Abrir menu principal

Alterações

m
Foram revertidas as edições de 170.244.212.100 para a última revisão de Renato de carvalho ferreira, de 15h33min de 24 de março de 2019 (UTC)
De acordo com a análise marxista, conflitos de classe dentro do capitalismo surgem devido à intensificação das contradições entre uma produção mecanizada e altamente produtiva e a socialização realizada pelo [[proletariado]], além da [[propriedade privada]] e da apropriação do produto excedente na forma de [[mais-valia]] (lucro) por uma pequena minoria de proprietários privados chamados coletivamente de [[burguesia]]. Como a contradição torna-se aparente para o proletariado, a agitação social entre as duas classes antagônicas se intensifica, culminando em uma revolução social. O eventual resultado a longo prazo dessa revolução seria o estabelecimento do [[socialismo]] - um sistema socioeconômico baseado na propriedade cooperativa dos [[meios de produção]], na distribuição baseada na contribuição e produção organizada diretamente para o uso. Karl Marx formulou a hipótese de que, como as forças produtivas e a tecnologia continuam a avançar, o socialismo acabaria por dar lugar a uma [[Comunismo|fase comunista]] de desenvolvimento social. O comunismo seria uma [[sociedade apátrida]] e [[Sociedade sem classes|sem classes]], erigida na propriedade comum e no princípio "[[de cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades]]".
 
O marxismo desenvolveu-se em diferentes ramos e escolas de pensamento. Algumas vertentes colocam uma maior ênfase em determinados aspectos do marxismo clássico, enquanto rejeitam ou tiram a ênfase de outros aspectos do marxismo, às vezes combinando a análise marxista com conceitos não-marxistas. Outras variantes do marxismo veem algumas de suas características como uma força determinante no desenvolvimento social - como o modo de produção, de classe, relações de poder ou propriedade - enquanto discutem outros aspectos como menos importantes ou irrelevantes. Apesar de compartilhar premissas semelhantes, as diferentes escolas de pensamento do marxismo podem chegar a conclusões contraditórias entre si.<ref>{{citar livro|último = O'Hara|primeiro = Phillip |título= Encyclopedia of Political Economy, Volume 2 |publicado= [[Routledge]]|data=setembro de 2003|isbn= 0-415-24187-1|página= 107}}</ref> Por exemplo, diferentes economistas marxistas têm explicações contraditórias de crise econômica e previsões diferentes para o resultado de tais crises. Além disso, diferentes variantes do marxismo aplicam a análise marxista para estudar diferentes aspectos da sociedade (por exemplo, [[Crise econômica|crises econômicas]] ou [[feminismo]]).<ref>{{citar livro|último = Wolff and Resnick|primeiro = Richard and Stephen |título= Economics: Marxian versus Neoclassical |publicado=The Johns Hopkins University Press|data=agosto de 1987|isbn= 0-8018-3480-5|página= 130}}</ref> Estas diferenças teóricas levaram vários partidos socialistas e comunistas e movimentos políticos a adotar diferentes estratégias políticas para alcançar o socialismo e defender diferentes programas e políticas entre si. Um exemplo disso é a divisão entre socialistas revolucionários e reformistas que surgiram no [[Partido Social-Democrata Alemão]] (SPD) durante o início do {{séc|XX}}. Da mesma forma, embora os [[bolcheviques]] da [[Rússia]] terem declarado o [[leninismo]] e, posteriormente, o [[marxismo-leninismo]] como o único desenvolvimento legítimo do marxismo, os [[mencheviques]] e muitos outros [[sociais-democratas]] em todo o mundo considerou-os desvios [[Totalitarismo|totalitários]]. As compreensões marxistas da história e da sociedade têm sido adotadas por acadêmicos nas disciplinas de [[arqueologia]] e [[antropologia]],<ref>Bridget O'Laughlin (1975) ''Marxist Approaches in Anthropology'' Annual Review of Anthropology Vol. 4: pp. 341–70 (October 1975) {{doi|10.1146/annurev.an.04.100175.002013}}.<br />William Roseberry (1997) ''Marx and Anthropology'' Annual Review of Anthropology, Vol. 26: pp. 25–46 (October 1997) {{doi|10.1146/annurev.anthro.26.1.25}}</ref> estudos midiáticos,<ref>S. L. Becker (1984) "Marxist Approaches to Media Studies: The British Experience", Critical Studies in Mass Communication, 1(1): pp. 66–80.</ref> [[ciência política]] e [[filosofia]].<ref>Ver [[Manuel Alvarado]], Robin Gutch, and Tana Wollen (1987) ''Learning the Media: Introduction to Media Teaching'', Palgrave Macmillan.</ref>hddjjssd
 
== Visão Geral ==