Diferenças entre edições de "Ilhas Feroe"

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{{geocoordenadas|61_57_15_N_6_51_25_W_type:country_scale:1000000_region:FO|61° 57' 15" N, 6° 51' 25" W}}
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'''Ilhas Féroe'''<ref>Rebelo Gonçalves; [[Vocabulário da Língua Portuguesa]].</ref><ref name="aulete.com.br">{{citar web|URLurl = http://www.aulete.com.br/fero%C3%AAs|título = Dicionário Aulete|data = |acessadoem = |autor = |publicado = }}</ref><ref name=":0">{{Citar web|url=http://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/fero%25C3%25AAs|titulo=feroês|acessodata=2016-04-21|obra=infopédia}}</ref><ref name=":1">{{Citar web|url=http://www.dicionario-aberto.net/search/fer%25C3%25B3ico|titulo=Dicionário Aberto|acessodata=2016-04-21|obra=www.dicionario-aberto.net}}</ref> ou '''Ilhas Faroé'''('''s''') <ref name="publications.europa.eu">[http://publications.europa.eu/code/pt/pt-5000500.htm Código de Redacção Interinstitucional da União Europeia]</ref> (em [[Língua feroesa|feroês]]: ''Føroyar'' ou ''Føroyarland''; em [[língua dinamarquesa|dinamarquês]]: ''Færøerne'' e em [[nórdico antigo]]: ''Færeyjar'') são um [[território dependente]] da [[Dinamarca]], localizado no [[Atlântico Norte]] entre a [[Escócia]] e a [[Islândia]].
 
O [[arquipélago]] é formado por 18 ilhas maiores e outras menores desabitadas que acolhem, ao todo, 47.000 pessoas em uma área de 1.499&nbsp;km². Na ilha maior ([[Streymoy]]), encontra-se a capital, Tórshavn, com 16.000 habitantes (1999). As terras mais próximas são as ilhas mais setentrionais da [[Escócia]] ([[Reino Unido]]), que ficam a sul-sueste, e a [[Islândia]], situada a noroeste.
 
== Etimologia e ortografia ==
Em [[Língua dinamarquesa|dinamarquês]] atual, o nome das ilhas é ''Færøerne'', e na língua local ([[Língua feroesa|feroês]]), ''Føroyar''. O nome tradicional em português, "''Féroe''", provém do [[nórdico antigo]] ''Færeyjar'', que significa literalmente "ilhas das ovelhas" ou "ilhas dos carneiros", e chegou à nossa língua proveniente do [[Língua francesa|francês]] ''Féroé''. Similarmente, o nome ocidentalizou-se como ''Feroe'' em espanhol,<ref>{{Citar web|url=http://dle.rae.es/?id=HminLu6|titulo=feroés, sa|acessodata=2016-04-21|obra=Diccionario de la lengua española|lingua=es-ES}}</ref> ''Féroe'' em galego <ref>{{Citar web|url=http://www.estraviz.org/fero%25C3%25AAs|titulo=Definição de 'Feroês' no Dicionário Eletrónico Estraviz|acessodata=2016-04-21|obra=www.estraviz.org}}</ref> e ''Faroe'' em inglês.
 
