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=== Comando Militar: 1918–1921 ===
Depois que os bolcheviques tomaram o poder, exércitos da direita e da esquerda política se uniram contra eles, gerando a [[Guerra Civil Russa]].<ref>{{harvnb|Service|2004|p=165}}; {{harvnb|Kotkin|2014|pp=268–270}}.</ref> Para garantir o acesso ao suprimento cada vez menor de alimentos, em maio de 1918, o Sovnarkom enviou Stalin a [[Volgogrado|Tsarítsin]] para se encarregar da aquisição de alimentos no sul da Rússia.<ref>{{harvnb|Conquest 1991, p. 77; {{harvnb|Volkogonov|1991|p=39}}; {{harvnb|Montefiore|2003|p=27}}; {{harvnb|Service|2004|p=163}}; {{harvnb|Kotkin|2014|pp=300–301}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=54}}.</ref> Ansioso para se mostrar como comandante,{{sfn|Service|2004|p=173}} uma vez lá assumiu o controle das operações militares regionais.<ref>{{harvnb|Service|2004|p=164}}; {{harvnb|Kotkin|2014|pp=302–303}}.</ref> Fez amizade com duas figuras militares, [[Kliment Vorochilov]] e [[Semion Mikhailovich Budionny|Semion Budionny]], que formariam o núcleo de sua base de apoio militar e político.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|pp=78, 82}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=28}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=55}}.</ref> Acreditando que a vitória era assegurada pela superioridade numérica, enviou um grande número de tropas do [[Exército Vermelho]] para a batalha contra os [[Movimento Branco|exércitos Brancos]] anti-bolcheviques na região, resultando em grandes perdas; Lenin estava preocupado com essa tática cara.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=81}}; {{harvnb|Service|2004|p=170}}.</ref> Em Tsarítsin, comandou a filial local da Cheka para executar supostos contrarrevolucionários, às vezes sem julgamento,<ref>{{harvnb|Volkogonov|1991|p=46}}; {{harvnb|Montefiore|2007|p=27}}; {{harvnb|Kotkin|2014|pp=305, 307}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|pp=56–57}}.</ref> e — em contravenção às ordens do governo — expurgou agências militares e de coleta de alimentos de especialistas de classe média, alguns dos quais também executou.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|pp=78–79}}; {{harvnb|Volkogonov|1991|p=40}}; {{harvnb|Service|2004|p=166}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=55}}.</ref> Seu uso da violência e do terror de Estado foi em maior escala do que a maioria dos líderes bolcheviques aprovou;{{sfn|Service|2004|p=171}} por exemplo, ordenou que várias aldeias fossem incendiadas para garantir o cumprimento de seu programa de aquisição de alimentos.{{sfn|Service|2004|p=169}}
 
Em dezembro de 1918, Stalin foi enviado a [[Perm]] para liderar uma investigação sobre como as forças brancas de [[Aleksandr Kolchak]] haviam conseguido dizimar as tropas vermelhas que ali se encontravam.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|pp=83–84}}; {{harvnb|Service|2004|p=172}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=314}}.</ref> Retornou a Moscou entre janeiro e março de 1919,{{sfn|Service|2004|p=172}} antes de ser designado para a Frente Ocidental em Petrogrado.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=85}}; {{harvnb|Service|2004|p=172}}.</ref> Quando o Terceiro Regimento Vermelho desertou, ele ordenou a execução pública dos que foram capturados.{{sfn|Service|2004|p=172}} Em setembro foi devolvido à Frente Sul.{{sfn|Service|2004|p=172}} Durante a guerra, provou seu valor para o Comitê Central, demonstrando decisão, determinação e disposição para assumir responsabilidades em situações de conflito.{{sfn|Service|2004|p=173}} Ao mesmo tempo, desconsiderou ordens e repetidamente ameaçou renunciar quando afrontado.{{sfn|Service|2004|pp=173, 174}} Em novembro de 1919, o governo concedeu-lhe a [[Ordem do Estandarte Vermelho]] por seu serviço de guerra.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=86}}; {{harvnb|Volkogonov|1991|p=45}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=331}}.</ref>
 
