Diferenças entre edições de "David Cameron"

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Sua família paterna tem uma longa história no mundo financeiro: o bisavô de David Cameron, Arthur Francis Levita (irmão de ''sir'' [[Cecil Levita]]), da agência de corretores de bolsa Panmure Gordon, e seu tataravô Sir Ewen Cameron, diretor do escritório em Londres do Banco de Hong Kong e Shanghai (parte do [[HSBC|HSBC Company]]), assumiram um papel importante nas negociações dirigidas pelos Rothschild com o governador do Banco do Japão, e depois primeiro-ministro japonês, [[Takahashi Korekiyo]], para a venda de bônus durante a [[guerra russo-japonesa]] ([[1904]]-[[1905]]).
 
Assim como seus antecessores, Tony Blair e Gordon Brown, David Cameron é descendente direto de uma cabeça coroada. No seu caso, é descendente do rei [[Guilherme IV do Reino Unido]] e de sua amante [[Dorothea Jordan]], pela linha da avó materna de seu pai, Stephanie Levita, filha de ''sir'' [[Alfred Cooper]], que foi pai do também político e escritor [[Duff Cooper]], avô do editor e literato [[Rupert Hart-Davis]] e do historiador [[John Julius Norwich]], e bisavô do apresentador de televisão [[Adam Hart-Davis]] e do jornalista e escritor [[Duff Hart-Davis]].{{carece de fontes|data=abril de 2017}} Sua mãe é prima do escritor e crítico político [[Ferdinand Mount]]. Sendo David, portanto, primo da [[Isabel II do Reino Unido|rainha Isabel II]].{{carece de fontes|data=abril de 2017}}
 
== Carreira ==
Cameron trabalhou no Departamento de Pesquisa do Partido Conservador ao sair de Oxford, tornando-se assessor do ex-primeiro-ministro conservador [[John Major]]. Durante sete anos, foi chefe de relações públicas da emissora comercial Carlton, elegendo-se em [[2001]] para a cadeira dos conservadores por Witney na [[Câmara dos Comuns do Reino Unido|Casa dos Comuns]].<ref name="três"/>
 
Em [[2005]], tornou-se [[Líder da Mais Leal Oposição de Sua Majestade|líder da oposição]] <ref name="três"/>. Buscou pôr fim à resistência dos conservadores em relação à integração total do [[Reino Unido]] à [[União Europeia]] e tentou reposicionar os conservadores como um partido que se importava com o [[meio ambiente]] e com o sistema de saúde público britânico. Na medida do possível, trouxe mais candidatos mulheres e de minorias étnicas. Buscou, assim, renovar o partido, retirando as velhas lideranças. Buscou, também, capitalizar os últimos escândalos sobre os gastos de deputados que sacudiu o governo trabalhista de [[Gordon Brown]], criando a imagem de alguém comprometido com a moralidade na política.<ref name="três"/> Sua atuação pela preservação do meio ambiente lhe rendeu reconhecimento internacional.<ref>[http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/1516276/Cameron-turns-blue-to-prove-green-credentials.html Cameron turns blue to prove green credentials]</ref>
 
Na [[Eleições gerais no Reino Unido em 2010|eleição geral de 2010]], realizada no dia 6 de maio, os conservadores ganharam 306 assentos em um parlamento dividido. Após cinco dias de negociação, Cameron formou uma coalizão com os [[Partido Liberal Democrata (Reino Unido)|Liberais Democratas]] (''Lib Dems''). Ele formou o primeiro [[governo de coalizão]] do Reino Unido desde a [[Segunda Guerra Mundial]]. Aos 43 anos de idade, se tornou o mais jovem primeiro-ministro britânico desde o mandado do [[Robert Jenkinson, 2.º Conde de Liverpool|Conde de Liverpool]] em 1812.<ref name=Telegraph11May2009YoungestPM>{{citar web |url=http://www.telegraph.co.uk/news/newstopics/politics/david-cameron/7712545/David-Cameron-becomes-youngest-Prime-Minister-in-almost-200-years.html |título=David Cameron becomes youngest Prime Minister in almost 200 years |acessodata=19 de outubro de 2013 |ultimo=Hough |primeiro=Andrew |coautores= |data=11 de maio de 2010|publicado=The Daily Telegraph }}</ref> Também foi o primeiro [[Inglaterra|inglês]] a ser primeiro-ministro desde [[John Major]].
A 11 de maio de 2010, após a renúncia de [[Gordon Brown]] do cargo de premier, [[Isabel II do Reino Unido|Elizabeth II]] convidou Cameron a formar um governo.<ref name=BBCNewPM>{{citar jornal|url= http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/politics/election_2010/8675265.stm |título=David Cameron is UK's new prime minister |obra=BBC News |acessodata=11 de maio de 2010}}</ref> Com 43 anos, ele se tornou o primeiro-ministro mais jovem desde [[Robert Jenkinson, 2.º Conde de Liverpool|Robert Jenkinson]], que tinha assumido o poder em 1812.<ref name=Telegraph11May2009YoungestPM/> Em seu primeiro discurso do lado de fora da [[10 Downing Street]], ele anunciou que seu partido formaria um [[governo de coalizão]], o primeiro desde a [[Segunda Guerra Mundial]], com os [[Partido Liberal Democrata (Reino Unido)|Liberais Democratas]], pois nenhum lado conseguiu maioria absoluta no [[Parlamento do Reino Unido|Parlamento]] nas [[Eleições gerais no Reino Unido em 2010|eleições gerais de 2010]].<ref>[http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/05/novo-premier-britanico-david-cameron-anuncia-coalizao-com-liberais-democratas.html "Novo premier britânico, David Cameron, anuncia coalizão com liberais-democratas"]. Página acessada em 29 de maio de 2014.</ref>
[[Ficheiro:Prime Minister David Cameron, speaking at the London Summit on Family Planning (7554893808).jpg|miniaturadaimagem|esquerda|Cameron em 2012.]]
Cameron afirmou que sua administração iria "esquecer as diferenças partidárias e trabalhar pelo bem comum e pelo interesse nacional".<ref name=Telegraph11May2009YoungestPM/> Em uma das suas primeiras ações oficiais foi apontar [[Nick Clegg]], líder do Partido Liberal Democrata, como Vice Primeiro-Ministro em 11 de maio de 2010.<ref name=BBCNewPM/> Assim, os Conservadores e Liberais passaram a controlar 363 assentos na Câmara dos Comuns, dando-lhes maioria para formar um governo.<ref>{{citar jornal|autor =Lyall, Sarah |url= http://www.nytimes.com/2010/05/13/world/europe/13britain.html?hp |título= Britain's Improbable New Leaders Promise Big Changes |jornal=The New York Times |data=12 de maio de 2010}}</ref> Sua atuação pela preservação do meio ambiente lhe rendeu reconhecimento internacional.<ref>[http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/1516276/Cameron-turns-blue-to-prove-green-credentials.html Cameron turns blue to prove green credentials]</ref>
 
