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}}
'''Maria''' ([[Língua hebraica|hebraico]]: מִרְיָם, ''Miriam''; [[aramaico]]: ''Maryām''; [[Língua árabe|árabe]]: مريم, ''Maryam''; [[Koiné|grego koiné]]: Μαριας ou Μαριαμ,<ref>Original da bíblia em grego, versão Scriveners Textus Receptus 1894. A grafia Μαριας é utilizada em Mateus&nbsp;[http://www.scripture4all.org/OnlineInterlinear/NTpdf/mat1.pdf (eg 1.16)], Marcus&nbsp;[http://www.scripture4all.org/OnlineInterlinear/NTpdf/mar6.pdf (eg 6.3)] e João&nbsp;[http://www.scripture4all.org/OnlineInterlinear/NTpdf/joh11.pdf (eg 11.1)]. A grafia Μαριαμ é utilizada em Lucas&nbsp;[http://www.scripture4all.org/OnlineInterlinear/NTpdf/luk1.pdf (eg 1.30)].</ref>), também conhecida como '''Maria de Nazaré''' e chamada pelos [[católicos]] e [[ortodoxos]] de '''Virgem Maria''', de '''Santíssima Virgem''' e de '''Nossa Senhora''', foi a mulher [[Tribos de Israel|israelita]] <ref>''Mary in the New Testament'', Raymond Edward Brown, Joseph A. Fitzmyer, Karl Paul Donfried, A Collaborative statement by Protestant, Anglican and Roman Catholic scholars, (NJ 1978), page 140</ref> de [[Nazaré]], identificada no [[Novo Testamento]] e no [[Alcorão]] como a mãe de [[Jesus]] [[Anunciação|através da intervenção divina]] ({{citar bíblia|livro=Mateus|capítulo=1|verso=16|verso_final=25}}, {{citar bíblia|livro=Lucas|capítulo=1|verso=26|verso_final=56}}, {{citar bíblia|livro=Lucas|capítulo=2|verso=1|verso_final=7}}). Jesus é visto como o [[Messiasmessias]] — o [[Cristo]] — em ambas as tradições, dando origem ao nome comum de [[Jesus Cristo]]. Maria teria vivido na [[Galileia]] no final do século I a.C. e início do século I d.C., é considerada pelos cristãos como a primeira adepta ao [[cristianismo]].
 
Os [[evangelhos canônicos]] de [[Evangelho de Mateus|São Mateus]] e [[Evangelho de Lucas|São Lucas]] descrevem Maria como uma virgem (grego: παρθένος, ''parthenos'').<ref>{{citar bíblia|livro=Mateus|capítulo=1|verso=23}} usa o grego ''parthénos'' (virgem), enquanto {{citar bíblia|livro=Isaías|capítulo=7|verso=14}} usa o hebraico ''Almah''. Veja o artigo sobre ''parthénos'' em Bauer/(Arndt)/Gingrich/Danker, "A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature", Second Edition, University of Chicago Press, 1979, p. 627.</ref> Tradicionalmente, os [[cristãos]] acreditam que ela concebeu seu filho milagrosamente pela ação do [[Espírito Santo]]. Os [[muçulmanos]] acreditam que ela concebeu pelo comando de Deus. Isso ocorreu quando ela estava [[noivado|noiva]] de [[São José|José]] e aguardava o rito do casamento, que tornaria a união formal.<ref>Browning, W. R. F. ''A dictionary of the Bible''. 2004 ISBN 0-19-860890-X page 246</ref> Ela se casou com José e o acompanhou a [[Belém (Palestina)|Belém]], onde Jesus nasceu.<ref name="Ruiz">Ruiz, Jean-Pierre. "Between the Crèche and the Cross: Another Look at the Mother of Jesus in the New Testament." ''New Theology Review''; Aug2010, Vol. 23 Issue 3, pp3-4</ref> De acordo com o costume judaico, o noivado teria ocorrido quando ela tinha cerca de 12 anos, o nascimento de Jesus aconteceu cerca de um ano depois.<ref>Allison, Dale C., [http://books.google.com.au/books?id=m_OShrBh0I0C&lpg=PP1&pg=PA12#v=onepage&q=betrothal&f=false ''Matthew: A Shorter Commentary'', p.12] Continuum International Publishing Group, 2004 ISBN 0-567-08249-0</ref>
 
