</ref>
 
O Brás desenvolveu-se em torno da igreja de [[Bom Jesus do Brás]], e era, até o início do [[século XX]], dividido em dois bairros distintos: [[Brás (bairro de São Paulo)|Brás]] (mais próximo ao que hoje é o [[centro de São Paulo]]), e Marco (abreviatura de Marco de Meia Légua), que ficava na região onde hoje existe a [[Estação Bresser-Mooca]] do [[metrô]].