Diferenças entre edições de "Mosteiro de São Bento (São Paulo)"

2 bytes removidos ,  12h40min de 18 de abril de 2019
m
[[Ficheiro:Mosteiro de São Bento (SP, 1860).jpg|200px|thumb|esquerda|O mosteiro por volta de 1860 (fotografia de [[Militão de Azevedo]])]]
O mosteiro tem sua arquitetura originada tipicamente do século XVII. As obras para a construção do atual Mosteiro de São Bento ocorreram entre 1910 e 1922, seguindo o projeto do arquiteto alemão [[Richard Berndl]], natural de [[Munique]].<ref name="SP" /> O estilo geral segue a tradição da [[arquitetura eclética]] germânica.<ref name="BEURON" /> A maior parte da decoração interna, como os murais, foi planejada e executada pelo monge D. [[Adelbert Gresnicht]] (1877-1956), holandês que chegou ao Brasil em 1913 especialmente para essa responsabilidade. Adelbert veio originalmente da [[Abadia de Maredsous]] na [[Bélgica]]. Gresnicht era seguidor da [[Escola de Arte de Beuron]], uma escola beneditina de arte<ref> que seguia a Teoria Estética para arte religiosa desenvolvida pelo arquiteto e escultor Desiderius (Peter) Lenz, egresso da Escola de Arte Munique e fundador da Escola de Beuron. A fundação desta Escola de Arte dentro dos muros do Mosteiro de Beuron, na Alemanha, foi realizada por Lenz (seu teórico), o pintor Gabriel Wüger (1825-1890) e o Abade Mauro Wolter (1825-1890). <ref>YANG, Klency. A pintura beuronense na Basílica do Mosteiro Beneditino de São Paulo: 1914-1922. Dissertação de mestrado em História da Arte/Unifesp. Disponível em: http://www.humanas.unifesp.br/ppgha/dissertacoes/ingressantes-2014/klency-kakazu-de-brito-yang/view. Acesso em: 18 abr. 2019</ref>
A Teoria Estética desenvolvida por Lenz procurava dentro da arte antiga (egipcios, gregos, sumérios e babilônios) um fazer artístico que permitisse um contato entre o fiel e Deus. Ele acreditava que os povos antigos tinham este conhecimento e o empregavam nos seus templos e que este saber havia se perdido. Seu cânone seguia um príncipio matemático na sua produção.<ref>YANG, Klency. A pintura beuronense na Basílica do Mosteiro Beneditino de São Paulo: 1914-1922. Dissertação de mestrado em História da Arte/Unifesp. Disponível em: http://www.humanas.unifesp.br/ppgha/dissertacoes/ingressantes-2014/klency-kakazu-de-brito-yang/view. Acesso em: 18 abr. 2019</ref>
{{Citar web|url=http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/atrativos/pontos-turisticos/205-mosteiro-de-sao-bento|titulo=Mosteiro de São Bento|acessodata=2017-04-26|obra=www.cidadedesaopaulo.com|ultimo=Omuro|primeiro=Adriana|lingua=pt-br}}</ref> e realizou pinturas, [[Vitral|vitrais]], pinturas murais, [[a seco]] e decoração escultória.<ref name="BEURON" /> Alguns medalhões das paredes das naves laterais foram pintados por Thomaz Scheuchl, pintor alemão<ref>{{Citar web|url=http://anastasis-review.ro/index.php/current-issue-2|titulo=Anastasis, Volume V, No. 1, May, 2018. CONCEICAO, Rosangela A. Thomaz Scheuchl, the Trajectory of a Disciple of Beuron: from the Restoration of the Cathedral of the Ascension in Satu Mare to the Paintings of Churches in Brazil|lingua=en}}</ref>.
 
Destacam-se ainda as esculturas dos 12 apóstolos da [[Nave (arquitetura)|nave]] realizadas entre 1919 e 1922 pelo escultor e pintor belga [[Adrien Henri Vital van Emelen]] (1868-1943), do [[Liceu de Artes e Ofícios]]. De 1921 data o conjunto escultório localizado numa trave sobre a capela-mor, da autoria de [[Anton Lang]] (1875–1938).<ref name="BEURON" /> Por fim, o altar-mor em si é feito de [[mármore]] da região do [[Lago Maggiore]] na [[Itália]].<ref name="BEURON" />
2

edições