Diferenças entre edições de "Modernidade"

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== Esgotamento da modernidade ==
Para [[Zygmunt Bauman|Bauman]] (1999 e 2004), o que mudou foi a "modernidade sólida", que cessa de existir, e, em seu lugar, surge a "modernidade líquida". A primeira seria justamente a que tem início com as transformações clássicas e o advento de um conjunto estável de valores e modos de vida cultural e político. Na modernidade líquida, tudo é volátil, as relações humanas não são mais tangíveis e a vida em conjunto, familiar, de casais, de grupos de amigos, de afinidades políticas e assim por diante, perde consistência e estabilidade.<ref>[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-14982003000200008&lng=en&nrm=iso Preocupa o teu próximo como a ti mesmo Notas críticas a modernidade e holocausto, de Zygmunt Bauman]</ref> Essa reflexão de Bauman já está de algum modo presente em [[Marx]] [[quando]], conforme observa [[Marshall Berman|Berman]] (1982), ele aponta para a ação do éter das revoluções modernas que desmancha tudo o que é sólido. A diferença é que Bauman já trabalha no campo minado da pós-modernidade que dificilmente permite que se façam planos para modos estáveis de sociedades futuros.
 
Para [[Norbert Elias]], o [[nazi-fascismo]] é o próprio paradigma da modernidade, consequência do esgotamento deste modelo associado ao triunfo de forças ideológicas pré-capitalistas.<ref>[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93131998000100006&lng=en&nrm=iso A interpretação do nazismo, na visão de Norbert Elias]</ref>