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Os bolcheviques venceram a guerra civil no final de 1919.{{sfn|Service|2004|p=175}} O Sovnarkom voltou sua atenção para a disseminação da revolução proletária no exterior, para esse fim formando a [[Internacional Comunista]] em março de 1919; Stalin assistiu à sua cerimônia inaugural.<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=91}}; {{harvnb|Service|2004|p=175}}.</ref> Embora Stalin não compartilhasse da crença de Lenin de que o proletariado europeu estava à beira da revolução, ele reconheceu que, enquanto permanecesse sozinha, a Rússia Soviética continuaria vulnerável. Embora Stalin não compartilhasse da crença de Lenin de que o proletariado europeu estava à beira da revolução, reconheceu que, enquanto permanecesse sozinha, a Rússia Soviética continuaria vulnerável.{{sfn|Service|2004|p=176}} Em dezembro de 1918, redigiu decretos que reconheciam as repúblicas soviéticas de governo marxista na [[Comuna do povo trabalhador da Estônia|Estônia]], [[República Socialista Soviética de Lituânia (1918-1919)|Lituânia]] e [[República Soviética Socialista da Letônia|Letônia]];{{sfn|Service|2004|p=199}} durante a guerra civil, esses governos marxistas foram derrubados e os países bálticos tornaram-se totalmente independentes da Rússia, um ato que Stalin considerou ilegítimo.{{sfn|Service|2004|pp=203, 190}} Em fevereiro de 1920, foi nomeado chefe da [[Rabkrin|Inspetoria dos Operários e Camponeses]];{{sfn|Service|2004|p=174}} nesse mesmo mês, ele também foi transferido para a Frente Caucasiana.{{sfn|Service|2004|p=178}}
 
Após os [[Ofensiva soviética para o oeste de 1918-1919|confrontos anteriores]] entre as tropas polonesas e russas, a [[Guerra Polaco-Soviética|Guerra Polonesa-Soviética]] eclodiu no início de 1920, com os poloneses invadindo a Ucrânia e tomando [[Kiev]].<ref>{{harvnb|Service|2004|p=176}}; {{harvnb|Kotkin|2014|pp=352–354}}.</ref> Stalin foi transferido para a Ucrânia, na Frente Sudoeste.<ref>{{harvnb|Service|2004|p=178}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=357}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=59}}.</ref> O Exército Vermelho forçou as tropas polonesas de volta à Polônia.{{sfn|Service|2004|pp=176–177}} Lenin acreditava que o proletariado polonês se levantaria para apoiar os russos contra o governo polonês de [[Józef Piłsudski]]. Stalin havia advertido contra isso; ele acreditava que o [[nacionalismo]] levaria as classes trabalhadoras polonesas a apoiar o esforço de guerra de seu governo. Também acreditava que o Exército Vermelho estava mal preparado para conduzir uma guerra ofensiva e que isso daria aos Exércitos Brancos uma chance de ressurgir na [[Crimeia]], potencialmente reacendendo a guerra civil.{{sfn|Service|2004|p=177}} Stalin perdeu o argumento, depois do qual aceitou a decisão de Lenin e a apoiou.{{sfn|Service|2004|p=178}} Ao longo da Frente Sudoeste, tornou-se determinado a conquistar [[Lviv|Lwów]]; ao se concentrar nesse objetivo, desobedeceu as ordens de transferir suas tropas para ajudar as forças de [[Mikhail Tukhachevsky]].<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=87}}; {{harvnb|Service|2004|p=179}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=362}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=60}}.</ref> Em agosto, os poloneses [[Batalha de Varsóvia (1920)|repeliram o avanço russo]] e Stalin retornou a Moscou.{{sfn|Service|2004|pp=180, 182}} Um [[Paz de Riga|tratado de paz polonês-soviético]] foi assinado; Stalin viu isso como um fracasso pelo qual culpou TrotskyTrótski.{{sfn|Service|2004|p=183}} TrotskyTrótski, por sua vez, acusou Stalin de "erros estratégicos" ao lidar com a guerra na [[IX Congresso do Partido Comunista Russo (bolcheviques)|Nona Conferência Bolchevique]].<ref>{{harvnb|Davies|2003|p=211}}; {{harvnb|Service|2004|pp=183–185}}; {{harvnb|Kotkin|2014|pp=376–377}}.</ref> Stalin sentiu-se ressentido e subestimado; em setembro exigiu a demissão dos militares, o que foi concedido.<ref>{{harvnb|Service|2004|pp=182–183}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=365}}.</ref>
 
== Ascensão ao poder ==
Durante a semi-aposentadoria de Lenin, Stalin forjou uma aliança com Kamenev e Grigory Zinoviev contra Trotski. Esses aliados impediram o testamento de Lenin de ser lido no XII Congresso do Partido, em abril de 1923.<ref name=":2" /><ref name=":3" />
 
Lenin morreu de um ataque cardíaco em 21 de janeiro de 1924.<ref name=":3" /> Após a morte de Lenin, uma luta pelo poder começou, que envolveu os sete membros do Politburo:<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com.br/books?id=38gMzMRXCpQC&redir_esc=y|título=How the Soviet Union is Governed|ultimo=Hough|primeiro=Jerry F.|ultimo2=Fainsod|primeiro2=Merle|data=1979-01-01|editora=Harvard University Press|lingua=en|isbn=9780674410305}}</ref> Nikolai Bukharin, Lev Kamenev, Alexei Rykov, Joseph Stalin, Mikhail Tomsky, Leon TrotskyTrótski, Grigory Zinoviev.
 
Novamente, Kamenev e Zinoviev ajudaram a manter o testamento de Lenin de vir a público. A partir daí, as disputas de Stalin com Kamenev e Zinoviev se intensificaram. TrotskyTrótski, Kamenev e Zinoviev ficaram cada vez mais isolados, e acabaram sendo expulsos do Comitê Central e, em seguida, do próprio partido.<ref name=":2" /> Kamenev e Zinoviev foram posteriormente readmitido, mas TrotskyTrótski foi exilado da União Soviética.
 
== Expurgos e deportações ==
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