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{{Mais informações|Périplo do Mar Eritreu}}
[[imagem:Silk route.jpg|thumb|As importantes rotas comerciais da [[Rota da Seda|seda]] e das [[especiarias]], bloqueadas pelo [[Império Otomano]] em 1453 com a [[queda de Constantinopla]] o que motivou a procura de um caminho marítimo pelo Atlântico, contornando [[África]]]]
[[imagem: Travels of Marco Polo.png|thumb|200px|Viagens de [[Marco Polo]] (1271-1295)]]
 
Os europeus tinham conhecimentos remotos sobre o [[Ásia|continente Asiático]], vindos de relatos parciais, muitas das vezes obscurecidos por [[lenda]]s, ainda dos tempos das explorações de [[Alexandre o Grande]] e dos seus sucessores. Outra fonte eram relatos [[árabes]] do tempo da ocupação cristã da [[Palestina (região)|Palestina]] e dos [[Estados cruzados|reinos cristãos]] da altura das cruzadas. Pouco era conhecido para lá da [[Anatólia]] e do [[mar Cáspio]], regiões bárbaras nos limites, sítios dos últimos cristãos "civilizados". O [[continente africano]] era conhecido parcialmente, não se conhecendo o seu limite a Sul, ou sequer se haveria esse limite, existindo apenas relatos de grandes reinos africanos para lá do [[Sahara]], sendo o conhecimento real dos europeus das costas mediterrânicas e pouco mais, já que o bloqueio turco não permitia explorações mais aprofundadas, senão o dos contatos com os escravos negros vendidos na Europa. O conhecimento das costas africanas atlânticas era remoto e provinha essencialmente de [[História do mapa-múndi|mapas antigos]] e de relatos de um tempo estranho e distante em que os [[Roma Antiga|romanos]] chegaram a explorar a [[Mauritânia]]. Do [[mar Vermelho]], sabia-se da sua existência e pouco mais, sendo que só com o desenvolvimento dos laços comerciais das [[repúblicas marítimas]] italianas, [[República de Gênova|Génova]] e [[República de Veneza|Veneza]] principalmente, se começou a verdadeira exploração dessa zona.
 
=== O Novo Mundo (1497-1507) ===
[[Imagem:Vicente Yáñez Pinzón.jpg|thumb|direita|220px|[[Vicente Yáñez Pinzón]], considerado o descobridor do Brasil por diversos estudiosos, atingiu o [[Cabo de Santo Agostinho]] no litoral sul de [[Pernambuco]] em [[26 de janeiro]] de [[1500]].<ref name="Pinzón"/>]]
[[imagem:Nau de Pedro Álvares Cabral.jpg|thumb|esquerda|[[Nau]] de Pedro Álvares Cabral no [[Livro das Armadas]] (Biblioteca da [[Academia das Ciências de Lisboa]])]]
Só uma pequena parte da área dividida pelo Tratado de Tordesilhas havia sido vista pelos europeus, sendo dividida apenas no papel. Imediatamente após a primeira viagem de Colombo vários exploradores navegaram na mesma direção. Em 1497, [[Giovanni Caboto]], também um italiano, obteve uma [[carta-patente]] do rei [[Henrique VII de Inglaterra]]. Partindo de [[Bristol]], provavelmente apoiado pela associação local "Society of Merchant Venturers", Caboto cruzou o Atlântico mais a norte, esperando que a viagem fosse mais curta<ref name="virginia">{{citar web|ano = 2007|url = http://etext.lib.virginia.edu/journals/EH/EH33/croxto33.html|titulo = The Cabot Dilemma:John Cabot's 1497 Voyage &the Limits of Historiography|publicado = [[University of Virginia]]|acessodata = 2008-05-17|último = Derek Croxton|arquivourl = https://web.archive.org/web/20070317235814/http://etext.lib.virginia.edu/journals/EH/EH33/croxto33.html|arquivodata = 17 de março de 2007|urlmorta = yes}}</ref> e aportou algures na [[América do Norte]], possivelmente na [[Terra Nova]].
 
====O descobrimento da América ====
[[imagem:Waldseemuller map closeup with America.jpg|thumb|Pormenor do mapa de [[Martin Waldseemüller]] de 1507 onde se lê o nome "América" pela primeira vez]]
[[imagem:Oscar Pereira da Silva - Nau Capitania de Cabral, Índios a Bordo da Capitania de Cabral, Acervo do Museu Paulista da USP.jpg|thumb|Nau de Pedro Álvares Cabral, com indígenas a bordo]]
No ano de [[1497]], cumprindo o projecto do seu antecessor de encontrar uma rota para as Índias, o recém-coroado rei D. [[Manuel I de Portugal]] enviou uma frota exploratória para este. Em [[1499]] espalhou-se a notícia de que os portugueses tinham chegado às "verdadeiras Índias", como constava numa carta imediatamente enviada pelo rei Português aos Reis Católicos um dia após a chegada da celebrada frota.<ref>[[#Diffie 1977|Diffie 1977]], p. 185.</ref>
 