Fontes linguísticas tradicionais portuguesas recomendam a grafia "Ilhas Féroe". É essa a grafia adotada, por exemplo, pelo [[Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa]], de [[José Pedro Machado]], e pelo [[VOLP|Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa]] de [[Rebelo Gonçalves]],<ref>[http://ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=2949 C.M.; Ciberdúvidas da Língua Portuguesa – Ilhas Féroe]</ref><ref>[http://ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=4960 C.M.; Ciberdúvidas da Língua Portuguesa – Ilhas Féroe II]</ref> pelo Dicionário de [[Cândido de Figueiredo]] (1899),<ref name=":1">{{Citar web|url=http://www.dicionario-aberto.net/search/fer%25C3%25B3ico|titulo=Dicionário Aberto|acessodata=2016-04-21|obra=www.dicionario-aberto.net}}</ref> pelos dicionários portugueses da [[Porto Editora]],<ref name=":0">{{Citar web|url=http://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/fero%25C3%25AAs|titulo=feroês|acessodata=2016-04-21|obra=infopédia}}</ref> pelo dicionário de [[Caldas Aulete]]<ref>{{citar web|url=http://www.aulete.com.br/fero%C3%AAs|titulo=Dicionário Caldas Aulete|data=|acessodata=|obra=|publicado=|ultimo=|primeiro=}}</ref> e pelos dicionários brasileiros como o Houaiss, o Aurélio e o Michaelis.<ref>{{Citar web|url=http://michaelis.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=feroico|titulo=Feroico|acessodata=2016-04-21|obra=Michaelis On-Line}}</ref> É também a grafia recomendada no [[Ciberdúvidas da Língua Portuguesa]] pelos linguistas F. V. Peixoto da Fonseca<ref>{{Citar web|url=https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/paises-e-linguas-varias/13829|titulo=Países e línguas várias - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa|acessodata=2016-04-21|obra=ciberduvidas.iscte-iul.pt}}</ref> e Carlos Machado.<ref>{{Citar web|url=https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/ilhas-feroe/15670|titulo=Ilhas Féroe - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa|acessodata=2016-04-21|obra=ciberduvidas.iscte-iul.pt}}</ref>
 
No que tange às fontes linguísticas brasileiras, o [[Dicionário Houaiss]] adota "Ilhas Féroe", tal como as fontes portuguesas. É "Féroe" também a forma adotada pelo dicionarista [[Caldas Aulete]].<ref name="aulete.com.br2">{{citar web|data=|publicado=|URLurl=http://www.aulete.com.br/fero%C3%AAs|título=Dicionário Aulete|acessadoem=|autor=}}</ref> O [[Dicionário Aurélio]] atesta tanto "Féroe" (primeira forma apresentada na etimologia do vocábulo "feroês) quanto "Feroé" (usada na definição do mesmo vocábulo).
 
No campo dos órgãos de comunicação social, quase todos – quer portugueses, quer brasileiros – usam indiscriminadamente uma miscelânea de grafias. No campo político, o [[Ministério dos Negócios Estrangeiros]] de Portugal usa "Ilhas Feroé",<ref>{{Citar web|url=http://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/ALL/?uri=CELEX:11972B/PRO/02|titulo=EUR-Lex - 11972B/PRO/02 - EN - EUR-Lex|acessodata=2016-04-21|obra=eur-lex.europa.eu}}</ref> enquanto o [[Ministério das Relações Exteriores (Brasil)|Ministério das Relações Exteriores]] do Brasil usa oficialmente "Ilhas Féroe",<ref>{{citar web|data=|publicado=|URLurl=http://www.senado.leg.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=167025&tp=1|título=Informação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil sobre a Dinamarca|acessadoem=|autor=}}</ref> forma atestada por [[Antônio Houaiss|Houaiss]], [[Caldas Aulete|Aulete]] e [[Aurélio Buarque de Holanda Ferreira|Aurélio]] e pelas fontes vernáculas portuguesas. Os gentílicos aplicáveis a essas ilhas são ''feroês'' (feroesa; feroeses; feroesas) e ''feroico'' (feroica; feroicos; feroicas) — este último normalmente associado à língua local.{{carece de fontes|data=abril de 2017}}
 
== História ==
{{artigo principal|Geografia das Ilhas Feroé}}
[[Ficheiro:Faroes030417-nasa(2).jpg|thumb|[[Imagem de satélite]] do arquipélago]]
As ilhas Faroé são um arquipélago de 18 ilhas situadas junto à latitude [[Paralelo 62 N|62 N]] e longitude [[Meridiano 7 W|7 W]]. Estão localizadas a meio caminho entre a [[Escócia]] e a [[Islândia]], e a 575&nbsp;km da [[Noruega]].<ref>{{Citar livro |sobrenome= Andersson|nome= Bernt-Olov |coautor= |título=Färöarna |subtítulo= Nordatlantens paradisöar |idioma= sueco|local=Sandviken |editora= Reptil |ano= 2001 |páginas=158|página= 8 |capítulo=Inledning |isbn= 91-630-9758-3|acessodata= 7 de julho de 2015}}</ref> Entre o extremo norte e sul do arquipélago medeiam 113&nbsp;km e 75 de leste a oeste. As suas costas têm um perímetro total de 1117&nbsp;km.
 