O [[Novo Testamento]] começa o seu relato da vida de Maria com a anunciação, quando o anjo [[Gabriel (arcanjo)|Gabriel]] apareceu a ela anunciando que Deus a escolheu para ser a mãe de Jesus. A tradição da Igreja e os escritos apócrifos afirmam que os pais de Maria eram um casal de idosos, [[São Joaquim]] e [[Santa Ana]]. A Bíblia registra o papel de Maria em eventos importantes da vida de Jesus, desde o seu [[Nascimento de Jesus|nascimento]] até a sua [[Ascensão de Jesus|ascensão]]. Escritos [[Livros apócrifos|apócrifos]] falam de sua morte e posterior [[Assunção de Maria|assunção]] ao céu. Os cristãos da [[Igreja Católica]], da [[Igreja Ortodoxa]], da [[Igrejas ortodoxas orientais|Igreja Ortodoxa Oriental]], da [[Igreja Anglicana]] e da [[Igreja Luterana]] acreditam que Maria, como mãe de Jesus, é a Mãe de Deus (Μήτηρ Θεοῦ) e a [[Teótoco|Theotókos]], literalmente ''Portadora de Deus''. Maria foi venerada desde o [[Cristianismo primitivo|início do cristianismo]].<ref name="Burke, Raymond L. 2008 page 178">Burke, Raymond L.; et al. (2008). ''Mariology: A Guide for Priests, Deacons, Seminarians, and Consecrated Persons'' ISBN 978-1-57918-355-4 page 178</ref><ref name="Tim S. Perry page 142">''Mary for evangelicals'' by Tim S. Perry, William J. Abraham 2006 ISBN 0-8308-2569-X page 142</ref> Ao longo dos séculos ela tem sido um dos assuntos favoritos da arte, da música e da literatura cristã.
 
Há uma diversidade significativa nas [[Mariologia|crenças e práticas devocionais marianas]] entre as grandes tradições cristãs. A Igreja Católica tem uma série de [[Dogmas e doutrinas marianas da Igreja Católica|dogmas marianos]], como a [[Imaculada Conceição|Imaculada Conceição de Maria]] e [[Assunção de Maria]]. Os católicos referem-se a ela como [[Títulos de Maria|Nossa Senhora]] e a [[hiperdulia|veneram]] como a [[Rainha do Céu]] e [[Mãe da Igreja]], baseados no fato dela ter sido a mãe de Jesus que, segundo os [[Dogmas da Igreja Católica#Dogmas sobre Jesus Cristo|Dogmas do Cristianismo]], é Deus.<ref>{{citar web|URL=http://www.acidigital.com/apologetica/maria.htm|título=Esclarecimentos para os irmãos separados: Os católicos e a Virgem Maria|acessodata=23 de junho de 2015}}</ref> Contudo, outros grupos que acreditam na divindade de Cristo, como a maioria dos [[Protestantismo|protestantes]], não compartilhem dessas crenças,<ref>''Christian belief and practice'' by Gordon Geddes, Jane Griffiths 2002 ISBN 0-435-30691-X page 12</ref><ref name="Houghton">"Mary, the mother of Jesus." ''The New Dictionary of Cultural Literacy, Houghton Mifflin''. Boston: Houghton Mifflin, 2002. Credo Reference. Web. 28 September 2010.</ref> atribuindo a ela um papel mínimo dentro do cristianismo por conta das poucas referências bíblicas sobre sua vida.<ref>{{citar livro|último =Hillerbrand |primeiro =Hans Joachim |autorlink = |ano=2003 |título=Encyclopedia of Protestantism, Volume 3 |publicado= |local= |edição= |páginas=1174 |isbn=ISBN 0-415-92472-3}}</ref>
 
