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Estreou-se nas Letras em 1908, com o livro de poesia ''"Nimbos"'', o qual continha o prefácio do poeta [[Raimundo António de Bulhão Pato]]. Seguiram-se outros trabalhos, como ''"A Luta de Sentimentos"'', ''"Ilusão Desfeita"'', ''"Um Drama de Ciúme"'', ''"Amar é sofrer"'', ''"Um noivado feliz"'', ''"Salmos de Amor"'', ''"Vida Real"'', ''"Almas Femininas"'', ''"A Víbora"'', ''"Folhas Soltas"'', ''"O Colar de Vera"'', ''"O Amor tudo consegue"'', entre outros. Os seus contos infantis, considerados dos melhores em língua portuguesa à época, foram traduzidos para vários idiomas. Para além do seu nome, chegou a assinar obrar sob o pseudónimo Lina Marville.
 
Para além da actividade literária, colaborou com diversos periódicos e revistas da época, nomeadamente nas edições de ''[[Brasil-Portugal (revista)|Brasil-Portugal]]'' <ref>{{Citar web |autor=Rita Correia |data=29 de Abril de 2009 |título=Ficha histórica: Brasil-Portugal : revista quinzenal illustrada (1899-1914). |url=http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/FichasHistoricas/BrasilPortugal.pdf |formato=pdf |publicado=[[Hemeroteca Municipal de Lisboa]] |acessodata=26 de Junho de 2014}}</ref> (1899-1914), ''Bem Público'', ''Espiritismo'', ''Actualidades'', ''[[Alma Feminina]]'' (1917-1946), ''[[Serões (revista)|Serões]]'' <ref>[http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/Seroes/Seroes.htm <nowiki>Serões: revista semanal ilustrada (1901-1911) [cópia digital, hemeroteca Digital]</nowiki>]</ref> (1910-1911), ''[[Illustração Portuguesa|Illustração Portugueza]]'' <ref>[http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/IlustracaoPortuguesa.htm <nowiki>Illustração portugueza (1903-) [cópia digital, Hemeroteca Digital]</nowiki>]</ref> (1903-), ''[[A Sátira (revista)|A Sátira]]'' <ref>{{Citar web |autor=Rita Correia |data=07 de fevereiro de 2011 |título=Ficha histórica:A Sátira. Revista humorística de caricaturas (1911) |url=http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/FichasHistoricas/ASatira.pdf |publicado=[[Hemeroteca Municipal de Lisboa]] |acessodata=16 de Janeiro de 2015}}</ref> (1911), [[Courier de l'Europe|''Correio da Europa'']], ''Intrasigente'', ''Jornal da Mulher'', ''O Soneto Neo-Latino'', ''A Vida Elegante'' (1915), e ''Almanaque das Senhoras'' (1921-1924) <ref>{{Citar web|titulo=Silêncios e Memórias: [0025.] MARIA O'NEILL [I]|url=http://silenciosememorias.blogspot.com/2010/03/25.html|obra=Silêncios e Memórias|data=domingo, 21 de março de 2010|acessodata=2019-03-10|primeiro=João|ultimo=Esteves}}</ref>, da qual foi directora de redacção. Registou referências elogiosas em ''[[O Comércio do Porto|]]''O Comércio do Porto'']] (1929), na ''[[Gazeta de Coimbra|]]''Gazeta de Coimbra'']] (1929), ''[[O Primeiro de Janeiro|]]''O Primeiro de Janeiro'']] (1929), entre outros.
 
Tornou-se membro da [[Academia das Ciências de Lisboa|Academia de Ciências]] de Lisboa, era [[vegetariana]] <ref>[http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/bases-tematicas/figuras-da-cultura-portuguesa/1396-alexandre-oneill.html Instituto Camões: Alexandre O'Neill]</ref> e iniciou-se na [[Teosofia]], uma escola mística ou movimento iniciático que propunha que todas as religiões surgiam a partir de ensinamentos de tronco comum, enquanto buscavam conhecimento sobre os mistérios da existência humana, o começo da vida e da natureza, tendo-se interessado posteriormente pelo [[espiritismo]], ao qual dedicou até ao fim dos seus dias uma grande parte da sua existência. <ref>{{Citar web|titulo=Biografia de Maria O´Neill|url=http://biografias.netsaber.com.br/biografia-4040/biografia-de-maria-oneill|obra=biografias.netsaber.com.br|acessodata=2019-03-10}}</ref>
 
Participou no Primeiro Congresso Espírita Português ([[1925]]), tendo presidido à Mesa dos Trabalhos do Congresso, e posteriormente colaborado com a [[Federação Espírita Portuguesa]]. Fez parte da redacção da ''[[Revista de Espiritismo|]]''Revista de Espiritismo'']], em que sempre colaborou, e em 27 de Agosto de 1929, juntamente com mais quatro amigos, fundou o Grupo Espírita Perdão e Caridade <ref>{{Citar web|titulo=Maria O’ Neill {{!}} Fraternidade Espírita Cristã|url=https://www.fec.pt/website/maria-o-neill/|acessodata=2019-03-10}}</ref>, tendo colaborado activamente para a fundação do Centro Espírita Perdão e Caridade, em Lisboa, no ano de 1932.
 
Em 1920, tornou-se num dos nomes mais emblemáticos do [[Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas]] (CNMP), quando proferiu, na Associação dos Caixeiros, a tese “''A ferocidade do egoísmo''”. Nos seguintes anos participou em diversas iniciativas e conferências ligadas à organização feminista, tornando-se presidente da Comissão de Assistência Social (1922-1923; 1925-1929; 1931-1932), Trabalho (1924) e das Ligas de Bondade (1924). Participou ainda no Primeiro e Segundo Congresso Feminino e de Educação, sendo a autora das teses ''“Assistência e trabalho”,'' ''“As ligas de bondade”'' (1924) e ''“O voto às mulheres”'' (1928), e nos Congressos Abolicionistas (1926 e 1929). <ref>{{Citar web|titulo=Silêncios e Memórias: [0025.] MARIA O'NEILL [I]|url=http://silenciosememorias.blogspot.com/2010/03/25.html|obra=Silêncios e Memórias|data=domingo, 21 de março de 2010|acessodata=2019-03-10|primeiro=João|ultimo=Esteves}}</ref>