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Apesar das hostilidades iniciais, a partir de 1549 os portugueses enviavam missões comerciais anuais para [[Sanchoão]], na China.<ref name="brook 1998 124">Brook (1998), 124.</ref> Em 1557 conseguiram convencer a corte Ming a chegar a um tratado comercial que estabelecia [[Macau]] como uma base comercial oficial Portuguesa.<ref name="brook 1998 124"/> Em 1569 o português Frei [[Gaspar da Cruz]] publicou o "Tratado das cousas da China", primeira obra completa sobre a China e a Dinastia Ming publicada na Europa desde Marco Pólo, que incluia informações sobre a geografia, províncias, realeza, funcionários, burocracia, transportes, arquitetura, agricultura, artesanato, assuntos comerciais, de vestuário, costumes religiosos e sociais, música e instrumentos, escrita, educação e justiça.<ref name="dictionary of ming biography">The Ming Biographical History Project of the Association for Asian Studies (1976), 410-411.</ref> influenciando a imagem que os europeus tinham da China.
[[imagem:DelftChina18thCenturyCompanieDesIndes.jpg|thumb|esquerda|Porcelana de [[Delft]] com motivos chineses, século XVIII. <br><small>[[Museu Ernest Cognacq]]</small>]]
As principais importações vindas da China eram [[seda]]s e [[porcelana]]s, adaptadas aos gostos europeus. As porcelanas chinesas eram tão apreciadas na Europa que, em Inglês, ''"china"'' tornou-se sinónimo de ''"porcelana"''. A chamada [[porcelana kraak]] (cujo nome terá origem nas "carracas" portuguesas em que era transportada) estava entre as primeiras cerâmicas chinesas a chegar à Europa em quantidades maciças. Apenas os mais ricos podiam pagar estas primeiras importações, que foram frequentemente representadas nas naturezas mortas holandesas.<ref>Para um estudo sobre os elementos estrangeiros na pintura holandesa veja-se Hochstrasser, ''Still Life and Trade''.</ref>
 
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