=== Títulos ===
Títulos para homenagear Maria ou para pedir a sua intercessão por determinadas causas são usados ​​por algumas tradições cristãs (tais como a [[Igreja CatólicaOrtodoxa]] e a [[Igreja OrtodoxaCatólica]]) e por outras não (por exemplo, o [[Protestantismo]]). Os títulos mais conhecidos são ''[[Teótoco|Maria, Mãe de Deus]]'' (''TheotókosTeótoco''), ''Santíssima Virgem Maria'', ''Nossa Senhora'' e ''Rainha do Céu'' (''Regina Caeli'').<ref>''Encyclopedia of Catholicism by Frank K. Flinn'', J. Gordon Melton 2007 ISBN 0-8160-5455-X pages 443–444</ref><ref name="Hillerbrand">Hillerbrand, Hans Joachim. Encyclopedia of Protestantism, Volume 3 2003. ISBN 0-415-92472-3 page 1174</ref>
 
Títulos específicos variam entre os pontos de vista ecumênicos, [[católicos]], [[ortodoxos]], [[anglicanos]], [[luteranos]], [[protestantes]], [[islâmicos]] e [[mórmons]].
 
Maria é chamada de ''Theotókos''Teótoco pela [[Igreja Católica]], [[Igreja Ortodoxa]], [[Igrejas ortodoxas orientais|Igreja Ortodoxa Oriental]], [[Luteranismo|Igreja Luterana]], [[Igreja Anglicana]] e [[Igreja AnglicanaCatólica]], um título reconhecido no [[Primeiro Concílio de Éfeso|Terceiro Concílio Ecumênico]] (realizada em Éfeso, para abordar os ensinamentos de [[Nestório]], em 431). ''Theotókos''Teótoco (e seu equivalente em latim, ''Deipara'' e ''Dei genetrix'') significa literalmente "portadora de Deus". A frase equivalente "Mater Dei" (Mãe de Deus) é mais comum na América e na [[Igreja Católica de Rito Latino]]. O Concílio declarou que os pais da Igreja "não hesitaram em falar da Santa Virgem como Mãe de Deus".<ref name="ccel.org">[http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf214.x.xvi.i.html The Canons of the Two Hundred Holy and Blessed Fathers Who Met at Ephesus]</ref><ref>M'Corry, John Stewart''Theotokos: Or, the Divine Maternity''. 2009 ISBN 1-113-18361-6 page 10</ref><ref>''The Christian theology reader'' by Alister E. McGrath 2006 ISBN 1-4051-5358-X page 273</ref>
 
Alguns títulos possuem base bíblica, como por exemplo, ''Mãe Rainha'', título dado a Maria por ela ser a mãe de Jesus, que por vezes é chamado de "Rei dos Reis" devido à sua linhagem que remonta ao [[David|rei Davi]]. A base bíblica para a o termo ''rainha'' pode ser vista em {{citar bíblia|livro=Lucas|capítulo=1|verso=32}} e no livro do profeta {{citar bíblia|livro=Isaías|capítulo=9|verso=6}}, e ''Mãe Rainha'' a partir de {{citar bíblia|livro=1 Reis|capítulo=2|verso=19|verso_final=20}} e {{citar bíblia|livro=Jeremias|capítulo=13|verso=18|verso_final=19}}.<ref>''What Every Catholic Should Know about Mary'' by Terrence J. McNally ISBN 1-4415-1051-6 page 128</ref> [[Títulos de Maria|Outros títulos]] surgiram a partir de milagres relatados, aparições ou ocasiões especiais, como por exemplo, [[Nossa Senhora do Bom Conselho]], [[Nossa Senhora dos Navegantes]] ou [[Nossa Senhora da Conceição Aparecida]].<ref name="Jameson">''Legends of the Madonna'' by Anna Jameson 2009 1406853380 page 50</ref><ref>Ann Ball, 2003 ''Encyclopedia of Catholic Devotions and Practices'' ISBN 0-87973-910-X page 515</ref><ref>Candice Lee Goucher, 2007 ''World history: journeys from past to present'' ISBN 0-415-77137-4 page 102</ref><ref>Ann Ball, 2003 ''Encyclopedia of Catholic Devotions and Practices'' ISBN 0-87973-910-X page 525</ref>
 