As ilhas têm uma morfologia muito acidentada, rochosa, com costas alcantiladas recortadas por profundos fiordes. Nenhum ponto das ilhas está a mais de 5&nbsp;km do mar. O ponto mais alto é o [[Slættaratindur]], na ilha [[Eysturoy]], com 882 metros de [[altitude]].
A grande maioria da população das Ilhas Faroe é de [[ascendência]] [[noruegueses|norueguesa]] e [[escoceses|escocesa]].<ref>{{citar periódico|último =Als |primeiro =Thomas D. |primeiro2 =Tove H. |último2 =Jorgensen |primeiro3 =Anders D. |último3 =Børglum |primeiro4 =Peter A. |último4 =Petersen |primeiro5 =Ole |último5 =Mors |primeiro6 =August G. |último6 =Wang |título=Highly discrepant proportions of female and male Scandinavian and British Isles ancestry within the isolated population of the Faroe Islands |periódico=European Journal of Human Genetics |ano=2006 |volume=14 |número=4 |páginas=497–504 |doi=10.1038/sj.ejhg.5201578 |pmid=16434998}}</ref> Análises recentes de [[DNA]] revelaram que os [[Cromossomo Y|cromossomos Y]] da população das ilhas, que traça a descendência masculina, são 87% [[Escandinávia|escandinavos]].<ref>{{citar periódico|título=The origin of the isolated population of the Faroe Islands investigated using Y chromosomal markers |primeiro =Tove H. |último =Jorgensen |primeiro2 =Henriette N. |último2 =Buttenschön |primeiro3 =August G. |último3 =Wang |primeiro4 =Thomas D. |último4 =Als |primeiro5 =Anders D. |último5 =Børglum |primeiro6 =Henrik |último6 =Ewald |ano=2004 |periódico=Human Genetics |volume=115 |número=1 |páginas=19–28 |doi=10.1007/s00439-004-1117-7 |pmid=15083358}}</ref> Estudos mostram que o [[DNA mitocondrial]], que traça a descendência feminina, é 84% [[Escócia|escocês]].<ref>Wang, C. August. 2006. Ílegur og Føroya Søga. In: ''Frøði'' pp. 20–23</ref>
 
A [[taxa de fecundidade]] das Ilhas Faroé é atualmente uma das mais elevadas da [[Europa]].<ref>{{citar web|url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2127rank.html |título=Country Comparison: Total fertility rate|obra=The World Factbook |publicadoporpublicado=Cia.gov}}</ref> O maior grupo de estrangeiros são os dinamarqueses, compreendendo 5,8% da população local, seguido por [[Gronelândia|gronelandeses]], [[islandeses]], noruegueses e [[poloneses]]. As Ilhas Faroe tem pessoas de 77 [[nacionalidade]]s diferentes.
 
A [[língua faroesa]] é falada em toda o arquipélago como língua materna. É difícil dizer exatamente quantas pessoas no mundo falam o idioma das Ilhas Feroe, porque muitas dos habitantes étnicos das ilhas vivem na [[Dinamarca]] e poucos que nascem lá voltar para as Ilhas Faroé com os pais ou adultos.
Os registros de caças às baleias nas ilhas datam de 1584 e a atividade é regulada pelas autoridades locais, mas não pela [[Comissão Baleeira Internacional]], pois há divergências sobre a autoridade legal desta comissão para regular a caça de [[cetáceo]]s.<ref>{{citar livro|primeiro =Philippa |último =Brakes |capítulo=A background to whaling |ano=2004 |editor=Philippa Brakes, Andrew Butterworth, Mark Simmonds & Philip Lymbery |título=Troubled Waters: A Review of the Welfare Implications of Modern Whaling Activities |isbn=0-9547065-0-1 |página=7 |url=http://www.wdcs.org/submissions_bin/troubledwaters.pdf}}</ref> Anualmente, centenas de [[Baleia-piloto-de-aleta-longa|baleias-piloto-de-aleta-longa]] (''Globicephala melas'') são mortas, principalmente durante o verão, pelos habitantes das ilhas. As caçadas, chamadas de ''grindadráp'' em [[Língua feroesa|feroês]], não são comerciais e são organizadas pela própria comunidade; qualquer pessoa pode participar. Quando um grupo de baleias é avistado próximo da costa os caçadores participantes cercam as baleias-piloto através de um grande semicírculo formado por barcos e então, lentamente e silenciosamente, começam a conduzir as baleias em direção à baía. Quando o grupo de baleias encalha o abate começa.<ref>[http://www.whaling.fo/Default.aspx?ID=6844 Whaling.fo]</ref>
 
