Diferenças entre edições de "Lueji A'Nkonde"

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Filha do rei Condi-Iala-Macú-Matete (ou Kondi-Matete, Nkonde-Matete), nasceu possivelmente nas cercanias de 1635, sendo a terceira de quatro filhos deste monarca. Seus outros irmãos chamavam-se Quinguri-cha-Condi, Iala-cha-Condi e Calumbo-Doji. Pertencia à etnia [[Côkwe (etnia)|chócue]].<ref name="António">António, Mateus Pedro Pimpão. [http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/viewFile/P2358-3231.2015n27p97/9336 Romance e realidade em Lueji, o nascimento de um império, de Pepetela]. Belo Horizonte: Cadernos Cespuc, 2015. n. 27</ref>
 
A linha sucessória do rei Condi-Matete previa que seu sucessor seria seu filho mais velho, Quinguri-cha-Condi. Porém, segundo a tradição oral que relata a história do Reino Lunda, este não tinha apreço pelas tradições ou [[mitologia|mitos populares]], o que irritava o pai e os Tubungo, e- a aristocracia do reino da Lunda, que via nesta característica uma ameaça à sua influência. Aliado a isto, certo dia Quinguri-cha-Condi e seu irmão Iala-cha-Condi beberam e entraram nos aposentos reais, onde bateram no próprio pai, fato que motivou o seu desapreço pelo seu primogênito.<ref name="Silva">Silva, Raquel. [https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-10072008-105048/publico/TESE_RAQUEL_SILVA.pdf Figurações da Lunda: experiência histórica e formas literárias - Um estudo sobre ethnografia e história tradicional dos povos da Lunda (expedição portuguesa ao Muantiânvua, 1884-1888), de Henrique de Carvalho, Lueji e Ilunga na terra da amizade , de Castro Soromenho e Lueji- o nascimento dum império, de Perpetela]. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2007.</ref><ref name="António"/>
 
Combalido e no leito de morte após a violência sofrida, o pai, que tinha mais apreço por sua filha, decidiu não seguir a tradição sucessória, nomeando a jovem Lueji como sua sucessora. Como símbolo de seu status, recebeu o lucano (bracelete real). Era muito jovem ao assumir o reino-império, com aproximadamente 15 anos, em 1650.<ref name="Silva"/>
Certo dia um caçador da tribo Luba de nome Tchibinda Ilunga roubou o Tobe, uma carne seca preparada com ervas, que os trabalhadores do reino tinham armazenado. Ele foi encontrado no dia seguinte com a carne e com um produto real, o Tombe, um [[hidromel]] que somente poderia ser consumido pela corte.<ref name="António"/>
 
Ao trazer-lhe perante a rainha Lueji, esta decidiu mantê-lo em cativeiro em vez de o matar, possivelmente por descobrir que era chefe do clã real do reino vizinho Luba. Secretamente ela o trouxe para morar junto consigo, decidindo fazer dele seu consorte. Com ele, ela teve um filho por nome Noeji.<ref name="Silva"/>
 
Ao decidir apresenta-lo como seu esposo diante da corte, houve enorme divergência, pois pelas tradições de seu povo ela jamais poderia contrair matrimônio com um estrangeiro e condenado. As divergências formaforam tamanhas que, pela negativa em desfazer o casamento, seus irmãos e a aristocracia ameaçaram dividir o reino.<ref name="Silva"/><ref name="António"/>
 
As ameaças acabaram por ser cumpridas e o seu império, no auge dividiu-se em três reinos: Lunda-Luba (século XV), Lunda-Chócue (século XV, da qual continuou soberana) e Lunda-Andembo (século XVI).<ref name="Silva"/><ref name="António"/>
 
Faleceu possivelmente em 1670, vendo os lundas mergulhados numa guerra civil. Seu marido Tchibinda Ilunga e seu filho Noeji lhe substituíram no comando do reino.
 
{{referências}}