Os três principais títulos de Maria usados ​​pelos ortodoxos são ''Theotókos''Teótoco ou ''Mãe de Deus'' (em grego Θεοτόκος), '''Eipárteno''' ou ''Sempre Virgem'' (em grego ἀειπαρθὲνος), como confirmado no [[Segundo Concílio de Constantinopla|Quinto Concílio Ecumênico]] em 553, e '''Panágia''' ou ''toda santa'' (em grego Παναγία).<ref name="Fairbairn" /> Um grande número de títulos são dados a Maria pelos católicos, e estes títulos têm, por sua vez, dado origem a muitas representações artísticas, por exemplo o título de [[Nossa Senhora das Dores]], que resultou em obras-primas como [[Pietà (Michelangelo)|Pietà]] de [[Michelangelo]].<ref name="FrankFlinn" />
 
=== Festas Marianas ===
 
=== Aparições ===
Existe um conjunto de manifestações denominadas de "[[aparições marianas]]" e que são fenômenosfenómenos nos quais se acredita que a Virgem Maria aparece a uma ou várias pessoas (chamadas popularmente de ''videntes''), na sua maioria [[Catolicismo|católicos]]. No passado, a [[Igreja Católica]] reconheceu um conjunto de aparições de Nossa Senhora como sendo dignas de [[fé]] – como as [[aparições de Fátima]], internacionalmente conhecidas – e encontra-se actualmente a analisar inúmeros novos relatos de aparições que estão a decorrer pelo Mundo.<ref>''[http://www.noticiasmagazine.pt/2016/as-aparicoes-que-nao-ficaram-na-historia/ As aparições que não ficaram na história]'' in Notícias Magazine, 15/05/2016.</ref>
 
== Doutrinas marianas ==
</center>
 
No [[Credo Niceno]] (constituído no [[Primeiro Concílio de Niceia]], em 325) a Igreja se referia a Jesus Cristo como o próprio Deus. Posteriormente, no [[Primeiro Concílio de Éfeso]], realizado na Igreja de Maria em 431, o dogma ''Mãe de Deus'' (''Theotókos''Teótoco) foi proclamado. Esta doutrina é aceita por algumas das principais tradições cristãs. A ''New Catholic Encyclopedia'' diz: "Maria é realmente a mãe de Deus, se se satisfizerem duas condições: que ela é realmente a mãe de Jesus e que Jesus é realmente Deus."<ref>''New Catholic Encyclopedia'' (1967, Vol. X, p. 21)</ref> O termo Mãe de Deus já havia sido usado na mais antiga oração a Maria que se conhece, ''sub tuum praesidium'', que data de aproximadamente 250 AC.<ref>Miravalle, Mark ''Introduction to Mary'', 1993, ISBN 978-1-882972-06-7, pages 44–46</ref> Segundo [[São Tomás de Aquino]]: "A Santíssima Virgem, por ser Mãe de Deus, possui uma dignidade, de certo modo infinita, derivada do bem infinito que é Deus".<ref>São Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I, q. 25, a. 6.</ref>
 
O ''nascimento virginal de Jesus'' tem sido uma crença universalmente aceita entre os cristãos desde o século II,<ref name="britannica">"[http://www.britannica.com/eb/article-9075467/Virgin-Birth#181858 Virgin Birth]" ''britannica.com'.' Retrieved October 22, 2007.''</ref> ela está incluída nos dois [[credo]]s [[cristianismo|cristãos]] mais utilizados, o [[Credo niceno-constantinopolitano]] e o [[Credo dos Apóstolos]]. O Evangelho de Mateus descreve Maria como a virgem que cumpre a profecia de {{citar bíblia|livro=Isaías|capítulo=7|verso=14}}. Os autores dos Evangelhos de Mateus e Lucas consideram a concepção de Jesus não como resultado de relações sexuais com José ou qualquer outra pessoa (afirmam que Maria "não teve relações com homem algum" antes do nascimento de Jesus em {{citar bíblia|livro=Mateus|capítulo=1|verso=18, 25}} e {{citar bíblia|livro=Lucas|capítulo=1|verso=34}}), mas sim como obra de Deus, pela ação [[Espírito Santo]].<ref name="Miravalle56">Miravalle, Mark '''Introduction to Mary''', 1993, ISBN 978-1-882972-06-7, pages 56–64</ref>
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