Em [[149826 de janeiro]] de [[1500]], parteo denavegador Portugalespanhol a[[Vicente expediçãoYáñez doPinzón]] navegadoratingiu o [[DuarteCabo Pachecode PereiraSanto Agostinho]], quelitoral percorreusul ode litoral[[Pernambuco]] brasileiro visandoesta possivelmenteconsiderada identificara osmais territóriosantiga queviagem pertenciamcomprovada aao [[Portugal]]território oubrasileiro.<ref aname="Pinzón">{{Citar [[Coroaweb|url=https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/terra-brasilis/nao-foi-cabral.phtml|título=Neste dedia, Castelaem 1500, o Brasil era descoberto... por espanhóis|Castela]]publicado=Aventuras dena acordoHistória|acessodata=14-2-2019}}</ref><ref>{{citar web|url=http://g1.globo.com/pernambuco/projeto-educacao/noticia/2011/10/pinzon-ou-cabral-quem-chegou-primeiro-ao-brasil.html|título=Pinzón oou [[TratadoCabral: dequem Tordesilhas]]chegou primeiro ao Brasil?|publicado=G1|acessodata=5-4-2017}}</ref> Existem, deporém, [[1494]]algumas teorias Pachecosobre Pereiraquem participouteria dassido negociaçõeso doprimeiro tratado.europeu Ema [[26chegar denas janeiro]]terras deque [[1500]],hoje outraformam expediçãoo Brasil, dodestacando-se espanhola que defende que foi [[VicenteDuarte YáñezPacheco PinzónPereira]], atingiu oentre [[Cabonovembro]] dee Santo Agostinho[[dezembro]], litoral sul de [[Pernambuco1498]].<ref>[[Avelino Teixeira da Mota|MOTA, Avelino Teixeira da]]. ''Duarte Pacheco Pereira, capitão e governador de S. Jorge da Mina''. Mare Liberum, I(1990), pp.1-27.</ref><ref>{{citar web|url=https://www.publico.pt/entrevista/jornal/o-caso-pacheco-pereira-25408499|título=O caso Pacheco Pereira|publicado=PÚBLICO|acessodata=5-4-2017}}</ref><ref>{{citar web|url=http://g1.globo.com/pernambuco/projeto-educacao/noticia/2011/10/pinzon-ou-cabral-quem-chegou-primeiro-ao-brasil.html|título=Pinzón ou Cabral: quem chegou primeiro ao Brasil?|publicado=G1|acessodata=5-4-2017}}</ref>
[[imagem:Nau de Pedro Álvares Cabral.jpg|thumb|esquerda|[[Nau]] de [[Pedro Álvares Cabral]] no [[Livro das Armadas]] (Biblioteca da [[Academia das Ciências de Lisboa]])]]
 
Ao mesmo tempo em que Colombo embarcava em duas novas viagens para explorar a América Central, uma segunda grande [[Armadas da Índia#Brasil: Pedro Alvares Cabral|armada Portuguesa foi enviada para a Índia]]. A frota de treze navios e cerca de 1.500 homens partiu de Lisboa em 9 de Março de 1500. Comandada por [[Pedro Álvares Cabral]], contava com uma tripulação experiente, incluindo os peritos [[Bartolomeu Dias]], [[Nicolau Coelho]] e o escrivão [[Pêro Vaz de Caminha]]. Para evitar a calmaria ao largo da costa do Golfo da Guiné, navegaram na direcção sudoeste, numa grande "[[volta do mar]]". &nbsp;Alguns historiadores defendem que os portugueses já sabiam da existência do bojo formado pela América do Sul ao realizar a chamada manobra de "volta do mar"; por isso, a insistência do rei D. João II em mover para oeste a linha de Tordesilhas, afirmando que o desembarque no Brasil pode não ter sido acidental. <ref>John A. Crow, ''[http://books.google.com/books?id=KiNrOAh9BbkC&pg=PA136 The Epic of Latin America]'' (fourth edition, University of California Press, 1992) p. 136. ISBN 0-520-07723-7.</ref>Em 21 de abril, avistaram uma montanha que nomearam "[[monte Pascoal]]". Em 22 de abril, desembarcaram na costa, e, no dia 25 de abril, toda a frota velejou para um porto que chamaram "[[Porto Seguro]]". Tendo percebido que a nova terra estava a leste da linha de Tordesilhas, Cabral logo enviou um emissário a Portugal com a importante notícia, acreditando que as terras recém-descobertas eram uma ilha, que denominou "[[Ilha de Vera Cruz]]". O nome “Brasil”, que passaria a ser utilizado durante o período colonial (1530 – 1815), deriva da palavra “pau-brasil”, madeira frequentemente encontrada no litoral amazônico que, por sua vez deriva do adjetivo (agora obsoleto)&nbsp;"brasil", que significa "pertencente ou relativo a&nbsp;[[Brasa|brasas]]".
[[imagem:Oscar Pereira da Silva - Nau Capitania de Cabral, Índios a Bordo da Capitania de Cabral, Acervo do Museu Paulista da USP.jpg|thumb|Nau de Pedro Álvares Cabral, com indígenas a bordo]]
 
A convite do rei D. [[Manuel I de Portugal]], [[Américo Vespúcio]]<ref>[[#Diffie 1977|Diffie 1977]], pp. 456–462.</ref> - um florentino que trabalhara para uma dependência do banco Medici em Sevilha desde 1491 equipando as frotas oceânicas, e que por duas vezes viajara às [[Guianas]] com [[Juan de la Cosa]] ao serviço da Espanha<ref>[[#Catholic Encyclopedia 2|Catholic Encyclopedia 2]], web.</ref> - participou como observador nas primeiras viagens exploratórias à América do Sul entre 1499 e 1502, expedições que se tornaram amplamente conhecidas na Europa depois de dois relatos que lhe são atribuídos, publicados entre 1502 e 1504.
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