David pegou uma economia em recessão. Várias medidas econômicas foram adotadas para reverter a estagnação, como a redução de impostos para alguns setores e corte de gastos, mas o crescimento do país foi tímido nos anos seguintes. Contudo, Cameron viu progressos ao longo do caminho, como a redução do desemprego. Após anos de estagnação, o país começou então a apresentar um consistente crescimento econômico (um dos maiores da Europa). Para sanar os problemas financeiros, adotou diversas medidas de [[austeridade]], que afetaram o sistema de saúde, educação e de assistências sociais. Leis para reformar e endurecer o sistema de [[imigração]] também foram passadas.<ref>[http://www.bbc.com/news/business-18988181 "David Cameron defends economic policies"]. Página acessada em 29 de abril de 2014.</ref> Apesar do foco nas políticas internas, seu governo também viu crises no exterior. Em uma das votações mais importantes no que tange relações exteriores, foi sua derrota, a primeira em 100 anos para um primeiro-ministro em relação a política externa, na moção que queria passar, mas foi vetada na Câmara dos Comuns, que visava autorizar uma intervenção armada na [[Guerra Civil Síria]], após o [[Ataque químico de Ghouta|ataque químico em Ghouta]] que deixou mais de 1 700 mortos. Entre outras questões, também estava sua visão de que o Reino Unido deveria se afastar da [[União Europeia]] (UE). Em 2011, Cameron se tornou o primeiro líder britânico a [[Veto|vetar]] um tratado da UE.<ref>[http://news.sky.com/story/907908/pms-eu-treaty-veto-i-did-it-for-britain "PM's EU Treaty Veto: 'I Did It For Britain'"]. Página acessada em 13 de maio de 2015.</ref> Ele também aceitou seguir a diante com o [[referendo sobre a independência da Escócia de 2014]], embora não concordasse com este. David também se tornou o primeiro líder estrangeiro a visitar a cidade de [[Jaffna]] após o término da sangrenta [[Guerra civil do Sri Lanka]].<ref name="TA">{{citar jornal|url= http://www.theaustralian.com.au/news/david-cameron-upstages-commonwealth-summit-with-jaffna-trip/story-e6frg6n6-1226761329761 |título=David Cameron upstages Commonwealth summit with Jaffna trip |autor =Pagnamenta, Robin |obra=[[The Australian]] |agência=AFP |acessodata=16 de novembro de 2013 |local=Sydney}}</ref><ref name="ST">{{citar jornal|url= http://www.sundaytimes.lk/top-story/40318.html |título= Residents in Jaffna have hopes raised with Cameron's visit to the North |obra=The Sunday Times |local= Colombo |agência= AFP |acessodata=16 de novembro de 2013}}</ref><ref name="TG">{{citar jornal|url= http://www.theguardian.com/politics/2013/nov/15/david-cameron-car-surrounded-sri-lankan-protesters-tamil |título=David Cameron's car surrounded by Sri Lankan protesters |autor =Mason, Rowena |obra=The Guardian |acessodata=16 de novembro de 2013 |local=Londres}}</ref> Em 2011, aprovou a participação britânica na intervenção armada da [[OTAN]] na [[Guerra Civil Líbia (2011)|Guerra Civil Líbia]].<ref>[http://www.publications.parliament.uk/pa/cm201012/cmselect/cmdfence/950/95007.htm "House of Commons - Operations in Libya"]. Página acessada em 29 de abril de 2014.</ref>
Em 2012, Cameron e a liderança escocesa aceitaram a realização de [[Referendo sobre a independência da Escócia em 2014|um referendo popular]] sobre a independência da [[Escócia]]. Desde o primeiro dia, o primeiro-ministro havia se mostrado contra a proposta de secessão e teria aceitado com relutância o referendo. Em setembro de 2014, ele, junto com vários políticos britânicos, fizeram apelos para que os escoceses votassem contra a separação. No final, mesmo terminando com o resultado que David queria (o 'não' venceu com 55% dos votos), sua postura durante e logo depois do referendo foi criticada por analistas políticos e por nacionalistas escoceses.<ref>[http://www.bbc.com/news/uk-scotland-29270441 "Scottish referendum: Scotland votes 'No' to independence"]. Página acessada em 29 de setembro de 2014.</ref><ref>[http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/09/rainha-ronronou-com-resultado-de-referendo-da-escocia-diz-cameron.html "Rainha 'ronronou' com resultado de referendo da Escócia, diz Cameron"]. Página acessada em 29 de setembro de 2014.</ref> Ao fim do mesmo mês, o parlamento britânico aprovou uma importante moção que autorizava [[Intervenção militar no Iraque (2014–presente)|uma intervenção armada]] britânica no [[Iraque]], que havia descendido ao caos de uma nova [[Guerra Civil Iraquiana (2011-presente)|guerra civil]] três anos depois da retirada das tropas ocidentais do país.<ref>[http://www.bbc.com/news/uk-politics-29385123 "MPs support UK air strikes against IS in Iraq"]. Página acessada em 29 de setembro de 2014.</ref> No começo de dezembro de 2015, o Parlamento aprovou uma moção do seu governo para expandir os ataques aéreos britânicos para a [[Síria]] com o propósito de enfraquecer o grupo [[Estado Islâmico do Iraque e do Levante|Estado Islâmico]] (EI) na região.<ref>[http://edition.cnn.com/2015/12/02/europe/isis-britain-germany-vote-iraq-syria/ "Britain launches airstrikes hours after Parliament backs ISIS bombings"]. Página acessada em 28 de dezembro de 2015.</ref>
 
