Diferenças entre edições de "Primeira Guerra Ítalo-Etíope"

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A '''Primeira Guerra Ítalo-Etíope''' (em [[Língua italiana|italiano]]: ''Guerra di Abissinia'' ou ''Campagna d'Africa Orientale'') corresponde à invasão [[Itália|italiana]] da [[Etiópia]] ocorrida entre os anos [[1895]] e [[1896]]. É um dos poucos casos existentes de resistência armada ao [[colonialismo]] [[Europa|europeu]] no [[século XIX]].<ref>Vandervort, Bruce.'' Wars of Imperial Conquest in Africa, 1830-1914''. 1998</ref>
 
A Etiópia é um país que data de tempos bíblicos. O [[Reino de Dʿmt|reino de D'mt]] (980-400 a.C.) tinha territórios na [[Etiópia]], [[Eritreia]] e [[Iémen]], na Península Arábica. De lá teria saído a rainha de Sabá, mencionada na Bíblia, que visitou o rei Salomão em Jerusalém. Apesar de a história bíblica mencionar um contato nos limites da diplomacia, a versão etíope é diferente: a rainha de Sabá voltou grávida - e daí nasceu a linhagem nobre da nação. O reino de D'mt foi sucedido pelo [[Império de Axum]], que durou até 940, após o que houve uma sucessão de dinastias. Reinos e territórios foram e vieram, mas três coisas se mantiveram: os imperadores (ou ''negusa nagast'', o "rei dos reis") eram descendentes de Salomão. Falava-se o amárico (língua semita com alfabeto próprio) e o reino era cristão, na tradição da [[Igreja Ortodoxa Etíope]] - eles se converteram no século 3, antes de o cristianismo se tornar oficial em Roma.
 
A Itália nesse período era uma nação recém-fundada. Dividida ou conquistada desde a queda do Império Romano, em 476, só foi unificada pelo rei Vítor Emanuel II, em 1870. Era um país agrário e pobre. Pelo menos 25 milhões de italianos haviam migrado para outros países, inclusive o Brasil. Para não ficar para trás, a Itália se envolveu na última moda entre as potências europeias: a criação de colônias na África. Eram os tempos da "corrida pela África", na qual os países da Europa Ocidental dominaram absolutamente todo o continente, entre 1880 e 1900.
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