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Um evento pouco notado, ocorrido em [[1919]] - o [[Movimento do Quatro de Maio]] -, haveria de ter repercussões a longo prazo para o restante da história da China no [[século XX]]. O movimento teve início como uma resposta ao que teria sido um insulto imposto à China pelo [[Tratado de Versalhes]], que encerrara a [[Primeira Guerra Mundial]], mas tornou-se um movimento de protesto contra a situação interna do país. Entre os intelectuais chineses, a adoção de ideias mais radicais seguiu-se ao descrédito da filosofia liberal [[mundo Ocidental|ocidental]], o que resultaria no conflito irreconciliável entre a [[Esquerda (política)|esquerda]] e a [[Direita (política)|direita]] na China que dominaria a história do país pelo restante do século.
 
Nos [[década de 1920|anos 1920]], Sun Yat-sen estabeleceu uma base revolucionária no sul da China e lançou-se à unificação de seu fragmentado país. Com auxílio da [[União Soviética]] (recém estabelecida por [[Vladimir Lenin]]), ele aliou-se ao [[Partido Comunista da China]] (PCC). Após a sua morte por [[câncer]] em [[1925]], um de seus protegidos, [[Chiang Kai-shek]], assumiu o controle do direitista [[Kuomintang]] (Partido Nacionalista, ou KMT) e logrou reunir sob seu governo a maior parte do sul e do centro da China numa campanha militar conhecida como a Expedição do Norte. Após derrotar os líderes militares daquelas regiões, Chiang obteve a fidelidade nominal dos líderes do norte. Em [[1927]], voltou-se contra o PCC e expulsou os exércitos [[comunismo|comunistas]] e seus chefes de suas bases no sul e no leste da China. Em [[1934]], as tropas do PCC empreenderam a [[Longa Marcha]], através da região mais inóspita da China a noroeste, onde estabeleceram uma base guerrilheira em [[Yan'an]], na província de [[Shanxi]].Durante a Longa Marcha, os comunistas reorganizaram-se sob um novo chefe, [[Mao Tse-tung]].
 
Assim como Mao, Chiang Kai-shek é considerado uma figura controversa. Seus apoiadores o creditam por ter desempenhado um grande papel durante a vitória dos [[Aliados da Segunda Guerra Mundial]] e ter unificado a nação, sendo também um símbolo nacional e uma figura importante na resistência contra os japoneses, os [[União Soviética|soviéticos]] e comunistas. Detratores e críticos o denunciam como um [[ditador]], um [[Autocracia|autocrata]] [[Autoritarismo|autoritário]] que reprimiu e expurgou seus opositores a todo o custo, com prisões arbitrárias, torturas e assassinatos a todos que não apoiavam o Kuomintang e outros.<ref>Taylor, Jay. 2009. ''The Generalissimo: Chiang Kai-shek and the Struggle for Modern China''. Belknap Press of Harvard University Press, Cambridge, Massachusetts {{ISBN|978-0-674-03338-2}}</ref>
Durante a Longa Marcha, os comunistas reorganizaram-se sob um novo chefe, [[Mao Tse-tung]]. O conflito entre o KMT e o PCC continuou, aberta ou clandestinamente, ao longo dos catorze anos da invasão [[Japão|japonesa]], apesar da aliança nominal entre ambos os partidos para opor-se aos japoneses em [[1937]]. As forças japonesas cometeram numerosas atrocidades de guerra contra a população civil, incluindo guerra biológica (ver Unidade 731) e a Política dos Três Todos (Sankō Sakusen), sendo os três todos: "Matem Todos, Queimem Todos e Saquem Todos".A [[Guerra Civil Chinesa|guerra civil chinesa]] continuou após a derrota do Japão na [[Segunda Guerra Mundial]] em [[1945]], após tentativas fracassadas de reconciliação e de solução negociada entre o KMT e o PCC. Em [[1949]], o PCC já ocupava a maior parte do país.<ref>{{cite book |last1=Fairbank |first1=J.K. |last2=Goldman |first2=M. |year=2006 |title=China: A New History |edition=2nd |publisher=Harvard University Press |page=320 |isbn=978-0674018280 |url=https://books.google.com/books?id=nBDC2cqb6I0C&pg=PA320}}</ref>
 
Durante a Longa Marcha, os comunistas reorganizaram-se sob um novo chefe, [[Mao Tse-tung]]. O conflito entre o KMT e o PCC continuou, aberta ou clandestinamente, ao longo dos catorze anos da invasão [[Japão|japonesa]], apesar da aliança nominal entre ambos os partidos para opor-se aos japoneses em [[1937]]. As forças japonesas cometeram numerosas atrocidades de guerra contra a população civil, incluindo guerra biológica (ver Unidade 731) e a Política dos Três Todos (Sankō Sakusen), sendo os três todos: "Matem Todos, Queimem Todos e Saquem Todos".A [[Guerra Civil Chinesa|guerra civil chinesa]] continuou após a derrota do Japão na [[Segunda Guerra Mundial]] em [[1945]], após tentativas fracassadas de reconciliação e de solução negociada entre o KMT e o PCC. Em [[1949]], o PCC já ocupava a maior parte do país.<ref>{{cite book |last1=Fairbank |first1=J.K. |last2=Goldman |first2=M. |year=2006 |title=China: A New History |edition=2nd |publisher=Harvard University Press |page=320 |isbn=978-0674018280 |url=https://books.google.com/books?id=nBDC2cqb6I0C&pg=PA320}}</ref>
 
Westad diz que os comunistas venceram a Guerra Civil porque cometeram menos erros militares do que Chiang, e porque em sua busca por um poderoso governo centralizado, Chiang antagonizou muitos grupos de interesse na China. Além disso, seu partido foi enfraquecido na guerra contra os japoneses. Enquanto isso, os comunistas disseram a diferentes grupos, como os camponeses, exatamente o que eles queriam ouvir, e se cobriram na capa do nacionalismo chinês. <ref>Odd Arne Westad, ''Restless Empire: China and the World Since 1750'' (2012) p. 291</ref> Durante a guerra civil, tanto os nacionalistas quanto os comunistas realizaram atrocidades em massa, com milhões de não-combatentes mortos por ambos os lados. </ref> These included deaths from forced conscription and massacres.<ref>Valentino, Benjamin A. (2005). ''Final solutions: mass killing and genocide in the twentieth century''. Cornell University Press. p. 88{{ISBN?}}</ref> Estes incluíram mortes por recrutamento forçado e massacres.
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