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Em Paris, Cézanne conheceu o [[impressionista]] [[Camille Pissarro]]. Inicialmente, a amizade feita em meados dos [[anos 1860]] era a de um mestre e mentor - Pissarro exercendo uma influência formativa sobre o jovem e talentoso artista. Ao longo da década seguinte, as excursões para pintar em [[Louveciennes]] e em [[Pontoise]] levaram a um trabalho colaborativo entre iguais.
 
Nos primeiros trabalhos, Cézanne se preocupava com a figura na paisagem. Nesse período incluem-se várias pinturas de grupos de figuras grandes e pesadas na paisagem, pintadas a partir da imaginação. Mais tarde, ele passa a se interessar mais em trabalhar a partir da observação direta, e, gradualmente, desenvolveu um estilo de pintura mais leve e arejada, que iria influenciar imensamente os impressionistas. Não obstante, nos trabalhos de maturidade de CézanneCuézanne, percebe-se o desenvolvimento de um estilo solidificado, quase [[arquitetura]]l de pintura.
 
Durante toda a sua vida, esforçou-se para desenvolver uma observação autêntica do mundo através do método mais acurado possível para representá-lo em pintura. Ordenava estruturalmente tudo o que percebesse em formas e planos de cor simples. A sua afirmação "Eu quero fazer do impressionismo algo sólido e duradouro, como a arte dos museus",<ref>Paul Cézanne. ''Letters'', ed. John Rewald, 1984.</ref> e sua declarada intenção de recriar [[Nicolas Poussin]] acentuaram seu desejo de unir a observação da natureza à permanência da composição clássica.<ref>A admiração de Cezanne pela arte de Poussin é bem conhecida. Suas palavras a Joachim Gasquet ("Imagine Poussin completamente refeito: é isso o que quero dizer com clássico"). Zvi Lachman chama a atenção para a profunda dívida de Cézanne para com Poussin, particularmente na utilização do espaço pictórico por Poussin em "O rapto das sabinas."[http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3612/is_200310/ai_n9266510/pg_20/"Time, Space, and Illusion: Between Keats and Poussin"''], 2003.</ref>
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