Este tipo de atividade é legal e fornece alimento para muitas pessoas que moram nas ilhas.<ref>{{citar web|url=http://www.whaling.fo/thepilot.htm#Drivingthewhales|arquivourl=//web.archive.org/web/20090324072829/http://www.whaling.fo/thepilot.htm |título=Whales and whaling in the Faroe Islands|publicadoporpublicado=Faroese Government|acessodata=5 de dezembro de 2006|arquivodata=24 de março de 2009|ligação inativa=Março de 2014}}</ref><ref>{{citar jornal|primeiro =Nicole|último =Chrismar|data=28 de julho de 2006|título=Dolphins Hunted for Sport and Fertilizer|url=http://abcnews.go.com/Technology/story?id=2248161&page=1|publicadoporpublicado=[[ABC News]]|acessodata=21 de julho de 2009}}</ref> No entanto, apesar da população local considerar a caça uma parte importante de sua cultura e da história das ilhas, grupos de [[direitos dos animais]], como a [[Sea Shepherd Conservation Society]], criticam as caçadas como sendo cruéis e desnecessárias. As discussões sobre a sustentabilidade da caça às baleias-piloto nas Ilhas Faroe também é outro fator apontado, mas com uma captura média de longo prazo de cerca de 800 baleias-piloto por ano, o impacto não é considerado significativo sobre a população de baleias.<ref>[http://www.whaling.fo/Default.aspx?ID=7083 Whaling.fo]</ref><ref>[http://www.whaling.fo/Default.aspx?ID=13755 Whaling.fo]</ref>
 
===Literatura===
[[William Heinesen]] é o escritor mais conhecido da literatura faroesa.<ref>{{Citar livro |sobrenome= Andersson|nome= Bernt-Olov |coautor= |título=Färöarna |subtítulo= Nordatlantens paradisöar |idioma= sueco|local=Sandviken |editora= Reptil |ano= 2001 |páginas=158|página= 75|capítulo=De sköna konsterna |isbn= 91-630-9758-3|acessodata= 10 de julho de 2015}}</ref><ref>{{Citar livro |sobrenome= |nome= |coautor= |título=Norstedts uppslagsbok |subtítulo= |idioma= sueco |local= Estocolmo |editora=Norstedts |ano= 2007-20082007–2008|páginas=1488 |página= 492|capítulo=Heinesen, William |isbn= 9789113017136 |acessodata= 10 de julho de 2015}}</ref><ref>{{citar livro |páginas = 1301 |autor= |ano=1995-19961995–1996 |título= Bonniers Compact Lexikon |capítulo= Heinesen, William |página=415|língua=sueco |editora= Bonnier lexikon |local=Estocolmo |isbn= 91-632-0067-8}}</ref>
 
===Pintura===
 
O pintor [[Sámal Joensen-Mikines]] é considerado o grande artista das Ilhas Faroé.<ref>{{Citar livro |sobrenome= Andersson|nome= Bernt-Olov |coautor= |título=Färöarna |subtítulo= Nordatlantens paradisöar |idioma= sueco|local=Sandviken |editora= Reptil |ano= 2001 |páginas=158|página=83|capítulo=De sköna konsterna |isbn= 91-630-9758-3|acessodata= 10 de julho de 2015}}</ref><ref>{{citar web| url= http://www.denstoredanske.dk/Kunst_og_kultur/Billedkunst/Danmark_1910-55/Samuel_Joensen-Mikines|título= Samuel Joensen-Mikines|publicado= Den Store Danske Encyklopædi (Grande Encicliopédia Dinamarquesa) |autor=Inge Mørch Jensen |língua= dinamarquês |acessodata= 10 de julho de 2015}}</ref>
 
== Ver também ==