Os bolcheviques venceram a guerra civil no final de 1919.{{sfn|Service|2004|p=175}} O Sovnarkom voltou sua atenção para a disseminação da revolução proletária no exterior, para esse fim formando a [[Internacional Comunista]] em março de 1919; Stalin assistiu à sua cerimônia inaugural.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=91}}; {{harvnb|Service|2004|p=175}}.</ref> Embora Stalin não compartilhasse da crença de LêninLenin de que o proletariado europeu estava à beira da revolução, ele reconheceu que, enquanto permanecesse sozinha, a Rússia Soviética continuaria vulnerável. Embora Stalin não compartilhasse da crença de Lenin de que o proletariado europeu estava à beira da revolução, reconheceu que, enquanto permanecesse sozinha, a Rússia Soviética continuaria vulnerável.{{sfn|Service|2004|p=176}} Em dezembro de 1918, redigiu decretos que reconheciam as repúblicas soviéticas de governo marxista na [[Comuna do povo trabalhador da Estônia|Estônia]], [[República Socialista Soviética de Lituânia (1918-1919)|Lituânia]] e [[República Soviética Socialista da Letônia|Letônia]];{{sfn|Service|2004|p=199}} durante a guerra civil, esses governos marxistas foram derrubados e os países bálticos tornaram-se totalmente independentes da Rússia, um ato que Stalin considerou ilegítimo.{{sfn|Service|2004|pp=203, 190}} Em fevereiro de 1920, foi nomeado chefe da [[Rabkrin|Inspetoria dos Operários e Camponeses]];{{sfn|Service|2004|p=174}} nesse mesmo mês, ele também foi transferido para a Frente Caucasiana.{{sfn|Service|2004|p=178}}
 
Após os [[Ofensiva soviética para o oeste de 1918-1919|confrontos anteriores]] entre as tropas polonesas e russas, a [[Guerra Polaco-Soviética|Guerra Polonesa-Soviética]] eclodiu no início de 1920, com os poloneses invadindo a Ucrânia e tomando [[Kiev]].<ref>{{harvnb|Service|2004|p=176}}; {{harvnb|Kotkin|2014|pp=352–354}}.</ref> Stalin foi transferido para a Ucrânia, na Frente Sudoeste.<ref>{{harvnb|Service|2004|p=178}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=357}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=59}}.</ref> O Exército Vermelho forçou as tropas polonesas de volta à Polônia.{{sfn|Service|2004|pp=176–177}} Lenin acreditava que o proletariado polonês se levantaria para apoiar os russos contra o governo polonês de [[Józef Piłsudski]]. Stalin havia advertido contra isso; ele acreditava que o [[nacionalismo]] levaria as classes trabalhadoras polonesas a apoiar o esforço de guerra de seu governo. Também acreditava que o Exército Vermelho estava mal preparado para conduzir uma guerra ofensiva e que isso daria aos Exércitos Brancos uma chance de ressurgir na [[Crimeia]], potencialmente reacendendo a guerra civil.{{sfn|Service|2004|p=177}} Stalin perdeu o argumento, depois do qual aceitou a decisão de Lenin e a apoiou.{{sfn|Service|2004|p=178}} Ao longo da Frente Sudoeste, tornou-se determinado a conquistar [[Lviv|Lwów]]; ao se concentrar nesse objetivo, desobedeceu as ordens de transferir suas tropas para ajudar as forças de [[Mikhail Tukhachevsky]].<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=87}}; {{harvnb|Service|2004|p=179}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=362}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=60}}.</ref> Em agosto, os poloneses [[Batalha de Varsóvia (1920)|repeliram o avanço russo]] e Stalin retornou a Moscou.{{sfn|Service|2004|pp=180, 182}} Um [[Paz de Riga|tratado de paz polonês-soviético]] foi assinado; Stalin viu isso como um fracasso pelo qual culpou Trotsky.{{sfn|Service|2004|p=183}} Trotsky, por sua vez, acusou Stalin de "erros estratégicos" ao lidar com a guerra na [[IX Congresso do Partido Comunista Russo (bolcheviques)|Nona Conferência Bolchevique]].<ref>{{harvnb|Davies|2003|p=211}}; {{harvnb|Service|2004|pp=183–185}}; {{harvnb|Kotkin|2014|pp=376–377}}.</ref> Stalin sentiu-se ressentido e subestimado; em setembro exigiu a demissão dos militares, o que foi concedido.<ref>{{harvnb|Service|2004|pp=182–183}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=365}}.</ref>
 
== Ascensão ao poder ==
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