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Em 24 de outubro, a polícia invadiu os escritórios do jornal bolchevique, destruindo máquinas e prensas; Stalin recuperou parte desse equipamento para continuar suas atividades.<ref>{{harvnb|Service|2004|p=144}}; {{harvnb|Montefiore|2007|pp=337–338}}.</ref> Na madrugada de 25 de outubro, juntou-se a Lenin em uma reunião do Comitê Central no [[Instituto Smolny]], de onde foi dirigido o golpe bolchevique — a [[Revolução de Outubro]].<ref>{{harvnb|Service|2004|p=145}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=341}}.</ref> A milícia bolchevique apoderou-se da central elétrica de Petrogrado, dos principais correios, do banco estatal, da central telefônica e de várias pontes.{{sfn|Montefiore|2007|pp=341–342}} Um navio controlado pelos bolcheviques, o ''[[Aurora (cruzador)|Aurora]]'', abriu fogo ao [[Palácio de Inverno]]; os delegados reunidos do Governo Provisório renderam-se e foram presos pelos bolcheviques.{{sfn|Montefiore|2007|pp=344–346}} Embora tivesse sido encarregado de informar os delegados bolcheviques do [[Congresso dos Sovietes de Toda a Rússia#Segundo Congresso|Segundo Congresso dos Sovietes]] sobre a situação em desenvolvimento, o papel de Stalin no golpe não foi publicamente visível.{{sfn|Service|2004|pp=145, 147}} Trótski e outros bolcheviques opositores de Stalin usaram isso como evidência de que seu papel no golpe fora insignificante, embora mais tarde os historiadores rejeitassem isso.<ref>{{harvnb|Service|2004|pp=144–146}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=224}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=52}}.</ref> Segundo o historiador [[Oleg Khlevniuk]], Stalin "desempenhou um papel importante [na Revolução de Outubro]... como um importante bolchevique, membro do Comitê Central do partido e editor de seu principal jornal";{{sfn|Khlevniuk|2015|p=53}} o historiador [[Stephen Kotkin]] notou, de maneira semelhante, que ele estivera "no meio dos acontecimentos" na construção do golpe.{{sfn|Kotkin|2014|p=177}}
 
== Governo de Lenin ==
Em 26 de outubro, Lenin declarou-se presidente de um novo governo, o [[Conselho do Comissariado do Povo]]. Stalin apoiou a decisão de Lenin de não formar uma coalizão com os mencheviques e o [[Partido Socialista Revolucionário (Rússia)|Partido Socialista Revolucionário]], apesar de formarem um governo de coalizão com os [[Socialistas Revolucionários de Esquerda]]. Stalin tornou-se parte de um quarteto informal que liderava o governo, ao lado de Lenin, Trótski e Sverdlov; destes, Sverdlov esteve regularmente ausente e morreu em março de 1919. O escritório de Stalin ficava próximo ao de Lenin, no Instituto Smolny, e ele e Trótski eram os únicos indivíduos autorizados a acessar seu escritório sem um compromisso. Embora não tão bem conhecido como Lenin ou Trótski, a importância de Stalin entre os bolcheviques cresceu. Co-assinou os decretos do presidente encerrando jornais hostis e, com Sverdlov, presidiu as sessões do comitê que redigia [[Constituição russa de 1918|uma constituição]] para a nova [[República Socialista Federativa Soviética da Rússia]]. Apoiou fortemente a formação de Lenin do serviço de segurança da [[Tcheka|Cheka]] e o subsequente [[Terror Vermelho]] que ele iniciou; notando que a violência estatal havia se mostrado uma ferramenta eficaz para as potências capitalistas, acreditava que isso seria o mesmo para o governo soviético. Ao contrário dos bolcheviques mais antigos como Kamenev e [[Nikolai Bukharin]], Stalin nunca expressou preocupação com o rápido crescimento e expansão da Cheka e do Terror.
 
Tendo abandonado o cargo de editor do ''Pravda'', foi nomeado Comissário do Povo para as Nacionalidades. Ele tomou [[Nadejda Alliluyeva]] como sua secretária, e em algum momento se casou com ela, embora a data do casamento seja desconhecida. Em novembro de 1917, assinou o [[Declaração dos Direitos dos Povos da Rússia|Decreto sobre Nacionalidade]], segundo as minorias étnicas e nacionais que vivem na Rússia o direito de secessão e autodeterminação. O propósito do decreto era principalmente estratégico; os bolcheviques queriam ganhar o favor entre as minorias étnicas, mas esperavam que o último não desejasse realmente a independência. Naquele mês, ele viajou para [[Helsínquia|Helsinque]] para conversar com os [[Partido Social-Democrata da Finlândia|social-democratas finlandeses]], [[Independência da Finlândia|concedendo o pedido de independência da Finlândia em dezembro]]. Seu departamento alocou fundos para o estabelecimento de prensas e escolas nas línguas de várias minorias étnicas. Os revolucionários socialistas acusaram o discurso de Stalin de [[federalismo]] e autodeterminação nacional como uma fachada para as políticas centralizadoras e [[Imperialismo|imperialistas]] do Sovnarkom.
 
Devido à contínua Primeira Guerra Mundial, na qual a Rússia estava lutando contra as [[Impérios Centrais|Potências Centrais]] da [[Império Alemão|Alemanha]] e da [[Áustria-Hungria]], o governo de Lenin mudou-se de Petrogrado para Moscou em março de 1918. Lá, eles se basearam no [[Kremlin de Moscovo|Kremlin]]; foi aqui que Stalin, Trótski, Sverdlov e Lenin viveram. Stalin julgou necessário porque — ao contrário do presidente — não estava convencido de que a Europa estivesse à beira da [[revolução proletária]]. Lenin acabou convencendo os outros altos bolcheviques de seu ponto de vista, resultando na assinatura do [[Tratado de Brest-Litovski]] em março de 1918. O tratado deu vastas áreas de terra e recursos para as Potências Centrais e enfureceu muitos na Rússia; os revolucionários socialistas de esquerda se retiraram do governo de coalizão sobre o assunto. O partido governante do RSFSR logo foi renomeado, tornando-se o [[Partido Comunista da União Soviética|Partido Comunista Russo]].
 
== Ascensão ao poder ==
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