Em 7 de maio de 2015, Cameron liderou o partido conservador a conquistar [[Eleições gerais no Reino Unido em 2015|nas eleições gerais]] a maioria absoluta no [[Parlamento do Reino Unido]], com 36,9% dos votos (ou 11 334 920 de eleitores), garantindo assim mais cincoum anosmandato no cargo de Primeiro-ministro.<ref>[http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/05/lider-trabalhista-britanico-admite-vitoria-de-cameron-e-renuncia.html "Cameron consegue maioria absoluta, e líder do partido Trabalhista renuncia"]. Página acessada em 8 de maio de 2015.</ref>
 
Em 23 de junho de 2016, o povo do Reino Unido [[Referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia em 2016|votou em um referendo]] pela saída do país da [[União Europeia]]. Cameron fez extensa campanha contra a proposta de saída e, após fracassar, anunciou que renunciaria ao cargo de primeiro-ministro em outubro de 2016, quando acontecera a Conferência do Partido Conservador.<ref name="Brexit">{{citar web|URL=http://edition.cnn.com/2016/06/24/politics/david-cameron-resignation-brexit/index.html|título=David Cameron falls on his sword as gamble backfires|publicado=[[CNN]]|acessodata=24 de junho de 2016}}</ref><ref>{{citar web|URL=http://www.dn.pt/mundo/ao-vivo/interior/dentro-ou-fora-britanicos-decidem-o-seu-futuro-na-ue-5245585.html|título=Cameron demite-se depois de os britânicos votarem para sair da UE|publicado=DN.pt|acessodata=24 de junho de 2016}}</ref>
 
Cameron é saudado por revitalizar e modernizar o Partido Conservador britânico e também por estabilizar a economia do país e controlar a dívida pública nacional. Ao mesmo tempo ele também recebeu muitas críticas, de [[Esquerda e direita (política)|ambos os lados do espectro político]], que o acusavam de oportunismo político e [[elitismo]] social.<ref>{{citar jornal|último = Taylor |primeiro = Matthew |título= Under the Green Oak, an old elite takes root in Tories |jornal=The Guardian |data=12 de agosto de 2006 |url =http://www.guardian.co.uk/politics/2006/aug/12/uk.conservatives |acessodata=12 de julho de 2016 |local=Londres}}</ref> Durante seu governo ele apareceu várias vezes entre os dez primeiros colocados na lista da revista ''[[Forbes]]'' das [[Lista das pessoas mais poderosas segundo a revista Forbes|pessoas mais poderosas do mundo]].<ref>{{citar jornal|título= The World's Most Powerful People|url=http://www.forbes.com/sites/davidewalt/2015/11/04/the-worlds-most-powerful-people-2015/|jornal= Forbes|data= Novembro de 2015|acessodata=12 de julho de 2016}}</ref>